A depressão é uma doença debilitante que tem sido definida como a sensação persistente e permanente de um indivíduo da perda de valor, mundo sem sentido e de um futuro sem esperanças.
É uma das doenças clínicas mais comuns, sendo mais freqüente do que a hipertensão arterial e o diabetes. Entre 5 a 10% dos pacientes que procuram algum atendimento médico estão acometidos de depressão.
Estudos mais recentes sugerem que 50% dos americanos e europeus têm depressão ao menos uma vez durante suas vidas. Nas mulheres existem duas vezes mais chances do que entre homens. Cerca de 74% desses pacientes procuram ajuda na Clínica Médica (e não no especialista).
A depressão é caracterizada por diversos sintomas afetivos, somáticos, psicomotores e psicológicos.  As queixas mais comuns são tristeza, apatia, perda de interesse, falta de prazer, desesperança, irritabilidade (especialmente em crianças e adolescentes), aumento/redução do apetite, ganho/perda peso, insônia, sonolência excessiva, sono não reparador, cansaço, inquietude ou lentificação psicomotora, redução da libido, baixa autoestima, dificuldade na atenção e memória, indecisão em atitudes simples do cotidiano, insegurança, preocupação excessiva, idéias de culpa, sentimentos de fracasso e preocupação excessiva com morte.
É claro que não é preciso ter todos esses sintomas para caracterizar um quadro de depressão, e a intensidade deles também é bem variável. Por isso, a maioria dos pacientes busca o tratamento com o clínico, o cardiologista ou o ginecologista. Os pacientes podem se queixar de desânimo, cansaço, redução da libido, dificuldade na memória e tristeza como principais sintomas e não vão pensar que se trata de uma doença mental chamada DEPRESSÃO.
É necessário através de uma entrevista detalhada e exames  fazer o diagnóstico diferencial com uma série de outras patologias clínicas, metabólicas e neurológicas (por ex., hipotireoidismo, deficiências de vitamina, AVE), e como efeitos adversos de diferentes medicamentos (por exemplo, analgésicos, antineoplásicos, antihipertensivos) .
O tratamento consiste em uso de antidepressivo e psicoterapia. O antidepressivo não causa dependência como é divulgado por leigos. Esse tipo de medicamento é aquele da “tarja vermelha e não preta “. Ele é de prescrição com controle médico mas não causa dependência. Esse tipo de receituário é igual ao dos antibióticos atualmente. Ou seja, são vendidos com receita branca em duas vias, mas não é receita azul (medicamentos que podem causar dependência). Eu enfatizo isso porque é muito comum receber pacientes que sofrem há anos de depressão mas não procuravam o psiquiatra por medo de tomar um remédio e ficar dependente. Esse medo ocorre por falta de conhecimento, não só dos pacientes mas também dos próprios colegas da Saúde, que não sabem informar e desmitificar esse encaminhamento.

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2 comentários

  1. Gostei muito das suas explicações. Sofro com isso,melhoro, passo uma temporada bem e, volta tudo e o pior que como vc mesma relatou muitos profissionais da saúde não valorizam ou respeitam,pensam que é fingimento e querem ate mesmo que vc se aposentem pelo INSS para não ter que esperar vc voltar de licença medica. É muito triste ver e sentir na pele certo preconceito e falta de amor ao próximo. Como o nosso próprio governo faz com os idosos, vc não serve para nada morra. Falta de respeito dos próprios colegas e, médico de medicina do trabalho que eu acho que não estão preparados para tratar de funcionários com essa e outras doenças psiquiatras. Divulgarei esse blog, pois muito me interessou e, acredito que será muito bom para outras pessoas.

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  2. Estela Baltar, você entendeu o objetivo do blog que é divulgar as patologias e qualidade de vida. As pessoas desconhecem que a depressão é uma doença e necessita de tratamento.Devemos divulgar para terminar com o preconceito que existe com as doenças que afetam o exame psíquico.

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