Como ajudar os seus filhos menores nas aulas a distância?

O objetivo desses itens abaixo é oferecer algumas dicas que possam facilitar o engajamento a uma rotina escolar em casa.

  1. Os pais devem sempre demonstrar interesse no que os filhos estão aprendendo.
  2. Os pais devem se colocar à disposição dos filhos para ajudá-los, lembrando que os pais devem atuar como suporte e orientador, não como solução para resolver as dificuldades escolares de seu filho.
  3. Os pais precisam conhecer a plataforma ou o ambiente virtual onde as aulas são disponibilizadas pelo colégio.
  4. Manter uma rotina com os filhos: horário das refeições, de dormir e acordar, assistir às aulas e para os deveres/estudo, semelhantes à rotina da aula presencial.
  5. Orientar a criança a preparar o material escolar (caderno, estojo etc.), se organizando antes de iniciar as aulas.
  6. Orientar o seu filho a se preparar como se fosse a escola presencial, rotinas como banho tomado e roupas confortáveis. Não se deve assistir às aulas de pijama.
  7. Os pais devem criar um espaço para que seu filho assista às aulas, confortável, tranquilo e bem iluminado. Não se deve às aulas na cama ou na mesa da sala onde todos circulam o tempo todo.
  8. É necessário assistir às aulas completas, exatamente como na escola presencial.
  9. É importante que o seu filho registre em caderno ou através de marcações no livro didático/apostila o material que está sendo dado, se possível registrando datas para cada conteúdo dado.
  10. Respeite o espaço onde o seu filho estuda. Não o interrompa com conversas paralelas ou para arrumar o cômodo durante o horário das aulas ou de estudo.
  11. É importante manter a responsabilidade nos horários de estudo e nas entregas de avaliações e trabalhos, mesmo que a escola flexibilize. É preciso estimular e reforçar a necessidade de respeitar as datas e não se aproveitar de uma possível ausência de rigidez.
  12. Ajude a eles se organizarem, mas com autonomia.
  13. Se possível os pais que estão trabalhando em casa (home office) façam intervalos respeitando os intervalos dos filhos. Dessa forma ficarão mais próximos e farão com que eles se sintam mais acolhidos.
  14. Os pais que precisam sair de casa para ir ao trabalho devem monitorar a rotina dos filhos e acompanhar as atividades quando retornarem.
  15. Combine um “sinal” para que a criança saiba que naquele momento você está numa reunião importante e não pode dar atenção. Ele não tem como saber quando se está num momento tranquilo ou não. Se isso não ficar claro para seu filho ele ficará confuso, porque em alguns momentos ele interrompe os pais e tem a atenção e em outros ganha uma bronca.
  16. Pais precisam servir de exemplo. Se estiverem em home office, não devem trabalhar de pijama ou desvalorizar cumprimento de horários e tarefas. É preciso ter a mesma postura para poder exigir de seu filho respeito com a escola como ela deve ter, demonstrar responsabilidade antes de exigir responsabilidade.

Lembre-se que vocês pais são os modelos a serem seguidos pelos seus filhos.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

Deixe um comentário