Alerta Sobre Drogas com o Gibi da Turma da Mônica

O gibi da Turma da Monica com o título “Uma história que precisa ter fim” fala de álcool, nicotina, crack e outras drogas. Serve de alerta para pais, jovens e educadores sobre as drogas.

A revista foi editada pelo Instituto Cultural Maurício de Souza e feita por solicitação da Secretaria Nacional Antidrogas. Foi publicada em 2012 na 14ª Semana Nacional Antidrogas e continua ainda super atual.

Nessa história em quadrinho um garoto chamado Zélio começa ter problemas ao se envolver com drogas.

Acesse essa revista no link abaixo:

Senado Aprova Semana de Conscientização do TDAH

Autora: Elizabete Possidente

Foi aprovado no Senado em 28 de junho de 2022 o PL 425/19 do deputado federal Fred Costa que institui a Semana Nacional de Conscientização do Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH).

A cada ano na semana que abrange a data de 1 de agosto será promovida informações sobre o diagnóstico, quadro clínico e tratamento do TDAH.

O TDAH é um distúrbio neurobiológico do desenvolvimento que abrange sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. São sintomas que podem se perdurar por toda a vida e se manifestam de formas distintas nas diferentes fases do indivíduo.

É de grande relevância a população ser conscientizada sobre o TDAH que causa prejuízo na vida por estar   abaixo do seu potencial psicopedagógico. Assim como desmitificar que para se ter TDAH precisa ser uma pessoa com muitas repetências escolares e com isso, diversas crianças e adultos ficam sem tratamento. Pessoas podem levar uma vida normal, mas tem o seu potencial reduzido ou necessitam de um esforço muito maior do que é esperado para manter o seu padrão de exigência.

Por falta de conhecimento há um crescente preconceito em torno da patologia TDAH pelos profissionais de saúde, pais, professores e pela maioria da população. Eu mesma já ouvi de pais que ouviram que os seus filhos não poderiam ter   TDAH porque passavam de ano ou por serem obedientes. Assim como pacientes adultos tratados por TDAH que foram questionados no diagnóstico por terem formação de nível superior. Essas pessoas desinformadas desconhecem que se esses pacientes com TDAH quando recebem o tratamento adequado alcançam qualidade de vida e atingem o seu potencial máximo.

Muitas pessoas famosas pelo mundo comentam sobre o seu TDAH, como o objetivo de conscientizar a todos sobre o tema, como o atleta  Michael Phelps.

Agora a proposição aguarda a sanção presidencial para se tornar lei.

Dia do Cérebro

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

O dia 22 de julho é considerado o dia do Cérebro. Esse dia foi estabelecido em 2014 pela, pela World Federation of Neurology e International Headache Society.

O objetivo é informar a população sobre a importância do cérebro na qualidade de vida das pessoas. Informar que o cérebro é fundamental para nas funções para   raciocinar, pensar, desenvolver sentimentos e controlar o funcionamento do corpo. Todas essas funções podem ser melhoradas com um cérebro sempre sendo exercitado e ativo.

E você está cuidando bem do seu cérebro?

Maria da Penha Virtual

Autora: Elizabete Possidente

O Web App Maria da Penha é todo virtual, se parece como um aplicativo que pode ser acessado por um link de qualquer dispositivo eletrônico.

Não há necessidade de ser baixado. Não ocupa espaço na memória do aparelho.

Esse recurso foi confeccionado por estudantes e pesquisadores do Centro de Estudos de Direito e Tecnologia da UFRJ (CEDITEC) engajado com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

O propósito foi de disponibilizar um meio eletrônico simples, de fácil acesso com requisitos possíveis que a mulher vítima de violência doméstica consiga realizar o pedido de medida protetiva de urgência, sem a necessidade de deslocamento.

A vítima no Maria da Penha Virtual, preenche um formulário com seus dados pessoais, dados do agressor e sobre a agressão sofrida. Pode anexar foto e áudio como meio de prova e, de acordo com o caso, escolhe a(s) medida(s) protetiva(s) nos termos da Lei Maria da Penha.

No final é concebido uma petição de medida protetiva de urgência na forma de pdf  ,que é distribuída para o juizado competente. A vítima de Violência Doméstica pode consultar e acompanhar o andamento da petição.

Desde o dia 08 de março de 2022, a ferramenta se expandiu para todos os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Estado do Rio de Janeiro.

Para a segurança da vítima sempre que acessar o link https://maria-penha-virtual.tjrj.jus.br deverá ir até o histórico de seu navegador de internet do celular, do computador ou do tablet e apagar todo o histórico acessado.  

Fibromialgia e os Transtornos Psiquiátricos

Autora: Elizabete Possidente

Existe uma correlação significativa entre fibromialgia e os transtornos psiquiátricos.
A fibromialgia é uma doença que atinge cerca de 0,2 % a 5% da população. Afeta mais mulheres, entre 35 e 44 anos de idade. Há dor generalizada nos músculos, tendões e ligamentos, sem inflamação. Existem alguns pontos com maior sensibilidade a dor.
A causa da fibromialgia é multifatorial e se manifesta, principalmente por dores difusas, cansaço, sono não reparador, problemas cognitivos, sintomas ansiosos e/ou depressivos.
Há um fator de herdabilidade de cerca de 50%, sendo que existe 13 vezes maior chance de desenvolver a fibromialgia em parentes de 1º grau.
Vários neurotransmissores parecem estar envolvidos no processo de sensibilização a nível central, que acabam influenciando na modulação da dor, cognição e humor.
O quadro clínico de fibromialgia é a presença de dor crônica por pelo menos 3 meses caracterizado por pontos dolorosos sensíveis a palpação em locais específicos a palpação pelo examinador. Há pelo menos 11 pontos de 18 pontos estabelecidos como critérios diagnósticos da fibromialgia. Sabemos que existem muitas pessoas com o diagnóstico errôneo de fibromialgia realizados por profissionais pouco familarizados com os critérios diagnósticos para a dor da fibromialgia.
Também é necessário a presença de fadiga crônica associado a dor para o diagnóstico. A alteração do sono do tipo não reparador é a disfunção do sono comum e que intensifica a dor quando não corrigido. Sintomas depressivos e/ou ansiosos também estão evidentes. Esses sintomas agravam o quadro de dor, assim como a dor agrava os sintomas de humor.
Também é necessário fazer a exclusão de outras patologias para se firmar o diagnóstico de fibromialgia, como, lúpus, polimialgia reumática, miopatias, espondilite anquilosante, hipotireoidismo, transtorno somatoforme, transtorno depressivo com dor, neuropatias anquilosantes, dentre outros.
O objetivo do tratamento é aliviar a dor e o sono reparador para a qualidade de vida do paciente.
O tratamento não farmacológico consiste em psicoterapia, psicoeducação e atividade física regular. Para aliviar a dor o exercício físico aeróbico deve ser realizado por pelo menos 20 minutos por 2 a 3 vezes na semana.
O tratamento medicamentoso varia conforme o sintoma alvo e o transtorno psiquiátrico presente. Dependendo do caso, pode ser indicado anticonvulsivantes, antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e indutores do sono.
A psicoterapia é sempre indicada para que o paciente consiga identificar e lidar com os estressores que contribuem com o quadro álgico da fibromialgia.
Existe uma correlação significativa entre fibromialgia e os transtornos psiquiátricos, sendo necessário o tratamento multidisciplinar para este paciente.

Efeitos do TDAH nas Diferentes Fases da Vida

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

O TDAH é um distúrbio neurobiológico que acomete cerca de 5 a 7% da população mundial.

 O diagnóstico do TDAH é feito pela clínica/anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais.

 Não há auxílio de exames complementares como, testagem neuropsicológica, ressonância magnética, mapeamento cerebral, eletroencefalograma, Spect, entre outros.

Quando o médico psiquiatra ou neurologista solicita esses exames é para descartar outras comorbidades que podem estar associados ao quadro de TDAH. Sabemos que cerca de 70% dos pacientes desenvolvem outra comorbidade psiquiátrica e que na maioria das vezes é essa patologia que leva a busca de avaliação clínica.

O TDAH pode se manifestar de diversas formas ao longo das diferentes fases da vida. Segue em anexo apostila desenvolvida pelo laboratório Takeda para divulgação do tema.

Covid Eleva em 25 % Risco de Distúrbios Psiquiátricos

Autora: Elizabete Possidente

O Covid – 19 aumenta risco de distúrbios psiquiátricos em 25%, o que não ocorre com outras infecções respiratórias é o que foi demonstrado em um estudo da Universidade de Oregon.

Esse estudo americano foi publicado na revista World Psychiatry. Os autores analisaram informações de 46.610 pessoas do National Covid Cohort Collaborative.

Desse total, um grupo foi testado positivo para COVID-19, enquanto outro grupo testaram positivo para outra infecção respiratória.

Os diagnósticos psiquiátricos ocorreram em 2 momentos: de 21 a 120 dias e de 120 a 365 dias após resultado positivo do teste. Todos os pacientes não tinham apresentado Covid antes.

Os resultados foram que 3,8% dos pacientes com COVID-19 desenvolveram algum distúrbio psiquiátrico, em comparação a 3 % dos pacientes com outras infecções. Isso equivale que há um risco relativo de aumento de 25% de ter algum transtorno psiquiátrico após Covid.

Nesse estudo temos resultado similar a diversas outras pesquisas já realizadas no mundo.

É um alerta para que pacientes e profissionais de saúde estejam atentos a avaliar o estado de saúde psíquico nos pós recuperamos de Covid.

A Importância da Família no Tratamento do Alcoolismo

Autora: Elizabete Possidente

A dependência do álcool afeta a vida do indivíduo e da família. O tratamento do paciente com dependência de álcool é preciso ser multidisciplinar e a família precisa ser envolvida.

A avaliação do paciente abrange diversos profissionais e que precisam avaliar os padrões de comportamento, cognição e social que levam ao uso do álcool. Esse tratamento ocorre por um período longo, variando conforme a gravidade da doença.

Sempre a meta é atingir a abstinência, mas pode ser que não consiga ser alcançada logo no início do tratamento. Nesse caso, busca reduzir os danos provocados pelo excesso de álcool.
Observa-se que quando a família e amigos próximos estão envolvidos existe a maior chance desse paciente aderir ao tratamento e de recuperação.

A família é uma peça-chave desse tratamento. Muitas das vezes o paciente se recusa ao tratamento da dependência ao álcool por não se reconhecer doente e, o tratamento é iniciado através da família.  As pessoas próximas ao paciente vão auxiliá-lo a reconhecer os efeitos negativos do álcool e motivá-lo a buscar ajuda.

Em anexo temos uma apostila promovida pelo laboratório Genom dirigido aos familiares para compreender a doença e seus desdobramentos. O objetivo é sensibilizar a família com informações que ajudem a lidar com a dependência do familiar ao álcool e como sensibilizar o paciente para o problema.  

Venvanse: Remédio Tomado Sem indicação Médica Faz Mal e Tem Risco de Vício

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Hoje no jornal O Globo saiu uma reportagem com título “Ligados na Tomada: jovens buscam droga de TDAH para ter mais foco, uso traz riscos”. Vivemos um momento em que muitas pessoas apenas através do título já se sentem totalmente informadas pela reportagem e saem compartilhando com comentários que não condizem com a realidade e nem com o teor do artigo.  Considero isso bem perigoso.

A medicação Venvanse, que também existe no Brasil com o nome comercial Juneve, se trata de uma medicação segura e aprovada inclusive para crianças com TDAH, a partir dos seis anos de idade. É uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), utilizada para tratamento de TDAH principalmente onde a causa dos sintomas é uma hipoativação do lobo pré-frontal.

A ANVISA autorizou a venda do Venvanse para uso pediátrico e adulto para pacientes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade com controle médico, o que considero estar toda a chave da discussão. É um remédio “tarja preta”, que precisa de acompanhamento ambulatorial com intervalos determinados por seu psiquiatra ou neurologista. O laboratório que fabrica o Venvanse também conseguiu a aprovação para Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) em bula, para o Juneve.

O mal uso dessa substância, como o de qualquer medicamento, pode ocasionar malefícios para a saúde do indivíduo. As pessoas que usam medicamentos por conta própria ou prescritos por profissionais não familiarizados com a substância assumem um risco importante para a própria saúde física e mental. Existem estudos clínicos importantes com indicações muito bem definidas, para TDAH ou TCAP, mas não deveria ser utilizada para outros quadros sem comprovação científica clara, como por exemplo emagrecimento ou estimulante.

Atualmente há um grande interesse “concurseiros”, vestibulandos, empresários e trabalhadores da área de tecnologia e mercado financeiro, que não tem a doença neuropsiquiátrica. Como não conseguem a receita médica por não ser portador dessa patologia, eles buscam meios “alternativos”, como vendas ilegais pela internet.

Vemos muitos comentários na rede alardeando efeitos positivos de aumento de performance, energia e redução de apetite. Nenhum desses comentários citam que é necessária receita médica e acompanhamento profissional. Podemos lembrar de um tempo passado em que muitos acreditavam que a cocaína poderia ser inofensiva, por exemplo, hoje sabemos que não é bem assim.

Eu também observo um outro problema na venda desse medicamento, no próprio balcão das farmácias, aprovado pelo nosso governo atual. Com a situação da pandemia do Covid – 19 o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou mudanças nas regras de prescrição e dispensação dos medicamentos controlados.  A medida foi determinada por meio da RDC 357/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de 24 de março de 2020 e foi renovada até maio de 2023. 

Uma das alterações é o aumento da quantidade máxima de medicamentos permitidos na venda numa receita de controle especial. Inicialmente foi autorizado que, para as receitas emitidas antes da publicação dessa RDC 357/20, quando dentro do prazo de validade, teria a farmácia a autorização de vender uma quantidade superior ao que foi prescrito pelo médico, seguindo a quantidade definida descrita numa tabela. Na prática como isso ocorre?

Se o médico dá uma receita para uma caixa de Venvanse, o balconista pode vender até 3 caixas desse medicamento com essa mesma receita. Ou seja, o médico especialista estipulou uma quantidade de medicamento, determinando o tempo em que o paciente deve retornar para avaliação, e esse tempo é triplicado pela farmácia, sem pensar nas consequências desse ato. Isso um aumento de dosagem por conta própria, o não retorno ao médico que deveria acompanhar a evolução do quadro e até repassar o medicamento para outros que não tem indicação para tomá-lo.  Sem falar na facilidade que comerciantes de má fé passam a ter para um “lucro extra” em suas vendas. Agora supondo que você não aceita a oferta de comprar as três caixas, compra apenas uma caixa porque você entendeu que a medicação faz parte de um tratamento médico e que rigorosamente deve ter avaliação no tempo recomendado pelo profissional. Caso você não assine no verso e declare por escrito que levou apenas uma caixa, está aberta a possibilidade de venda de duas caixas para alguém que não possui a receita médica.

Já atendi pacientes que faziam uso por conta própria de uma quantidade absurda dessa medicação, sem nunca ter sido prescrito por um médico. Eles farmácias ou determinados balconistas de referência para obterem medicamentos que precisam de receita controlada.

O Venvanse é um medicamento bastante seguro, quando bem indicado, para as patologias as quais essa medicação foi autorizada pelos estudos clínicos em todo o mundo.

Segue abaixo o link da reportagem do O Globo:

https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/07/venvanse-cresce-o-consumo-do-remedio-entre-jovens-para-melhorar-a-concentracao-entenda-os-graves-riscos-a-saude.ghtml

Fobia Coletiva

A nova fobia coletiva é o medo do silêncio e da solidão.

Falta saber no que se ligar e quando se desligar. Falta coragem para ficar a sós.

Recomendo a leitura do artigo abaixo. Foi publicado na Folha de São Paulo em 2 de julho de 2022, escrito por Becky Korich.

Pessoas Perfeccionistas Podem Ter TDAH

Autora: Elizabete Possidente

Buscar fazer as coisas da melhor maneira possível é bacana. Entretanto, quando falamos de   perfeccionismo é muito além disso. A pessoa perfeccionista ela não se permite errar de forma alguma e evita isso a todo custo. Ela se cobra muito porque encara como um ato terrível qualquer descuido.

Parece incoerente juntarmos Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e perfeccionismo numa só pessoa, não acha?

Para algumas pessoas essa situação faz total sentido e precisamos ficar muito atentos na avaliação dos nossos pacientes. Muitos buscam ajuda em consultórios médicos e de Psicologia para queixas secundárias a esse perfeccionismo como ansiedade, depressão e insônia.

Erros por falta de atenção está muito associado ao TDAH. Porém, o perfeccionismo é justamente o oposto e é a busca implacável por excelência.

Como ocorre essa interface perfeccionismo e TDAH?

Quando crianças, sofreram muitas críticas de terceiros por falhas ou pequenos erros por falta de desatenção. Esses julgamentos foram tão impactantes que acabam que elas introjetam um padrão de autocobrança enorme. Evitam o desconforto de receber uma crítica a qualquer custo, buscando um padrão de excelência impossível.

São pessoas que acabam se autossabotando por buscar resultados incansáveis, levando a perder muito tempo e a produzir menos do que é esperado em relação ao seu potencial e interesse.  Ainda alguns desistem dos seus projetos por medo de falhar.

Abaixo segue uma foto de uma aula ministrada por mim num curso para psicólogos que tem o resumo de carcterísticas encontradas em TDAH com perfeccionismo.

Características comuns em TDAH com perfecicionismo

Sugiro a todos os profissionais de saúde também avaliarem TDAH nesses pacientes que exigem um discurso de sofrimento no trabalho por “gostar muito de ser bem-feito” ou que abandonam sonhos parecendo desinteresse. Assim como se algum leitor se identificou, teve dúvidas se tem TDAH recomendo a lerem diversos artigos do tema no site, e se dúvidas persistirem busquem uma avaliação com especialista em TDAH.

Como Desfraldar Criança do Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Autora: Elizabete Possidente

Muitas crianças autistas têm dificuldade em falar ou pedir para ir ao banheiro. Recomendo que o desfralde comece pela fralda do dia e por último a noturna.

Quando as crianças demonstram que estão evacuando, como por exemplo, ficam quietas ou se agacham para fazer o coco é o momento ideal para o início do desfralde. Nesse momento sabemos que a criança atingiu maturidade do sistema nervoso central (SNC) para controlar os esfíncteres envolvidos na micção e evacuação.

Se estão espaçando o intervalo entre os pipis é outro fator que contribui para o acerto no momento do desfralde da criança. Crianças que conseguem permanecer cerca de 3 horas com a fralda seca geralmente são aquelas que estão prontas para serem desfraldadas.

Deve-se também verificar se a criança não apresenta medo ou resistência de   se sentar no vaso sanitário. Se tiver medo deve primeiro levá-la a sentar no vaso brincando, contando história ou utilizando os eletrônicos que ela gosta. Assim relaxará no vaso e perderá o medo. Como as crianças com TEA são muito visuais sugiro ter um cartão com uma figura de uma criança no banheiro. Combina com ele que sempre que tiver vontade de ir ao banheiro mostre o cartão ao responsável para ajudá-lo. Explique para a criança que é necessário tirar a roupa e se sentar no vaso.

Quando fizer xixi ou coco no vaso sanitário, os responsáveis devem sempre comemorar. Assim a criança entenderá que esse é o comportamento esperado.

Nesse processo de desfralde, os pais devem a cada 20 a 30 minutos levá-la a se sentar no vaso sanitário. O cartão com a figura de uma criança no banheiro deve estar fácil de encontrá-lo lo na casa. Inicialmente os pais ao conduzir o filho ao banheiro, peça para que pegue esse cartão. Diga que estão indo ao banheiro igual a criança do desenho.  O responsável segura  a criança pela mão para passar segurança  e no banheiro peça para que o entregue o cartão.

Depois de várias vezes, comece a pedir a ela para que ela mesmo pegue a figura porque vocês estão indo ao banheiro.

Com o tempo, ela mesmo terá a iniciativa de pegar a figura e entregar aos pais quando sentir vontade de ir ao banheiro.

Crie um quadro de rotina – nesse quadro de rotina inclua as atividades e as pausas de banheiro.

Crianças com TEA adoram rotina por se sentir mais segura ao ter domínio do que a espera.

Quando for trocar a fralda, peça para sentar no vaso e depois coloque a fralda.

Escapes sempre  ocorrem com qualquer criança. Por mais que  incomode aos responsáveis não demonstre irritabilidade ou brigue com a criança. A criança pode encarar esse chamado dos pais como uma forma de ter maior atenção e repetir esse comportamento.

Sempre que ocorrer escape de pipi ou coco dar a menor atenção possível.

O ideal da fralda para dormir é colocar depois que ela adormeceu. Seguem  recomendações para esse processo de desfralde:

• Não inicie desfralde se a criança ainda não atingiu maturidade.

• Analisar com o pediatra se alguma condição física pode estar presente que dificulte esse processo, como, infecção urinária ou mal formação do aparelho urinário. Se presente, tratar ou atenuar essa condição clínica primeiro.

• Permita que veja os irmãos ou pais indo ao banheiro, sentado no vaso. Criança aprende muito por imitação.

• Dê preferência ao vaso sanitário, em vez de penico. Não esquecer do redutor de assento e, se for preciso de um banquinho para funcionar como degrau. A criança precisa se sentir segura e confortável.

• A criança com TEA tem dificuldade de mudanças de hábitos. Se o costume for no penico poderá haver problemas para passar para o vaso sanitário. Lembre-se que fora de casa não haverá penico.

• Tente o desfralde no verão porque no inverno tendem a urinar mais.

• Retire primeiro a fralda do dia. Quando estiver mantendo sem fralda de dia, retire da noite.

• Os responsáveis não podem demonstrar medo de iniciar o processo porque se eles percebem insegurança ou tensão, eles internalizarão como algo negativo  e irão se esquivar desse momento.

• Sempre o processo de desfralde é sentado, mesmo para os meninos. Depois que esteja dominando esse controle, permita ele observar como o pai ou o irmão faz o pipi de pé. Depois ele mesmo por imitação passará a querer fazer de pé.

• Festeje imediatamente ao conseguir usar o vaso sanitário. Reforce positivamente esse comportamento.

• A cada hora leve-o ao banheiro e o se senta por 3 a 5 minutos no vaso. Muitas vezes ao sair do vaso consegue fazer quase que imediatamente, não o recrimine.

• Compre cuecas ou calcinha divertidas, do personagem que aprecia. Isso é um estimulante para retirar a fralda.

• Crianças com TEA tem grande capacidade de aprendizagem com pistas visuais. Coloque placas ilustrativas de como fazer xixi e coco no banheiro.

Não adianta em nada essas recomendações se não forem cumpridas quando os pais estejam preparados, seguros, tranquilos e com tempo para dispensar nessa atividade.   Dá trabalho, mas é muito gratificante aos responsáveis e a criança ao conquistar o desfralde. Não desista.

Posso Beber Com Esse Remédio?

Autora: Elizabete Possidente

Hoje é sexta. Recebo diversas mensagens com a seguinte pergunta : Dra . posso beber com esse remédio?

Cada caso é um caso. Porém, todos os pacientes devem saber que:

◦ O álcool é uma droga que deprime SNC (sistema nervoso central).

◦ Pacientes que fazem tratamento estão com quadro emocional que já os deixam fragilizados e portanto, mais fragilizados ao efeito de substâncias.

◦ O álcool e a maioria dos remédios são metabolizados no fígado. Pode haver um efeito bastante negativo ao fígado.

Muitas substâncias para serem metabolizadas ao mesmo tempo pelas enzimas do fígado podem fazer com que o álcool fique mais tempo circulante no organismo e sendo mais nocivo ao corpo.

Por que não pede um drink sem álcool ? Ou uma água com gás e limão? Você estará com o copo na mão e não chamará a atenção dos amigos que você não está bebendo.

Pode ser que não esteja tão bem emocionalmente com o tratamento psiquiátrico por causa do efeito do álcool. Já pensou nisso?

Próxima consulta converse com o seu médico.

Vídeo Mostra de Forma Didática Como Um Relacionamento Abusivo Ocorre

Um relacionamento abusivo não é uma realidade distante de nós, ele ocorre sem que possamos perceber.
No vídeo aprece um abuso sutil que acontece num namoro entre dois jovens. Nesse relacionamento a vida da adolescente protagonista começa como um sonho e que se transforma em pesadelo.
No final do video são apresentados que 1 em cada 3 jovens diz ter sofrido algum tipo de abuso em seus namoros num estudo americano. Segundo a ONU no Brasil de 3 de cada 5 mulheres já sofreram abuso no relacionamento.
A produção foi feita para a “Day One” uma organização sem fins lucrativos dedicada ao combate ao abuso sexual e ao apoio às vítimas. Assista:

O Peso do Copo de Água

Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d’água. Todos pensaram que ela perguntaria “Meio cheio ou meio vazio?”. Mas com um sorriso no rosto ela perguntou “Quanto pesa este copo de água?”

As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela respondeu: “O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado.

Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava”. Ela continuou: “O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d’água.

Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa”.

Então lembre-se de “largar o copo”..

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