A Diferença Entre Querer Morrer e Querer que a Dor Pare
Esse texto foi extraído no site do CVV – Centro de Valorização da Vida
Eu não quero morrer.
Eu só queria que a dor parasse: a dor que rodeava e apertava meu peito, o peso que envolveu meu cérebro na sombra, a agonia que transformou todo o mundo em escuridão.
Eu precisava disso para cessar a dor.
Não foi um grande trauma que me convenceu que a morte era a minha única opção, mas uma série interminável de pequenas dores que roubaram a minha esperança. A pressão da vida cotidiana tornou-se um assalto implacável: uma mão pesada sobre meu ombro que me esmagava.
Uma manhã eu tive uma discussão menor com meu marido e, como diz o proverbio sobre colocar mais a lenha na fogueira, essa discussão me deixou em pedaços.
E então eu decidi que tinha apenas uma escolha que fazia algum sentido. Senti que todo mundo estaria melhor sem mim.
Eu fiz um plano. Eu escrevi cartas para a minha família. Chorando, telefonei para o meu amado irmão para dizer adeus.
Entretanto, levou poucos momentos para ele compreender o que eu estava fazendo e, em seguida, rapidamente, ele entrou em ação.
Ele me cortou, desligou na minha cara e chamou meu marido imediatamente.
Meu marido correu de seu prédio de escritórios e, frenético, me procurou usando um aplicativo em seu telefone. Ele chamou um policial. Chamou uma ambulância. Levou-me para o hospital.
Deram-me uma bebida lamacenta em um copo de papel enquanto eu estava deitada na maca, e eu chorei.
Eu não quero morrer.
Eu só quero que a dor parasse.
A escuridão que eu tinha mergulhado era muito espessa. Eu não conseguia mais enxergar meus filhos. Eu não conseguia mais enxergar a vida que eu tinha construído com o homem que eu havia escolhido 25 anos atrás. Eu não podia enxergar minha família, os irmãos que me conheciam desde o nascimento, os pais que me apoiaram desde antes que eu pudesse lembrar. Eu não podia enxergar meus amigos, que teriam ficado extremamente entristecido comigo se eu tivesse de deixa-los.
Eu não podia ver o amor.
´Havia amor em volta de mim, mas esse amor foi empurrado pela escuridão, com força despejado de minha consciência pelo preto sufocante.
No hospital psiquiátrico, eu estava cercada por pessoas cujas experiências foram muito parecidas com a minha. Ouvi histórias familiares. eu aprendi novas formas de lidar com a minha dor. Percebi que tinha opções. Mais importante, vi que não estava sozinha.
Eu tenho um bom diagnóstico e fui colocada sob medicação que funcionou como um raio de luz no meu cansado cérebro, confuso.
Isso não aconteceu da noite para o dia.
Levou algum tempo para encontrar as doses certas e as prescrições corretas, mas eu perseverei. Eu mantive firmemente a esperança de que o antídoto certo para a escuridão poderia ser encontrado.
Eu não quero morrer.
Eu só queria que a dor parasse.
E ela parou.
Lenta, mas seguramente, com a terapia e o tempo, a dor parou.
Estou aqui hoje para lutar junto com você: Não desista.
Há uma razão para que você esteja lendo isso agora, nesse exato momento no tempo.
Essa é uma mensagem que você precisa ouvir. Você não está sozinho. O próprio mundo anseia para você ficar, anseia para você permanecer. A Terra está chamando ouça! Lá está no calor dos raios do sol em cima de seu rosto virado para cima, na brisa fresca que acaricia a sua pele, no canto de um pássaro, a maravilhosa de folhas e flores. A Terra está implorando para você não desistir.
Para toda escuridão há um facho de luz pelo qual é possível andar, basta apenas que os olhos sejam liberados do desespero.
Buscar. Falar com alguém. Há amor lá fora; há amor ao seu redor. Só porque você não pode sentir isso agora não significa que ele se foi. Não acredite na escuridão. Ele é uma mentirosa e uma ladra.
Estou feliz por estar aqui hoje.
A chuva cai e o sol brilha. Posso ver meus filhos riem e chorarem e lutar e crescer.
Meus pais estão agradecidos. Meu marido é cuidadoso. Meus irmãos me apoiam. Meus amigos me querem bem. Todo dia eu vejo o amor que eu não podia ver antes.
Eu acreditava nas mentiras que a escuridão me falou, e eu tentei tirar a minha vida.
As vezes a vida é uma luta. As vezes o amor parece desaparecer e parece estar longe. Há dias em que eu acordo desanimada e me sinto derrotada. Tem dias que eu ainda quero deixar esse mundo ( e todas as suas tribulações) para trás. Mas eu continuo colocando um pé na frente do outro, e eu agarro a esperança. Eu falo com os que me rodeiam. Eu tenho uma boa noite de sono. Um novo amanhecer. Eu me sinto melhor.
Eu não tinha que morrer para que a dor parasse.
Você também não tem que querer.
Se você ou alguém que você conhece precisa da ajuda, por favor, ligue para o telefone do CVV 141, e procure ajuda médica psiquiátrica.
O TDAH ao Longo da História
Falando sobre TDAH em adultos
Participei do programa “Ligado em Saude” da Fiocruz. Falamos sobre TDAH em adultos, vale a pena ver.
Direitos do Paciente com TDAH
O munícipio do Rio de Janeiro foi o primeiro a se preocupar com a adaptação às necessidades desse grupo. Existe a lei número 5416, de 29 de maio de 2012, e o projeto de lei 710/2010, que garantem direitos aos alunos com TDAH. Veja detalhes no link: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2012/06/o-prefeito-do-municipio-do-rio-de.html. Com isso, muitas escolas, através de laudos e acompanhamento terapêutico, conseguem adaptar-se melhor ao aluno e suas necessidades.
Causa e Efeito : Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos?
Resolvemos escrever sobre esse tema, por estarmos chocadas com o volume de crianças buscando atendimento psicológico ou psiquiátrico, vítimas da perversidade dos colegas de classe. Geralmente somos procuradas por pais de meninas, entre 6 e 9 anos. Primeiro é feita uma anamnese com os pais, sem a presença da criança. No campo da queixa principal, sempre os mesmos sintomas: autoestima baixa, insegurança, medos, apatia, daí finalmente a criança começa criar desculpas para não ir à escola.
Quando avaliamos a criança, ela relata fatos dolorosos. Conta como é xingada, excluída e anulada pelas coleguinhas de turma. Os efeitos psicológicos na vida dessa criança “vítima” são imensuráveis.
Me pergunto: quem será e como será essa criança agressora quando chegar na fase adulta?
Anticoncepcional Hormonal e Anticonvulsivantes
A escolha do método contraceptivo hormonal em mulheres que usam anticonvulsivantes é de suma importância.
É relevante por dois fatores principais:
1. Existe interação medicamentosa entre o anticonvulsivante e o anticoncepcional hormonal.
2. Os anticonvulsivantes são usados de uma forma contínua em mulheres com Transtorno de Humor (ou bipolares), epilepsia e enxaquecas.
Por essa razão, é muito importante ter cautela ao prescrever essa classe medicamentosa em mulheres na idade fértil. É fundamental ter o conhecimento da interação hormonal do método anticoncepcional. Existem diversas combinações progesterona e estrogênio, algumas dessas podem agravar a crise epiléptica. Outras combinações em associação ao uso de determinados anticonvulsivantes podem levar a falha do anticoncepcional oral.
O psiquiatra ou neurologista, com o ginecologista, devem discutir o melhor anticoncepcional hormonal para cada paciente, seja anticoncepcional oral combinado, anel vaginal, pílulas de uso vaginal, implante subdérmico, adesivo e dispositivo intrauterino. Podem também concluir que a melhor indicação pode ser o método não hormonal.
Essa escolha vai depender de diferentes fatores, tais como idade, história familiar de câncer, doença neurológica ou psiquiátrica, comorbidades clínicas, tabagismo ou história de trombose.
Portanto, a mulher deve estar segura e amparada numa equipe multidisciplinar para melhor qualidade ao seu tratamento medicamentoso.
Dificuldade no Reconhecimento do TDAH em Mulheres
Poucas horas de sono leva a ganho de peso
Refletindo Sobre o Papel dos Pais
Autora: Elizabete Possidente
Saiu na Revista O Globo de 6 de março de 2016, na sessão colunista convidado, a reportagem “A Reinvenção do Pai” com a psicanalista Malvine Zalcberg.
Malvine disserta sobre as atitudes dos pais hoje em dia em relação ao comportamento dos filhos, a partir de uma noticia recente, em que jovens alunas de escolas tradicionais de São Paulo e Porto Alegre, inconformadas com a proibição de usar shorts durante as aulas, protestaram através de abaixo assinado e redes sociais. A diretora da escola explicou que o colégio tem regras e que tantos meninos e meninas só podem usar bermudas na altura do joelho.
Está ai a palavra chave: REGRAS. Porque hoje em dia os jovens têm tanta dificuldade em seguir regras?
No passado, na época em que eu era aluna do ensino medio, achava horroroso usar uniforme mas seguia as regras. O que mudou da minha época de jovem para hoje é que existiam pais, no sentido da figura responsável em impor limites necessários para o meu crescimento e desenvolvimento como pessoa. Esses pais eram educadores, mesmo correndo o risco de cometer erros ou excessos. Sabia que a Sociedade era fornada de regras e hierarquia que começava dentro de casa. Todos os jovens reclamavam dos pais, mas os amavam, e entendiam essa necessidade com o passar dos anos.
Hoje os pais querem sempre parecer mais jovens e amigos dos filhos. Com isso, tentam agradar ao máximo, sem ensinar os limites, por medo de não serem amados pelos filhos. As crianças crescem achando que a sociedade funciona como dentro de casa,. acreditam que devem aceitar apenas o que gostam. Devem discutir regras porque fazem isso com os pais o tempo todo. A discussão é sadia, porém a responsabilidade da palavra final é dos pais, independente do quão antipática possa parecer essa decisão. Amigos ele vai encontrar na escola, faculdade e eventos sociais, pai e mãe ele precisa ter em casa.
Para essa reflexão sugiro também a leitura no blog dos seguintes artigos.
– A necessidade de não premiar comportamento ruim de seu filho (publicado em 26/1/15)
– Como criar as crianças sem deixá las mimadas (publicado em 30/04/14)
– Seu filho precisa mesmo ser feliz? (publicado em 28/4/14)
– A importância de deixar os filhos terem frustrações (publicado em 20/1/13)
– Como definir limites para adolescentes (publicado em 8/11/11)
– Como definir limites em nossas crianças no mundo de hoje (publicado em 7/11/11)
Mutismo Eletivo
Essas crianças têm o interesse em se comunicar. Interagem através do olhar, gestos, sinais e pela linguagem corporal. Quando diante de um adulto desconhecido ou pouco íntimo tende a baixar o olhar pela timidez. Ela consegue falar normalmente em casa ou até pelo telefone, mas se mantém muda fora do ambiente doméstico.
Crianças com TDAH Vivem Menos que a População Geral
Terapia Cognitivo Comportamental – TCC
Dislexia
Transtorno Afetivo Bipolar ou Transtorno de Humor
Dificuldades em Aprender
As dificuldades no aprendizado constituem um problema de saúde.
Dicas Para Pais Diante de Filhos com Irritabilidade do TDAH
Disfunções Sexuais associadas ao Transtorno de Pânico e/ ou Fobia Social
http://link.springer.com/article/10.1023%2FA%3A1010257214859









