Lidar com Situações Desconfortáveis em Família: Como Respeitar os Sentimentos do Seu Filho

Autora: Elizabete Possidente

Recentemente, uma mãe compartilhou em meu consultório uma preocupação comum entre muitos pais: seu filho de 4 anos não quer beijar o avô cego, que costuma ficar isolado no quarto e não interage com a família. O avô, por sua vez, insiste em receber o beijo, e a criança se sente desconfortável porque o avô sempre molha sua bochecha ao retribuir o beijo.

Situações como essa podem ser desafiadoras para pais que desejam manter a harmonia com os familiares enquanto respeitam os sentimentos dos pequenos. É importante reconhecer e validar o desconforto da criança, entendendo que forçar a interação pode causar estresse e resistência.

No meu livro “Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos”, ofereço estratégias para abordar esses momentos delicados. Uma abordagem é incentivar formas alternativas de afeto que sejam confortáveis para todos, como um abraço ou um simples “oi”. Além disso, é fundamental conversar com o avô sobre as necessidades e sentimentos do neto, buscando criar um ambiente mais acolhedor .

Proteger a saúde mental dos pequenos envolve respeito e empatia por suas emoções. Ensine seu filho a expressar seus sentimentos de maneira saudável e mostre que seu desconforto é compreendido. Ao fazer isso, você fortalece o vínculo familiar e promove um ambiente de confiança e respeito mútuo.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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