Autora: Elizabete Possidente

Nesse artigo cito os principais mitos envolvidos com o tema suicídio e que prejudicam as pessoas buscarem ou serem levadas ao tratamento médico adequado.

  • Se eu perguntar sobre o suicídio, poderei induzir o paciente a isso.    
  • Pessoas que sempre falam que vão se matar, fazem isso para chamar a atenção apenas.
  • Quem quer se matar, faz e não fala. 
  • Se alguém sobrevive à tentativa de suicídio é sinal de que vai ficar tudo bem.
  • Criança não se mata.
  • Quem quer se matar fica triste o tempo todo.
  • Quem se mata é diferente de quem fica só tentando.
  • Nunca vi um caso de suicídio. Acho que nunca vai acontecer próximo a mim.
  • Pessoas religiosas não se matam.
  • Pessoas inteligentes não se matam.
  • Uma vez suicida, sempre suicida, independente do que faço a ele para ajuda -lo.
  • Dificuldades econômicas que levam a uma pessoa a suicídio, se não tem, não cometerá suicídio.
  • Suicídio é coisa de rico, pobre não tem tempo para isso.
  • Suicídio é para pessoas desempregadas, se tem um bom emprego, não cometerá.
  • Quem tenta suicídio é porque não amadureceu ainda, o tempo vai resolver.

Logo, a importância de divulgar informações corretas sobre o Suicídio. A Campanha do Setembro Amarelo criado em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem como objetivo levar informações para aumentar o conhecimento que é essencial para a prevenção de novos casos, conforme descontróis esses mitos.

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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