Enxaqueca (ou Cefaléia Migrânea)

A migrânea, mais conhecida como enxaqueca, é um tipo de dor de cabeça idiopática, recorrente e que pode durar de 4 horas a três dias.
Manifesta-se unilateralmente e 20% dos casos costumam evoluir para outra metade da cabeça. É pulsátil e geralmente acompanhada de náusea, fonofobia e fotofobia. Não é uma doença dos tempos modernos, como alguns artigos comentam. Existem descrições de enxaqueca com áurea desde o século XVII. Os estresses e correria dos tempos atuais contribuem para o surgimento ou agravamento de diversas patologias, inclusive a cefaléia.
Não há alterações estruturais. Os exames complementares são solicitados apenas para descartar outras causas

que podem estar agravando a enxaqueca. O diagnóstico de enxaqueca é clínico; sabemos que existe uma seqüência numa crise completa, composta de quatro fases.

– sintomas prodrômicos: sintomas que podem preceder em até 24 horas a crise. Geralmente, os pacientes queixam-se de depressão, irritabilidade, alteração de paladar ou desejo intenso por doce e sono intenso.
– Aurea: é uma manifestação que precede o início da enxaqueca. Os sintomas mais comuns são distúrbios visuais (10% relatam escotoma cintilante e 25% flashes de luz), parestesias, paresias ou afasia, sensação de déja vu , zumbido. O paciente já sabe que a enxaqueca vai vir em seguida, como contam nos consultórios.
– Cefaléia: geralmente unilateral. Pulsátil. Ocorre mais na região fronto parietal, mas pode se manifestar também como uma intensa dor atrás dos olhos.
– Resolução: exaustão, sono intenso.
A incidência da enxaqueca nos homens varia de 5 a 10% da população, e nas mulheres fica em torno de 15 a 20%. Para ambos os sexos, a prevalência aumenta na vida adulta. Existe uma contribuição genética: cerca de 55% dos pacientes tem um dos pais com história de enxaqueca.
Existem alguns fatores desencadeantes. Os mais comuns são estresse, sono prolongado, traumatismo craniano (especialmente em crianças), aumentar muito o intervalo entre as refeições, ingesta de alguns alimentos (chocolates, laranjas, comidas gordurosas e lácteas), privação de cafeína, odores fortes, mudança de pressão atmosférica, alterações climáticas abruptas e hormonais. Esses fatores não aparecem tão claramente na entrevista com o paciente: às vezes é necessário ser meio detetive. Por exemplo, pacientes chegam com queixa de que a cefaléia surge apenas nos finas de semana. Quando esmiuçamos o que ocorre de diferente nesses dias, é comum verificar que não tomam o cafezinho com a freqüência que toma durante o trabalho.
O tratamento da enxaqueca é  dividido em retirar o paciente da crise (fase aguda) e prevenir que aconteça uma recidiva. Existe uma série de medidas que devem ser tomadas, não medicamentosas e associadas a medicamentos. Deve se procurar um médico para obter orientações sobre o melhor medicamento, e para ensinamentos de como atenuar na vida desses pacientes os fatores desencadeantes.
È necessário levar a sério a avaliação e tratamento da enxaqueca, porque ela é uma das causas de prejuízo escolar e de absenteísmo no trabalho com maior impacto na vida do indivíduo.

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