Desde 15 de junho de 2020 o FDA (Food and Drug Administration) autorizou médicos a utilizarem um jogo eletrônico específico, o EndeavorRX, no tratamento de crianças entre 8 e 12 anos, com TDAH. É a primeira vez que algum “videogame” é comercializado com o objetivo de tratamento médico.

Essa autorização está causando polêmica na classe médica. Apesar do FDA ser conhecido como criterioso na autorização e comercialização de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, muitos estão questionando essa aprovação. A maioria dos médicos que tiveram contato com o jogo referem que não é diferente de um game como outros existentes, onde personagens enfrentam obstáculos e inimigos para conquistar participação em novas fases.

O alerta foi intensificado na classe médica com a divulgação pelo portal americano “The Verge” que publicou que a aprovação teria se baseado num estudo onde apenas  médicos contratados pela empresa responsável participaram.

A empresa em questão, a “Akili Interactive”, se defende alegando que realizou sete anos de estudos para comprovar a eficácia em crianças do grupo de abordagem, sem uso de medicamentos associados, em vinte instituições dos EUA. Mostraram que 1/3 dos pacientes, com 25 minutos de jogo em 5 dias na semana, por um período de 30 dias, tiveram melhora na atenção objetiva por posteriores 30 dias, sem influência em outros sintomas.  

Levando em conta as informações divulgadas desse  tratamento complementar para pacientes com TDAH é prudente aguardar a evolução dos resultados por algum tempo mais antes de aplicarmos essa indicação terapêutica.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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3 Comments

  1. Tenho dificuldade nesses jogos eletrônicos. Meus netos jogam com muita facilidade.

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