Por que o remédio para bipolar não vai sendo reduzido até parar de vez?

Autora: Elizabete Possidente

🧠💊 “Por que o remédio da minha filha bipolar não vai sendo reduzido até parar de vez?”

Essa é uma pergunta que muitos pais me fazem no consultório. E a resposta começa com uma outra pergunta:

👉 Sua filha está bem, estável, com a vida andando?
Então é provável que a medicação esteja fazendo seu papel.
O transtorno bipolar não “passa” como uma gripe. Ele é uma condição que precisa de cuidado contínuo.
E os remédios funcionam como uma ponte que mantém o equilíbrio do humor evitando recaídas, mesmo quando tudo parece tranquilo.

💡 Reduzir ou suspender a medicação sem critério pode trazer de volta episódios difíceis, tanto de depressão quanto de euforia.

📌 Em alguns casos, sim, após anos de estabilidade e com acompanhamento próximo, o médico pode avaliar a possibilidade de redução. Mas isso é sempre feito com muito cuidado. Não há suspensão da medicação

❤️ O objetivo do tratamento é preservar a autonomia, o bem-estar e os projetos de vida da sua filha.

📣 Cuidar da saúde mental é um gesto de amor e responsabilidade  e isso vale para a família também.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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