Autores: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Crianças com TDAH ficam enfadadas facilmente e precisam de algumas medidas um pouco menos rígida.

Algumas dicas podem auxiliar no aprendizado das crianças com TDAH:

• A criança deve sentar-se próximo aos professores na primeira fileira, sempre que possível.

• Manter a criança de frente para o quadro e com os colegas fora de vista durante as aulas.

•Cerque a criança com alunos interessados no estudo para servir de modelo.

• Incentive que todos tirem dúvidas. Assim poderá ter noção do entendimento da matéria da criança com TDAH.

• Evite elementos distratores, como sentar perto de janelas e portas. Não permitir o celular durante as aulas para todos.

.Ter um relógio a vista na sala para que o aluno visualize quanto tempo resta para terminar um dever, uma avaliação ou a aula.

•A maioria das crianças com TDAH não se adaptam bem com mudanças. Evite alterações no cronograma do dia.

•Tenha uma tabela de horários de fácil visualização para que a criança possa acompanhar as atividades do dia.

•Durante as instruções orais mantenha contato visual com os alunos.

•As instruções devem ser ditas de forma clara, curta e direta. Evite comandos múltiplos.

• Verifique se a criança compreendeu a atividade antes de iniciar a tarefa.

• Repita quando preciso,de forma tranquila. Voz muito alta ou irritada chamará a atenção da criança com TDAH para o tom da voz e não para o conteúdo do que está sendo falado.

•Cobre uma tarefa de cada vez.

. A aula precisa ser dinâmica.

. Faça perguntas durante a aula. Por exemplo, faça algumas questões no início da aula, como um desafio para encontrarem a resposta no assunto da aula. Pode ainda motivar com algum benefício como incentivo a atenção de conteúdo mais densos.

. Regras e limites precisam estar estabelecidos desde o primeiro dia de aula. Crianças com TDAH têm dificuldade de ter noção de limites.

• Se necessário algumas tarefas precisam ser adaptadas para criança com TDAH e não chamar a atenção dos demais para essa situação.

. Se necessário tempo adicional para realizações das avaliações em sala,seja trabalhos, testes ou provas.

. Não se esqueça que crianças com TDAH são frustradas facilmente e podem levar a um descontrole emocional que irá conturbar todo o grupo. Devem estar atentos a evitar um crescente nessa situação.

Os educadores devem conhecer a patologia TDAH. Não basta só receber o relatório do médico. Precisa saber que a patologia não se trata apenas de desatenção e hiperatividade, mas também de problemas de função executiva, memória de trabalho, memória operacional não verbal, atenção sustentada, atenção plena, desregulação emocional etc

Também deve estar atento se a criança mantém o tratamento terapêutico e/ou medicamentoso de forma regular para estabilidade clínica. Infelizmente muitos pais levam a criança para uma única consulta para buscar o laudo para documentar na escola apenas.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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