A Importância do Sono das Crianças

Autora: Elizabete Possidente
O objetivo desse artigo é que os pais saibam da importância que o sono tem para os seus filhos, e resolvam suas dificuldades de coloca-los para dormir.
Escuto muito nos meus atendimentos pais que se sentem culpados quando seus filhos querem curtir com os pais à noite. Se colocarem eles para dormir estariam sendo pais ruins. Ouço muitos dos responsáveis que ficam longe o dia todo a frase “…ele só pede para ficar comigo e não consigo dizer não..”.
Lembre-se que seu filho é uma criança, ele não sabe o que é melhor para ele. Os pais é que devem definir qual será a melhor rotina para o seu desenvolvimento. A criança pede o que ela acha que vai ser mais legal para ela, não tem conhecimento de vida nem maturidade para discernir sobre certas coisas, ainda. Dando um exemplo extremo, se ele cismar que o melhor para ele é comer pipoca em substituição ao jantar, você deixaria?
Vejo na avaliação das crianças e adolescentes que cada vez mais eles dormem  mais tarde. Ou seja, cada vez mais os filhos dormem menos.
Em paralelo a visão de prejuízo que os filhos têm por dormirem menos, também existe um déficit no tempo  que os pais teriam para se organizar,  planejar e conversar (inclusive  sobre a educação de seus filhos, o que não deve ser discutidos na frente da criança). Já estão super cansados e se desdobram junto às crianças depois de um dia exaustivo. Isso também causa um impacto negativo na relação dos pais que acaba levando um aspecto negativo no relacionamento com os filhos.
Os pais devem se informar sobre o número de horas de sono recomendado pela Academia Americana de Pediatria, que pouco se diverge de outras sociedades médicas. Se você como pai está tendo dificuldade de dizer para o seu filho vá dormir, busque informações médicas sobre isso.
O guia refere que as crianças devem:
– dormir de 16 a 20 horas por dia quando o bebê tem até seis meses.
– dormir de 14 a 15 horas por dia quando a criança tem de 6 a 12 meses.
– dormir de 10 a 12 horas por dia quando a criança tem de 1 a 3 anos.
– dormir cerca de 10 horas por dia quando a criança tem entre 11 e 12 anos.
– dormir cerca de 9 horas por dia na adolescência.
Quando isso não ocorre você impõe ao seu filho as seguintes consequências:
– desatenção
– desânimo e desmotivação
– cansaço
– maior probabilidade de acidentes por distração e redução de reflexos
– desaceleração do crescimento
– irritabilidade e impulsividade
– baixa tolerância á frustração
– deficiência de memória
– aumento de pesadelos
– aumento de risco para obesidade
– aumento de risco para dislipidemia
É muito importante manter a rotina de dormir de seu filho. Para isso é preciso ter uma boa higienização do sono. Deve se reduzir as luzes da casa, falar mais baixo, buscar atividades relaxantes, descartas atividades que a deixam mais excitadas noite (vídeo games, correr pela casa, filmes de terror etc) e rotina no horário do banho, jantar e de deitar. São medidas que já funcionam para avisar ao cérebro que já está na hora de dormir e o sono chegar mais rápido . Não basta falar para a criança está na hora de dormir porque são “X” horas e pronto, deve se preparar a criança e o ambiente doméstico para que isso aconteça no horário desejado. Crie uma rotina de sono, seu filho merece esse cuidado.
Nesse blog existem dois artigos que são complementares a esse tema: “Sono das Crianças”, publicado em 9 de março de 2011, “Insônia” em 18 de março de 2011, e  “Meu filho não quer dormir na sua cama”, de 4 de outubro de 2011.

Medo de Voar


Participei do programa “Ligado em Saude”, da TV Fiocruz, dia 24/09/2015, onde falamos a respeito do medo de voar e fobia de avião. Segue o link:
Publiquei um post sobre Fobia de Avião neste Blog em 28/03/2011.

Dicas para Melhorar a Secura na Boca Provocada por Efeito de Medicamento


Sabemos que a maioria das medicações usadas pela Psiquiatria podem provocar o efeito adverso de secura na boca. Além disso existem diversas outras medicações clínicas que também provocam esse mesmo sintoma, que se agrava ao associar o uso de um antidepressivo, ansiolítico ou estabilizador de humor.
Seguem algumas dicas para atenuar a secura na boca nessas situações:
– evite bebidas alcoólicas
– evite enxague bucais com álcool
– evite bebidas com cafeína, tais como, café, chá e refrigerantes.
– usar umidificador á noite
– usar lubrificantes para os lábios
– use um estimulador de saliva
– aumente a ingesta hídrica diária
São medidas que ajudam a atenuar a secura na boca e facilitar a adesão ao tratamento medicamentoso.

Anabolizantes: efeitos e dependência


Anabolizantes são hormônios sintéticos utilizados para aumentar a massa muscular, força física e resistência. Atualmente, devido ao culto ao corpo perfeito, tem aumentado muito o uso de anabolizantes. Essas pessoas desconhecem os efeitos negativos do uso dessas substâncias.
Os anabolizantes são encontrados na forma de injetáveis, comprimidos e cápsulas. Apesar do seu uso não ser recomendado no Brasil, eles vem sendo prescritos por profissionais de educação física, fisioterapeutas  e médicos.
Os principais efeitos colaterais são:
– acne
– aumento do pelo no rosto e corpo
– engrossamento da voz
-ciclo menstrual irregular
– redução do testículo
– redução da produção de esperma
– alteração de humor: euforia, irritabilidade, agressividade
– insônia
– redução da libido
– incapacidade de manter a ereção
– aumento da frequência cardíaca
– aumento da pressão arterial
– calvície
– limitação do crescimento pelo fechamento prematuro dos discos dos crescimentos ósseos em adolescentes
– aumento do colesterol
– hipertrofia do clitóris
– hepatoxidade
– problemas de tendão e ligamentos pelo desenvolvimento acelerado
– ginecomastia (aumento das mamas nos homens)
– super crescimento gengival
Os usuários passam a se tornar dependentes de seu uso. Eles ficam mais focados e felizes com o resultado de verem o seu corpo se transformando. Evolui para a dependência física e psicológica.
A Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva refere que 80% dos usuários são homens entre 16 e 30 anos. Tem alto poder aquisitivo e boa escolaridade.
Aproximadamente metade dos pacientes, mesmo que já apresentem muitos efeitos adversos pelo uso de anabolizantes e serem alertados que precisam parar imediatamente, persistem no uso. Apesar de diversos artigos mostrarem que as mulheres não gostam de homens tão musculosos, esses homens continuam a usar anabolisantes e não se importam em se tornarem feios para a maioria. Consideram-se sempre mais bonitos a cada ganho de massa muscular.
O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) revelou que o uso de anabolizantes aumentou 75% nos últimos seis anos no Brasil. É necessária a divulgação de informações sobre os efeitos de seu uso, combate a venda ilegal, que na maioria das vezes ocorre dentro da academia, além de alertar as famílias para orientarem seus filhos que cultuam muito o corpo e que vem ganhando rápido massa muscular.

Prevenção ao Suicídio: Setembro Amarelo

O dia 10 de setembro é o dia mundial de combate ao suicídio. O Mês de setembro foi o escolhido para se ter campanhas e foi denominado como mês Amarelo.
Diversas reportagens têm surgidos para informar a população. No Rio de Janeiro o Cristo Redentor no dia 10 desse mês estava iluminado por uma luz amarela. É muito assustador o aumento de casos de suicídio. Só no último ano, houveram 12000 casos de suicídios no Brasil. Esses são os dados oficiais, sabendo que muitos casos não entraram nessa estatística. Não foi incluído, por exemplo, se a pessoa que morreu atropelada na estrada, mesmo se ela se jogou na frente do veículo. 
Sabemos que 90% dos casos de suicídio são decorrentes de doenças psiquiátricas. Entre 50% e 60% desses casos nunca buscaram tratamento psiquiátrico.
A informação é a melhor forma de prevenção. A pessoa que está sofrendo precisa ter noção de que seu sentimento é sintoma de doença e procurar ajuda. Ou o familiar ou amigo precisa identificar os sinais e sintomas e levar o paciente para um especialista.
Recomendo ler o artigo sobre Suicídio em jovens como a terceira causa de morte publicado nesse blog em 10 de julho de 2012. 
Assim como ler no link abaixo a cartilha publicada para combater o suicídio publicado pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

Ansiedade dos pais contagia os seus filhos com medo da matemática

Autora: Elizabete Possidente

Uma deficiência comum em adultos refere dificuldades em matemática. No caso dos pais, mesmo que ele não conviva mais com matemática, os seus medos durante sua vida escolar continuam presentes. Muitas das vezes, esse medo passa para os filhos, e eles absorvem essa ansiedade, mesmo sem a percepção dos pais.
Essa “transferência” ocorre antes mesmo da criança se perceber com dificuldades na matemática. Vejo muito mensagens como essas sendo passado pelos pais as crianças: “Tadinho, já está aprendendo conta”. Nesse exemplo já está sendo passado para a criança que fazer cálculos é um trabalho árduo. 
Outro exemplo que percebo no começo do ano letivo: “Coitado, já vai ter até livro de matemática”. Na escola todos temos livros de matemática, português, geografia etc. Mas a ênfase negativa já é dada para matemática.
A criança funciona como uma esponja, absorvendo tudo de positivo e negativo que passam a ela. Com essas mensagens negativas sendo passadas, a chance dessa criança já encarar a matemática com temor é enorme. Se já começa a estudar com medo, vai ter maiores chances de notas baixas. Com as notas baixas, os pais irão reviver mais ainda seus medos e passarão maior ansiedade aos seus filhos, e assim vai se formando a bola de neve.
Várias pesquisas já comprovaram como a ansiedade à matemática contagia os seus filhos. É claro que os pais não querem sabotar os seus filhos, são os seus medos incipientes que acabam influenciando. Diversos outros estudos demonstram o efeito positivo quando o ambiente doméstico está modelado a passar como a matemática pode ser interessante ou que funciona como uma disciplina tão interessante como qualquer outra.
Se os pais têm essa ansiedade devem tentar não demonstrar, ou até evitar se envolver nessas atividades dos filhos. 
Muitos desses estudos já publicados em revistas especializadas. Veja abaixo um artigo publicado na Folha de São Paulo sobre esse tema.   

Estratégias Terapêuticas Para Crianças e Adolescentes com TDAH


Algumas sugestões que podem ajudar:
– Converse e tire dúvidas com o profissional sobre TDAH
– Solicite que a escola faça contato com o profissional que atende a criança com TDAH para elaborar um projeto escola/aluno mais adequado ao quadro de seu filho.
– Crie uma rotina – horário de acordar, ir ao colégio, refeições, estudos, atividades extra-classes, banho e dormir. De segunda a sexta, tudo bem definido.
– Deixe essa rotina escrita num quadro de avisos. Deve ser bem visível para que a criança possa consultar. Ou o responsável apontar para o quadro e ensinar a ele a consulta-lo, não simplesmente falar a todo o momento “agora é hora disso … hora daquilo … “.
– Com crianças maiores criar o hábito da agenda – anotar todos os compromissos e tarefas.
– Não permitir o uso de eletrônicos em horários não apropriados. Não pode estar almoçando e mexendo no tablet, por exemplo. Isso incentiva a desatenção.
– Não permita eletrônicos no horário próximo de dormir. Isso dificulta ou perturba a noite de sono. Buscar atividades mais tranquilas no período noturno.
– Organizar a casa e especialmente o seu quarto / local de estudos.
– Motivar sempre a manter em dia suas tarefas escolares, apesar das dificuldades. Insistir que faça sozinho, o responsável deve apenas ajudar nas dúvidas.
– Estimular a realizar as suas tarefas sozinhas, sejam escolares ou pessoais (por exemplo a organização do quarto). Quando os filhos são muito jovens, os pais podem supervisionar e ensina-los a serem independentes.
– Trabalhar a passagem de tempo. As crianças com TDAH tem dificuldade na percepção do tempo. Incentivar a acompanhar suas atividades com o tempo. Por exemplo, defina que o banho deve durar até 10 minutos. Após esse período, tocará um alarme. No início, é comum muitos nem iniciarem o banho no prazo. Se perderam no tempo com apenas brincadeiras e devaneios. Mas com o condicionamento, vai essa percepção vai sendo dominada.
É fundamental adquirir essa percepção de tempo para não ter prejuízo em distribuir o tempo na feitura das questões de uma prova, por exemplo.
Recomendo também ler no blog “Dicas para melhorar a concentração nos estudos” publicado em 10/09/12, e “Medidas Terapêuticas Praticadas pelos Pais de crianças com TDAH diante das notas baixas” de 06/06/12.

Alteração do Sono na Menopausa


A Menopausa é uma fase da vida da mulher em que ocorre uma queda de diversos hormônios, levando a alterações físicas e psíquicas (veja o artigo “Manifestações Psíquicas na Menopausa” publicado nesse blog em 19/09/14). Isso resulta na redução dos estrógenos e no aumento na síntese de Monoamina, pelas alterações das vias serotoninérgicas e noradrenérgicas. Nem sempre a reposição hormonal é suficiente para restauração completa dessas vias.
A insônia é uma das alterações comportamentais que podem ocorrer. Essa queixa pode surgir anos antes da interrupção da menstruação e se agravar depois disso. Outra alteração do sono comum na mulher é a apneia do sono. Com a superficialização do sono e diversos despertares, a mulher se sente muito cansada, por não ter um sono reparador.
A mulher com insônia e menopausa deve ser avaliada por ginecologista e psiquiatra. O ginecologista avalia as alterações hormonais e a possível reposição hormonal. O psiquiatra ao avaliar a insônia percebe se é sintoma de um quadro de ansiedade ou de depressão, podendo ser indicado antidepressivo.
Se a insônia for consequência da apnéia do Sono é indicado o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) pelo especialista. Se não for é indicado um indutor do sono por um período curto.
É claro, sempre essas medidas devem estar associados a controle de peso, atividade física e suporte emocional, para que a mulher enfrente melhor essa mudança de fase de vida.

Acumulador de Animais (Hoarding)


Acumulador de animais (ou Hoarding) é uma patologia que leva as pessoas a acumularem animais e negligenciarem sua vida pessoal, profissional e social.
Esse quadro pode fazer parte de outra patologia, especialmente Transtorno afetivo bipolar, Fobia Social e TOC. É caracterizado por um grande número de animais que são cuidados pela mesma pessoa. São tantos animais que, apesar da intensão de protegê-los e amá-los, acaba havendo descuido pela superlotação e condições de higiene desfavorável.
Em alguns casos há acúmulo de fezes e urina nas áreas sociais da casa. O acumulador perde a percepção da sujeira e da falta de higiene. Outros casos são tão graves que podemos encontrar animais mortos acumulados junto com os outros, despercebidos pelo acumulador. 
A maioria dos acumuladores de animais são mulheres com mais de 60 anos e que vivem sozinhas ou solteiras.
Este quadro coloca a saúde do acumulador e dos animais em risco. Essa pessoa deve buscar tratamento psiquiátrico e psicoterápico para melhora clínica.

Enxaqueca


A Enxaqueca ou Cefaleia Migrânea é a quarta doença crônica incapacitante do mundo, conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), como publicado no “O Globo” em dois de agosto de 2015.
Caracteriza-se por uma dor de cabeça, idiopática, recorrente, pulsátil e geralmente acompanhada de náusea, aumento da sensibilidade a barulho e luz.
A incidência da Enxaqueca em mulheres fica entre 15% e 20% e nos homens varia entre 5% e 10%.
Os principais fatores desencadeantes de enxaqueca são:
– Alimentação (queijos amarelos, salsichas e outros alimentos em conserva da cor vermelha, frituras, chocolate, álcool e cafeína).
– Uso excessivo de analgésicos.
– Estresse
– Variações bruscas de temperatura (quando subitamente sai de um ambiente quente para um ambiente frio ou vice versa; também pode ocorrer quando se ingere líquido gelado num momento em que o corpo está quente).
– Alterações hormonais
– Privação abrupta de cafeína em pessoas que faziam uso exagerado.
– Aumento grande do intervalo entre as refeições.
– Sono prolongado.
O tratamento é dividido em atacar a crise e prevenir que aconteça uma recidiva. Existem analgésicos apropriados para enxaqueca em momento de crises e outros para prevenir a enxaqueca. Tudo isso aliado ao combate aos fatores desencadeantes (ver artigo de enxaqueca nesse blog em 15/12/11).

Acumulador Compulsivo (Disposofobia)


O Acumulador compulsivo é o indivíduo incapaz de descartar objetos por achar que poderá ser útil em algum momento. Ele recolhe bens e objetos que a maioria das pessoas descartam.
Com o tempo, acaba vivendo em condições insalubres, porque com a aquisição excessiva não tem espaço e nem a limpeza adequada do local onde mora.
É capaz de dividir a casa em função dos objetos acumulados, mesmo causando prejuízos. Por exemplo, não usa o banheiro ou a cozinha porque está lotado de objetos. É claro que no início abre mão de um móvel, como uma mesa ou um sofá. Sem o tratamento, vai se estendendo pela casa.
Pode ter muitos animais de estimação e sem o cuidado apropriado. Acumula sucatas ou lixo (como embalagens) e vai amontoando em pilhas pela casa. O acumulador nega que esse comportamento seja exagerado, apesar de ter vergonha do hábito. Não consegue controlar o seu impulso.
Acabam se afastando e se isolando por causa do problema, o que dificulta o processo de ajuda.
Não existe uma necessidade de acumular, apenas o desejo.  Ou seja, não existe necessidade física ou real do compulsivo adquirir aquele objeto. Tive contato com um paciente que chegava a guardar pregos usados e enferrujados, porque um dia poderiam ser úteis. Chegou a fazer uma obra em casa e armazenar toda a sucata. A satisfação vinha só com o fato de saber que guardava o material.
Para que o tratamento aconteça é preciso ter consciência de que existe uma doença. Serão necessárias intervenções terapêuticas, associado à medicação, para se quebrar o ciclo de acumular coisas desnecessárias.

Compulsão Por Compras (Oniomania)

Autora: Elizabete Possidente

Publiquei um artigo com a definição e o quadro clínico dessa patologia nesse blog em 20 de março de 2011.

É uma patologia que acomete entre 5% a 6% da população. É caracterizada por:

– Preocupação excessiva e perda de controle por comprar.
– Tentativa frustrada de reduzir o ato de comprar
– Mentiras para encobrir as compras.
– Buscam comprar para aliviar frustrações, tristeza ou ansiedade.

A maioria das pessoas que sofrem de compulsão ou descontrole por compras só buscam esse tratamento quando estão com um grave prejuízo social, profissional e financeiro.

Por isso divulgo a pesquisa do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, de grande importância e ajuda para pessoas que sofrem dessa patologia. A instituição busca pessoas de 21 a 60 anos que apresentam compulsão ou descontrole por compras para participar do estudo. Os selecionados receberão o tratamento médico, os medicamentos e a psicoterapia.

Os interessados devem entrar em contato pelo tel (11) 26617805 ou por email: compradorescompulsivos.hc@gmail.com

Site: www.amiti.com.br

https://www.facebook.com/hospitaldasclinicasdafmusp/photos/a.1398287123773264.1073741828.1391979501070693/1587938034808171/?type=1&theater

Efeitos Sexuais Indesejáveis dos Benzodiazepínicos


Os efeitos sexuais dos medicamentos têm recebido bastante atenção. São importante causa de abandono ao tratamento medicamentoso. Os benzodiazepínicos são uma das medicações mais usadas no mundo e servem principalmente para atenuar sintomas de ansiedade. 
Esses medicamentos podem causar efeitos colaterais na esfera sexual de forma direta ou indireta.  Os efeitos diretos são por mecanismos neuroquímicos que podem afetar as diferentes fases da vida sexual. Os efeitos indiretos são por provocar sonolência e depressão.
Os efeitos sexuais adversos mais comum dos benzodiazepínicos são alteração da libido, problemas de ereção (dificuldade em ter ou manter a ereção pelo tempo necessário), retardo ou bloqueio da ejaculação e dificuldade de orgasmo.
È claro que existe diferença na incidência e perfil de efeitos adversos sexuais com diferentes benzodiazepínicos. Alguns pacientes apresentam com um benzodiazepínico determinados efeitos, e não com outro.
Deve-se verificar também se a disfunção sexual já ocorria antes do uso do benzodiazepínico. Isto porque 60% dos ansiosos têm alguma disfunção sexual. Nesse caso, pode ser tratado com a administração do medicamento.
O médico deve estar preparado para diagnosticar e tratar esses efeitos adversos sexuais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, assim como evitar a suspensão abrupta do tratamento, que leva à piora do seu quadro de ansiedade e síndrome de abstinência.

Nomofobia : Medo de ficar “off-line”

Autora: Elizabete Possidente

Nomofobia é um medo intenso, acompanhado de muita angústia, de não ficar conectado.  Isso pode ocorrer quando não se está perto do celular, não existe sinal de conectividade ou a bateria está perto de acabar.
A maioria das pessoas que sofrem desse distúrbio não se percebem assim. Por isso, elas não buscam ajuda e nem tentam se controlar. Um bom exemplo seriam pessoas que ficam checando se receberam novas mensagens a todo momento, mesmo quando envolvidas em outras situações, seja de trabalho, estudo ou lazer.
Geralmente a Nomofobia vem associada ao Transtorno de Ansiedade Generalizada, ou ser um sintoma de outra patologia como Transtorno de Pânico, Transtorno de Humor, Transtorno de Estresse Pós-traumático ou outras.
Esses sintomas devem ser investigados pelos profissionais de saúde. Se você se identificou com os sintomas deve buscar orientação com um especialista.

Diagnóstico e Tratamento da Disfunção Sexual Associada aos Antidepressivos


Sempre diante de um paciente em uso de antidepressivo temos que avaliar a rotina sexual desse indivíduo. É necessário verificar se o uso do antidepressivo   não está provocando alteração na vida sexual do paciente.
Para afirmar que o antidepressivo é o responsável pela disfunção sexual é preciso descartar outras causas, tais como:
– Mau funcionamento sexual pela doença psiquiátrica ou psicológica;
– Uso ou abuso de substâncias;
– Uso de outros medicamentos, tais como anti-hipertensivos;
– Alteração da função sexual durante o distúrbio, mas antes do início da droga;
– Doenças orgânicas, tais como diabetes mellitus.
Manejo Terapêutico
O que fazer diante desse paciente? Deve-se considerar que a maioria dos pacientes não toleram esses efeitos colaterais. Existem as seguintes estratégias:
– Trocar antidepressivo por outro de classe diferente;
– Redução da dose antidepressiva;
– Aguardar possível acomodação do efeito;
– Utilizar medicamentos para tratar os efeitos sexuais dos antidepressivos:  Ciproheptadina, Ioimbina, Amantadina, Bupropiona, entre outros.
O médico deve estar atento a esse efeito colateral porque dificilmente o paciente faz a queixa de maneira espontânea. Ele pode interromper o tratamento por conta própria causando um prejuízo ainda maior para a sua qualidade de vida.

Não beije seu filho na boca


Não se deve beijar o filho na boca por algumas razões.
Da mesma forma que não se deve colocar a chupeta, a colher ou a mamadeira do seu filho na boca por transmitir doenças, também não se deve beijar “de estalinho” a boca de uma criança.  Pode haver transmissão de diversas doenças, tais como herpes, infecções bacterianas, cáries e viroses.
Outra forte razão é de cunho psicoeducacional.  A criança tende a imitar os adultos. Os pais tem que demonstrar o afeto, de maneira proporcional à idade e discernimento da criança. Por exemplo, avisando que o beijo pode ser no rostinho, na mão, no braço… na boca, não é adequado.
Os pais não devem banalizar o beijo na boca. As crianças tem que saber o que significa esse beijo e que terá seu tempo para essa vivencia. Se você banaliza, ele repetirá isso fora de casa. Pode vir a achar natural querer demonstrar carinho com outros adultos ou crianças dessa forma, e correr o risco de se erotizar sem ter a maturidade para isso.
Os pais precisam ser pais e guiar seus filhos para viver o mais adequadamente possível cada fase que terão que enfrentar. Os pais precisam ser pais e educadores, isso os torna o “Porto Seguro “ de seus filhos, formando assim  adultos seguros.

Pânico na Ressonância Magnética

Autora: Elizabete POSSIDENTE

Para alguns fazer uma ressonância magnética é uma realização de um exame como qualquer outro. Entretanto, para outros, é uma verdadeira cena de terror imaginar estar imóvel e deitado numa maca, dentro de um túnel fechado. Cerca de 5 % dos pacientes não chegam nem a agendar o exame em virtude desse medo.
Essas pessoas sentem taquicardia, sensação de fôlego curto, secura na boca, vertigens, náuseas, cólicas intestinais, abalos musculares, tremores e até medo de perder o controle, como se estivesse  enlouquecendo.
Esse ataque de pânico durante o exame de ressonância magnética aparece entre  5% e 10% das pessoas que realizam o procedimento. Alguns pacientes que sofrem desse ataque de ansiedade na ressonância magnética, durante o primeiro exame, desconheciam que tinham essa fobia.
Pessoas que precisam fazer o procedimento constantemente devem ser encaminhadas para o tratamento psiquiátrico da fobia. Pode associar também ao tratamento a possibilidade de fazer a ressonância magnética de campo aberto. Nesse aparelho o túnel é bem menos estreito, o que reduz a sensação de “aperto”. Mas deve ser discutida essa possibilidade de exame com o médico, devido a definição da imagem ser menor nesse aparelho.
O tratamento de fobia à ressonância magnética é com medicamentos que tratam a ansiedade (antidepressivos) e psicoterapia. Para alguns pacientes que precisam fazer o exame de urgência é preciso fazer um esquema de medicamentos com ansiolíticos, ou até a sedação, para a realização do procedimento.
O encaminhamento para o tratamento especializado com psiquiatra e psicólogo é importantíssimo para os futuros exames correrem sem sofrimento.

 

Efeitos Sexuais Benéficos dos Antidepressivos (ISRS)

Os antidepressivos mais usados no mundo são os da classe dos Inibidores Seletivos da Receptação de Serotonina – ISRS.
Tornaram-se os mais usados porque são eficazes e seguros para doenças orgânicas concomitantes e nas interações medicamentosas, quando comparados aos medicamentos usados anteriormente (Tricíclicos e IMAOs clássicos).
Os antidepressivos ISRS podem provocar efeitos sexuais que beneficiam um grupo de pacientes: podem induzir retardo da ejaculação. Esse efeito pode ser benéfico para pacientes que apresentam ejaculação precoce crônica. Podem servir como uma alternativa para o tratamento da ejaculação precoce, disfunção sexual que ocorre entre 30%  e 40% dos homens.
Foi observado também melhora da libido em pacientes com depressão ou ansiedade, que apresentam queixa de desejo sexual.

Ansiedade Social em Pacientes com Parkinson


A princípio não se pode usar o nome de Fobia Social ou Ansiedade Social em pessoas que passaram a apresentar este quadro de fobia em situações sociais, após o desenvolvimento da doença de Parkinson ou qualquer outra condição clínica.
Na prática, recebo em meu consultório muitos pacientes com Doença de Parkinson, que está fazendo o seu tratamento neurológico regular e desenvolveu esse tipo de ansiedade.
Muitos pacientes, tanto nos estágios iniciais ou mais avançados da doença de Parkinson, chegam a mim porque sofrem muito em situações sociais em que se sentem expostos. Sentem muita vergonha e mal estar, convivem com a sensação de que estão sendo observados, com intenção de ridicularizar ou mantendo o vínculo por compaixão. Esse mal estar é tão grande que essas pessoas passam a evitar situações dessa natureza. Acabam se isolando e fugindo do convívio social.
O paciente com Parkinson foca  toda a sua vida nos sintomas de tremor em repouso, lentificação psicomotora e a instabilidade postural. Por valorizar essas queixas acredita que todos só o veem através desses sintomas.
Se esses pacientes não foram olhados também por esse viés acabam evoluindo da ansiedade social para um quadro de ansiedade generalizado ou depressivo. O enfrentamento dessa situação complementa o tratamento da ansiedade social do paciente com Parkinson, sendo muito importante para o tratamento neurológico da doença de Parkinson. Deve sempre ser acompanhado por psiquiatra e psicólogo.

Remédio para TDAH vicia?


Não há evidências científicas de que o paciente com TDAH pode ficar dependente dos medicamentos psicoestimulantes, usados no tratamento do Transtorno de déficit atenção e ou hiperatividade.
É claro, existem pessoas que fazem uso abusivo de medicamentos. Podemos citar como exemplo os benzodiazepínicos (muito usados para ansiedade) e muito mais comum nos dependentes de substâncias psicoativas.
Na verdade o que se encontra publicado na literatura mundial é que os medicamentos do TDAH, usados em pacientes com a patologia, reduzem drasticamente a possibilidade de uso e abuso de drogas na adolescência e vida adulta.
O medicamento é fundamental como parte das intervenções multimodais do tratamento do TDAH. Sempre procure um especialista para dúvidas e esclarecimentos.