Autora: Elizabete Possidente

A pedido de alguns pacientes que têm me procurado com quadros depressivos, ansiosos e de baixa autoestima, muitas vezes reforçados por estarem casadas com um narcisista, não é correto afirmar que todos os maridos ou esposas narcisistas não gostam de trabalhar. O narcisismo é um distúrbio de personalidade que se caracteriza por um senso exagerado de auto importância, falta de empatia pelos outros e uma tendência a explorar e manipular aqueles ao seu redor para obter seus próprios objetivos.

Algumas pessoas com narcisismo podem ter um forte desejo por status, prestígio e poder, e podem trabalhar arduamente para alcançar esses objetivos. No entanto, outras pessoas com esse distúrbio  podem ser menos motivadas a trabalhar e podem buscar outras formas de obter o que desejam, como manipulação e exploração.

Além disso, um marido ou esposa narcisista pode esperar que seu parceiro atenda a todas as suas necessidades e desejos, incluindo financeiros. Eles podem esperar que o parceiro trabalhe duro para ganhar dinheiro e sustentar o estilo de vida que desejam, enquanto eles mesmos não trabalham ou contribuem de forma significativa para a renda do casal.

Em alguns casos, o narcisismo pode levar à preguiça, pois o indivíduo pode acreditar que é merecedor de tudo sem ter que trabalhar duro para obtê-lo. Eles podem ter uma visão grandiosa de si mesmos e se recusar a fazer trabalhos considerados abaixo de sua posição social.

No entanto, é importante lembrar que cada indivíduo com narcisismo é único e pode apresentar diferentes comportamentos em relação ao trabalho e outros aspectos da vida. É possível encontrar maridos ou esposas narcisistas que trabalham arduamente, assim como outros que não têm motivação para trabalhar. Realizar uma análise psicológica pode ajudar a entender o comportamento de um narcisista

Publicado por Elizabete Possidente

Com uma trajetória multifacetada e dedicada à saúde mental, sou uma médica psiquiatra, cuja jornada profissional é marcada por conquistas e contribuições significativas. Formei-me em Medicina em 1994 e desde então tenho me destacado em diversas áreas da psiquiatria. Minha jornada acadêmica inclui uma residência no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, onde aprimorei minhas habilidades e conhecimentos de 1995 a 1996. Prosseguindo em minha formação, obtive o título de Mestre pelo Departamento de Psiquiatria do mesmo instituto, entre os anos de 1997 e 1999, consolidando-me como uma profissional especializada e comprometida com a excelência em minha área de atuação. Ao longo de minha carreira, desempenhei papéis fundamentais em diferentes instituições e contextos. Como supervisora de psiquiatria pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, contribuí para o desenvolvimento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental. Minha expertise como médica perita em psiquiatria no Manicômio Heitor Carrilho e posteriormente na Vara de Execuções Penais da Secretaria Estadual de Justiça evidencia meu compromisso com a justiça e o bem-estar dos pacientes. Além disso, atuei como médica psiquiatra e perita em psiquiatria pelo Ministério da Defesa, tanto no Hospital Central do Exército quanto pela Auditoria Militar, onde minha competência e dedicação foram reconhecidas e valorizadas. Minha influência na comunidade médica estende-se também ao âmbito acadêmico, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais, onde compartilho meu conhecimento e experiência com outros profissionais da área. Como autora do livro "Para Pais e Mães Preocupados: Cuidando da Saúde Mental dos Pequenos", publicado pela editora Viseu, demonstro meu compromisso em disseminar informações relevantes e acessíveis sobre saúde mental para um público amplo. Com uma sólida base acadêmica, vasta experiência prática e um compromisso contínuo com a atualização e aprimoramento profissional, sou uma referência respeitada na área da psiquiatria, dedicada a promover o bem-estar e a qualidade de vida de meus pacientes e da comunidade em geral.

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