Temas de Saúde Mental no Filme Barbie

Autora: Elizabete Possidente

Entrando na onda do filme Barbie para bater um papo sobre Saúde Mental. Olha que não temos uma varinha mágica mas a reflexão é poderosa!

Se você ou alguém que você conhece esteja se sentindo emocionalmente parecido com a Barbie ou com o Ken , vale a pena considerar um agendamento para uma avaliação com um profissional de saúde mental.

Não adianta nada ter uma casa cor de rosa dos sonhos, se a cabecinha não estiver bem.

Segue o vídeo da minha explicação dos temas do filme sobre saúde mental.

Zumbido no Ouvido

Autora: Elizabete Possidente

Assista o vídeo para conhecer as principais causas e o tratamento dessa queixa de zumbido que é tão comum .

Por que algumas pessoas desejam se parecer com a Barbie: motivações e influências

Autora: Elizabete Possidente

A vontade de se parecer ou se vestir como a Barbie pode ser influenciada por uma combinação de fatores sociais, culturais e psicológicos. É importante notar que as motivações podem variar amplamente de pessoa para pessoa, mas aqui estão alguns motivos pelos quais pessoas podem querer se parecer ou se vestir como a Barbie:

• Sessão nostalgia: Toda criança ou adulto que brincou de Barbie pode reviver essa fase como se estivesse fugindo do seu mundo real e relembrando uma época em que não havia frustrações, sentindo-se capaz de ser o que quisesse e viver todas as suas fantasias.

• Ideal de beleza: A Barbie é uma figura icônica que representa um ideal de beleza estereotipado e perfeito, com proporções corporais consideradas desejáveis e atraentes. Algumas pessoas podem desejar essa aparência como uma forma de alcançar o que percebem como beleza ideal.

• Influência da mídia: A Barbie tem sido uma figura influente na mídia ao longo de décadas. Essa exposição constante pode levar algumas pessoas a admirá-la e querer se identificar com ela através de roupas e estilo de vida.

• Autoidentificação: Para algumas pessoas, a Barbie pode representar um símbolo de empoderamento, confiança e autoexpressão. Elas podem se ver refletidas em sua aparência ou personalidade e, assim, buscam incorporar essas características em seu próprio estilo de vida.

• Culto à celebridade: Como uma figura famosa, a Barbie pode atrair fãs dedicados que desejam imitar seu ídolo. Esse tipo de comportamento é comum em muitas celebridades e personagens icônicos da cultura pop.

• Pressão social e influência dos pares: Em algumas situações, o desejo de se vestir como a Barbie pode ser influenciado pela pressão social ou pelo desejo de se encaixar em um determinado grupo ou comunidade que admire essa estética.

É essencial entender que a busca por parecer ou se vestir como a Barbie não é uma necessidade exclusiva de uma determinada pessoa ou grupo. É importante respeitar as escolhas pessoais de cada um e lembrar que a verdadeira beleza e autoestima vão além da aparência física e são encontradas na diversidade e individualidade de cada ser humano.

Dicas Para Reduzir Tremores

Autora: Elizabete Possidente

Os tremores podem ser causados por uma variedade de condições médicas, incluindo doenças neurológicas, doenças endócrinas e efeitos colaterais de medicamentos. Se você estiver experimentando tremores, é importante consultar um médico para determinar a causa  e o  tratamento adequado.

 Aqui estão algumas dicas que podem atenuar  os tremores:

1.            Reduzir o estresse: o estresse pode aumentar os tremores, portanto, é importante tentar reduzir o estresse em sua vida. Isso pode incluir práticas de meditação, ioga, terapia ou outras técnicas de relaxamento.

2.            Exercícios físicos: exercícios regulares podem ajudar a melhorar a coordenação e estabilidade muscular, reduzindo assim os tremores.

3.            Evite cafeína e álcool: a cafeína e o álcool podem piorar os tremores.

4.            Mantenha uma dieta saudável: uma dieta saudável e equilibrada pode ajudar a reduzir os tremores, proporcionando os nutrientes necessários para manutenção da saúde.

5.            Boa noite de sono: a privação de sono pode piorar os tremores.

6.            Evite medicamentos, suplementos alimentares e fitoterápicos que possam piorar os tremores: alguns desses elementos podem piorar os tremores, portanto, é importante conversar com seu médico sobre tudo você esteja tomando e discutir as opções para reduzir os tremores.

7.            Terapia ocupacional: a terapia ocupacional pode ajudar a melhorar a coordenação e a estabilidade muscular. Um terapeuta ocupacional pode recomendar exercícios específicos para reduzir os tremores e ajudar com atividades diárias.

Lembre-se de que essas dicas podem ajudar a reduzir os tremores, mas é importante consultar um médico para determinar a causa e o melhor tratamento para você.

A Vida Vale Muito

Autora: Elizabete Possidente

” A vida vale muito ” é uma frase poderosa que certamente nos leva à reflexão, principalmente quando encontrada em um contexto sensível como uma sala de espera de um hospital de oncologia. Essa afirmação nos lembra da importância e do valor da vida humana, independentemente das circunstâncias que enfrentamos.
A vida é um bem precioso, cheia de experiências, momentos e relacionamentos significativos. Por vezes, podemos nos perder nas rotinas diárias ou nos preocupar com problemas cotidianos, esquecendo-nos de apreciar o verdadeiro valor de estar vivo.
Ao nos depararmos com uma frase como essa, especialmente em um ambiente onde pessoas lutam contra o câncer, ela nos convida a refletir sobre a fragilidade da existência e a importância de aproveitar cada momento. Ela nos desafia a valorizar a vida em sua plenitude, não apenas a nossa própria, mas também a dos outros ao nosso redor.
Em uma sexta-feira, quando muitos de nós aguardam ansiosamente o fim de semana ou têm planos para aproveitar o tempo livre, essa frase pode servir como um lembrete para aproveitar verdadeiramente o presente e ser grato por estar vivo. Pode nos incentivar a refletir sobre como estamos usando o nosso tempo, se estamos investindo em coisas e relacionamentos significativos e se estamos cuidando de nossa própria saúde física e emocional.

Vitiligo e Doença Psiquiátrica

Autora: Elizabete Possidente

O vitiligo e as doenças psiquiátricas são duas condições médicas distintas, mas podem afetar uma pessoa simultaneamente. Vou explicar brevemente cada uma delas:

O vitiligo é uma doença de pele ocasionada pela perda de pigmentação em determinadas áreas, levando ao aparecimento de manchas brancas na pele. A causa exata do vitiligo ainda não é totalmente conhecida, mas acredita-se que seja multifatorial, uma combinação de fatores genéticos, autoimunidade e outros gatilhos ambientais. O vitiligo não é uma doença psiquiátrica, mas pode causar um grande impacto na saúde mental e na qualidade de vida, devido às mudanças estéticas que pode causar e ao preconceito da sociedade.

As doenças psiquiátricas referem-se a um conjunto de condições que afetam a saúde mental e o funcionamento emocional de uma pessoa. Exemplos comuns incluem transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de impulsos, fobia social e muitos outros. Também têm causas multifatoriais, como predisposição genética, disfunções neuroquímicas e eventos estressantes ao longo da vida. É importante ressaltar que as doenças psiquiátricas não têm relação direta com o vitiligo, mas as pessoas com vitiligo podem enfrentar desafios emocionais e psicológicos semelhantes aos de qualquer outra pessoa que lida com doenças de pele ou mudanças corporais visíveis.

É fundamental buscar suporte médico. Para o vitiligo, um dermatologista pode oferecer opções de tratamento para controlar os sintomas e melhorar a aparência da pele. Para as doenças psiquiátricas, é recomendado procurar um psiquiatra ou outro profissional de saúde mental para avaliação e indicação de tratamentos apropriados, como psicoterapia e, se necessário, medicamentos.

Lembre-se de que cada paciente tem necessidades diferentes, mas todos necessitam que não haja preconceito nem julgamento.

Nota: A data 25 de Junho é o Dia Mundial de Combate ao Vitiligo e foi escolhido pela sociedade médica para alertar e conscientizar a população a respeito da doença, especialmente para acabar com as manifestações de preconceito.

Riscos da Dispensação Ampliada de Medicamentos Controlados: Um Alerta para a Saúde Pública

Autora: Elizabete Possidente

Motivado pela situação da pandemia de Covid-19, o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou mudanças nas regras de prescrição e dispensação de medicamentos controlados. A medida foi determinada por meio da RDC 357/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) em 24 de março de 2020.

Uma das alterações foi o aumento da quantidade máxima de medicamentos permitidos na venda com uma receita de controle especial. Inicialmente, foi autorizado que, para as receitas emitidas antes da publicação da RDC 357/20, desde que dentro do prazo de validade, as farmácias estariam autorizadas a vender uma quantidade maior do que a prescrita pelo médico, seguindo a quantidade definida em uma tabela.

Essas normas inicialmente foram válidas por seis meses e vêm sendo renovadas pelo Ministério da Saúde/ANVISA por reconhecer ainda a necessidade emergencial causada pela pandemia. Surpreendentemente, a OMS já declarou o fim da Emergência de Saúde Pública Internacional relacionada à COVID-19, mas mesmo assim o Brasil manteve a venda de medicamentos controlados em maior quantidade do que a prescrita pelo médico até o final de setembro de 2023. Quem se beneficia com isso?

A ANVISA não levou em consideração o risco inerente ao consumo de medicamentos controlados sem a supervisão de um profissional por muitos anos. Há uma razão pela qual certos medicamentos exigem receita especial: esses remédios devem ser supervisionados e controlados por um médico, pois há risco de dependência, tolerância (aumento da dose para obter o mesmo efeito) ou intoxicação, além da necessidade de avaliação clínica da evolução da doença. De repente, essas preocupações se tornaram irrelevantes em nosso país.

Sabemos que, culturalmente, no Brasil é comum o hábito da automedicação. Não é à toa que a proporção de farmácias por habitante no país é de 3000 para cada estabelecimento, enquanto a OMS considera ideal a proporção de 8000 habitantes por farmácia. Sempre tivemos problemas no Brasil relacionados ao uso de medicamentos controlados e agora, com a possibilidade de comprar pelo menos três vezes a quantidade de medicamento prescrita, a situação pode se agravar.

O uso por conta própria traz prejuízos para a saúde do indivíduo. A medicação sem controle pode mascarar sintomas mais graves, que levariam a buscar ajuda médica. O uso concomitante com outros medicamentos regulares pode causar interações medicamentosas que, sem supervisão médica, podem resultar em problemas sérios para o organismo. O uso por conta própria pode levar a overdose ou uso da substância por um tempo maior do que o indicado, trazendo sérios danos. Além disso, ter uma quantidade grande de medicamentos em posse facilita o compartilhamento com terceiros, como vizinhos, amigos ou familiares.

Essas medidas também provocam outro grande problema, que é a venda ilegal de medicamentos. Isso pode ocorrer, por exemplo, da seguinte situação:

Um indivíduo vai até uma farmácia para comprar uma caixa de Rivotril e é informado de que pode comprar mais duas caixas. Mesmo que ele decida não comprá-las, existe a possibilidade de que essas caixas extras sejam vendidas para outro indivíduo que deseje adquiri-las sem a devida receita. Ou ainda, esse mesmo indivíduo pode optar por comprar o maior número de caixas possível e utilizá-las para medicar familiares ou vender ilegalmente.

Vamos agora às consequências: um estudo realizado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) nos 1ºs 3 meses da pandemia em 2020 confirmou um aumento de 90% nos casos de depressão, 71% nos casos de ansiedade e 40% nos casos de estresse agudo, ao avaliar uma amostra de indivíduos em 23 estados brasileiros. Quantos desses casos podem estar relacionados ao uso de medicamentos controlados sem supervisão médica?

Ao realizar um levantamento em meu consultório, percebi que muitos pacientes que estavam estáveis tiveram uma piora. Uma parcela desses pacientes piorou devido ao momento de incertezas provocados pelo estresse da pandemia, mas com a continuidade do tratamento, eles conseguiram se estabilizar dentro das limitações impostas pelo momento. No entanto, uma parcela afasta o intervalo recomendado pelo médico para a realização das consultas, alegando estabilidade e o fato de terem medicamentos para um período prolongado. Muitos estão retornando ao atendimento em caráter de urgência devido a uma piora acentuada Esses casos me motivaram a compartilhar minha preocupação como um alerta. Os casos clínicos a seguir podem ilustrar bem o problema.

Caso 1: M.P., 27 anos. Estável do quadro de ansiedade e depressão com o uso regular do antidepressivo. Resolveu encarar o desafio de fazer um curso de pós graduação no exterior. Tinha uma preocupação de encarar a viagem de avião com diversas escalas sozinha. Prescrevi um S.O..S para a véspera da viagem e para o voo, caso necessário. O balconista da farmácia ofereceu um maior número de caixas do que o prescrito. Levando em conta que o antidepressivo custaria cerca de R$ 150 e o medicamento de socorro por volta de R$ 10, M.P. resolveu comprar mais caixas do medicamento socorro. Dias depois seu pai sofreu uma perda significativa nas finanças e precisou adiar a sua viagem. Resolveu cancelar a consulta, alegando “estar bem e ter remédio”. Resolveu por conta própria reduzir à metade o medicamento de maior valor e associar o medicamento socorro. Isso resultou em atendimento de urgência por ataques de pânico, crises de choro, insônia e vontade de morrer. Ainda contou que dividiu o medicamento SOS com o seu pai que estava “nervoso”.

Caso 2 – E. G., 15 anos. Adolescente e que mantinha estabilidade do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A mãe, por “ter conseguido remédio”, adiou a consulta. Não percebeu que E.G. tinha sintomas de depressão . Quando seus pais perceberam tinha tomado uma caixa do remédio do pai para dormir, na tentativa de não acordar mais. Por sorte houve tempo para lavagem estomacal e foi iniciado o tratamento adequado para depressão.

Caso 3 – M. B., 57 anos. Transtorno bipolar estável há anos devido ao controle rigoroso da medicação e consultas mensais, responsáveis pelo ajuste posológico diante de pequenas mudanças clínicas ou preventivas de estressores. O balconista da farmácia ofereceu a venda de medicamentos por um período de seis meses. Segundo ele e a família estava tão bem que não teria risco de desestabilizar. Porém, o seu quadro de humor piorou, e foi mascarando com a ingesta abusiva de álcool. Só dormia ou encarava o cotidiano com uma “bebidinha”. Foi preciso fazer uma intervenção medicamentosa em internação domiciliar para melhora clínica do Transtorno Bipolar e do recém-potencializado Transtorno com álcool.

Caso 4 – C.C., 39 anos. Encontrava-se em uso de antidepressivo prescrito pela endocrinologista para “auxiliar na ansiedade e na dieta”. Deveria ter retornado após um mês de uso. Não retornou por sentir-se “tão bem como nunca esteve”. Resolveu dobrar a dose do antidepressivo já que tinha uma quantidade grande com ela. Pouco depois, a família agenda consulta de emergência porque C.C. encontrava-se eufórica, insone, falante, desinibida e no meio dessa crise econômica tinha se endividado em compras pela internet.

A distribuição de talonários de receita do Tipo A pelos médicos pela Vigilância Sanitária Estadual é rigorosa para evitar o uso indiscriminado dessa classe de medicamentos. No entanto, na farmácia, o paciente pode comprar três caixas apenas com uma receita de uma caixa, sem a recomendação médica. Não entendo o motivo desse rigor na distribuição se isso acontece.

Além disso, não entendo por que a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) está sendo renovada até setembro, considerando que a pandemia foi oficialmente encerrada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em maio deste ano.

Os medicamentos controlados não devem ser administrados sem supervisão médica, pois isso pode levar a problemas como os mencionados anteriormente. É um problema sério de saúde pública que pode custar milhões ao Sistema de Saúde. Acredito que a Anvisa esteja ciente desse fato e deveria tomar medidas para evitar esses problemas.

Quando os psiquiatras recomendam um intervalo entre consultas, levam em consideração diversos fatores, como o quadro clínico, o controle dos medicamentos e os estressores da vida diária. Neste momento de pandemia, com todas as incertezas que enfrentamos, não é apropriado incentivar a automedicação ou a falta de frequência às consultas recomendadas.

Estudo mostra associação entre trauma na infância e transtornos psiquiátricos na meia-infância

Autor: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Pesquisadores da cidade de Pelotas avaliaram 4.229 crianças nascidas no ano de 2004 aos 6 e 11 anos para avaliar transtornos psiquiátricos e exposição a traumas ao longo da vida.

Foram analisados 2.195 meninos (51,9%) e 2.034 meninas (48,1%). Destes, 61,7% eram filhos de mães de etnia branca e 38,3% de etnia negra ou mista.

A análise revelou que 34,3% das crianças que completaram as avaliações aos 11 anos de idade tinham sido expostas a traumas até aquela idade. Após ajustes, aos 6 anos de idade, os traumas associaram-se com aumento na probabilidade de transtornos de ansiedade e de qualquer transtorno psiquiátrico. Aos 11 anos de idade, os traumas associaram-se com qualquer transtorno psiquiátrico de ansiedade, do humor e de hiperatividade.

Trauma interpessoal e trauma não interpessoal associaram-se a múltiplos transtornos psiquiátricos, mesmo quando ajustados para sua concomitância.

Os autores concluíram que, nesta amostra brasileira, uma considerável carga de problemas de saúde mental associados ao trauma na infância já é evidente na meia-infância. Esforços baseados em evidências para reduzir a incidência de trauma infantil no Brasil e abordar suas consequências são urgentemente necessários.

TDAH e Gravidez

Autora: Elizabete Possidente

O diagnóstico de TDAH em mulheres, independentemente do momento do tratamento, está associado a um aumento do risco gestacional. Vários estudos retrospectivos mostram um maior aumento na indicação de cesáreas, aumento de parto induzido, aumento de reanimação neonatal, aumento de admissão neonatal em UTI, aumento de pré-eclâmpsia, aumento do risco de parto prematuro e menores índices de Apgar em mulheres com TDAH sem tratamento adequado.

O aumento dos cuidados com a maternidade muitas vezes leva a paciente a procurar um psiquiatra e receber o diagnóstico de TDAH pela primeira vez. A mãe sente a necessidade de dar conta de tudo o que já existia em sua rotina e lida com a sobrecarga de muitas coisas novas.

Muitos estudos têm surgido mostrando um aumento no número de pacientes que continuam usando psicofármacos durante a gravidez. Dois estudos em particular chamaram minha atenção sobre o assunto. Um estudo canadense demonstrou um aumento de 1,8 vezes na prescrição de psicofármacos durante a gravidez no período entre 2001 e 2013 (Psychotropic Drug Use Before, during, and after Pregnancy: A population-based study in a Canadian Cohort (2001-2013)). Outro estudo realizado na Dinamarca mostrou que o uso de psicoestimulantes por grávidas aumentou de 5 para 533 casos por 100 mil habitantes entre 2003 e 2010, representando um aumento de 100 vezes (Use of ADHD medication during pregnancy from 1999 to 2010: a Danish register-based study).

O diagnóstico de TDAH em uma mulher por si só já é um fator de risco gestacional, independentemente de tratar ou não com medicamentos. Isso ocorre porque as mulheres com TDAH tendem a ter um estilo de vida menos saudável, negligenciando a dieta, não realizando atividade física regular, fazendo uso excessivo de álcool e drogas, e fumando mais, o que aumenta as chances de complicações clínicas devido à obesidade e outros fatores de risco relacionados ao estilo de vida inadequado.

Além disso, sabemos que 70% dos adultos com TDAH têm comorbidades psiquiátricas, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. Apenas essas doenças psiquiátricas já complicam a gravidez, imagine quando associadas ao TDAH.

Os psicofármacos mais utilizados desde a infância até a vida adulta são o metilfenidato e os derivados anfetamínicos. Esses medicamentos são considerados seguros e não apresentam risco de teratogenicidade.

É fundamental que o trabalho seja multiprofissional, envolvendo psicólogos, obstetras e psiquiatras, a fim de garantir o melhor para a saúde física e mental da gestante e do bebê.

John Mulaney: A Jornada Cômica e a Luta Contra o Vício

Autora: Elizabete Possidente

John Mulaney é um renomado comediante, escritor e ator conhecido por seu talento no mundo da comédia. No entanto, por trás de seu humor, Mulaney enfrentou sua própria batalha contra o vício em drogas e álcool. Sua jornada em direção à recuperação tem sido marcada por uma abordagem aberta e sincera, utilizando o poder da comédia como uma forma de lidar com seus desafios pessoais.

A honestidade e vulnerabilidade de Mulaney em relação a essa luta serve como fonte de inspiração para muitos. Ele compartilha suas experiências de internação e reabilitação com coragem, demonstrando que até mesmo aqueles que nos fazem rir podem enfrentar seus próprios demônios. Essa perspectiva à sua comédia, permitr que o público se identifique e encontre conforto em sua jornada de superação.

Apesar dos obstáculos enfrentados, John Mulaney continua a se destacar no mundo da comédia,seu mais recente stand-up, disponível na Netflix, é um exemplo desse compromisso contínuo. Neste especial, ele compartilha sua luta pessoal e narra sua experiência em sua última internação em uma clínica de tratamento para dependência química.

A trajetória de John Mulaney é uma mistura inspiradora de risos, superação e coragem. Sua autenticidade e abordagem franca nos lembram da importância de encontrar alegria, mesmo nos momentos mais desafiadores, e de nunca perder a esperança. Seu novo especial na Netflix pode ser uma fonte valiosa de apoio e entendimento para aqueles que estão lidando com a dependência química, assim como para seus familiares e entes queridos.

Com sua história e seu talento, John Mulaney oferece uma perspectiva única sobre a jornada da recuperação e nos lembra da resiliência do espírito humano. Ele prova que é possível encontrar um caminho para a cura, transformando suas lutas pessoais em uma fonte de inspiração para os outros.

Apatia no Parkinson: Uma Confusão com a Depressão e o Diagnóstico Adequado

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa crônica que afeta milhões de pessoas. Além dos sintomas motores bem conhecidos, como tremores, rigidez muscular e dificuldades de movimento, os pacientes com Parkinson também podem experimentar uma série de sintomas não motores. Entre eles, a apatia é um dos mais prevalentes e debilitantes, muitas vezes confundida com depressão devido a sobreposição de sintomas.

Apatia no Parkinson:
A apatia é caracterizada por uma falta de motivação, interesse e envolvimento emocional. Nos pacientes com Parkinson, a apatia pode se manifestar como uma perda de interesse pelas atividades cotidianas, hobbies e relacionamentos. É importante distinguir a apatia da depressão, pois embora os dois compartilhem alguns sintomas semelhantes, eles têm causas e tratamentos diferentes.

Diferenciação entre Apatia e Depressão:
Embora a apatia seja frequentemente confundida com a depressão, especialmente em pacientes com Parkinson, existem algumas diferenças importantes entre essas duas condições. A apatia é caracterizada principalmente por uma falta de motivação, enquanto a depressão envolve sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e baixa autoestima. Além disso, a apatia no Parkinson é mais comumente associada a problemas relacionados à execução de tarefas e à falta de iniciativa, enquanto a depressão pode envolver uma ampla gama de sintomas emocionais, cognitivos e físicos.

Diagnóstico do Parkinson:
O diagnóstico adequado do Parkinson e seus sintomas não motores, como a apatia, é essencial para garantir um tratamento adequado. Os médicos utilizam uma combinação de histórico médico detalhado, exame clínico e observação dos sintomas para chegar a um diagnóstico preciso. No caso da apatia, os profissionais de saúde podem fazer perguntas específicas para avaliar a perda de motivação e a diminuição do interesse em atividades anteriormente prazerosas.

Importância do Diagnóstico Adequado:
A identificação e diferenciação correta entre apatia e depressão no contexto do Parkinson são fundamentais para o tratamento eficaz e o manejo adequado dos sintomas. Embora a apatia possa ser um sintoma intrínseco da doença, a depressão pode ser uma comorbidade independente. O tratamento da apatia no Parkinson pode envolver a otimização da terapia dopaminérgica, o ajuste da medicação ou a incorporação de intervenções não farmacológicas.

É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.
É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.

É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.

Aumento da Violência Psicológica Contra a Mulher: Um Alerta da OMS

Autora: Elizabete Possidente, Patricia L’lma e Giuliana Possidente

A violência doméstica contra a mulher é uma realidade triste e preocupante que tem chamado a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar dos avanços na luta pelos direitos das mulheres, ainda enfrentamos um cenário alarmante em relação à violência de gênero. Muitas mulheres desconhecem que estão sofrendo diferentes formas de violência, além da física, o que torna necessário abordar o tema de maneira abrangente. Neste artigo, vamos discutir o aumento da violência doméstica e a importância de conscientizar as mulheres sobre os diversos tipos de violência que podem sofrer.

Nos últimos anos, temos observado um preocupante aumento nos casos de violência doméstica contra a mulher. A pandemia da COVID-19 agravou essa situação, com o isolamento social e as restrições de movimento, deixando muitas mulheres em situações de maior vulnerabilidade e dificultando o acesso a redes de apoio. A violência doméstica não se limita apenas à agressão física, mas também inclui formas de violência psicológica, sexual, econômica e emocional.

Tipos de violência não física:
É fundamental que as mulheres compreendam que a violência doméstica abrange diferentes formas de agressão. Além das agressões físicas, as mulheres também podem sofrer violência psicológica, que inclui insultos, humilhações, ameaças e controle excessivo. A violência sexual compreende qualquer forma de coerção ou abuso sexual, mesmo dentro do relacionamento. A violência econômica ocorre quando a mulher é privada do acesso aos recursos financeiros ou quando o parceiro controla e limita suas opções econômicas. A violência emocional envolve manipulação, chantagem emocional e isolamento social.

Conscientização e combate à violência doméstica:
É crucial que as mulheres tenham conhecimento sobre os diferentes tipos de violência que podem enfrentar. A informação e a conscientização são armas poderosas na luta contra a violência doméstica. É preciso divulgar amplamente os recursos disponíveis, como linhas telefônicas de apoio, abrigos e serviços de aconselhamento. Além disso, é necessário fortalecer as políticas públicas que visam combater a violência de gênero e garantir a proteção e a segurança das mulheres.

Segue em anexo a apostila chamada ” O Que Os Olhos Não Veem” sobre violência psicológica. Esse material foi traduzido e adaptado do espanhol para o português, oriundo do Programa Institucional de
Gestión con Perspectiva de Género del IPN/México.

Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com

Vitamina D: diferenças entre a forma injetável e oral e suas indicações

Autor: Elizabete Possidente

Muitos pacientes me questionam sobre minha opinião em relação à escolha entre vitamina D injetável e oral. Isso ocorre porque eles receberam indicação de uma outra unidade de saúde. Sempre respondo que a escolha depende do motivo pelo qual a vitamina D está sendo prescrita, da gravidade da deficiência e do estado de saúde do paciente.

A forma oral é a mais comum de suplementação de vitamina D. É geralmente recomendada para pessoas com deficiência leve a moderada de vitamina D, e é o que tenho encontrado em meu consultório médico até hoje. A forma oral é facilmente absorvida. As opções de vitamina D oral incluem cápsulas, comprimidos, líquidos e gomas de mascar.

A vitamina D injetável é indicada para pessoas com deficiência grave de vitamina D, quando a absorção oral de vitamina D é inadequada ou quando há uma condição subjacente que afeta a absorção de nutrientes. A vitamina D injetável é administrada por um profissional de saúde e é geralmente usada por um curto período de tempo até que os níveis de vitamina D sejam normalizados.

Em geral, a suplementação de vitamina D deve ser prescrita por um médico, que pode determinar a dose com base na condição do paciente e nos níveis de vitamina D no sangue. É importante lembrar que o excesso de vitamina D pode ser prejudicial, portanto, seguir as orientações de saúde é fundamental para a segurança e eficácia do tratamento.

Os perigos do chip da beleza: por que é preciso dizer não a essa nova tendência estética

Autora: Elizabete Possidente

No entanto, um novo tipo de “solução” estética tem chamado a atenção de muitas mulheres: o chip da beleza. Trata-se de um pequeno dispositivo implantado sob a pele que libera hormônios femininos para supostamente melhorar a aparência e o bem-estar. No entanto, essa prática tem gerado polêmica e preocupação entre especialistas em saúde.

Neste artigo publicado no O Globo em 5 de maio de 2023 aborda os riscos e potenciais danos à saúde associados ao uso do chip da beleza e destaca a importância de cuidar da saúde feminina de maneira responsável e baseada em evidências científicas.

https://oglobo.globo.com/blogs/receita-de-medico/post/2023/05/diga-nao-ao-chip-da-beleza.ghtml

Manual de Sobrevivência para Vítimas de Narcisitas Malignos: Um Guia Prático para Lidar com Relacionamentos Abusivos

Autora: Elizabete Possidente

O livro “Manual de sobrevivência de Vítimas de Narcisistas Malignos” de Kurt Mendonça é um guia prático para ajudar as pessoas que sofrem com relacionamentos abusivos com narcisistas.

O autor descreve o narcisismo  como um distúrbio de personalidade que se caracteriza por um senso exagerado de auto importância, falta de empatia pelos outros e uma tendência a explorar e manipular aqueles ao seu redor para obter seus próprios objetivos.

No livro, contém informações sobre os principais traços do narcisismo maligno e como identificá-los. O autor também descreve os diferentes tipos de narcisistas , tais como o “narcisista perfeccionista” e o “narcisista controlador”, e como eles operam em um relacionamento.

Além disso o livro oferece dicas e estratégias para ajudar as vítimas a se protegerem de abusos emocionais, físicos e financeiros, bem como a lidar com a manipulação e as táticas de controle usadas pelos narcisistas. O autor também aborda a questão da autoestima e autoconfiança das vítimas, fornecendo ferramentas práticas para ajudá-las a se recuperar após o relacionamento abusivo.

No geral, “Manual de sobrevivência de Vítimas de Narcisistas Malignos” é um livro útil e informativo para qualquer pessoa que esteja lidando com um narcisista maligno em seu relacionamento ou trabalho. Ele fornece informações valiosas para ajudar as vítimas a se protegerem e se recuperarem desse tipo de abuso emocional.

Os Benefícios das Viagens Para a Saúde Mental

Autora: Elizabete Possidente

Viajar pode ser muito benéfico para a saúde mental de uma pessoa. Aqui estão algumas das maneiras pelas quais viajar pode ser útil:

1. Redução do estresse: Viajar pode ajudar a reduzir o estresse. Uma mudança de ambiente e rotina pode ajudar a aliviar a pressão e a tensão da vida cotidiana.

2. Aumento da felicidade: A simples expectativa de uma viagem pode aumentar os níveis de felicidade de uma pessoa. E, quando a viagem finalmente acontece, a experiência de novos lugares, culturas e atividades pode trazer grande alegria e satisfação.

3. Estimulação mental: Viajar também pode estimular a mente, permitindo que uma pessoa experimente novas coisas e aprenda sobre novas culturas. A exposição a novas ideias e perspectivas pode ajudar a expandir a mente e a criatividade.

4. Aumento da confiança: Viajar pode ajudar a aumentar a confiança e a autoestima de uma pessoa. A capacidade de navegar em novos ambientes e se comunicar em diferentes idiomas pode ajudar a construir habilidades interpessoais e de comunicação.

5. Descanso e relaxamento: Uma viagem pode oferecer a oportunidade de relaxar e recarregar as baterias, permitindo que uma pessoa volte para casa renovada e energizada.

Em resumo, viajar pode ter muitos benefícios para a saúde mental, incluindo a redução do estresse, aumento da felicidade, estimulação mental, aumento da confiança e relaxamento. Por esses motivos, é uma excelente ideia incluir viagens em sua rotina de cuidados pessoais.

Importância do cumprimento de horários em consultas médicas

Autor: Elizabete Possidente

Se um paciente frequentemente se atrasa ou falta às consultas, isso geralmente significa que ele não consegue valorizar a importância do tratamento em seus cuidados com a saúde. Ele pode não se priorizar ou se esconder em algum sintoma (queixa) que reduz a sua culpa por não alcançar seus objetivos ou usar desculpas para não correr atrás dos seus objetivos por medo de falhar ou não comparecer à consulta no horário agendado por algum motivo.

Se um paciente se atrasa para uma consulta, o profissional de saúde pode tentar acomodar o paciente, se possível, sem causar prejuízo ou atraso nas consultas posteriores ou outros compromissos agendados. No entanto, se um paciente falta à consulta sem aviso prévio, isso pode causar problemas para o médico, pois o tempo reservado para o paciente poderia ter sido alocado para outro paciente.

É importante lembrar que a falta ou o atraso em uma consulta médica pode afetar o tratamento e o cuidado do paciente, pois o médico pode não ter todas as informações necessárias para tomar decisões importantes sobre o cuidado da saúde do paciente. Muitos profissionais cobram o valor da consulta por duas razões: uma porque agendaram o horário e sabiam o valor, mas o paciente não usufruiu, e outra porque é uma forma de ensinar ao paciente a valorizar o planejamento e a organização com seus compromissos.

Portanto, é sempre recomendável que os pacientes informem com antecedência e se programem para chegar com antecedência ou desmarcar a consulta previamente agendada.

CFM Proíbe Prescrição de Anabolizantes Com Finalidade Estética e Esportiva

Autora: Elizabete Possidente

Segue o vídeo explicativo

Uso excessivo de smartphones e redes sociais está associado à distorção da imagem corporal e comportamento inadequado de controle de peso em adolescentes, aponta estudo

Autores: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

No estudo transversal “A associação entre o uso de smartphones e a distorção da imagem corporal entre adolescentes e o efeito das redes sociais”, publicado no Congresso Europeu de Psiquiatria de 25 a 28 de março de 2023 em Paris, foi demonstrado que há uma relação entre o tempo e o propósito do uso de smartphones e a distorção da imagem corporal, conforme indicado pelo comportamento de controle do peso, mesmo em indivíduos que não são obesos.

Participaram do estudo 62.276 estudantes, divididos em quatro grupos de acordo com o tempo diário de uso de smartphones: menos de uma hora, entre uma e duas horas, entre três e quatro horas e mais de cinco horas. Os estudantes também foram subdivididos em dois grupos: o grupo que utilizava principalmente as redes sociais e o grupo que utilizava o smartphone principalmente para outras finalidades que não as redes sociais.

A distorção da imagem corporal foi medida pela intenção de perder peso nos últimos 30 dias, mesmo não sendo obeso (IMC < percentil 95). O comportamento inadequado de controle de peso foi classificado pela ocorrência de jejum por pelo menos 24 horas, uso de pílulas dietéticas de venda livre, uso de laxantes ou diuréticos, vômitos e consumo de apenas um tipo de alimento.

A pesquisa revelou que o tempo de uso de smartphone está fortemente associado à distorção da imagem corporal e ao comportamento inadequado de controle do peso em ambos os sexos e especialmente nas adolescentes do sexo feminino. A associação entre comportamento inadequado de controle do peso e o tempo de uso de smartphone foi significativa apenas entre os adolescentes do sexo masculino que usavam o smartphone por mais de cinco horas por dia.

A relação entre comportamento inadequado de controle de peso e tempo de uso de smartphone também foi relevante entre adolescentes que não eram obesos, sendo mais comum naqueles que utilizavam o smartphone principalmente para as redes sociais.

O estudo concluiu que o uso excessivo de smartphones e redes sociais está associado à distorção da imagem corporal e ao comportamento inadequado de controle de peso em adolescentes. É fundamental reduzir o uso excessivo de smartphones e conscientizar pais e adolescentes sobre os riscos associados a esse comportamento.

Dirty John: uma análise das temporadas 1 e 2 e a personalidade narcisista.

Autora: Elizabete Possidente

A série Dirty John é baseada em histórias reais de relacionamentos tóxicos e abusivos, que envolvem indivíduos com personalidades narcisistas. A primeira temporada da série conta a história de Debra Newell, uma mulher de negócios bem-sucedida, que se envolve com John Meehan, um homem charmoso que esconde sua verdadeira personalidade narcisista.

Ao longo da primeira temporada, vemos como John manipula e controla Debra, levando-a a se casar com ele e acreditando em suas mentiras sobre ser um médico de sucesso e um ex-militar corajoso. No entanto, a verdadeira natureza de John é revelada, quando Debra descobre suas mentiras e trama um plano para se livrar dele.

Na segunda temporada da série, intitulada “Dirty John: The Betty Broderick Story”, a história é sobre a relação entre Betty Broderick e seu marido, Dan Broderick, um advogado bem-sucedido. Betty é retratada como uma esposa dedicada e mãe de quatro filhos, que se esforça para apoiar o sucesso de seu marido, enquanto ele a despreza e a trai com uma mulher mais jovem. O comportamento narcisista de Dan leva a um divórcio conturbado e um final trágico.

A personalidade narcisista é um traço de personalidade caracterizado por um senso de grandiosidade, falta de empatia e necessidade constante de admiração e atenção. As duas temporadas da série exploram como essa personalidade pode ser usada para manipular e controlar outras pessoas em relacionamentos íntimos. A série também destaca a importância de reconhecer os sinais de alerta em um parceiro narcisista e se proteger de ser vítima de abuso psicológico.