Autora: Elizabete Possidente

Fiocruz lançou no dia 11 de abril de 2022, uma campanha para alertar sobre os riscos do uso e da possível liberação dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) no Brasil.

Na campanha tem diversos materiais informativos com foco nas redes sociais, ainda contém um abaixo assinado para que as pessoas se manifestem contra a autorização dos cigarros eletrônicos pela ANVISA.

Os cigarros eletrônicos, vaper, pod, e-cigarette, entre outras nomenclaturas, têm a venda,a importação e a propaganda proibidas  por resolução da Anvisa. Apesar disso, a BAT Brasil (antiga Souza Cruz), a maior empresa de tabaco do país estima que 2 milhões de brasileiros fazem uso dos cigarros eletrônicos.

Segundo o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da ENSP/Fiocruz, nos últimos anos, a indústria do tabaco tem pressionado a Anvisa para a liberação dos cigarros eletrônicos. A ANVISA iniciou, em 2019, um processo regulatório para informações técnicas sobre o tema. No início deste mês iniciou a etapa que há recebimento da participação social de evidências técnicas e científicas relacionadas ao uso desses dispositivos. A decisão final cabe à Diretoria Colegiada.

Estudo publicado pelo INCA em maio de 2021demonstrou que o uso de cigarro eletrônico aumenta em mais de 3 vezes o risco de experimentação de cigarro convencional entre não fumantes, e mais de 4 vezes o risco de uso regular do cigarro.

Se hoje com o produto proibido os jovens já estão apresentando um aumento considerável do uso de cigarros eletrônicos. Se for aprovado venderá em todos os locais e com apelos das propagandas haverá um aumento exponencial do uso e a elevação de muitas doenças.

Acesse o abaixo-assinado contra a liberação dos dispositivos no link https://www.change.org/diga-não-aos-cigarros-eletrônicos.

Vamos participar e divulgar essa campanha de alerta para a saúde da população.

Publicado por Elizabete Possidente

Formou -se em Medicina em 1994. Foi médica residente do Instituto de Psiquiatria da UFRJ de 1995 a 1996. Defendeu Mestrado em 1997 a 1999 pelo Departamento de Psiquiatria do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Durante muitos anos foi supervisora de Psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Foi médica perita em Psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho pela Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça. Foi médica Psiquiatra e perita em Psiquiatria pelo Ministério da Defesa no Hospital Central do Exército e pela Auditoria Militar. Foi médica Psiquiatra e chefe do serviço de Saúde Mental da Policlínica Newton Alves Cardoso. Tem diversos artigos publicados em revistas médicas. Diversos trabalhos publicados em congressos nacionais e internacionais. Está sempre se atualizando e participando de eventos médicos nacionais e internacionais em Psiquiatria.

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