Descriminalização da Maconha: Quais são as Implicações da Decisão do STF?

Concordo plenamente com a psiquiatra Analice Gigliotti em sua publicação na Veja, na qual ela afirma que precisamos parar para refletir sobre a quantidade defendida pelo STF como sendo de porte pessoal. Essa definição é uma forma disfarçada de autorizar o tráfico.

Você sabe qual quantidade eles consideraram? A pessoa poderia transportar 40 gramas de maconha ou cultivar 6 plantas fêmeas para consumo próprio. Essa quantidade não seria considerada crime. Com isso, seria possível fazer 40 baseados grandes ou até 120 cigarros mais finos.

Na tentativa de descriminalizar o usuário, o STF também está liberando o traficante de sanções legais.

Nós, psiquiatras, não podemos ficar calados diante desse cenário, pois é amplamente conhecido na comunidade científica que o uso de maconha aumenta o risco de desenvolver diversas doenças psiquiátricas, especialmente quando se inicia na adolescência, com o cérebro ainda em formação. Há prejuízos no coeficiente de inteligência, na capacidade cognitiva, além de redução da atenção e da produtividade.
 
Quantidade defendida pelo STF como de porte pessoal é capaz de causar dano grave à saúde mental
 
Por Analice Gigliotti

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https://vejario.abril.com.br/coluna/analice-gigliotti/descriminalizacao-da-maconha-quais-sao-as-implicacoes-da-decisao-do-stf/

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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