Acumulador Compulsivo (Disposofobia)


O Acumulador compulsivo é o indivíduo incapaz de descartar objetos por achar que poderá ser útil em algum momento. Ele recolhe bens e objetos que a maioria das pessoas descartam.
Com o tempo, acaba vivendo em condições insalubres, porque com a aquisição excessiva não tem espaço e nem a limpeza adequada do local onde mora.
É capaz de dividir a casa em função dos objetos acumulados, mesmo causando prejuízos. Por exemplo, não usa o banheiro ou a cozinha porque está lotado de objetos. É claro que no início abre mão de um móvel, como uma mesa ou um sofá. Sem o tratamento, vai se estendendo pela casa.
Pode ter muitos animais de estimação e sem o cuidado apropriado. Acumula sucatas ou lixo (como embalagens) e vai amontoando em pilhas pela casa. O acumulador nega que esse comportamento seja exagerado, apesar de ter vergonha do hábito. Não consegue controlar o seu impulso.
Acabam se afastando e se isolando por causa do problema, o que dificulta o processo de ajuda.
Não existe uma necessidade de acumular, apenas o desejo.  Ou seja, não existe necessidade física ou real do compulsivo adquirir aquele objeto. Tive contato com um paciente que chegava a guardar pregos usados e enferrujados, porque um dia poderiam ser úteis. Chegou a fazer uma obra em casa e armazenar toda a sucata. A satisfação vinha só com o fato de saber que guardava o material.
Para que o tratamento aconteça é preciso ter consciência de que existe uma doença. Serão necessárias intervenções terapêuticas, associado à medicação, para se quebrar o ciclo de acumular coisas desnecessárias.

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4 comentários

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  1. Glaucia, o paciente dificilmente procura o tratamento espontaneamente por esse problema. isto porque ele não encara como um difiultador na sua vida a acumulação.Você precisará leva lo a um especialista por alguma queixa dela, por exemplo, ansiedade, insônia desatenção, problema de memória etc. Talvez seja um gancho para ela chegar a um profissional e tenha alívio de alguma queixa. Depois o especialista saberá como abordar esse assunto com a sua mãe.

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  2. Boa noite Elizabete, meu nome é Glaucia e acabei encontrando seu blog enquanto pesquisava sobre a disposofobia. Minha mãe sofre da doença, que já está em nível avançado e eu preciso de ajuda para poder ajudá-la. Qual o melhor tipo de intervenção *interrogação*

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  3. Boa noite Elizabete, meu nome é Glaucia e acabei encontrando seu blog enquanto pesquisava sobre a disposofobia. Minha mãe sofre da doença, que já está em nível avançado e eu preciso de ajuda para poder ajudá-la. Qual o melhor tipo de intervenção *interrogação*

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  4. Conheço uma pessoa assim. Tem um andar da casa,só para sucatas de rádio, aparelho de som, etc. Já conversei com ele, vou compartilhar.Enquanto eu me desfaco de td ele guarda.

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