Viver com ansiedade ou depressão reduz expectativa de vida

Pesquisa publicada no hyperscience.com mostra que viver com ansiedade ou depressão reduz expectativa de vida. Esse estudo ocorreu entre 1994 e 2004 através de informações colhidas com mais de 68 mil adultos.
Foi concluído que quem sofre de ansiedade ou depressão, mesmo que leve, é 29% mais propenso a morrer por doenças cardiovasculares ou acidentes vasculares cerebrais (AVC). Quando se estende para outros transtornos psiquiátricos englobados, a incidência de morte sobe para 43%. Quando em graus elevados de ansiedade e depressão 94% das pessoas morrem por doenças cardíacas ou AVC.
Se você sofre ou conhece alguém que sofra de ansiedade ou depressão é fundamental conhecer as consequências da ausência de tratamento, para destacar a importância de buscar ajuda médica.

Álcool com energético causa problemas cardíacos

Um estudo feito pela Universidade de Tasmânia, na Austrália, demonstrou que a associação de energético com bebida alcoólica aumenta alteração do sono e palpitações cardíacas.
Foram avaliados 400 homens e mulheres entre 18 e 35 anos. Concluiu-se que os que faziam essa mistura tinham seis vezes mais chances de ter taquicardia, hipertensão arterial e disfunção do sono. Acredite-se que esse fenômeno ocorra pela alta concentração de cafeína nesses energéticos.

Portanto não devemos aceitar livremente o depoimento das pessoas que afirmam ser benéfico associar energético com álcool, já que assim seria reduzida a quantidade de ingesta alcoólica. Na verdade existe um problema, graças ao aumento significativo das chances de complicações, também associado a essa “mistura”.
Veja o estudo na íntegra.

Transtorno Bipolar

A bipolaridade é uma doença bastante comum na população e causa grande prejuízo na qualidade de vida. 
São necessários entre 8 e 12 anos para o paciente buscar o tratamento adequado. Muitas vezes ele é definido como uma pessoa de temperamento forte, e isso faz com que adie ainda mais o tratamento. Veja neste blog a publicação de junho de 2011 sobre o assunto.
O Transtorno Bipolar é considerado uma doença como outra qualquer, sendo preciso manter a medicação para conseguir a estabilidade.
Abaixo alguns vídeos apresentados em setembro de 2012 no programa Fala Brasil com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) para divulgação e conhecimento do Transtorno Bipolar.



Dicas Para Melhorar a Concentração nos Estudos

Veja no link abaixo dicas publicadas recentemente no guia do estudante para melhorar a concentração na hora dos estudos:
Vamos destacar algumas dessas dicas:
– Não apenas leia a matéria, escreva também.
– Prefira escrever a mão e não digitar.
– Faça resumos ou coloque em tópicos os dados importantes da matéria estudada.
-Revise a matéria que aprendeu no mesmo dia dado em aula para facilitar a memorização.
– Estude sozinho.
– Desligue aparelhos eletrônicos. Não fique dando uma espiadinha para verificar as novidades no Facebook, por exemplo.
– Estude em local organizado e tranquilo.
– Use marca texto ou canetas coloridas para facilitar manter o foco nos dados mais importantes da matéria.
– Respeite o seu tempo. Por exemplo, se é mais produtivo pela manhã, deixe para estudar o que é mais difícil nesse horário.

Caso, mesmo assim esteja com muita dificuldade, procure um especialista para uma avaliação. Você pode estar apresentando doenças físicas (por exemplo, anemia e hipotireoidismo), de aprendizado (dislexia, discalculia etc) e neuropsiquiátricas ( TDAH, ansiedade, depressão, bipoloaridade etc)   

Amamentação e Uso de Medicamentos Controlados pela Mãe

Muitos psicofarmacos são compatíveis com a amamentação. Alguns são contra indicados devido à sonolência excessiva ou por risco de dependência. Outros devem ser utilizados com  cautela por causa de efeitos adversos nos lactentes ou por reduzir o volume de leite.

Deve ser feito uma análise conjunta do psiquiatra e do pediatra para avaliar os riscos e benefícios do uso da medicação para a mãe e o seu bebê, assim como os riscos de se suspender a medicação durante a amamentação para a mãe, o que pode prejudicar o desempenho emocional dessa parceria mãe e bebê .

Gravidez e Medicamentos Controlados

É comum chegar ao meu consultório gestantes sofrendo de depressão ou ansiedade. Essas pacientes ou nunca fizeram tratamento e tiveram o início (ou agravamento) de seu quadro com o estressor emocional da gestação, ou tiveram o seu tratamento prévio interrompido por orientação do obstetra ou conselho da família.
Esse conselho de que não se deve usar medicamento controlado na gravidez porque pode fazer mal ao bebê, na maioria das vezes, é acompanhado de outra recomendação, a de tentar calmantes naturais para controlar a ansiedade. Esses calmantes naturais (a maioria deles) não se baseiam em nenhum estudo científico, e ainda tem procedência duvidosa. Ou seja, desses não se conhece os seus efeitos colaterais na gestação e no feto. Não é porque é natural que não faz mal, temos como exemplo o chá de cogumelos, que é altamente alucinógeno e é natural, ou ainda a maconha, uma folha, que prejudica a memória, entre outros.
Na maioria das vezes, conviver com a depressão ou ansiedade é muito mais prejudicial à mãe e ao bebê do que fazer o tratamento medicamentoso. Isto porque a gestante, nessa situação, libera cortisol, hormônio do estresse, que fica circulante na mãe e no feto. O cérebro em formação do feto, ao ser acostumado com altas doses de cortisol, passa a ter menos receptores para esse hormônio, dificultando para toda a sua vida o enfrentamento nas situações de estresse.
Por isso, é muito importante procurar ajuda de um profissional Psiquiatra, com experiência e conhecimento das medicações não contraindicadas pelo FDA, e que junto com o obstetra possa  avaliar o risco / benefício para a grávida e seu bebê.

Ler no Computador no Escuro à Noite Aumenta a Chance de Depressão


Pesquisadores da Universidade de Ohio nos Estados Unidos observaram que pessoas que leem no computador ou assistem televisão á noite, num cômodo escuro, tem maior chance de terem depressão.


Esses pesquisadores realizaram experiencias com hamsters em laboratório, obtendo resultados semelhantes.


Segundo esse estudo devemos evitar ler ou ficar com a atenção voltada para um foco de luz em ambientes escuros.

Estudo demonstra que 62% dos usuários de maconha são jovens com menos de 18 anos

A Folha de São Paulo publicou em 2/08/2012 o segundo levantamento Nacional de Álcool e Drogas. Esse estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e do Inpad (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para políticas Públicas de Àlcool e Drogas), durante o período compreendido entre janeiro e março. Foram feitas entrevistas domiciliares em 149 cidades brasileiras.
O Resultado foi que aproximadamente 1,5 milhão de jovens usam maconha diariamente, e que 62% deles são jovens menores de 18 anos.

Isso é alarmante, pois tem nos mostrado o aumento grande no consumo de drogas por adolescentes.

Apoio : Psicofobia como crime previsto no Código Penal Brasileiro

Psicofobia é uma expressão que está sendo usada por todos os profissionais de Saúde Mental, como forma de combater o preconceito à existência de doença mental. Pode se manifestar de diferentes formas: negar a própria existência de doença mental, tratar a doença  como menos importante que outras ou apenas por repulsa de quem sofre desse mal.

Assim como o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antonio Geraldo da Silva, devemos todos manifestar esse apoio através da divulgação da psicofobia e das doenças mentais.
No momento a psicofobia está incluída no anteprojeto de revisão do novo Código Penal Brasileiro, que já está em mãos do presidente do Senado Federal, José Sarney.

Todos nós devemos acompanhar e apoiar essa inclusão

Manifesto de Esclarecimento à Sociedade sobre o TDAH – Diagnóstico e Tratamento

Devido a diversas reportagens em revistas, jornais e televisão, em que diferentes profissionais de saúde e leigos dão suas opiniões pessoais, a maioria sem embasamento científico, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Associação Brasileira de Psiquiatria, Associação Brasileira de Neurologia e outras entidades,  fizeram um manifesto para esclarecer a sociedade sobre o assunto.

O objetivo é que os pacientes com Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade possam receber o diagnóstico e tratamento corretos para sua qualidade de vida.

Veja no link do manifesto, de 13 de julho de 2012:

Alerta : Suicídio é a Terceira Causa de Morte mais Frequente nos Jovens

No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens. Perde apenas para morte por acidentes ou homicídios. E essa taxa vem subindo absurdamente. Estudos mostram que no Brasil 24 pessoas morrem por suicídio a cada dia, sem contar os muitos que tentam e não o conseguem.

Na maioria das vezes, os jovens não buscam ajuda por medo de serem ridicularizados, ou de que todos saberão de seu problema. Deve-se estar atento a mudanças de comportamento nos adolescentes, como se automutilarem, se desfazer de pertences queridos doando aos amigos, mudança de humor, isolamento. São sinais que os pais, amigos, professores e profissionais de saúde devem ficar atentos.

Veja também a matéria que foi veiculada no dia 22/06/12 na Folha de São Paulo sobre esse tema.

Neurolink em SP – Conversa com Jeffrey Halperin

Foi discutido no evento Neurolink realizado nos dias 23 e 24 de junho em São Paulo a importância da abordagem multidisciplinar no tratamento do Transtorno de déficit atenção (TDAH).

Dentro dos profissionais palestrantes tivemos a oportunidade de ouvir o psicólogo norte americano Jeffrey Halperin.  Ele nos ensinou jogos que trabalham a atenção, a memória, habilidades motoras e de planejamento, para se fazer junto a criança. A intenção é ajudar os pais, através de brincadeiras, a melhorar a atenção dos filhos.

A revista Crescer, sabendo a importância de se tratar as crianças com TDAH, aproveitou a oportunidade de entrevistar o neuropsicologo.

Veja no site:

 http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Frevistacrescer.globo.com%2FRevista%2FCrescer%2F0%2C%2CEMI310838-15327%2C00-MAIS%2BCAMINHOS%2BPARA%2BO%2BTDAH.html&h=SAQGvM0Ce 

Dicas para Reduzir o estresse dos pais e dos filhos com TDAH diante das notas baixas

Agora novamente veio o boletim da escola. Apesar do tratamento do TDAH, as notas ainda não foram boas. O que devo fazer?
– Veja se as notas baixas são decorrentes de perda de material ou conteúdo escolar. Ajude a se organizar e tenha em casa um kit reserva do material escolar. Por exemplo, monte um kit com canetas, réguas, transferidor etc. Tenha em casa para emergências.

– Deixe tudo pronto na noite anterior. Veja o quadro de horário e identifique todo o material que deve ser levado. Lembre-se que com todos os livros ele já tem desatenção, pior será assistir aula sem o material didático para acompanhar.

– Organize junto com o seu filho a sua rotina de estudo. Além dos horários do dia a dia, quais são as matérias que precisará priorizar no seu tempo de estudo para recuperar a nota.

– Reveja o plano de educação do seu filho. Marque uma reunião com a escola. Veja se ele precisa de auxilio em comportamento ou no plano de estudo. Trace com a escola estratégia para identificar e auxiliar em que disciplinas ele precisa melhorar. Pergunte se é preciso comprar material didático extra ou aula com professor para reforço.

– Reveja com o profissional e com a escola se a nota baixa foi por falta de tempo suficiente em realizar as provas. Nesse caso, o profissional deve junto à escola traçar metas de tempo para a realização de provas, conforme as características da evolução individual naquele momento.

– Se seu filho tem baixa autoestima, coloque atividades extras que reforcem os seus pontos fortes. Por exemplo, adora música, então o coloque para aprender um instrumento.

– Tenha em mente que seu filho precisa de ajuda para fazer o dever de casa, por ser muito lento. Converse com a escola sobre o que pode ser feito para auxiliá-lo. Lembre-se que é fundamental essa criança ter o seu canto de estudo na casa, bem organizado e num lugar bem tranquilo.

– Faça junto com o seu filho um calendário semanal em que coloque todas as suas atividades, inclusive as sociais. Com isso, ele terá noção de tempo e como administrá-lo diante dos compromissos.

– Ajude a seu filho colocar metas e traçar planos para melhoria das notas. Sempre colocando na sua realidade, tendo os seus pontos fortes e fracos para melhorar.

– Reavalie junto ao profissional se está sendo feito o tratamento mais adequado: medidas terapêuticas, medicamento e dosagem.

E, o mais importante: nunca desista de seu filho. Ele precisa de ajuda.

MedidasTerapêuticas Praticadas pelos Pais de Crianças com TDAH

Depois de seu filho receber o diagnóstico de Transtorno de déficit atenção e hiperatividade (TDAH) é recomendado os pais tomarem algumas medidas.

– Ler bastante sobre TDAH. Pegue dicas de leitura com o profissional que atende o seu filho.

– É importante fazer uma autoavaliação. Lembre-se que TDAH é uma doença genética. É muito comum pelo menos um dos pais se dizerem parecidos em menor ou maior intensidade. Caso, isto aconteça, busque ajuda para você melhorar e poder ajudar mais o seu filho.

– Converse com a escola sobre o diagnóstico e o tratamento. Deixe o contato do profissional com a escola para que o professor possa tirar dúvidas de como lidar com o seu filho na sala de aula.

– Saiba que o seu filho tem dificuldade de se organizar. Ajude-o a se organizar e manter a sua organização. Não faça as tarefas por ele, apenas auxilie. Por exemplo, ao fazer o dever de casa, ele nunca acha o material que precisa. Ensine a organizar a sua escrivaninha, de forma que tudo esteja organizado e com fácil acesso.

– Saiba que seu filho tem facilidade em esquecer compromissos. Ajude a anotar os dados importantes numa agenda, como deveres de casa, provas, consultas, aniversários dos amigos e familiares. Não seja a agenda dele, auxilie a criar uma organização, e supervisione apenas.

– Fale com o seu filho olhando nos olhos dele. Se for criança pequena, se abaixe e fale.

– Fale devagar e com tranquilidade. Caso esteja gritando, chamará a atenção para o seu nervosismo e não para o que é dito.

– Se o seu filho não consegue parar de falar e não consegue aceitar interrupção, deixe falar. Ao terminar seu discurso diga que agora é a sua vez e que ele precisa ouvi-lo.

– Nunca continue falando quando o seu filho está na fase de que não consegue parar de falar. Isso apenas vai deixar ele mais distraído e você desgastado.

– Combine com ele que quando não conseguir que ele perceba que não está se controlando ao falar demasiadamente, sempre mostrará com um sinal. Por exemplo, com um levantar de mão.

– Fique atento ao que é desatenção ou birra. Por exemplo, pede para sempre fechar a porta do armário. Quando ele deixar aberto, não grite ou feche a porta, apenas o conduza para fazer. Isso deve ser repetido todas as vezes que se fizer necessário. Se for birra, ele não vai querer voltar para fazê-lo. Nesse caso repreenda ou coloque de castigo, como deve ser feito com qualquer criança.

– Se ele se distrai muito no banho, ajude determinando um tempo.

– Se ele perde a noção de tempo, coloque despertador ou celular para despertar.

– Se ele se perde no tempo com mensagens e facebook, perdendo o horário das suas atividades, determina horários para que possa falar com os amigos e ficar no faceboook após os deveres.

– Ajude com lembretes para que não esqueça das tarefas. Por exemplo, arrumar a mochila e separar o uniforme antes de dormir. Caso se esqueça, faça pensar. Diga o que é preciso fazer antes de dormir ou leia o lembrete.

– As regras da casa devem estar bem claras. Devem existir horários e funções bem definidas para a criança. Por exemplo, horário de fazer dever de casa, dormir e jogar vídeo game. Não pode ser cada dia de uma forma, é necessário manter a regra para ajuda-lo a se organizar na vida. A rotina é importante.

– Ajude seu filho a apender a arrumar o seu quarto. Muitas das vezes, é mais fácil arrumar por ele, mas é necessário ensiná-lo a arrumar cada cantinho do seu quarto. Você pode ajudá-lo, ou seja, fazer junto dele, ou ficar ao lado dele dizendo como deve ser feito.

– Saiba que nos momentos de birra não adianta gritar, o que só vai deixa-lo mais agitado. Seja firme e converse sobre os detalhes dessa situação, depois que tudo acabar.

– Sente com o seu filho cinco minutos e coloque as metas da semana. Registre o que precisa melhorar e o que você como pai pode fazer para auxiliá-lo nas tarefas.

– Crie uma lista com os principais objetivos que deseje melhora antes de começar o ano letivo. Também deixe registrado por escrito.

– Trace um plano para melhorar o ano letivo, como médias, organização, deveres de casa e cumprir horários. Prometa a ele que estará presente para ajudá-lo a cumprir o plano para melhoria.

– Sente com ele regularmente avaliando as propostas feitas. Veja o que vem melhorando e pontue com elogias e recompensas. Identifique o que não vem sendo cumprido e tente mostrar o que pode ser feito no dia a dia para melhorar.

– Sempre identifique as evoluções: elogie, elogie e elogie.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é a quarta doença mental entre as mais comuns. Cerca de 1% das crianças em idade escolar sofrem de TOC. Dos adultos com TOC, cerca da metade teve início dos sintomas na Infância ou adolescência.

Quando ocorre em adultos, os pacientes sabem que seu comportamento é estranho e sem sentido. Tentam esconder. Sabem que racionalmente deveriam controlar o impulso ou o pensamento, mas não conseguem. Já na criança, pode não existir nenhum tipo de crítica. Podem perceber que tem um comportamento exagerado, mas sem a crítica. Muitas tem medo de serem repreendidas ou não entendidas pelos adultos e amigos; com isso, não contam o que consideram a sua “ brincadeirinha”  pessoal.

O TOC se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões e que causam prejuízo funcional ou sofrimento para o indivíduo. Obsessões são pensamentos repetitivos que “penetram” na mente da pessoa sem a sua vontade, sem sentido ou de forma exagerada. Já as compulsões são comportamentos repetitivos, em geral para reduzir o desconforto ou para evitar que algo aconteça.

Um exemplo bem recente que ocorreu na minha sala de espera. O paciente, aguardando para o atendimento, ouviu uma música cuja cantora já tinha falecido. Ele tinha a crença de que ao  ouvir alguém morto, precisava bater com as mãos cerradas na madeira para evitar que a pessoa mais próxima a ele morresse. Como a música não cessou, ele não suportou e precisou aguardar no corredor, mas batendo no portal da sala de espera, incessantemente.
Noventa e cinco por cento de todos os pacientes com TOC, quando chegam ao consultório, tem outro diagnóstico psiquiátrico associado, como depressão, ansiedade e Transtorno Bipolar. Os adultos chegam ao consultório trazendo o TOC como queixa principal. Relatam que sabem ser irracional, mas que não conseguem parar os pensamentos e impulsos.

As crianças chegam ao consultório muitas das vezes com outras queixas como principal, como depressão, dificuldade de aprendizado, isolamento social e falta de apetite. O médico deve investigar esses sintomas. Por exemplo, não come direito porque alguém tocou no prato, que ele acha que está contaminado ou sujo. Não consegue acompanhar a escola porque precisa ficar controlando o tamanho das letras quando escreve, ou precisa fazer contas mentais sempre quando a professora fala uma determinada palavra.

O tratamento vai depender da presença de comorbidade, mas sempre é necessário uso de medicamentos, psicoeducação e psicoterapia. Os medicamentos dependem da avalição do quadro, como uso de antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.

Lei Municipal beneficia portadores de TDAH

O prefeito do município do Rio de Janeiro sancionou em 29/05/2012 a lei número 710/2010.

Essa lei coloca orientações para adequar as características dos alunos com Transtorno de Déficit Atenção (TDAH) às necessidades individuais de cada um diante do grupo de alunos sem o trasntorno.

A principal conquista dessa lei, que todos nós lutávamos, foi no tempo de realização das provas. Com isso, podemos junto com as escolas planejar para  que nosso paciente realize a prova no tempo necessário e ajustado para o seu quadro clínico, colocando-o em igualdade de condiçoes com outros alunos sem essa patologia..

Caso queira ler mais a respeito acesse http://www.abda.net.br/br/noticias/reportagens/item/333-prefeito-do-rio-sanciona-lei-que-d%C3%A1-direito-aos-alunos-com-tdah-29/05/2012.html

Eunethidis – Second Internacional ADHD Conference
Barcelona 23 – 25 May 2012


O Transtorno de déficit atenção com hiperatividade (TDAH) está sendo encontrado em cerca de 5% da população infantil no mundo. Devido a essa alta prevalência, cada vez mais tem se estudado sobre essa doença. Consequência disso é que se passou a ter congressos mundiais sobre essa patologia,  não mais aparecendo apenas como parte de uma palestra ou curso em congresso de Psiquiatria ou Neurologia.
Sabemos que é uma das doenças neuropsiquiátricas mais estudadas. Existem publicações em revistas especializadas de Medicina desde 1902.
Está sendo cada vez mais indicado o tratamento  dos pacientes com TDAH. O ideal é iniciar o tratamento o mais precocemente possível. Às vezes o diagnóstico somente é feito na vida adulta, mas ainda assim o tratamento é indicado.
A preocupação não tem sido apenas com o baixo rendimento escolar da criança, também temos maior risco de problemas de conduta, impulsividade, uso de drogas, sexo precoce, direção abusiva, envolvimentos com brigas constantes,  tudo isso pode ser consequencia de um TDAH não tratado.
Tem se investigado melhor doenças mentais que podem estar associadas ao TDAH, como Transtorno de Humor, Transtorno de personalidade, Autismo, Transtornos de Sono, Ansiedade, Transtorno desafiador e outros.
Tem se falado também de comorbidade não psiquiátrica, como a obesidade. Temos que investigar nos nossos pacientes obesos se não sofrem de TDAH. Muitas das vezes focamos em tratar a ansiedade e a baixa autoestima dos obesos, e acabamos não tratando a doença de base, o TDAH.
Também é muito citada a importância do tratamento baseado em medicamentos,  intervenções cognitivo-comportamentais e a compreensão da doença pelo paciente e pela família.
Assim, conseguimos o sucesso no tratamento e consequentemente dar qualidade de vida ao paciente.

Ponha fim à Procrastinação – Agora!

Você é aquela pessoa que sempre adia as coisas. Sempre deixa para última hora aquele trabalho que sabe que tem que fazer. Diz que está entediado mas não consegue tomar atitudes para mudar a sua vida. Se sim, você faz parte do grupo dos procrastinadores.
Se esse adiamento lhe causa ansiedade, medo e culpa, então precisa deixar de protelar as coisas para ter qualidade de vida. Caso você adie e isso não causa nenhum desconforto está OK, pode continuar vivendo dessa forma.
Eu vejo essa história se repetir a todo instante no meu consultório e no meu circulo de amizades. Vou dar alguns exemplos, de pessoas vivendo constantemente com esse drama, que você provavelmente vai identificar ou lembrar de alguém próximo.
·         Pessoas que reclamam constantemente que o casamento ou o trabalho lhe causam muita angústia. Anos se passam, a queixa persiste, mas nada é feito. Não consegue conversar com o conjugue ou mudar atitudes nesse relacionamento para tentar interromper esse ciclo entristecedor de sua vida. Deixa o tempo passar sempre com a desculpa que as coisas vão melhorar. É o trabalho que é ruim, mas não consegue enfrentar os seus medos e se arriscar no mercado de trabalho ou mudar de ramo.
·         É aquele relatório ou a pesquisa que precisa entregar no trabalho ou faculdade, que deixa para fazer no último minuto. Você sabia a semanas que precisava fazer, e sempre pensava nisso, mas adiava porque achava outras coisas menos desconfortantes para fazer. Você sofre na tentativa de se proteger. Tem a desculpa para si mesmo e para outros que caso não tenha ficado tão bom no seu conceito de supercrítico, é porque não teve tempo suficiente.
·         Deixa de fazer projetos de vida que sempre desejou fazer, mesmo sabendo que seria para o seu prazer ou para melhorar seu estilo de vida. Sempre teve vontade de fazer um Mestrado ou aquela aula de guitarra, por exemplo. Adia porque tem medo de não ser bom o suficiente. Não se arrisca. Evitando se arriscar, você evita erros , mas também perde a chance de acertar.
·         Muitas das vezes você adia um trabalho por ser chato. Você sabe que precisa lavar o carro, ou que precisa resolver os problemas com o condomínio de onde mora ou fazer a faxina. Você vai adiando na tentativa de que alguém faça esse trabalho por você. Com isso, vai manipulando as pessoas próximas .
·         Evita o confronto com outras pessoas, como um amigo, um vendedor, um vizinho, chefe ou subordinado. Adia, e espera que as coisas melhorem por si só.
·         Protelar passar um dia legal com a família ou amigos, por medo de ficar feliz. Assim, perderia a desculpa de que não é feliz porque a vida não permite. Muitos se colocam nessa posição de “como a vida é difícil”, como não tenho tempo para mim. Assim, deixa de ter responsabilidades sobre as suas atitudes. Você se coloca na posição de mero expectador. E para tudo que acontece a responsabilidade é apenas da vida corrida que leva. Se não for amigo dos filhos, por exemplo, tem a desculpa de como a vida foi dura. E não se culpa de naquelas poucas horas de folga não ter conquistado ou perpetuado o afeto dos amigos, filhos ou netos.
·         Recusa-se a trabalhar algumas dificuldades que tem, como temperamento difícil, ser crítico demais, tímido. Espera simplesmente que o tempo melhore ou se justifica, é o meu jeito ou é fruto da vida que levo.
·         Reclama de onde mora, ou pela localização ou pelas condições de moradia. Mas não consegue enfrentar as dificuldades para melhorar. Não consegue, muitas das vezes, por medo de fazer escolhas ou pela dificuldade de enfrentar os probleminhas com mudança, obra ou documentação. Deixa o tempo passar para ver vem a coragem, ou se simplesmente o tempo melhora essas condições.
·         Não enfrenta problemas de compulsão por álcool, comida, sexo, Internet, jogo ou drogas. Sempre com a desculpa de que vai conseguir sozinho. Evita fazer algo realmente construtivo em relação a isso, por medo do fracasso.
·         Evita atitudes que tragam momentos felizes. Pelo cansaço ou porque acha que o outro deveria fazê-lo. Ouço muito reclamações do tipo “meu parente não me telefona”, “o meu amigo não me chama mais para sair”. Mas não ouço “sinto falta de Fulano e vou me aproximar dele. É importante mudar isso e vou tentar”.
·         Ser muito crítico com os outros para disfarçar as seus adiamentos e recusas nas atitudes.
·         Vejo muito pessoas que se recusam a fazer exames para adiar um possível diagnóstico. Com isso, podem não ter nada e viver com um fantasma de ter uma doença, ou perdem a chance de diagnosticar uma doença precocemente. Como se o fato de não fazer o exame evitaria a doença.
É claro que o procatinador tem as suas desculpas que funcionam como alicerce de sustentação de sua forma de viver. Todos reclamam da falta de tempo, das dificuldades que enfrenta na vida (sempre maior que da maioria das pessoas), são muito críticos e tem intenso medo de se arriscar.
Para deixar de procrastinar é preciso seguir alguns passos.
·         Pense numa tarefa de cada vez.
·         Coloque prazos para a realização de suas tarefas.
·         Pense um dia de cada vez. Se mesmo assim isso gerar ansiedade, pense a cada cinco minutos no que precisa fazer.
·         Divida a “tarefa chata” em partes. Sinta-se aliviado a cada final de etapa e comemore muito na conclusão.
·         Caso a tarefa seja muito difícil ou muito desconfortável, faça intervalos com atividades prazerosas.
·         Se for muito, muito difícil começar, se comprometa a fazer pelo menos alguns minutos da atividade para início. Pode ser que perceba que não é tão difícil como imaginava.
·         Simplesmente comece a fazer o que está adiando. Pare de pensar e faça. Escreva a monografia, faça o curso, programe as suas férias ou ligue para o amigo. Você verá que o desconforto de não faze–lo será substituído pelo alívio e o prazer de conseguir realizar o seu projeto.
·         Construa metas a curto, médio e longo prazo para ter e manter a sua qualidade de vida.
·         Seja menos crítico.
·         Cuide bem de você. Muitas das suas aflições você mesmo cria. Lembre-se que você não deseja isso para você.
Comece já. Caso não consiga sozinho, busque ajuda.

Dicas para melhorar a responsabilidade com os deveres de casa de seu filho

Autora: Elizabete Possidente

Essa ações são mais eficientes se iniciadas com a criança na idade pré-escolar.

– Estimule a criança através de seu interesse nas novidades que vem aprendendo na escola desde pequeno, logo ao entrar na escola.

– Estimule a criança a ter a responsabilidade de saber se há ou não dever de casa desde cedo. Pergunte sempre; se a resposta for que não sabe faça ela pensar sobre a aula e concluir se existe ou não algum dever.  A responsabilidade tem que ser da criança. Não faça por ela, já abrindo mochila e anotação na agenda.

– Mostre ao seu filho seu interesse no que ele tem aprendido na escola e no seu rendimento. Comece desde pequeno. Veja com atenção os desenhos e peça para ele explicar como fez ou teve a ideia. Sempre valorize o empenho e a evolução.

– Apoie as orientações da escola. Não critique a professora ou escola na frente da criança. Não fale que ache uma bobagem tal dever ou a atividade. Tire as suas dúvidas junto a escola e não com a criança. Ao questionar a escola você está desestimulando seu filho a levar com seriedade a escola e os estudos.

– Deixe claro que o dever de casa é responsabilidade dele. Não é obrigação dos pais. O responsável pode tirar dúvidas o fazendo pensar e não dar respostas. Se ele diz não saber nada peça para deixar em branco e procurar auxílio com a professora na aula. Se ele for muito tímido, escreva na agenda ou oriente o próprio a escrever na agenda (quando criança já alfabetizada), indique para a professora que seu filho está com dificuldades.

– Organizar o espaço para o estudo. A criança tem que ter um local próprio para o estudo com todos os objetos que precisa organizados. Isso evita dispersão e distrações.

– Estipular o horário para os deveres de casa e manter como rotina.

– Estimular o hábito de leitura. Para isso, os pais tem que dar exemplo lendo livros, artigos e revistas na presença das crianças.

– Elogiar os filhos no seu empenho e capricho nos deveres de casa.

– Observar qual matéria o seu filho está tendo maior dificuldade e estimular a estudar mais essa matéria. É recomendado que a criança tenha um caderno para estudo. Esse caderno não deve ser usado na escola.
Leve seu filho para escolher o caderno do personagem que mais o agrada. Nesse caderno o responsável pode deixar exercícios da matéria com mais dificuldades ou deixe instruções, como “leia o capítulo 1 do livro” ou “faça resumo das páginas seguintes”.

Com essas medidas a criança criará uma rotina e o hábito de aprender e estudar sozinha. Pais tem uma tendência a sempre fazer junto os deveres da escola quando os filhos são pequenos. Isso dificulta que a criança consiga se desenvolver sozinha.

Como ajudar seu filho na Adaptação da Escola

Autora: Elizabete Possidente

Primeiramente é necessário (diria até essencial) autorizar o seu filho a ir para escola. Quando digo autorizar, não é no sentido simples de matricular, comprar uniforme e material. É no sentido pleno da ação, transmitir o conhecimento de que é o melhor para o seu filho e que ele precisa passar por essa fase da vida, que significa um grande crescimento para ele. Mostre que você está feliz com essa conquista dele.

Os pais precisam ter consciência de que seu filho deixará de ser o bebê ou a criança pequena do mundinho protegido de casa, para se tornar a criança que está recebendo o “passaporte” para a vida adulta. Fale com tranquilidade e confiança que você escolheu a melhor escola para o seu filho. Diga que ele estará num ambiente protegido onde aprenderá muitas coisas novas e fará novos amigos. Diga que isto é uma conquista que ele atingiu por estar crescendo. Quanto mais entusiasmo melhor! Conte como será legal, que ele deverá  contar todas as novidades com os pais ao retornar para casa.

Não passe a ideia de que esse novo ambiente pode ser assustador. É frequente pais e avós passarem essa mensagem subliminar. Isso, às vezes, é feito sem o responsável notar. Como por exemplo, quando diz ao filho “qualquer coisa telefone imediatamente”  ou “ficarei de prontidão na escola para socorre-lo caso precise”. Essa criança interpretará  como “minha mãe está preocupada comigo”, ou seja, a associação será como passar por uma situação de perigo. Claro que isso vai dificultar a adaptação nessa nova escola, mesmo que a escola cumpra o seu papel adequadamente.

Não fique perguntando se ela está com medo. Nesse caso, ela esteja vai imaginar que deveria estar.
Autorize, na sua ausência, a criança a se sentir confiante na escola. Mostre que você confia nela e na escola. É interessante conhecer e saber o nome da professora, quando a criança estiver na sua primeira escolinha. Diga que conhece a Tia Fulana, que gostou muito dela e tem certeza de que ela também vai gostar.

Se a criança referir estar com medo diga que não há razão para isso, mas que é natural se sentir assim. Conte que muitos adultos também sentem medo quando começam um processo novo na vida, mas que ela é capaz de vencer esse medo.

Se essas medidas forem tomadas o processo de adaptação na escola será bem tranquilo.