A Sensação ruim que vem com o Natal

Autora: Elizabete Possidente
Muitos pacientes e amigos comentam que não gostam do mês de dezembro, devido ao Natal. Falam sobre insegurança, tristeza e exclusão do clima natalino. A cada dezembro, preciso atender muitos telefonemas e consultas de emergência, em número claramente maior que nos outros meses do ano. E por que isso ocorre?
Existem diversos fatores que influenciam as pessoas sobre essa sensação desagradável associado ao Natal. A relação infância e família, por exemplo. Há reverberação da memória por flashbacks de muitos natais passados, quando criança. Revive-se uma inocência que não existe mais. Antes problemas familiares se amorteciam com a esperança natalina da reunião familiar, da ceia gostosa e da farra dos presentes. Agora, a situação é outro, somos adultos, responsáveis, e compreendemos mais a vida “como ela é”.
O Natal nos faz reviver várias sensações negativas que pensávamos estivessem guardadas no fundo do nosso baú de recordações. Por exemplo, quando a pessoa passa por um momento de crise dos pais, mas  lembra do tempo que todos passavam juntos e felizes. Lembra-se de discussões familiares que muitas vezes acontecem nessa data. Vão para os encontros de família carregando mágoas e sensações ruins, que explodem quando associadas a ingesta alcóolica.
O Natal também reacende vários problemas que a pessoa tenta esconder durante o ano. Muitos conflitos com pais, filhos, sogros, cunhados e outros membros familiares com quem passará o Natal. Problemas familiares que já existiam e que não foram resolvidos durante o ano ressurgem nesse momento. Surgem as desavenças e as vaidades pessoais, problemas financeiros são reforçados. No Natal normalmente lembramos de pessoas queridas já falecidas. Vivemos esse luto reforçado por saudades dos momentos felizes. Mesmo que não passassem o Natal conosco, todas as propagandas, outdoors, programas de televisão e conversas com amigos nos remetem a lembrar.
Esse sentimento ruim deve ser encarado como uma mensagem positiva. Primeiro não reforce a falta de espírito festivo no Natal, que fica deprimido por essa razão. Quando faz essa afirmativa você envia um estímulo para o cérebro de que esse é um fato e que nada pode ser feito para mudar.
Outro comportamento comum é que quando se sentem estranhas as pessoas interpretam esse sentimento como fracasso. Você pode não estar feliz pelo natal e não ser um perdedor. É como num dia de sol todos estarem curtindo uma piscina ou uma praia, mas você pode não estar nesse clima e preferir outra atividade.
Faça uma reflexão para identificar e entender seus conflitos emocionais, e tentar a resolução. Na correria do dia a dia é comum as pessoas não se permitirem parar e pensar nos seus problemas. É como se não conseguisse tempo para arrumar os armários, e fosse colocando o que não sabe a utilidade numa gaveta ou prateleira da bagunça. Com essa atitude, a casa parece estar bem arrumada, mas vai se acumulando entulhos. Os “entulhos” surgem nessa fase do ano e muitas vezes são novamente mascarados por consumo excessivo, encontros sociais diversos e aumento da ingesta alcoólica e de guloseimas. Assim a bagunça volta para aquela gaveta, e reaparece no próximo Natal.
Aproveite essa fase para “arrumar a gaveta”, colocando o passado a limpo e revendo pessoas e situações que merecem ser valorizadas ou resolvidas.

Uma leitura arquitetônica dos transtornos psiquiátricos

A postagem original foi no Designboom , onde o ilustrador italiano Federico Babina mostra no projeto “Archiatric” como os espaços onde vivemos podem influenciar nossas emoções e comportamento.

Transtorno de Humor ou Transtorno Bipolar

No link abaixo vemos uma animação sobre Transtorno de Humor ou Transtorno Bipolar:
https://youtu.be/otF4DvaXrlk

O Transtorno Bipolar é a sexta causa de incapacidade nos últimos dez anos conforme a Organização Mundial de Saúde ( OMS). 
Também tem uma alta mortalidade, por acidentes, suicídio, abuso de álcool e drogas e doenças cardiovasculares. 
As alterações de humor variam de intensidade e duração. Temos que ficar atentos que na grande maioria só procura ajuda médica ou psicológica com sintomas depressivos. Se o profissional não investigar através de uma anamnese detalhada pode fazer o diagnóstico errado de  depressão unipolar. 
É importante o diagnóstico adequado para o tratamento correto para tratar a crise ( fase aguda) e prevenir recaídas com medicamento.  O tratamento psicológico também está indicado para dar suporte emocional, ajuda- lo a compreender a doença e aderir ao tratamento. Portanto, é importante que ocorra contato entre esses profissionais para alinhar as necessidades desse paciente para a estabilidade clínica e prevenção de recaídas. 
 

TDAH – qual das duas crianças têm ?

Assista o vídeo abaixo.  Veja a diferença entre as duas crianças entrevistadas.  Uma apresenta Transtorno de Deficit de atenção (TDAH) e outra, não. Perceba a baixa auto estima e a mudança de humor da criança com TDAH.

https://youtu.be/IGixEw9C-8o

Depressão em Atletas

Conforme estudo holandês , um terço dos atletas de futebol sofrem de depressão.
Muitos atletas têm afastamento das suas atividades laborarias por esse motivo. 

Narguilé faz mal.

Cada vez mais me preocupo com os jovens que usam narguilé e que pensam ser modernos e
mais naturais. Esses jovens em grande maioria fazem uso em casa, com a aprovação dos pais,
como se fosse uma forma mais saudável de fumar e de interagir com os amigos. Eles acreditam
que o narguilé é menos nocivo e que o aproxima dos amigos. Vejo no meu consultório que
muitos pais apoiam o filho usar em casa na companhia dos amigos. Assim, acreditava estar o
protegendo por ficar mais em casa e conhecer os seus amigos. Entretanto, também vejo que
esses pais também não sabiam o mal que o narguilé faz a saúde.
O fumo do narguilé não tem nada de moderno. Ele foi produzido na Índia no século 16 e se
popularizou para o restante do oriente e ocidente na década de 1990.
O narguilé é um fumo criado com uma mistura de tabaco, frutas, aromatizantes e melaço. É
fumada através de um cachimbo que queima o fumo e o mistura a água. A fumaça é inalada
através de uma mangueira pela boca. Parece um decantador. Alguns tem várias mangueiras
para que vários possam fumar ao mesmo tempo.
Muitos supõem por haver mistura com água, limparia as impurezas e filtraria elementos
nocivos, com isso não seria prejudicial à saúde. Isso não é verdade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que o narguilé é mais tóxico que o cigarro.
Compara que em uma rodada de uma hora de narguilé equivale a 100 cigarros fumados. Além
disso, a pessoa que fuma um cigarro dura de 5 a 10 minutos fumando, a pessoa que fuma
narguilé fica de uma a duas horas seguidas.
O Instituo Nacional do Câncer (INCA) e o Departamento de Pulmão e Tórax do A. Camargo
Cancer Center relatam em diversas publicações que o tabaco quando queimado em carvão
em brasa lilbera mais toxinas. Além de que o monóxido de carbono inalado é maior que no
cigarro pela ausência de filtro.
Outra preocupação é que o uso de narguilé está associado, muitas vezes, ao
consumo de outras drogas. Já tem relatos de pessoas colocarem bebida
alcoólica, ao invés da água, e de misturarem maconha ou crack.  Nessas
situações, o narguilé se torna uma verdadeira bomba. Além do álcool, que é volátil,
a pessoa também inala as substâncias tóxicas do tabaco, das outras drogas e da
fumaça do carvão, completa Jefferson Luiz Gross, diretor do Departamento de
Pulmão e Tórax do A. Camargo Cancer Center .
O consumo de narguilé aumenta a chance de desenvolver câncer de pulmão, boca
e bexiga, doenças cardíacas e enfisemas. Além de desenvolver outras doenças
infecciosas pelo compartilhamento do narguilé, como herpes, tuberculose e
hepatite.
No Brasil há uma lei que restringe à venda e o consumo de narguilé apenas aos
maiores de 18 anos em bares e restaurantes. Mas aqui, vemos que ela está
sendo muito mais difundida em uso na casa de amigos e, com isso temos muitos
adolescentes se tornando fumantes e dependentes de narguilé.
O uso de narguilé no Brasil vem aumentando e, geralmente, as pessoas
desconhecem as consequências desse uso.

Segurança de creche coloca fogo em crianças, funcionária e em si mesmo.

É um caso trágico que representa a falência do investimento em Saúde Mental. 

A doença mental só vem aumentando e a quantidade de leitos psiquiátricos e número de consultas ambulatoriais só vem diminuindo. Não entendo isso é a única doença que aumenta e reduz a disponibilidade ao tratamento. 

Pelo relato do processo o paciente que colocou fogo em crianças de uma creche, professora e em si próprio , estava com delírio persecutório desde 2014. Ele acreditava que a sua mãe estava querendo o envenenar. Imagina o sofrimento que ele passava e a sua família, pois, por doença psiquiátrica , ele realmente acreditava nisso. 

O Ministério Público determinou que uma psicóloga fizesse um parecer sobre esse quadro em 2014. Também não entendo o motivo da avaliação psicológica, e não , de um parecer médico Psiquiátrico. Acho tão óbvio que nesse caso, a pessoa necessitava de um psiquiatra. Ele estava francamente psicótico e, necessitava de uso de medicação com urgência. 

Como qualquer doença, se não existe tratamento precoce, a doença vai se agravando. Se em 2014, ele já estava isolado e delirante, certamente, esse quadro evoluiu e se agravou.

Infelizmente, precisamos discutir esse caso diante de uma tragédia que chocou o nosso país. Um caso que poderia ter sido evitado com tratamento psiquiátrico adequado.

Quantos casos acontecem , com um sofrimento enorme de uma pessoa e seus familiares, que podem não chegar a um crime, mas que adoecem e incapacitam. Quantos outros casos, que podem levar a crimes que não atingem a mídia pública. Eu mesma, quando atendia no manicômio judiciário no Rio de Janeiro, avaliei pacientes que mataram a mãe ou jogaram água fervente num familiar , diante de um surto psicótico. Muitos casos, os familiares tentaram atendimentos psiquiátricos e não conseguiram, não tinha médico, não tinha vaga ou não tinha leito no hospital. Quantos casos, pacientes sem tratamento, angustiados e se suicidam. 

Mês passado foi da campanha Setembro amarelo em que se discutiu a importância de combater suicídio que vem aumentando no Brasil e no mundo. Nessa campanha o foco é divulgar os sintomas de doença psiquiátrica e o tratamento. Apesar de não estarmos no mês de setembro, esse crime nos remete ao mesmo foco da campanha.

Foi muito chocante esse crime em Munas Gerais, sabemos que provocou em todos um misto de emoções, raiva, tristeza, medo e perplexidade. Temos que transformar essa emoção num pragmatismo para continuarmos na discussão do diagnóstico e tratamento da doença mental.

Outro caso noticiado nos jornais foi o Massacre na Escola em Realengo, também foi comentado por mim no seguinte post 

Vício em Pornografia

Houve um aumento nos últimos vinte anos de pessoas com vício em
pornografia online.
Sempre houve interesse pelos jovens em ver fotos de nudez e de vídeos
pornôs. Antigamente, o jovem comprava revistas como “Playboy” e
atendia a sua curiosidade, vendo e revendo diversas vezes as fotos. Usava
a sua imaginação para diversos cenários fantasiosos durante a
masturbação. O mesmo ocorria com filmes “pornô” que assistia,
rebobinava a fita e fantasiava. O estímulo que o jovem tinha para obter o
orgasmo era similar.
A facilidade de acesso à internet em tablets, laptops e smartphones
aumentou o vício em pornografia por duas razões. A primeira razão seria
a facilidade de se ter privacidade, mesmo se em viagem ou ambiente de
trabalho. Antes o computador tinha um local de destaque na casa, o que
dificultava o uso para esse fim. O outro motivo é de que a pessoa pode,
a cada click, mudar a foto ou o vídeo com diferentes estímulos, o que não
o provoca desinteresse pela repetição. Em cinco minutos, ele pode ter
vivido dezenas de estímulos diferentes. Nesses cinco minutos, ele pode ter
tido mais estímulos de que já teve com qualquer outra pessoa no passado,
mesmo tendo sido sexualmente bem ativo.
O que temos vendo na prática são jovens entre 18 e 25 anos se viciando
em pornografia online. Esses jovens acabam desenvolvendo disfunções
sexuais, como redução da libido e disfunção eréctil. Buscam clínicos e
urologistas, que descartam qualquer alteração física ou hormonal que
justifique a queixa.
Nesse grupo de pacientes devemos investigar o padrão de masturbação e
quanto consome de pornografia online. Ao conversar com eles reclamam:
“Nada mais me estimula”; “Eu gosto e quero ter com a minha namorada,
mas não rola”, “Doutora, ela é linda e faz de tudo para me agradar. O
problema sou eu”.
Para entender o porquê da dependência de pornografia online,
primeiramente precisamos compreender o desejo sexual. O desejo ou
interesse sexual desperta a liberação do neurotransmissor dopamina. O
ápice da liberação da dopamina acontece durante o orgasmo. A dopamina
regulariza o ciclo de recompensa no cérebro, é responsável pelo prazer. Se
não bem regulada, facilita a compulsão (vício). A dopamina não é liberada
apenas como prazer durante uma história sexual, mas também por
diferentes estímulos prazerosos. Por exemplo, quando comemos um
chocolate, nos sentimos bem porque houve liberação de dopamina.
Quando comemos alface, por mais que gostemos de salada, há uma
liberação bem menor de dopamina. Por isso é muito mais fácil
desenvolver compulsão por chocolate do que por alface. Voltando para a
esfera sexual, quando há o estímulo sexual, vem a liberação da dopamina,
e em seu auge, ocorre com o orgasmo.
A dopamina é mais facilmente liberada com novos estímulos dentro da
sua área de interesse. Ou seja, quando se vê a mesma foto ou o mesmo
filme repetidas vezes o estímulo será menor.
O seu cérebro se acostuma rapidamente aos estímulos. Cada vez mais
pede novos. Quando mais a pessoa usa mais aparece a necessidade por
novos estímulos, em busca do prazer. Quanto mais esse circuito de
liberação de dopamina é estimulado mais o cérebro pede novos impulsos
para continuar vivenciando o prazer.
Existe outro empurrão para o vício: com esse estímulo rápido do ciclo de
recompensa, provocado pelo vídeo pornográfico ou foto, você acaba
apresentando deficiência de dopamina em outras situações de sua vida.
Situações que antes lhe davam prazer já geram desinteresse. A
desmotivação em outras áreas de sua vida faz com que cada vez mais use
a pornografia online em buscar prazer. Nessa fase, o viciado em
pornografia começa a usar alguns argumentos de defesa para não buscar
ajuda, tais como “não faço mal a ninguém”, “é melhor que usar pessoas
como muitos dos meus amigos fazem”, “tive um dia muito ruim no
trabalho”, “mereço essa recompensa” e assim vai. Quando mais estímulo
há nessa área cerebral, maior a neuroplasticidade dessa região, com
facilitação do impulso elétrico para esse circuito. Com isso o cérebro vai
reprogramando o seu funcionamento para buscar a pornografia online,
recompensando com a liberação de dopamina.
Sem tratamento, cada vez mais o seu cérebro vai buscar maiores
estímulos para se conseguir o prazer rápido. Quanto mais viciado, mais
tolerante fica ao estímulo. Funciona como um dependente químico que se
acostuma com determinada droga, desenvolve certa tolerância, e passa a
buscar drogas mais pesadas para ter o mesmo efeito de antes.
É comum iniciar o vício com fotos e vídeos com pessoas próximas da
beleza socialmente comum e com o tempo buscarem cenas de violência,
com animais e de outra orientação sexual. Apesar de relatarem que
acham muito esquisito e que não teriam coragem de praticar esse ato
sexual, só conseguem se masturbar com esse estímulo bizarro.
Esses pacientes passam a apresentar angústia, disfunção eréctil, redução
da libido diante de um estímulo considerado “normal” do parceiro sexual,
culpa por precisar assistir filmes que não refletem sua orientação ou
interesse sexual, dificuldade de concentração, falta de motivação e prazer
na vida. Normalmente associa quadro de depressão e ansiedade.
Temos que estar atentos ao vício em pornografia sempre que alguém
mostre esses sintomas. A ausência de reconhecimento do seu vício e
vergonha dificultam o relato espontâneo ao médico ou psicólogo.

Você precisa de um psiquiatra?

Ontem atendi um familiar de uma paciente que já se trata há anos. Veio ao consultório para “tomar satisfações”.
De uma forma muito deselegante, ele descobriu que a sua mãe, uma senhora de quase cinquenta anos, estava em tratamento comigo para diversas queixas de humor e sintomas físicos há três anos. Ela mora com o esposo e trabalha normalmente. Me procurou por indicação de um amigo do trabalho porque vivia se queixando de diversos sintomas físicos. Resultados de exames não justificavam essas queixas.
Iniciou tratamento medicamentoso, e aos poucos , todos os sintomas melhoraram. Depois de cerca 30 meses, foi reduzida gradativamente a medicação, com orientação qualquer dúvida fazer contato. 
Nesse período, novamente teve uma recaída de sintomas físicos, quando foi orientada a fazer contato comigo em caso de qualquer intercorrência. Qual não foi minha surpresa quando surpreendida por esse familiar, que me acusou de “charlatanismo” por querer deixar a sua mãe dependente de remédio, portando artigos não científicos, de autores que combatem a Psiquiatria e a Psicologia conhecidamente de forma oportuna e baseados em crenças pessoais. Artigos que prestam um desserviço à população que está doente e se inocentemente acredita neles. 
Estamos lidando com especialidades que foram criadas sustentadas  pela Ciência. Falamos de doenças que tem todo o substrato neuroanatomico estudado, definido pelo Código Internacional de Doença (CID) e usado Pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
O familiar não veio para conversar ou sanar dúvidas, a intenção era insultar, não especificamente minha pessoa, mas qualquer intervenção á Saúde Mental.
Essa situação me fez refletir e me lembrar um artigo que li em janeiro deste ano, que circulou na mídia, escrito pela advogada e professora universitária Ruth Manus, com o título “Jura que precisa de um psicólogo?”. 
Segue abaixo o texto e o link: 

 Jura que você precisa de um psicólogo?
Até quando vamos ter que explicar que ter um psicólogo ou ter um psiquiatra é algo absolutamente normal?
Foi numa festa. Estava conversando com alguns amigos e comentei a respeito de algo que a minha psicóloga havia me dito. Um deles arregalou os olhos e disse “você tem uma psicóloga?”. Respondi tranquilamente que sim e perguntei o porquê do espanto. Ele disse que, ao ler meus textos, eu sempre pareci uma pessoa muito bem resolvida e que nunca imaginou que eu precisasse de terapia.
Acho que todo mundo que tem um psicólogo, um psiquiatra ou qualquer tipo de terapia de apoio já se deparou com uma situação dessas. Muitos se surpreendem, muitos ainda carregam velhos estigmas, acham que é frescura, acham que é exagero. Chega a ser engraçado nos depararmos com esse tipo de pensamento em 2017.
É curioso (e satisfatório) ver como todos os cuidados com o corpo estão sendo cada vez mais valorizados: exames preventivos, alimentação saudável, exercícios físicos. As pessoas têm medo de ficarem feias, velhas e doentes. Eu também tenho. Por isso nos matriculamos na academia, compramos vegetais orgânicos, reduzimos as frituras, fazemos exame de sangue, usamos filtro solar. Mas muita gente acha que isso basta. Que corpo saudável é vida saudável.

Mas nem sempre é. A cabeça faz parte do nosso corpo, as ideias fazem parte da nossa vida, as lembranças fazem parte da nossa história e os sentimentos fazem parte da gente. Não é só o neurologista quem cuida da cabeça, nem é só o cardiologista quem cuida do coração. Psicólogos e psiquiatras não são nem um pouco menos importantes do que os demais. Sim, custa dinheiro, como tudo na vida. Mas não tenho dúvidas de que, no meu caso, é um dinheiro absolutamente bem gasto.
Ainda há quem pense que é preciso estar deprimido ou descontrolado para procurar este tipo de apoio. Mas não. Você pode estar ótimo. Mas pode ficar ainda melhor. Nós não fazemos ideia de quanta coisa a gente deixa mal resolvida no nosso caminho, nem do quanto elas influenciam as atitudes que temos hoje. Todas as vezes que dizemos “eu sou assim” para justificar nossos defeitos, é importante sabermos que poderíamos não ser assim. Poderíamos ser melhores e mais felizes. É, de fato, algo viável.
Mas é isso. Ninguém fica chocado quando alguém diz que vai gastar milhares de reais para colocar silicone. Ninguém acha absurdo que um homem faça um implante capilar ou que uma mulher faça um tratamento para celulite. De fato, eu também acho que tudo o que faz as pessoas se sentirem melhores é válido. Mas fazer terapia ainda causa espanto. Terapia ainda é vista por muitos como sinal de fraqueza, de segredos ou de desequilíbrio.
Eu digo com toda certeza: só consigo escrever- e ser julgada e tomar porrada e ser criticada e seguir em frente- toda quarta e todo domingo porque tenho apoio. Só aprendi a escrever sobre sentimentos porque me habituei a falar do meus. Só consegui lidar bem com o passado quando me ajudaram a afastar fantasmas escondidos. E eu não tenho a menor vergonha disso, assim como acho que ninguém deveria precisar ter.

Suicídio: falar é urgente para quebrar tabus

Esse é o título da reportagem no caderno Sociedade do jornal O Globo de 10 de setembro de 2017.

Para alguns o título parece pertinente, mas infelizmente muitos ainda defendem que não se deve falar de suicídio por receio de despertar a ideia.

Entretanto, esse tabu vem sendo questionado nos últimos meses no Brasil com ajuda das mídias sociais.

O google refere que nos meses de abril e maio houve um aumento considerável nas buscas com a palavra suicídio comparado aos últimos cinco anos. Acredita-se que esse aumento se deu com a divulgação do tema pela série do Netflix “13 Reasons Why” e pelo jogo da Baleia Azul.

A série e o jogo colocaram em destaque o tema suicídio, bastante antigo no Brasil e pouco falado abertamente. Com a  necessidade de explicar o tema em destaque podemos levar informações sobre a doença que leva ao suicídio.

É tão importante discutirmos sobre o suicídio que foi criado o mês de setembro como o mês de combate mundial ao suicídio. Os programas de televisão, jornais e outras mídias discutem sobre o tema, divulgam os sintomas e alertam sobre o tratamento.

A prevenção ao suicídio é o tema que mobilizou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a marcar o dia de 11 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mais uma iniciativa que faz parte do Setembro Amarelo.

Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados com o tratamento adequado.

Desde 2014, o psiquiatra Antonio Geraldo, representando a Associação Brasileira de Psiquiatria associado ao Conselho Federal de Medicina, realizam o Setembro Amarelo no Brasil.

O Suicídio é uma emergência médica e que precisa ser encarada com a importância e a seriedade que possui.

Deve-se informar a população sobre a doença e parar com as piadas e preconceitos que norteiam grupos de watsapps, facebook etc.

Segundo a OMS, uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos no Brasil. Outro dado assustador, é que desde 2002, a taxa vem subindo, principalmente, entre os jovens.

Estudos da OMS demonstram que quase 100% dos casos suicidas tem doenças psiquiátricas como base.

É urgente falarmos sobre o tema para que os que sofrem possam reconhecer que tem uma doença e busquem o tratamento adequado.



Notificação de Tentativa de Suicídio Pelo Profissional de Saúde

Se você é profissional da saúde e atende pacientes que tentaram suicídio, encaminhe e notifique a rede de atenção á saúde mental do seu município.
A portaria número 1.271/2014 do Ministério da Saúde no artigo quarto, determina que seja compulsório a notificação de tentativas de suicídio em até vinte e quatro horas de seu atendimento á Secretaria de Saúde de sua prefeitura.
A notificação  ajudará  esse paciente e familiar , assim como  estabelecer  estratégias de saúde  para vigilância de morbidade e mortalidade das doenças, bem como acompanhamento de suas causas. Com essas medidas, você ajudará a salvar vidas na sua cidade. 
Veja o link da portaria do Ministério da Saúde :




Avaliação Neuropsicológica

Este artigo foi escrito pela neuropsicologa Marcia Ferreira em que ela explica a importância da avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica é realizada por um profissional especialista em Neuropsicologia.
A Neuropsicologia é uma ciência que busca relacionar a manifestação comportamental de transtornos cognitivos, emocionais e da personalidade à problemas estruturais ou funcionais do cérebro. De forma resumida, a Neuropsicologia é o estudo das relações entre o cérebro e o comportamento.

Avaliação Neuropsicológica é um método empírico de exame que se aplica a vários contextos e que possibilita o mapeamento de funções cognitivas deficitárias e preservadas, assim como características comportamentais relacionadas ao desenvolvimento da personalidade.

Na avaliação neuropsicológica são utilizados questionários, entrevistas, escalas e testes específicos e normatizados, que permitem além da mensuração dos resultados quantitativos de cada tarefa específica, a análise qualitativa do desempenho , o que é de grande importância na compreensão geral do paciente, seja esse criança ou adulto.

Após o levantamento dos dados é possível identificar se existe ou não um déficit, suas características clínicas, cognitivas e emocionais e os impactos que causam á vida acadêmica, profissional e social do paciente. 

A avaliação neuropsicológica ajuda a família, a escola e os profissionais envolvidos na compreensão do comportamento do paciente, assim como suas capacidades e limitações. Ajudando no diagnóstico e no tratamento mais indicado.

 

Antidepressivos podem fazer mal?

Como qualquer outra classe de remédio se não forem bem indicados, podem trazer malefícios à saúde do indivíduo. Por exemplo, um anti hipertensivo se for prescrito para uma pessoa que não é hipertensa, vai levar a todos os malefícios de uma hipotensão.
Fico muito assustada com o uso indiscriminado de antidepressivos por psiquiatras e especialmente, por outros especialistas.
Todo dia recebo pacientes novos no consultório e, que na sua história já fizeram na maioria das vezes, uso de mais de um antidepressivo. Também na sua grande maioria prescrito por não psiquiatras e não neurologistas.
Ontem mesmo recebi um paciente de primeira vez que tem uma história de altos e baixos de humor acompanhado de irritabilidade que vem prejudicando o seu convívio familiar. Se trata de um adulto não sedentário e que vem também sofrendo estresse no trabalho. Apresentou um pico hipertensivo e, saiu com uma receita de anti hipertensivo e do antidepressivo fluoxetina. O mesmo paciente já tinha feito uso no passado de escitalopram prescrito por não especialista.
Vamos lá, se o psiquiatra que deve estar constantemente se atualizando com participação em congressos, cursos e artigos comete erros e tem dificuldades no diagnóstico e na prescrição do melhor fármaco, como pode ser visto na reportagem no link abaixo, imagine-se que existe um maior risco de erro por não especialistas. Assim como, a escolha do melhor anticoncepcional por um não ginecologista , por exemplo.
Nessa reportagem, psiquiatra prescreveu um antidepressivo para um jovem que talvez tenha o diagnóstico de Esquizofrenia, Esquizoafetivo, Transtorno de Personalidade ou Transtorno Bipolar, e que parece pelo julgamento do seu crime que o antidepressivo provocou um quadro de agressividade, falta de juízo crítico e, talvez, um delírio associado.
http://www.bbc.com/portuguese/geral-40751859?SThisFB
Como psiquiatra, fico cautelosa ao prescrever o antidepressivo para o paciente e  na escolha do tipo de antidepressivo que melhor responderá ao quadro, fico cada vez mais assustada com a quantidade de antidepressivos prescritos pelos meus colegas médicos não especialistas.
O meu objetivo é alertar aos colegas para serem mais cautelosos. Assim, como provocar a atenção a todos que tomam antidepressivos a buscarem informações com o médico especialista. É claro, que o caso desse paciente agressor descrito na reportagem, é um caso muito severo e menos comum. Mas muitos antidepressivos levam a muitas interações medicamentosas, alteração do sono, aumento da irritabilidade, aumento da desinibição e que causam prejuízos no seu dia a dia, sem haver a percepção da mudança de quadro associado ao mau emprego do antidepressivo.

Os Pais Precisam Preparar os Filhos para a Vida

Autora: Elizabete Possidente

No O Globo de 8 de agosto de 2017 na sessão do Ancelmo Gois a nota “Madame não educa” em que uma mãe não sabendo dizer “não” ao filho, pede à escola para não autorizar a presença do pipoqueiro na saída da escola.
O pior que não representa um caso isolado porque vemos isso no nosso dia a dia essa necessidade dos pais de agradarem os filhos o tempo todo.
Os pais precisam deixar os seus filhos se frustrarem ainda na Infância como papel educador.
Se a criança não perceber que a vida é feita de momentos bons e ruins, não vai saber que aquele momento ruim vai passar também.
Deixar o seu filho decepcionar-se com coisas normais do seu cotidiano, como, receber um “não” para comprar pipoca na saída da escola.
Deixe ele saber que a vida tem regras. Precisamos respeitá-las. Nesse exemplo, a mãe criou a regra que não tem pipoca na saída da escola. Essa é uma oportunidade de saber que precisa cumprir uma regra por mais desagradável que possa parecer.
Se isso não ocorrer, a criança cresce achando que tudo na vida tem que dar certo e que precisa ser feliz o tempo todo.
Quando crescer, ele vai receber muitos “não” na vida. Ele vai achar que o mal estar de receber a negativa será o fim mundo e que nunca irá acabar a sensação de angústia ao ser frustrado. Isto porque ele não foi educado pelos pais a ser preparado para a vida desde pequeno. Com isso, cada vez mais recebemos no dia a dia do consultório, jovens que tem crises de agressividade, ideias suicidas, se cortam ou ingerem álcool em grande quantidade ou drogas por não saber aceitar que o “não” faz parte da vida. Que esse mal estar passa e que precisa focar no plano B para essa fase passar mais rápido.
Caso queira ler mais sobre isso, recomendo as seguintes postagens sobre o tema:
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/search?q=Limites&m=1
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2013/01/a-importancia-de-deixar-os-filhos-terem.html?m=1

Fim do Preconceito à Saúde Mental

De acordo com a Healthline, cerca de 5 milhões de americanos receberam algum diagnóstico psiquiátrico.
A melhor maneira de ajudá-los é não estigmatizar.
Uma das grandes divulgadoras em quebrar esse tabu é a cantora Demi Lobato que foi ao público falar que sofre de Transtorno Bipolar. Ela falou de suas crises e da melhora com o tratamento adequado.
Porém também falou sobre não gostar de ser rotulada como “bipolar”. A bipolaridade faz parte da vida dela, mas ela não pode ser resumida a essa doença.
Veja no link abaixo a reportagem:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/demi-lovato-explica-motivo-de-nao-querer-ser-rotulada-como-bipolar.htm

Outro post que recomendo para complementar a leitura foi publicado nesse blog: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2017/07/quebrando-o-tabu-sobre-doenca-mental.html?m=1

Como a cafeína pode afetar o cérebro de um TDAH?

A cafeína é uma substância estimulante do Sistema Nervoso Central. É muito comum pacientes com TDAH sem tratamento, passarem a se “auto medicar ” com cafeína para melhorar o foco nos estudos e trabalho. 
Temos que ficar muito atentos aos pacientes adultos que diagnosticamos e iniciamos o tratamento medicamentoso com psicoestimulantes. Isto porque por já ter o hábito de tomar cafeína haverá um sinergismo. 
E por que não se usa cafeína para tratar o TDAH? 
A cafeína leva a problemas de ansiedade, insônia e irritabilidade. A sua eficácia dura muito pouco tempo, o que faz a pessoa cada vez mais aumentar a quantidade ingerida e reduzir os intervalos entre uma dose e outra. Com isso, torna-se muito viciante e pode trazer outros efeitos colaterais. 
Além disso, sua redução ou suspensão traz efeitos de abstinência, como tremores e cefaleia (dores de cabeça). 
Por isso, não existem investimentos em pesquisas a longo prazo do uso da cafeína em pacientes com TDAH porque já se sabe do grande risco de vício e todos os malefícios de altas doses de cafeína no organismo.

Excesso de Açúcar e Depressão

Para o Professor Paulo Mattos, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e professor da UFRJ, é preciso pesquisar mais para uma conclusão definitiva. “O estudo se refere a quadros de ansiedade e depressão bastante leves e gradativos. Mesmo em um estudo que abrange mais de 20 anos, é difícil dizer se antes desse recorte as pessoas já tinham sintomas.”
Veja a reportagem que foi publicado no O Estado de São Paulo publicado em 27 de julho de 2017: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,excesso-de-acucar-pode-levar-a-depressao,70001909798


Cinco hábitos para a hora de acordar

  Na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de julho de 2017 foi publicado hábitos que devem ser adotados nos primeiros 20 minutos do dia para ajudar a ter um dia mais produtivo.
Vou reproduzir aqui e recomendo a todos:

1 – Não ative o “soneca” do despertador.
Se você faz isso, já está autorizando o seu cérebro a procrastinar.

2 – Arrume a sua cama.
Seu quarto já vai aparecer mais organizado e, você vai estar vencendo uma barreira. Essa pequena conquista já reverbera no cérebro que o dia já começou produtivo.

3 – Mantenha uma agenda ou um bloco de anotações.
Pela manhã já escreva tudo que precisará fazer naquele dia, desde e-mails, telefonemas e compromissos.

4 – Reflita sobre os seus objetivos.
Você sempre deve estar planejando o seu dia ou semana, considerando as suas metas a curto, médio ou longo prazo. Essas metas são relacionados à sua vida profissional, pessoal, familiar e social.
Por exemplo, se estou insatisfeito com o meu peso, por exemplo, já devo ter em mente alguma atitude que já contribua para a meta de emagrecimento. Pode ser uma atitude pequena, como, hoje, vou usar escada ou soltarei uma estação antes para uma caminhada.

5 – Crie e repita os seus ” mantras”.
Vale a pena escrever no bloco de anotações esses mantras e repetir ao longo do dia.
Como por exemplo, “Vou pensar só no dia de hoje” ou “vou fazer dar certo a minha listinha”. Ou ainda “Só por hoje, não vou me aborrecer com a papelada que preciso preencher”.

5 hábitos para adotar nos 20 primeiros minutos após acordar e ter dias mais produtivos.

"Doenças são o resultado de escolhas que fazemos"

Na sessão do jornal O Globo, Conte algo que não sei, de 21 de julho de 2017 foi entrevistado o professor da Universidade da Faculdade de Medicina de Harvard Edward Phillips.
O professor Edward Phillips foi o fundador do Institute of Lifestyle Medicine que funciona na Universidade de Harvard e onde estimula medidas que devem ser tomadas para se combater diversas doenças, como, a maioria das doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e muitos tipos de câncer.
Ele conta que todos sabem que atividade física regular, bons hábitos alimentares, não fumar, não beber demais e uma boa noite de sono só fazem bem.
Apesar desse conhecimento, a maioria das pessoas não conseguem manter um estilo de vida que inclua essas recomendações. A correria do dia a dia, a pressão no trabalho, a competitividade, os aborrecimentos e a má administração do seu tempo fazem com que as pessoas deixem de colocar em prática esses hábitos saudáveis.
O professor sugere que esses temas sejam sempre ressaltados para que todos se esforcem para manter no seu dia a dia essas atividades.
Recomenda também que desde as escolas até as universidades estimulem e prezem por esses hábitos.
As empresas devem fazer esse tipo de investimento em seus funcionários. Incentivar um comportamento mais saudável em seu estabelecimento só trará funcionários mais dispostos e ativos.
O médico deve reforçar o fato que para se manter saudável, o próprio paciente precisa fazer parte do tratamento, assumindo responsabilidades da mudanças de hábitos. O paciente tem de perceber que ele precisa fazer essa parceria com o médico para a melhora clinica.
Acredita-se que investindo nos princípios de Medicina de Estilo de Vida haverá uma prevenção de muitas doenças e uma redução do orçamento governamental e familiar.

https://oglobo.globo.com/sociedade/edward-phillips-professor-de-medicina-de-harvard-doencas-sao-resultado-de-escolhas-que-fazemos-21613411

Medidas Preventivas de Demência

Ontem foi publicado na revista médica Lancet que quase 50 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo. Nela também foram destacadas intervenções para prevenir, apesar das pessoas estarem vivendo mais.
As medidas destacadas no artigo foram apresentadas na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, onde especialistas do mundo todo se encontraram para discutir as pesquisas na área.
Vinte e quatro especialistas em demência revisaram os estudos de demência com embasamento científico e sintetizaram os resultados para prevenção do Alzheimer que resultaram no artigo publicado em 20 de julho de 2017 e disponível no link no final dessa postagem.
Relataram que um em cada 3 casos de demência poderiam ser evitados com algumas medidas simples a serem adotadas:
        ⁃ Aumentar a escolaridade na fase inicial da vida.
        ⁃ Atividade física regular.
        ⁃ Tratar perda auditiva que apareça na meia idade.
        ⁃ Tratar adequadamente hipertensão arterial.
        ⁃ Combater obesidade.
        ⁃ Tratamento adequado de depressão.
        ⁃ Tratamento adequado para diabetes.
        ⁃ Abandonar o tabagismo.
        ⁃ Aumentar o contato social na terceira idade.
Também avaliaram a importância do diagnóstico precoce para se iniciar as medicações, terapias de estimulação cognitiva e aumento dos exercícios físicos.
É de grande importância discutimos e ficarmos atentos a esse tema porque a população cada vez envelhece mais, e a maioria dos casos surge após 75 anos.

https://oglobo.globo.com/sociedade/edward-phillips-professor-de-medicina-de-harvard-doencas-sao-resultado-de-escolhas-que-fazemos-21613411