Covid Eleva em 25 % Risco de Distúrbios Psiquiátricos

Autora: Elizabete Possidente

O Covid – 19 aumenta risco de distúrbios psiquiátricos em 25%, o que não ocorre com outras infecções respiratórias é o que foi demonstrado em um estudo da Universidade de Oregon.

Esse estudo americano foi publicado na revista World Psychiatry. Os autores analisaram informações de 46.610 pessoas do National Covid Cohort Collaborative.

Desse total, um grupo foi testado positivo para COVID-19, enquanto outro grupo testaram positivo para outra infecção respiratória.

Os diagnósticos psiquiátricos ocorreram em 2 momentos: de 21 a 120 dias e de 120 a 365 dias após resultado positivo do teste. Todos os pacientes não tinham apresentado Covid antes.

Os resultados foram que 3,8% dos pacientes com COVID-19 desenvolveram algum distúrbio psiquiátrico, em comparação a 3 % dos pacientes com outras infecções. Isso equivale que há um risco relativo de aumento de 25% de ter algum transtorno psiquiátrico após Covid.

Nesse estudo temos resultado similar a diversas outras pesquisas já realizadas no mundo.

É um alerta para que pacientes e profissionais de saúde estejam atentos a avaliar o estado de saúde psíquico nos pós recuperamos de Covid.

A Importância da Família no Tratamento do Alcoolismo

Autora: Elizabete Possidente

A dependência do álcool afeta a vida do indivíduo e da família. O tratamento do paciente com dependência de álcool é preciso ser multidisciplinar e a família precisa ser envolvida.

A avaliação do paciente abrange diversos profissionais e que precisam avaliar os padrões de comportamento, cognição e social que levam ao uso do álcool. Esse tratamento ocorre por um período longo, variando conforme a gravidade da doença.

Sempre a meta é atingir a abstinência, mas pode ser que não consiga ser alcançada logo no início do tratamento. Nesse caso, busca reduzir os danos provocados pelo excesso de álcool.
Observa-se que quando a família e amigos próximos estão envolvidos existe a maior chance desse paciente aderir ao tratamento e de recuperação.

A família é uma peça-chave desse tratamento. Muitas das vezes o paciente se recusa ao tratamento da dependência ao álcool por não se reconhecer doente e, o tratamento é iniciado através da família.  As pessoas próximas ao paciente vão auxiliá-lo a reconhecer os efeitos negativos do álcool e motivá-lo a buscar ajuda.

Em anexo temos uma apostila promovida pelo laboratório Genom dirigido aos familiares para compreender a doença e seus desdobramentos. O objetivo é sensibilizar a família com informações que ajudem a lidar com a dependência do familiar ao álcool e como sensibilizar o paciente para o problema.  

Venvanse: Remédio Tomado Sem indicação Médica Faz Mal e Tem Risco de Vício

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Hoje no jornal O Globo saiu uma reportagem com título “Ligados na Tomada: jovens buscam droga de TDAH para ter mais foco, uso traz riscos”. Vivemos um momento em que muitas pessoas apenas através do título já se sentem totalmente informadas pela reportagem e saem compartilhando com comentários que não condizem com a realidade e nem com o teor do artigo.  Considero isso bem perigoso.

A medicação Venvanse, que também existe no Brasil com o nome comercial Juneve, se trata de uma medicação segura e aprovada inclusive para crianças com TDAH, a partir dos seis anos de idade. É uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), utilizada para tratamento de TDAH principalmente onde a causa dos sintomas é uma hipoativação do lobo pré-frontal.

A ANVISA autorizou a venda do Venvanse para uso pediátrico e adulto para pacientes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade com controle médico, o que considero estar toda a chave da discussão. É um remédio “tarja preta”, que precisa de acompanhamento ambulatorial com intervalos determinados por seu psiquiatra ou neurologista. O laboratório que fabrica o Venvanse também conseguiu a aprovação para Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) em bula, para o Juneve.

O mal uso dessa substância, como o de qualquer medicamento, pode ocasionar malefícios para a saúde do indivíduo. As pessoas que usam medicamentos por conta própria ou prescritos por profissionais não familiarizados com a substância assumem um risco importante para a própria saúde física e mental. Existem estudos clínicos importantes com indicações muito bem definidas, para TDAH ou TCAP, mas não deveria ser utilizada para outros quadros sem comprovação científica clara, como por exemplo emagrecimento ou estimulante.

Atualmente há um grande interesse “concurseiros”, vestibulandos, empresários e trabalhadores da área de tecnologia e mercado financeiro, que não tem a doença neuropsiquiátrica. Como não conseguem a receita médica por não ser portador dessa patologia, eles buscam meios “alternativos”, como vendas ilegais pela internet.

Vemos muitos comentários na rede alardeando efeitos positivos de aumento de performance, energia e redução de apetite. Nenhum desses comentários citam que é necessária receita médica e acompanhamento profissional. Podemos lembrar de um tempo passado em que muitos acreditavam que a cocaína poderia ser inofensiva, por exemplo, hoje sabemos que não é bem assim.

Eu também observo um outro problema na venda desse medicamento, no próprio balcão das farmácias, aprovado pelo nosso governo atual. Com a situação da pandemia do Covid – 19 o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou mudanças nas regras de prescrição e dispensação dos medicamentos controlados.  A medida foi determinada por meio da RDC 357/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de 24 de março de 2020 e foi renovada até maio de 2023. 

Uma das alterações é o aumento da quantidade máxima de medicamentos permitidos na venda numa receita de controle especial. Inicialmente foi autorizado que, para as receitas emitidas antes da publicação dessa RDC 357/20, quando dentro do prazo de validade, teria a farmácia a autorização de vender uma quantidade superior ao que foi prescrito pelo médico, seguindo a quantidade definida descrita numa tabela. Na prática como isso ocorre?

Se o médico dá uma receita para uma caixa de Venvanse, o balconista pode vender até 3 caixas desse medicamento com essa mesma receita. Ou seja, o médico especialista estipulou uma quantidade de medicamento, determinando o tempo em que o paciente deve retornar para avaliação, e esse tempo é triplicado pela farmácia, sem pensar nas consequências desse ato. Isso um aumento de dosagem por conta própria, o não retorno ao médico que deveria acompanhar a evolução do quadro e até repassar o medicamento para outros que não tem indicação para tomá-lo.  Sem falar na facilidade que comerciantes de má fé passam a ter para um “lucro extra” em suas vendas. Agora supondo que você não aceita a oferta de comprar as três caixas, compra apenas uma caixa porque você entendeu que a medicação faz parte de um tratamento médico e que rigorosamente deve ter avaliação no tempo recomendado pelo profissional. Caso você não assine no verso e declare por escrito que levou apenas uma caixa, está aberta a possibilidade de venda de duas caixas para alguém que não possui a receita médica.

Já atendi pacientes que faziam uso por conta própria de uma quantidade absurda dessa medicação, sem nunca ter sido prescrito por um médico. Eles farmácias ou determinados balconistas de referência para obterem medicamentos que precisam de receita controlada.

O Venvanse é um medicamento bastante seguro, quando bem indicado, para as patologias as quais essa medicação foi autorizada pelos estudos clínicos em todo o mundo.

Segue abaixo o link da reportagem do O Globo:

https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/07/venvanse-cresce-o-consumo-do-remedio-entre-jovens-para-melhorar-a-concentracao-entenda-os-graves-riscos-a-saude.ghtml

Fobia Coletiva

A nova fobia coletiva é o medo do silêncio e da solidão.

Falta saber no que se ligar e quando se desligar. Falta coragem para ficar a sós.

Recomendo a leitura do artigo abaixo. Foi publicado na Folha de São Paulo em 2 de julho de 2022, escrito por Becky Korich.

Pessoas Perfeccionistas Podem Ter TDAH

Autora: Elizabete Possidente

Buscar fazer as coisas da melhor maneira possível é bacana. Entretanto, quando falamos de   perfeccionismo é muito além disso. A pessoa perfeccionista ela não se permite errar de forma alguma e evita isso a todo custo. Ela se cobra muito porque encara como um ato terrível qualquer descuido.

Parece incoerente juntarmos Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e perfeccionismo numa só pessoa, não acha?

Para algumas pessoas essa situação faz total sentido e precisamos ficar muito atentos na avaliação dos nossos pacientes. Muitos buscam ajuda em consultórios médicos e de Psicologia para queixas secundárias a esse perfeccionismo como ansiedade, depressão e insônia.

Erros por falta de atenção está muito associado ao TDAH. Porém, o perfeccionismo é justamente o oposto e é a busca implacável por excelência.

Como ocorre essa interface perfeccionismo e TDAH?

Quando crianças, sofreram muitas críticas de terceiros por falhas ou pequenos erros por falta de desatenção. Esses julgamentos foram tão impactantes que acabam que elas introjetam um padrão de autocobrança enorme. Evitam o desconforto de receber uma crítica a qualquer custo, buscando um padrão de excelência impossível.

São pessoas que acabam se autossabotando por buscar resultados incansáveis, levando a perder muito tempo e a produzir menos do que é esperado em relação ao seu potencial e interesse.  Ainda alguns desistem dos seus projetos por medo de falhar.

Abaixo segue uma foto de uma aula ministrada por mim num curso para psicólogos que tem o resumo de carcterísticas encontradas em TDAH com perfeccionismo.

Características comuns em TDAH com perfecicionismo

Sugiro a todos os profissionais de saúde também avaliarem TDAH nesses pacientes que exigem um discurso de sofrimento no trabalho por “gostar muito de ser bem-feito” ou que abandonam sonhos parecendo desinteresse. Assim como se algum leitor se identificou, teve dúvidas se tem TDAH recomendo a lerem diversos artigos do tema no site, e se dúvidas persistirem busquem uma avaliação com especialista em TDAH.

Como Desfraldar Criança do Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Autora: Elizabete Possidente

Muitas crianças autistas têm dificuldade em falar ou pedir para ir ao banheiro. Recomendo que o desfralde comece pela fralda do dia e por último a noturna.

Quando as crianças demonstram que estão evacuando, como por exemplo, ficam quietas ou se agacham para fazer o coco é o momento ideal para o início do desfralde. Nesse momento sabemos que a criança atingiu maturidade do sistema nervoso central (SNC) para controlar os esfíncteres envolvidos na micção e evacuação.

Se estão espaçando o intervalo entre os pipis é outro fator que contribui para o acerto no momento do desfralde da criança. Crianças que conseguem permanecer cerca de 3 horas com a fralda seca geralmente são aquelas que estão prontas para serem desfraldadas.

Deve-se também verificar se a criança não apresenta medo ou resistência de   se sentar no vaso sanitário. Se tiver medo deve primeiro levá-la a sentar no vaso brincando, contando história ou utilizando os eletrônicos que ela gosta. Assim relaxará no vaso e perderá o medo. Como as crianças com TEA são muito visuais sugiro ter um cartão com uma figura de uma criança no banheiro. Combina com ele que sempre que tiver vontade de ir ao banheiro mostre o cartão ao responsável para ajudá-lo. Explique para a criança que é necessário tirar a roupa e se sentar no vaso.

Quando fizer xixi ou coco no vaso sanitário, os responsáveis devem sempre comemorar. Assim a criança entenderá que esse é o comportamento esperado.

Nesse processo de desfralde, os pais devem a cada 20 a 30 minutos levá-la a se sentar no vaso sanitário. O cartão com a figura de uma criança no banheiro deve estar fácil de encontrá-lo lo na casa. Inicialmente os pais ao conduzir o filho ao banheiro, peça para que pegue esse cartão. Diga que estão indo ao banheiro igual a criança do desenho.  O responsável segura  a criança pela mão para passar segurança  e no banheiro peça para que o entregue o cartão.

Depois de várias vezes, comece a pedir a ela para que ela mesmo pegue a figura porque vocês estão indo ao banheiro.

Com o tempo, ela mesmo terá a iniciativa de pegar a figura e entregar aos pais quando sentir vontade de ir ao banheiro.

Crie um quadro de rotina – nesse quadro de rotina inclua as atividades e as pausas de banheiro.

Crianças com TEA adoram rotina por se sentir mais segura ao ter domínio do que a espera.

Quando for trocar a fralda, peça para sentar no vaso e depois coloque a fralda.

Escapes sempre  ocorrem com qualquer criança. Por mais que  incomode aos responsáveis não demonstre irritabilidade ou brigue com a criança. A criança pode encarar esse chamado dos pais como uma forma de ter maior atenção e repetir esse comportamento.

Sempre que ocorrer escape de pipi ou coco dar a menor atenção possível.

O ideal da fralda para dormir é colocar depois que ela adormeceu. Seguem  recomendações para esse processo de desfralde:

• Não inicie desfralde se a criança ainda não atingiu maturidade.

• Analisar com o pediatra se alguma condição física pode estar presente que dificulte esse processo, como, infecção urinária ou mal formação do aparelho urinário. Se presente, tratar ou atenuar essa condição clínica primeiro.

• Permita que veja os irmãos ou pais indo ao banheiro, sentado no vaso. Criança aprende muito por imitação.

• Dê preferência ao vaso sanitário, em vez de penico. Não esquecer do redutor de assento e, se for preciso de um banquinho para funcionar como degrau. A criança precisa se sentir segura e confortável.

• A criança com TEA tem dificuldade de mudanças de hábitos. Se o costume for no penico poderá haver problemas para passar para o vaso sanitário. Lembre-se que fora de casa não haverá penico.

• Tente o desfralde no verão porque no inverno tendem a urinar mais.

• Retire primeiro a fralda do dia. Quando estiver mantendo sem fralda de dia, retire da noite.

• Os responsáveis não podem demonstrar medo de iniciar o processo porque se eles percebem insegurança ou tensão, eles internalizarão como algo negativo  e irão se esquivar desse momento.

• Sempre o processo de desfralde é sentado, mesmo para os meninos. Depois que esteja dominando esse controle, permita ele observar como o pai ou o irmão faz o pipi de pé. Depois ele mesmo por imitação passará a querer fazer de pé.

• Festeje imediatamente ao conseguir usar o vaso sanitário. Reforce positivamente esse comportamento.

• A cada hora leve-o ao banheiro e o se senta por 3 a 5 minutos no vaso. Muitas vezes ao sair do vaso consegue fazer quase que imediatamente, não o recrimine.

• Compre cuecas ou calcinha divertidas, do personagem que aprecia. Isso é um estimulante para retirar a fralda.

• Crianças com TEA tem grande capacidade de aprendizagem com pistas visuais. Coloque placas ilustrativas de como fazer xixi e coco no banheiro.

Não adianta em nada essas recomendações se não forem cumpridas quando os pais estejam preparados, seguros, tranquilos e com tempo para dispensar nessa atividade.   Dá trabalho, mas é muito gratificante aos responsáveis e a criança ao conquistar o desfralde. Não desista.

Posso Beber Com Esse Remédio?

Autora: Elizabete Possidente

Hoje é sexta. Recebo diversas mensagens com a seguinte pergunta : Dra . posso beber com esse remédio?

Cada caso é um caso. Porém, todos os pacientes devem saber que:

◦ O álcool é uma droga que deprime SNC (sistema nervoso central).

◦ Pacientes que fazem tratamento estão com quadro emocional que já os deixam fragilizados e portanto, mais fragilizados ao efeito de substâncias.

◦ O álcool e a maioria dos remédios são metabolizados no fígado. Pode haver um efeito bastante negativo ao fígado.

Muitas substâncias para serem metabolizadas ao mesmo tempo pelas enzimas do fígado podem fazer com que o álcool fique mais tempo circulante no organismo e sendo mais nocivo ao corpo.

Por que não pede um drink sem álcool ? Ou uma água com gás e limão? Você estará com o copo na mão e não chamará a atenção dos amigos que você não está bebendo.

Pode ser que não esteja tão bem emocionalmente com o tratamento psiquiátrico por causa do efeito do álcool. Já pensou nisso?

Próxima consulta converse com o seu médico.

Vídeo Mostra de Forma Didática Como Um Relacionamento Abusivo Ocorre

Um relacionamento abusivo não é uma realidade distante de nós, ele ocorre sem que possamos perceber.
No vídeo aprece um abuso sutil que acontece num namoro entre dois jovens. Nesse relacionamento a vida da adolescente protagonista começa como um sonho e que se transforma em pesadelo.
No final do video são apresentados que 1 em cada 3 jovens diz ter sofrido algum tipo de abuso em seus namoros num estudo americano. Segundo a ONU no Brasil de 3 de cada 5 mulheres já sofreram abuso no relacionamento.
A produção foi feita para a “Day One” uma organização sem fins lucrativos dedicada ao combate ao abuso sexual e ao apoio às vítimas. Assista:

O Peso do Copo de Água

Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d’água. Todos pensaram que ela perguntaria “Meio cheio ou meio vazio?”. Mas com um sorriso no rosto ela perguntou “Quanto pesa este copo de água?”

As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela respondeu: “O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado.

Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava”. Ela continuou: “O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d’água.

Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa”.

Então lembre-se de “largar o copo”..

Os Transtornos Mentais Podem Ocorrer em Diferentes Graus

O psiquiatra Luiz Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma em entrevista ao jornal O Globo que o diagnóstico psiquiátrico será cada vez mais dimensional do que categórico.

Ele foi o único médico cientista brasileiro que participou na força-tarefa do Quinto Manual de Estatísticas e Diagnóstico – DSMV.

Na entrevista ele faz críticas ao DSM – V e ao CID-11.

Não poderia de deixar de falar também sobre o TDAH, distúrbio neurobiologico em que é referência mundial.

Respondeu a diversas dúvidas que giram em torno do Transtorno de Déficit de atenção e hiperatividade.

Veja a reportagem no link : https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/06/os-transtornos-mentais-ocorrem-em-diferentes-graus-diz-psiquiatra.ghtml

Gêmeos Deveriam Estudar na Mesma Turma?

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

No Brasil não existe uma regra definindo o certo ou errado. Depende por exemplo da idade ou da forma de criação dos envolvidos pela família.

 Quando entram na fase pré-escolar / maternal, existe uma tendência a pedido dos pais a se manter na turma para melhor adaptação, já que geralmente é o primeiro momento de separação dos pais. Algumas escolinhas também estimulam por ter apenas uma turma nessa fase. Isso não quer dizer que sempre é essa a melhor opção. Por exemplo, se é o caso de uma das crianças ser portadora de uma personalidade mais dominante ou é muito mais extrovertida pode desfavorecer o outro a realizar novas amizades e enfrentar novas experiências. Um dos gêmeos pode crer que só tem capacidade na presença do irmão o que pode ocasionar muitos problemas emocionais, tais como, autoestima baixa, insegurança, ansiedade e medos.

Quando os gêmeos já em idade mais avançada, dos 6 a 9 anos, na maioria das vezes a família passa a querer investir na individualidade, percebendo características pessoais e de independência, e buscam que os seus filhos estudem em turmas diferentes. Nessa faixa etária existe um consenso de é a forma mais indicada.

No exterior a tendência é separação desde pequenos. Culturalmente as crianças são condicionadas para a individualidade e responsabilidades. Sabem desde pequenos que independente do que escolherem mais velhos, o normal é cada um partir para uma faculdade distante de casa.

No Brasil existem poucos estudos sobre o comportamento das famílias com gêmeos e quase nenhum que acompanhe a evolução desses irmãos. Um estudo mais amplo realizado na USP demonstrou que famílias com maior recurso financeiro tendem a valorizar a independência dos gêmeos. Famílias com menos recurso normalmente prefere reforçar o vínculo familiar, valorizando a cumplicidade e amizade entre os irmãos. Devemos levar em conta nesse caso que pela menor disponibilidade de renda influencia em manter os irmãos juntos, pois sabemos que é mais prático e barato irem para a mesma escola e realizarem juntos atividades extraclasse.

Gêmeos que estudam separados apresentam maior segurança, pela valorização de seus gostos e interesses, desvinculando a ideia de que tudo deve combinar com o irmão. Devido ao aumento de autoestima e da independência tendem a ter menor nível de competitividade entre eles, facilitando a relação familiar.  Não são conhecidos como os “gêmeos” pelos professores e amigos e sim pelo próprio nome. Apesar de no início sentirem a separação, existem muitos pontos positivos.

Dia Mundial Sem Tabaco – dia 31 de maio

Autora: Elizabete Possidente

A Organização Mundial de Saúde (OMS) associa que cerca de  200 mil mortes por ano no Brasil ao tabagismo. Estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, são fumantes.

As consequências mais comuns  do tabagismo  são: infarto, derrame, câncer, bronquite, enfisema, aneurismas arteriais, úlcera, trombose vascular, disfunção sexual, osteoporose, infecções respiratórias, hipertensão arterial, redução de número de espermatozoides e óvulos (dificuldade em engravidar) e diversas patologias de vias respiratórias.

Quando as mulheres não conseguem parar de fumar durante a gravidez aumentam os riscos de problemas para a mãe e para o bebê. Nascimento prematuro, aborto, problemas na placenta, nascimento de bebês com baixo peso, danos nos vasos sanguíneos do feto, aumento de hipoglicemia e dislipidemia estão entre os principais. Ainda existe o risco do bebê nascer dependente da nicotina.   

A nicotina atua no sistema nervoso central muito rápido, entre 7 e 19 segundos, imitando a ação do neurotransmissor acetilcolina. A acetilcolina e seus receptores estão envolvidos em diversas funções, como movimento muscular de membros e face, na respiração, na frequência cardíaca, no aprendizado e na memória. Também influencia na liberação de diversos hormônios que atuam no humor e no apetite.

A nicotina também ativa áreas envolvidas na produção de dopamina, resultando na sensação de prazer e causando a dependência. Quando se fuma repetidamente, também há o desenvolvimento de tolerância pelo organismo, ou seja, se acostuma aquela quantidade de nicotina e, para ter a mesma sensação, é necessário aumentar a  quantidade da substância.

Quando o vício está formado é muito difícil abandonar o hábito. Uma em cada dez pessoas que decide parar de fumar consegue sucesso sem tratamento médico. Tabagistas podem apresentar diversas queixas ao suspender o uso da nicotina. As mais comuns são : ansiedade, depressão, irritabilidade, cefaleia, insônia, aumento do apetite e mal estar.

Os sintomas da síndrome de abstinência são ruins. Existe tratamento medicamentoso e terapia cognitivo comportamental, que podem atenuar as queixas dessa fase. Adotar  hábitos saudáveis também ajuda muito no tratamento, como uma boa higienização do sono e atividade física regular.

O INCA listou os 8 principais benefícios em parar de fumar e que precisam ser focado pelo tabagista para ajudar a superar a fase de abstinência:

• Após 20 minutos, a pressão arterial e a pulsação normalizam.

• Após 2 horas, não há nicotina no sangue.

• Após 8 horas, o nível de oxigênio normaliza.

• Após 12 a 24 horas, os pulmões melhoram.

• Após 48 horas, o olfato e o paladar melhoram.

• Após 21 dias, a respiração e a circulação melhoram.

• Após um ano, o risco de morte por infarto agudo do miocárdio reduz a 50 %.

• Após 10 anos, o risco de infarto é semelhante a um indivíduo que nunca fumou.

Para ter sucesso em parar de fumar, o dependente de nicotina tem que estar em estado de alerta para identificar e se proteger dos gatilhos que o levam a fumar no dia a dia. Por exemplo, estresse, café, álcool, uma reunião , sentar para escrever o relatório do trabalho etc. É preciso saber que a vontade de fumar dura apenas alguns minutos. Se distraia dessa vontade, por exemplo saindo para caminhar, escove os dentes, chupe gelo e sempre ocupe as mãos (tenha um elástico, papel e caneta , por exemplo), procure um amigo ou se distraia com a rede social para que esses minutos da vontade de fumar passem, e a vontade desapareça.

Não Quanto mais cedo você parar de fumar, menor o risco de doenças. A qualidade de vida melhora muito só em parar de fumar. Como é difícil parar de fumar sozinho, busque ajuda médica e psicológica.

Suicídio entre médicos aumenta: o que está acontecendo com médicos e estudantes de Medicina? – HOSPITAIS BRASIL

A pandemia de Covid, serviu apenas para fazer reacender essa discussão, pois nunca a profissão medica foi tão exigida quanto agora nos últimos 2 anos.
— Ler em portalhospitaisbrasil.com.br/suicidio-entre-medicos-aumenta-o-que-esta-acontecendo-com-medicos-e-estudantes-de-medicina/

Por que os jovens bebem tanto? Qual é a responsabilidade dos pais nesse cenário?

Autora: Elizabete Possidente

Artigo de minha autoria e recém publicado na Academia médica . Veja no link abaixo:

https://academiamedica.com.br/blog/por-que-o-jovem-bebe-tanto-qual-e-a-responsabilidade-dos-pais-nesse-cenario?utm_campaign=6276e01cc10f3b5036a38657

Animação Sobre Efeitos do Vício no Comportamento Humano

Autora: Elizabete Possidente

Andreas Hykade é um criador de várias animações sobre o comportamento humano e é professor da Universidade de Harvard..

Nessa animação ele mostra o comportamento humano e os efeitos da dependência na trajetória do vício.

%d blogueiros gostam disto: