Pesquisadores da cidade de Pelotas avaliaram 4.229 crianças nascidas no ano de 2004 aos 6 e 11 anos para avaliar transtornos psiquiátricos e exposição a traumas ao longo da vida.
Foram analisados 2.195 meninos (51,9%) e 2.034 meninas (48,1%). Destes, 61,7% eram filhos de mães de etnia branca e 38,3% de etnia negra ou mista.
A análise revelou que 34,3% das crianças que completaram as avaliações aos 11 anos de idade tinham sido expostas a traumas até aquela idade. Após ajustes, aos 6 anos de idade, os traumas associaram-se com aumento na probabilidade de transtornos de ansiedade e de qualquer transtorno psiquiátrico. Aos 11 anos de idade, os traumas associaram-se com qualquer transtorno psiquiátrico de ansiedade, do humor e de hiperatividade.
Trauma interpessoal e trauma não interpessoal associaram-se a múltiplos transtornos psiquiátricos, mesmo quando ajustados para sua concomitância.
Os autores concluíram que, nesta amostra brasileira, uma considerável carga de problemas de saúde mental associados ao trauma na infância já é evidente na meia-infância. Esforços baseados em evidências para reduzir a incidência de trauma infantil no Brasil e abordar suas consequências são urgentemente necessários.
Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria.
Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação.
Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes.
Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas.
Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo.
Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.
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