Bullying

Bullying é uma atitude de violência que ocorre sem motivação aparente contra uma pessoa com o objetivo de intimidá-la causando dor ou angústia.
Esse comportamento agressivo ocorre repetidamente e sempre num relacionamento onde há desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
Pode ser direto ou indireto. O direto é mais comum entre meninos e é quando há força bruta. O indireto é através de “zoação” (comentários ou apelidos pejorativos) , recusa em se socializar com a vítima ou ridicularizá-la e intimidar os colegas que querem interagir com a vítima.
Existe também o cyberbullying que é um tipo de bullying praticado através da Internet. Há humilhação da vítima através de comentários no facebook, twiter, Orkut , blogs falsos etc. O cyberbullying  cada vez mais vem preocupando os pais e professores porque  tem uma repercussão muito rápida e está cada vez mais frequente.
O bullyng ou cyberbullyng pode ocorrer em qualquer contexto social como escola, faculdade, trabalho, condomínios e família. Pode haver em qualquer faixa etária . Mas se sabe que em todo o mundo o bullying é mais freqüente da quinta à oitava série e o cyberbullying na adolescência dos 14 aos 18 anos.
Está tão freqüente que os colégios de todo o mundo tem colocado na sua grade curricular a discussão desse tema para encorajar as vítimas a procurarem ajuda. Conforme relato do IBGE, 1/3 dos estudantes brasileiros sofrem de bullying.
Com a intenção de reduzir o bullying  no Rio de Janeiro, além da divulgação do tema junto aos alunos, pais e funcionários , foi sancionada uma lei estadual  em 23 de setembro de 2010, colocando como compulsório as escolas notificarem a polícia os casos de bullying.   

Depressão

A depressão é uma doença debilitante que tem sido definida como a sensação persistente e permanente de um indivíduo da perda de valor, mundo sem sentido e de um futuro sem esperanças.
É uma das doenças clínicas mais comuns, sendo mais freqüente do que a hipertensão arterial e o diabetes. Entre 5 a 10% dos pacientes que procuram algum atendimento médico estão acometidos de depressão.
Estudos mais recentes sugerem que 50% dos americanos e europeus têm depressão ao menos uma vez durante suas vidas. Nas mulheres existem duas vezes mais chances do que entre homens. Cerca de 74% desses pacientes procuram ajuda na Clínica Médica (e não no especialista).
A depressão é caracterizada por diversos sintomas afetivos, somáticos, psicomotores e psicológicos.  As queixas mais comuns são tristeza, apatia, perda de interesse, falta de prazer, desesperança, irritabilidade (especialmente em crianças e adolescentes), aumento/redução do apetite, ganho/perda peso, insônia, sonolência excessiva, sono não reparador, cansaço, inquietude ou lentificação psicomotora, redução da libido, baixa autoestima, dificuldade na atenção e memória, indecisão em atitudes simples do cotidiano, insegurança, preocupação excessiva, idéias de culpa, sentimentos de fracasso e preocupação excessiva com morte.
É claro que não é preciso ter todos esses sintomas para caracterizar um quadro de depressão, e a intensidade deles também é bem variável. Por isso, a maioria dos pacientes busca o tratamento com o clínico, o cardiologista ou o ginecologista. Os pacientes podem se queixar de desânimo, cansaço, redução da libido, dificuldade na memória e tristeza como principais sintomas e não vão pensar que se trata de uma doença mental chamada DEPRESSÃO.
É necessário através de uma entrevista detalhada e exames  fazer o diagnóstico diferencial com uma série de outras patologias clínicas, metabólicas e neurológicas (por ex., hipotireoidismo, deficiências de vitamina, AVE), e como efeitos adversos de diferentes medicamentos (por exemplo, analgésicos, antineoplásicos, antihipertensivos) .
O tratamento consiste em uso de antidepressivo e psicoterapia. O antidepressivo não causa dependência como é divulgado por leigos. Esse tipo de medicamento é aquele da “tarja vermelha e não preta “. Ele é de prescrição com controle médico mas não causa dependência. Esse tipo de receituário é igual ao dos antibióticos atualmente. Ou seja, são vendidos com receita branca em duas vias, mas não é receita azul (medicamentos que podem causar dependência). Eu enfatizo isso porque é muito comum receber pacientes que sofrem há anos de depressão mas não procuravam o psiquiatra por medo de tomar um remédio e ficar dependente. Esse medo ocorre por falta de conhecimento, não só dos pacientes mas também dos próprios colegas da Saúde, que não sabem informar e desmitificar esse encaminhamento.

Sono das Crianças

Autora: Elizabete Possidente

Hoje em dia as crianças estão sempre muito ocupadas: colégio, inglês, judô, tênis, fono etc. Os pais mais ocupados ainda. Chegam tarde em casa e ficam sempre no dilema: brigo com os meus filhos para eles dormirem? Se sentem culpados por ficarem pouco em casa e ainda ter que disciplinar no pouco tempo de convívio.
Bem, o American Academy of Pediatrics criou o guia de necessidade de sono das crianças, para responder essas perguntas dos pais.

O guia refere que crianças devem:
– de até 6 meses, dormir de 16 a 20 horas por dia
– de 6 a 12 meses, dormir de 14 a 15 horas por dia
– entre 1 e 3 anos, necessitam de 10 a 13 horas sono por dia
– entre 3 e 10 anos, necessitam de 10 a 12 horas sono por dia
– entre 11 e 12 anos, necessitam de 10 horas sono por dia
– adolescentes necessitam de aproximadamente 9 horas de sono.

Se as crianças têm privação do sono, elas não reagem com sonolência durante o dia, como os adultos. Elas vão ficando mais irritadas, inquietas, agressivas, ansiosas, desatentas e com dificuldade na memorização. Ainda tem aumento nas chances de se tornarem adultos com insônia. Pais, pensem que é de grande importância criar uma rotina de sono para as crianças.

Uso de álcool pelos jovens

Pessoal o uso precoce de álcool pelos jovens está cada vez mais cedo. Vale a pena dar uma olhada nessa pesquisa.
http://www.samhsa.gov/newsroom/advisories/1102163049.aspx

Caso Lavínia

Eu sei que é Carnaval mas não podia deixar de desabafar sobre o caso da menina Lavínia, assassinada pela amante do pai em Duque de Caxias, por motivo fútil.
Em diversos programas de televisão sempre a mesma pergunta: Até onde pode ir a maldade de uma pessoa? Como responder a essa pergunta?
Existem pessoas que mentem compulsivamente. Elas mentem tanto que passam a acreditar nessas mentiras. Elas justificam os seus atos cruéis através dessas “mentiras verdades”.
Até onde elas podem chegar? Até onde essas pessoas consideram verdade para elas. Estamos na verdade falando de uma psicopatia, da qual não há comprovação científica de tratamento.
E o que a justiça encara como melhora dessas pessoas? 

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