Consumo Experimental e Felicidade

Esse título não é original. Foi utilizado recentemente em diversas revistas; representa um alerta importante.

Primeiramente vamos definir o que é consumo e consumismo. Consumo é adquirir um bem material de que precisamos para viver. Já o consumismo é um exagero no consumo, ou seja, compramos muito mais do que realmente precisamos. Estamos vivendo uma fase de consumismo: as pessoas compram muito mais do que precisam. Isso é muito estimulado pela mídia, especialmente pela publicidade, e pelos shopping centers.
A mídia estimula a compra de bens que não precisamos através da inserção das pessoas num grupo onde todos compartilham a “necessidade de ter um bem”. Induz nesse grupo a ideia de felicidade. A pessoa, quando consome algo que deseja, fica feliz. Mas essa alegria é momentânea. Depois vem culpada por ter comprado algo que não precisa, e esse prazer desaparece. Novamente se sente impulsionada a comprar, fica feliz inicialmente e logo em seguida, novamente a culpa. E assim o ciclo se repete muitas vezes.
Existe um grupo menor que tem buscado o consumo experimental. Consumo experimental? É a aquisição de uma aventura, uma história para contar e recordar.
Thomas Gilovich é um pesquisador americano que estuda comportamento dos consumidores. Avaliou recentmente mais de duas mil pessoas de 21 anos a 69 anos em relação aos seus sentimentos. Esse estudo foi publicado pela Universidade de Cornell nos Estados Unidos. Ele concluiu que os consumidores que gastaram em jantares, passeios e viagens tinham mais tempo de prazer. As experiências são armazenadas na memória e constantemente é revivida a sensação gostosa do momento.
Esse gurpo de consumidores de experiência terão prazer sempre que resgatarem a memória desse tipo de consumo. Sempre que conversar com amigos ou  rever fotos haverá prazer. Ou seja, haverá extensão dessa felicidade.
Quando as pessoas adquirem carros, roupas ou outros objetos elas tendem a esquecer o momento feliz. Elas logo deixam de compartilhar o bem adquirido pois passam a ser antipáticos ao divulgar um triunfo pessoal. Ou ainda percebem que tem alguém do grupo que possui outro bem, e seu sentimento será de fracasso por não ter. Já quando compartilha com amigos e a família as suas histórias sempre há interesse no grupo. Esse é um dos motivos que tantos viajantes escrevem blogs sobre suas aventuras, assim perpetuam a sensação de felicidade. Mesmo que ocorra momentos de estresse, a felicidade prevalece. Eu mesma já fiz uma viagem em que a minha mala foi extraviada e apareceu depois de dez dias. Foi muito desagradável, mas ficou esquecido pelo prazer de conhecer novos lugares e da aventura. A mala perdida virou piada para contar aos amigos.
Por isso recomendo fazer uma reflexão: que tipo de investimento vale a pena fazer para a sua felicidade?   

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto


Conforme a Organização Mundial de Saúde ( OMS), 5% das crianças no mundo tem TDAH. Cerca de 50% persistem na vida adulta. Muitos adultos passam a desenvolver outras doenças mentais, devido a ausência de tratamento do TDAH, tais como compulsões, ansiedade e depressão. A maioria busca tratamento especializado por essas outras queixas.

Se o profissional não for especialista, o TDAH pode passar desapercebido. Como esses sintomas de TDAH começam na Infância, muitos pensam que fazem parte da sua personalidade. São adultos que sempre estão mexendo as mãos ou pés, ficam rabiscando um papel o tempo todo, tentam ficar em movimento e não chamar atenção dos outros, numa reunião de trabalho por exemplo.

Esses adultos tem dificuldades em se focar, especialmente em trabalhos chatos ou assuntos de desinteresse. Mas conseguem ficar horas seguidas dedicadas a um trabalho que considera agradável. Amigos ou familiares reclamam que parecem desatentos, parecem não prestar atenção ao que está sendo dito. Parecem “estar no mundo da lua”. 

Se estiver em ambiente com barulho, aumenta muito a dificuldade de manter a atenção. Se distraem muito, com isso comete erros com freqüência. Seguidamente preferem levar trabalho para “acabar no silêncio de casa”.

Muitos tem muita dificuldade em se organizar. Não sabem onde colocam as coisas, esquecem prazos ou o que tinha que fazer. Esquecem de pagar contas ou pagam a conta errada, por exemplo. Tem dificuldade na noção de tempo, por isso são conhecidos por se atrasar em compromissos.


Passam algumas vezes como antipáticos, não deixam as pessoas terminarem as frases. Muitas das vezes, já sabem o que vai ser dito e já respondem antes de terminarem as frases. Estão sempre precisando fazer coisas. Tem dificuldades para relaxar mesmo nos momentos vagos. Podem reclamar de cansaço, mas não param.

Existem diferentes formas de se manifestação do TDAH no adulto. Muitos adultos se esforçam para se corrigir ou disfarçar esses sintomas, para não serem criticados.

O  jornal Zero Hora publicou uma reportagem sobre esse adulto no dia 15 de janeiro de 2015.
 

Outro leitura recomendada é o livro “No Mundo da Lua”, do professor e psiquiatra Paulo Matos.

Má Educação, celular e Ansiedade


Li na revista Veja, de 26 de janeiro, o artigo “Má educação e celular”. Walcyr Cardoso descreve as dificuldades das pessoas se afastarem do celular. Cita diversos exemplos, de pessoas durante o trabalho, namoro ou numa conversa, respondendo mensagens ou atendendo ligações. Considera isso uma falta de educação, que leva a um prejuízo na vida pessoal.

Concordo com ele, que a pessoa se desconcentra ao mudar a sua atenção para o celular. Aproveito também para acrescentar que o fator ansiedade contribui para isso.


Sou do tempo que não havia celular, os amigos e familiares aguardavam o horário que estivesse em casa para conversar ou combinar aquele churrasco no final de semana, ou a viagem das próximas férias. Só ligavam para alguém no trabalho quando havia uma emergência: quando alguém passou mal e está no hospital, por exemplo.


Devido a ansiedade, essas mesmas pessoas que antes aguardavam o momento apropriado, ligam insistentemente. Já vivi e presenciei muitos pacientes durante a consulta atenderem e falarem “estou no meio de uma consulta e não posso falar agora”. Pasmem, na maioria das vezes, a pessoa do outro lado da linha ainda faz o resumo do que quer falar. Isso em qualquer caso, emergência ou não.


Existe também os aplicativos de mensagens e chats, como o WhatsApp. Eu, em particular, adoro usar. Acho muito prático. O problema é que a maioria das pessoas usam sem moderação. Descrevem e contam tudo que fazem. Criam muitos grupos, do trabalho, da família, da academia, do futebol de sábado etc. Todos falam o tempo todo, assuntos que na maioria das vezes podem aguardar ou não importam. Fica difícil um jovem se concentrar nos estudos ou o adulto no trabalho. 

De novo vamos falar de ansiedade. O cidadão quer fazer o trabalho bem feito mas também quer acompanhar o grupo social e não ser o antipático. Fica nessa dicotomia o tempo todo. As pessoas não sabem aguardar pela resposta, na maioria das vezes não cogitam a possibilidade que o amigo não respondeu porque ele pode estar ocupado. 

Como já disse sou de um tempo sem celular, meus pacientes antes da era celular ligavam apenas em emergências. Hoje ligam até para pedir telefone de uma farmácia. Recebo por dia só no celular profissional cerca de centenas de mensagens, 99% sem importância. Se fosse ler todos no ato de chegada, precisaria desmarcar meus pacientes para poder responder às mensagens. 

Existem casos de mensagens enviadas que são importantes, mas são assuntos para se trabalhar em consulta. Todos acham que “não custa nada” responder questões desse tipo, mas na verdade esquecem que certos assuntos e diagnósticos devem ser trabalhados e seria leviano resumir em poucas linhas de um chat.

Como o jornalista e escritor Walcyr Carrasco descreve muito bem, existe uma associação entre má educação e celular. As pessoas devem lembrar que amanhã eles podem ser vítimas desse comportamento.

A necessidade de não premiar comportamento ruim de seu filho

Autora: Elizabete Possidente
A todo momento no meu consultório pais me procuram buscando ajuda para os seus filhos, especialmente adolescentes e adultos jovens. As queixas variam de notas baixas, falta de respeito aos pais ou autoridades, mentiras, manipulações, uso de maconha ou outras drogas, uso abusivo de álcool e “más companhias”.

Observe que o único ítem que coloquei entre aspas foram as tais “más companhias”. Isso porque não existe a garantia de quem  realmente funciona como companhia de comportamento negativo, pode ser justamente o seu filho a má companhia.


Hoje resolvi escrever após ler a reportagem da revista Veja,  “O outro brasileiro na fila da morte”, publicada na edição de 26/01 deste ano..
Na  página 48, no meio dessa reportagem, selecionei algumas frases que poderiam ser ditas por qualquer um dos pais que buscam ajuda.


A primeira dita pela mãe do jovem traficante condenado a morte na Indonésia: ” O que ele queria, ele tinha, era só pedir”. Ouço sempre coisas do tipo, explícito ou um pouco mais disfarçada. Digo disfarçada como um castigo ou uma bronca.
 

Vou exemplificar com algumas situações do cotidiano da minha clínica e, que aconteceram nessas últimas semanas. 
– Jovem que se alcooliza tanto que é atendida em coma alcoólico. A mãe é chamada, fica preocupada, briga mas compactua com o jovem e não conta ao pai.
– Adolescente que repete o ano letivo mas deseja muito ir com os amigos para a viagem/colônia de férias. Os pais dizem ele já sofreu tanto… já vai ser um castigo ele ver que os amigos não serão mais da sua sala, daí, permitem a viagem.
– Os pais que recebem uma advertência da escola numa sexta-feira. Acontece a bronca e ela perde o direito de sair, ir ao cinema na sexta. O jovem chora, ajuda em casa, estuda e consegue no sábado ir em uma festa junto com os amigos.
– Adolescente com um ano letivo com notas baixas, provas finais, respostas atravessadas o ano todo. Passa de ano, quase por um milagre. Parece que tudo é esquecido com o boletim “Aprovado”. Recebe parabéns de toda a família e todos os presentes que pediu de Natal.


Em todos essas situações fica o seguinte aprendizado para o jovem que o seu comportamento não foi tão ruim: pode avançar na sua carreira de só seguir as regras que quer. Muitos continuam querendo infringir mais regras. Não basta a dada pelos pais, pois, esses não dão os limites necessários, não ensinam o Basta. Esses continuam a buscar esse grande limite fora de casa. Começam a infringir regras da sociedade e da lei. 


Voltando para a reportagem da Veja, a mãe do brasileiro traficante conta que aos 18 anos, mesmo depois de ser preso por porte de maconha, ele ganhou um carro. Usou o presente para viajar pela América Latina, para beber e se drogar.  Conta ainda: “Achei que essa viagen faria bem, que ele ia espairecer, se livrar das más influências”. Novamente é premiado: fez algo errado, ganha carro e viagens.

Atenção pais para não cometerem esses erros. Podemos não chegar a um caso extremo como esse da revista, mas é certo: mal comportamento premiado resulta em problemas para a educação e caráter de seu filho.

Vídeo com Depoimentos de Pessoas com TDAH

http://m.youtube.com/watch?v=XfAp8_706OU

Uma Única dose de Antidepressivo muda o Cérebro de Pacientes com Depressão

Estudos realizados do Instituto Max Planck em voluntários que tomavam antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina confimaram ação após a primeira dose desse medicamento.
Foram feitas imagens do cérebro desses indivíduos,  antes e depois do uso do medicamento, através de ressonância magnética, durante 15 minutos. Foi observado que após 3 horas já se verificavam mudanças na conectividade das células cerebrais.
Veja o link da reportagem  em  O Globo e na Veja.

Manifestações Psíquicas na Menopausa

A menopausa é uma fase da vida da mulher em que acontece um declínio nos níveis hormonais,  acompanhado de alterações físicas e psíquicas.

As manifestações psíquicas são mais comuns em mulheres que sofrem com fogachos ou com história de doenças psiquiátricas pré existentes ou sem muitas ferramentas psicológicas para encarar mudanças na vida.

As alterações comportamentais mais comuns são: tristeza acentuada, cansaço maior do que o esperado para as atividades do cotidiano, redução da libido, irritabilidade, ansiedade,  ganho de peso,  insônia inicial (demorar muito para começar o sono), despertares noturnos, insônia tardia (acordar muito mais cedo do que o habitual), sono não reparador  (dorme a noite toda mas ao acordar parece que passou a noite em claro) e alteração de memória.

As mudanças comportamentais estão associadas a vários aspectos psicológicos que surgem com frequência nessa fase. As mulheres se sentem desvalorizadas pelos filhos (normalmente é uma fase que são mais independentes e não buscam tanto a genitora). Costumam se sentir “muito velhas” e valorizar os pontos negativos da maturidade, tais como tonicidade da pele e vigor físico. Sentem-se menos feminina, cansadas, não se sentem tão belas como antes, com libido baixa e entristecidas .

O tratamento é multidisciplinar. É  necessário o acompanhamento com psiquiatra, psicólogo, nutricionista e ginecologista. Todos devem estar em sintonia para melhora rápida da paciente .


Participação no Fantástico – Entrevista sobre Transtorno Dissociativo

Assunto polêmico, mas de interesse geral, vale a pena dar uma olhada.
 
 
 
 
 
 

O Limite da Timidez

Autora: Elizabete Possidente

Este artigo é resultado de uma entrevista minha para a Associação Paulista de Cirurgiões Dentista (apcd). Foi publicado no   Jornal na seção comportamento de maio de 2014 – edição 686. Vale a pena ler. Explico quando a timidez é patológica, podendo interferir na carreira profissional e formas de reverter essa situação.

Como criar as crianças sem deixá-las mimadas

Nesse artigo vejam dicas de como criar os filhos sem deixá-los mimados. 

É bastante interessante por descrever as medidas que devem ser tomadas por faixa etária.


Link abaixo:

https://www.facebook.com/revistacrescer/posts/839818142700757

Outro artigo que recomendo foi publicado nesse blog em 20 de janeiro de 2013 – A Importância de Deixar os Filhos Terem Frustrações.

Relato de um paciente com TDAH e que toma Ritalina

Vale a pena ler. Temos conhecimento de muitos artigos que falam do beneficio da medicação, outros que criticam o seu uso (sem nenhum embasamento cientifico). Nesse artigo temos relato de um paciente com TDAH com o uso da Ritalina e sem esse uso.

Publicado no blog : “TDAH – reconstruindo a 
vida.com.br . Leia o artigo na íntegra no link abaixo:

https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/749286538422563

Consumo de cocaína mais que dobra no Brasil

Também o abuso de maconha aumentou muito nos últimos 10 anos.

O Conselho Internacional de Controle de Narcóticos ligados à Organização Das Nações Unidas (ONU) publicou nessa semana que o consumo de cocaína no Brasil dobrou em menos de 10 anos. Essa prevalência é maior 4 vezes á média mundial.

Nesse artigo há referência ao aumento abusivo de uso da maconha na America do Sul, especialmente no Brasil.
A ONU deixou claro a sua preocupação com a regularização do uso da maconha e, a baixa preocupação dos efeitos maléficos de seu uso pelos consumidores de maconha.

Esse artigo foi publicado na Folha de São Paulo em 4 de março de 2014 no link abaixo:

https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/754831221201428




Como os psiquiatras fazem o seu diagnóstico?


Veja o artigo publicado no site da ABRATA que explica como os psiquiatras fazem o seu diagnóstico.


Muitas pessoas têm insegurança ao receber o diagnóstico feito por um psiquiatra porque na maioria dos casos não existe necessidade de fazer nenhum exame, apenas colher dados sobre a história desse paciente.

https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/747177521966798

Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

Esse artigo foi escrito pela jornalista Cris Leão e é recomendado para todos os pais.

É um exercício de reflexão para sobre o alicerce de sustentação para uma criança ser feliz no mundo real e não num mundo mágico e protegido que queremos fingir que existe para nossos filhos.

http://antesqueelescrescam.com/2013/11/21/seu-filho-precisa-mesmo-ser-tao-feliz/

Meu filho precisa dormir sempre no mesmo horário?

Autora: Elizabete Possidente
Na  revista “Pediatrics” foi publicado um estudo com 10.230 crianças na Grã-Bretanha para verificar a importância da rotina de horário de sono na Infância.
Foram avaliadas crianças de três, cinco e sete anos, no período de segunda a sexta-feira. Os pais e professores respondiam questionários onde era investigado sobre o comportamento e o lado emotivo da criança.

O que se percebeu é que no grupo das crianças que não tinham uma rotina de horário para dormir e/ou dormiam poucas horas estas apresentavam bem mais alterações comportamentais e emocionais. Essas crianças eram mais hiperativas e se envolviam muito mais em brigas. Muitas sofriam de insegurança, ansiedade e tristeza.

É importante  os pais manterem um mesmo horário para a criança dormir, preservando assim o “relógio biológico” de seus filhos.

Portanto deve ser rotina do profissional avaliar o hábito de sono da criança, sua paciente. Assim como explicar aos pais a importância de preservar essa rotina em casa.


Diminua o seu preconceito com Tarja Preta

Vale a pena ler esse artigo publicado na Bula Revista .

Segue o link:

https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/729171343767416

Um cachorro preto chamado Depressão

Vale a  pena assistir o vídeo que está circulando na Internet sobre depressão.

Segue o link

https://www.youtube.com/watch?v=mO-zdIvZUpE

Quais são as Restrições na Epilepsia?

Com o tratamento adequado com neurologista e com o suporte psicológico e psiquiátrico a grande maioria dos pacientes tem uma vida sem restrições.
O suporte psicológico é dado para poder fazer algumas mudanças de hábito de vida, e de melhor aceitação e adesão ao tratamento. O tratamento psiquiátrico em muitos casos deve ser feito porque muitos pacientes tem comorbidade psiquiátrica ao longo da vida. É conhecido que cerca de 30% dos epiléticos sofrem de depressão, 25% de ansiedade, 7% de psicoses e 2% de outras situações psiquiátricas. Com a associação dos psicofarmacos adequados ao tratamento neurológico com anticonvulsivantes conseguimos uma melhor qualidade de vida desses pacientes.
Muitos perguntam se podem dirigir, pois é sabido que existem 50% de chance de se ter um acidente, se ocorrer uma crise no volante. É recomendado ter pelo menos um ano sem crise para se conseguir a carteira de reabilitação. Se retornar a ter uma crise apenas deve-se suspender por seis meses (pelo menos) o ato de dirigir.
Quanto a esportes sabe-se que deve m ser desencorajados equitação,  esportes de altura e motorizados. Práticas de mergulho só podem ser liberadas depois de pelo menos quatro anos sem apresentar crises.
È importante saber que é proibido segregar portadores de epilepsia no ambiente de trabalho. Deve-se sempre orientar os pacientes a buscarem profissões que não represente  risco de vida para ele ou terceiros. Por exemplo, não se deve trabalhar pendurado em andaimes.
Gravidez deve ter planejamento adequado. É recomendado suplementos com ácido fólico e vitamina B12 cerca de três meses antes da gestação. Deve -se escolher anticonvulsivantes que passam menos para o bebê durante a gestação ou amamentação. O obstetra deve trabalhar em uma parceria com a equipe que já a assiste essa paciente no tratamento da epilepsia para se ter um melhor controle das crises durante a gestação, no momento do parto e no pós parto, para se manter em segurança a mãe e o bebê.
Antes de se pensar na gravidez a equipe deve estar atento ao método anticoncepcional. Muitos anticoncepcionais orais tem a sua menor eficácia provocada por interação medicamentosa com os anticonvulsivantes. Deve ser discutida qual é o melhor anticoncepcional para a mulher que sofre de epilepsia. Muitos especialistas optam pelo DIU.
Muitas mulheres podem apresentar irregularidades no ciclo menstrual  que devem também ser acompanhados para a escolha da melhor estratégia medicamentosa.

O paciente com epilepsia deve ter total liberdade para tirar todas as suas dúvidas sobre a sua patologia, e todos os médicos que o acompanham devem saber do seu tratamento e ter total conhecimento das interações psicofarmacológicas dos medicamentos anticonvulsivantes, antes de iniciar qualquer orientação ao paciente.

Compreendendo a Epilepsia

A epilepsia é um distúrbio  em que a pessoa torna-se vulnerável, graças a uma instabilidade dos impulsos elétricos numa certa região do cérebro. 
A crise representa um episódio dessa alteração. É sempre temporária e reversível. Quando atinge apenas uma área do cérebro é chamada de crise parcial. Quando se estende  por outras áreas, é a crise generalizada.
Na maioria dos casos a causa é desconhecida, mas alguns podem ter origem de situações neurológicas, como traumatismo craniano, tumores cerebrais,  abuso de álcool e drogas etc.
Na maioria dos casos pode-se ter controle efetivo das crises convulsivas com o tratamento adequado. O tratamento consiste no uso regular de anticonvulsivantes e algumas mudanças de estilo de vida, que devem ser sempre orientadas por um médico.

Uso de Tablets e Smartphones podem ser prejudiciais às Crianças

Os  tablets e smartphones fazem parte do dia a dia das famílias, e é preciso ter cautela com as crianças.
No final de 2011 a agencia Marketing Kids Industries divulgou uma pesquisa com 2200 pais americanos e ingleses que deixam as crianças usarem tablets. Cerca de 15% dos filhos entre 3 e 8 anos usam os tablets dos pais, outros 29% já possuem o seu próprio. Cerca de 10% das crianças menores de 2 anos tinham acesso a esse recurso. Essa mesma pesquisa demonstrou que 77% dos pais acreditam que estão fazendo bem ,  estimulando a inteligência e atenção dos filhos. Esse estudo mesmo estudo, atualizado,  já resulta que 38% dos menores de dois anos usam esse recurso na sua vida diária.
Muitas propagandas estimulam esse uso como um bom estímulo para as crianças pequenas. Mas sabemos que os tablets tem pouco tempo de mercado e estudos para sabermos o real impacto disso no cérebro  das crianças. Na prática já se observa no cotidiano de profissionais que atendem crianças algumas consequências negativas. Já notamos  crianças com dificuldade na escrita  cursiva.  Muitas crianças estão com a letra “de garrancho”, o que antigamente se acreditava ocorrer apenas na classe médica.
Existe uma contribuição para obesidade, um problema da vida moderna. Criança parada no sofá sem atividade física facilita a vida dos pais, a falta de tempo e de segurança em locais públicos, mas contribui para o sedentarismo.
A exposição a telas não desenvolve adequadamente a inteligência do bebê.  Diversas informações já vem prontas. As crianças usam menos sua capacidade de pesquisa, não desenvolvem curiosidade e imaginação.
Outro problema desse recurso  é o conteúdo inadequado. Eles vão navegando, descobrindo sites e jogos que não são compatíveis com a idade. Muitas das vezes porque observam irmãos ou primos mais velhos.
O tablet estimula o consumismo. Vemos crianças que não sabem ler ainda, mas reconhecem diferentes marcas. Existem até jogos que fazem usam dessas marcas em jogos, e não apenas nas propagandas.
É importante que os pais não usem os tablets apenas como “babá virtual”, ou seja, para aproveitar melhor o tempo, para possam fazer as suas coisas com mais tranquilidade.
Antigamente os pais estavam no carro e conversavam com a criança. Hoje dão um tablet para que possam se distrair e não “dar trabalho”. Sentam num restaurante e já puxam o tablet. Esse tempo antes era usado em conversas com a criança.

Um período importante em que a criança iria gastar energia, descobrir novas brincadeiras, e especialmente aprender a lidar com a vida social e amigos está sendo usado exclusivamente em atividades isoladas. O tablet deve ser usado sim, mas deve ser usado com moderação e com a interação do adulto que esteja cuidando dessa criança. Alguns especialistas sugerem que no máximo duas horas por dia , não corridas. Muitos já dizem de 30 minutos diários são ideais para crianças de até dois anos. Mas sempre com o adulto fazendo parte dessa brincadeira.