A asfixia perinatal é uma doença grave, que acomete entre 1 e 6 bebês a cada mil nascidos vivos em países desenvolvidos. É a terceira causa mais comum de morte neonatal no mundo, estimada em 23%.

O acometimento é multissistêmico e se destaca pelo comprometimento neurológico denominado encefalopatia hipóxico-isquêmica

Os recém-nascidos com encefalopatia grave têm alto risco de morte, paralisia cerebral e retardo mental entre os sobreviventes. O RN com encefalopatia moderada frequentemente apresenta déficits motores significativos, deficiência motora fina, comprometimento da memória, disfunção visual, aumento da hiperatividade e atraso no desempenho escolar.

No Brasil, estima-se que 15 mil a 20 mil bebês nascem, a cada ano, com encefalopatia hipóxico-isquêmica.

O dia 25 de setembro é o dia Nacional de conscientização sobre a Asfixia perinatal.

A criação da data foi uma forma de conscientizar e prevenir novos casos através da divulgação de estratégias para prevenção de sequelas neurológicas.

O acesso ao tratamento precoce evita sequelas com deficiência motora, deficiência cognitiva, cegueira ou surdez.

É um dia para discutirmos, refletirmos, construirmos alternativas para promover a saúde das crianças e apoiar as famílias para que os seus filhos tenham recursos para reduzir o impacto negativo da encefalopatia hipóxico isquêmica.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

Deixe um comentário