Meu estresse é inofensivo?

É muito comum as pessoas comentarem que se percebem em momentos de
estresse intenso, em que se sentem muito agitadas, irritadiças, ansiosas ou
desnorteadas. A grande maioria acha que faz parte da vida e tenta lidar com
essa situação. Só não sabem que diante desse estresse intenso estão
liberando o hormônio cortisol no seu organismo, provocando a morte de
neurônios e prejudicando a neurogênese (formação de novos neurônios). 
Há prejuízo para a saúde mental e danos à saúde física, sendo o coração
muito afetado.
A associação americana de cardiologia coloca estresse, ansiedade e
depressão, assim como o sedentarismo, desencadeantes para doenças
cardíacas.
Para exemplificar temos uma pesquisa publicada no Journal of Clinical
Endocrinology & Metabolism, onde houve aferição dos níveis de cortisol (o
chamado “hormônio do estresse”) durante um período de 24 horas, em 861
pessoas acima de 65 anos de idade. A avaliação foi feita durante seis anos.
Houve 183 participantes do estudo que morreram, por ataque cardíaco e
acidente vascular cerebral (AVC), onde foram observados altos níveis de
cortisol. Os participantes foram divididos em três grupos com base nos níveis
do cortisol, o grupo com maiores níveis de cortisol apresentou risco cinco vezes
maior de morte por doenças cardiovasculares. 
A alta liberação de hormônios em situações estressantes afeta o organismo,
provocando reações que vão desde o aumento da pressão arterial até ataque
cardíaco fulminante. 
Procure ajuda médica para lidar melhor com esses picos de estresse, eles não
são inofensivos e trazem danos importantes para saúde física e mental.

Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

Deixe um comentário