Como é definida a classificação do nível de suporte no TEA

Autores: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Quando os pais recebem o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma dúvida muito comum é: “o que significa nível 1, 2 ou 3?”. Essa classificação vem do DSM-5 e indica o quanto a criança precisa de apoio no dia a dia, não sendo uma medida de inteligência ou de potencial.

A avaliação considera principalmente duas áreas: a comunicação social (como a criança interage, se comunica e entende o outro) e os comportamentos restritos e repetitivos (rigidez, necessidade de rotina, interesses específicos e sensibilidade sensorial). A partir disso, define-se o nível de suporte.

No nível 1 (requer apoio), a criança apresenta dificuldades sociais, mas consegue se comunicar e interagir com algum suporte.

No nível 2 (requer apoio substancial), há prejuízos mais evidentes na comunicação e maior rigidez comportamental.

Já no nível 3 (requer apoio muito substancial), as dificuldades são mais intensas, com grande comprometimento da comunicação e necessidade de suporte constante.

É fundamental que os pais saibam que esse nível não é definitivo, pode mudar ao longo do desenvolvimento, e não define quem a criança é. Ele serve apenas como um guia para planejar intervenções mais adequadas. O mais importante continua sendo compreender as necessidades individuais da criança e oferecer um ambiente de apoio, segurança e respeito.

 Referência bibliográfica

DSM-5. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-5). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing; 2013.

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