TDAH é uma doença cujo diagnóstico é feito pela clínica/ anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais. Não há auxílio de exames complementares como ressonância magnética, mapeamento cerebral e SPECT, entre outros.
Ele deve ser feito por um profissional que tenha conhecimento sobre a patologia. Infelizmente apesar da alta prevalência na população, o TDAH não é ensinado na faculdade de Medicina , Psicologia, Psicopedagogia e outros.
Segue abaixo o link do segundo episódio da série de TDAH que está se passando no Fantástico aos domingo. Nesse o enfoque está de como é realizado o diagnóstico de TDAH.
A asfixia perinatal é uma doença grave, que acomete entre 1 e 6 bebês a cada mil nascidos vivos em países desenvolvidos. É a terceira causa mais comum de morte neonatal no mundo, estimada em 23%.
O acometimento é multissistêmico e se destaca pelo comprometimento neurológico denominado encefalopatia hipóxico-isquêmica
Os recém-nascidos com encefalopatia grave têm alto risco de morte, paralisia cerebral e retardo mental entre os sobreviventes. O RN com encefalopatia moderada frequentemente apresenta déficits motores significativos, deficiência motora fina, comprometimento da memória, disfunção visual, aumento da hiperatividade e atraso no desempenho escolar.
No Brasil, estima-se que 15 mil a 20 mil bebês nascem, a cada ano, com encefalopatia hipóxico-isquêmica.
O dia 25 de setembro é o dia Nacional de conscientização sobre a Asfixia perinatal.
A criação da data foi uma forma de conscientizar e prevenir novos casos através da divulgação de estratégias para prevenção de sequelas neurológicas.
O acesso ao tratamento precoce evita sequelas com deficiência motora, deficiência cognitiva, cegueira ou surdez.
É um dia para discutirmos, refletirmos, construirmos alternativas para promover a saúde das crianças e apoiar as famílias para que os seus filhos tenham recursos para reduzir o impacto negativo da encefalopatia hipóxico isquêmica.
Segue o link da aula aberta em que eu e a neuropsicologa Andrea Silva conversamos sobre o suicídio e o alerta do aumento de mortes por suicídio no Brasil e no mundo
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Tem como objetivo alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, apresentando suas formas de prevenção.
Convido a todos a participarem da aula aberta ao vivo no dia 22 de setembro ás 20 h
O suicídio é atualmente um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com a OMS, a cada 45 segundos uma pessoa morre por suicídio, sendo a segunda causa de morte entre os jovens. Mais de 2 mil pessoas se matam por dia e chama a atenção o aumento do número de suicídios na população acima de 70 anos.
Houve um aumento de 50% nos registros de suicídio entre 2010 e 2019, segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Esse número é assustador, representando um aumento importante nas mortes, especialmente em 2018 e 2019. De 2014 até hoje os grupos onde houve maior incidência de suicídio foram os homens (73%), solteiros (60%) e pessoas entre 20 e 39 anos.
O Coordenador de Vigilância e Promoção de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que estressores como falta de oportunidades na vida profissional, desemprego pós formatura e grupos excluídos pelo preconceito (por exemplo LGPTQIAP+) influenciam no ato de suicídio.
Quando consultamos a última publicação realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o Brasil está na oitava colocação entre os países que mais registram morte por suicídio no mundo. Esses relatórios sobre os registros de suicídios no Brasil e no mundo chegam com um atraso grande, dificultando ao acesso às informações sobre o real impacto da pandemia nas mortes por suicídio. Sabemos que houve no último ano grande impacto na saúde mental, isso confirmado pelo aumento do número no registro de violência doméstica e relatório divulgado pelo Google que demonstra que a busca pelo tema “ansiedade” aumentou cinco vezes no Brasil.
Nunca foi tão importante pensar que “Agir salva vidas”, slogan da Campanha do Setembro Amarelo realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O objetivo da campanha é levar conhecimento de medidas que podem ser empregadas para evitar o suicídio, tais como:
– Falar sobre o tema morte por suicídio abertamente
– Sensibilizar a sociedade a acolher as pessoas
– Oferecer escuta e encaminhar ao tratamento essas pessoas
– Divulgar informações de onde buscar ajuda
– Informar que suicídio não é fazer drama ou querer chamar a atenção, mas uma doença psiquiátrica que tem tratamento; é preciso reduzir o estigma que envolve o tema.
Na maioria dos casos, as pessoas mostram mudanças de comportamento com os familiares, amigos e com profissionais de saúde. É importante ficar sempre atento a quem já tentou suicídio alguma vez ou possui história familiar de morte por suicídio.
As incertezas provocadas pela pandemia, o isolamento social, a impossibilidade de encontros com familiares e amigos, a mudança súbita de rotina, o número de mortes recentes e o impacto econômico causaram uma elevação do surgimento de doenças psiquiátricas em todas as idades. Sabemos também que cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão
relacionados a doenças psiquiátricas e se tratadas podem evitar o pior.
É importante que todos participem dessa campanha. Não podemos ignorar que até 2019 tivemos mais de doze mil suicídios no Brasil e mais de um milhão de casos no mundo. Se a ideia de se matar passa pela sua cabeça não deixe de buscar ajuda psiquiátrica ou da rede de apoio CVV, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.
Essa campanha, conhecida como “Setembro Amarelo”, foi criada no Brasil, em 2014,, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Essa é uma campanha de extrema importância, uma vez que o suicídio é um problema grave de saúde pública e que, muitas vezes, pode ser evitado.
O Setembro Amarelo já existia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2003 com o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do mustang de Mike como a cor representativa (veja história em artigo no site).
Setembro passou a ser dedicado ao tema suicídio, esclarecendo dúvidas sobre o tema e compartilhando informações importantes sobre seu combate.
São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
Sabemos que 90% dos casos de suicídio são decorrentes de doenças psiquiátricas. Entre 50% e 60% desses casos nunca buscaram tratamento psiquiátrico.
A informação é a melhor forma de prevenção. A pessoa que está sofrendo precisa ter noção de que seu sentimento é sintoma de doença e procurar ajuda. Ou o familiar ou amigo precisa identificar os sinais e sintomas e levar o paciente para um especialista.
Por isso, é imprescindível que todos apoiem essa campanha do Setembro Amarelo. Você já ajuda muito divulgando na na sua rede de amigos matéria sobre o tema.
A Anvisa publicou em 11 de agosto de 2021 que foi identificado unidades falsificadas do medicamento Venvanse 70. As unidades falsificadas, pertencentes ao lote 3190418.
A numeração do lote é verdadeira e distribuída pelo laboratório Takeda Pharma Ltda. A A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote pelo prazo de noventa dias para investigação. A interdição está determinada pela resolução RE 3.079/2021.
A Anvisa orienta aos pacientes que o medicamento original de 70 mg tem cápsulas de corpo azul e tampa laranja, com as inscrições em preto “S489” e “70 mg”. Assim, como alerta que o frasco original tem um lacre de alumínio e todas as cápsulas tem o mesmo tamanho.
Os pacientes devem suspender automaticamente o uso do produto e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Takeda (telefone 0800-7710345) ou email sac@takeda.com
TDAH é uma doença que acomete 5 % da população. Aqui no Brasil tem estudos que confirmam que menos de 1% estão em tratamento. Acredito que parte disso é pela falta de conhecimento da doença pela população e, inclusive por muitos profissionais de saúde mental.
O TDAH é um dos transtornos com maior influência genética hereditária.
Se uma criança tem TDAH pelo menos um dos pais tem.
Se não tratado adequadamente leva a diversas consequências na vida do indivíduo. Pode levar a diversos problemas nos relacionamentos emocionais, na vida social, na auto estima, na vida acadêmica e no trabalho.
O TDAH está mais propenso a desenvolver outros distúrbios psiquiátricos, acidentes de carro , doenças físicas por sobre peso, abuso de álcool e falta de auto cuidados.
Busque avaliação com o Psiquiatra com experiência em TDAH.
Essa palestra foi ministrada por mim no Simpósio de Psicopatologias da Infância e da Adolescência que ocorreu em 2020.
Os tópicos abordados também são de grande importância para os adultos, pois, a maioria tiveram o início dos seus sintomas quando mais jovens.
Diversos conteúdos foram abordados como: diferença ansiedade normal e patológica, sintomas somáticos e psíquicos, epidemiologia, tema na mídia, tipos de ansiedade e tratamento.
O Dia Mundial de Ação sobre Transtornos Alimentares é um movimento popular iniciado em 2015, desenvolvido para e por pessoas com transtorno alimentar, seus familiares e por profissionais de saúde. O objetivo é obter a conscientização sobre os transtornos alimentares como doenças que podem acometer qualquer pessoa.
Membros da comunidade de transtornos alimentares, profissionais de saúde , pesquisadores e formuladores de políticas, uniram-se para aumentar o acesso a informações precisas e defender recursos e mudança de políticas.
Estima-se que mais de 70 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas por um transtorno alimentar. A intervenção precoce é a melhor ação que podemos tomar, por isso, coloca-se a relevância de campanhas de divulgação e educação a respeito de tais doenças.
Os transtornos alimentares são doenças mentais e físicas caracterizadas por relacionamentos não saudáveis com alimentos e distúrbios graves no comportamento alimentar.
Embora os transtornos alimentares possam afetar qualquer individuo , existem fatores de risco biológicos, fisiológicos e socioculturais, como insatisfação com a imagem corporal, estigma de peso, trauma pessoal e histórico familiar de doença mental.
Estudos americanos referem ter cerca de
30 milhões de pessoas nos EUA com pelo menos um distúrbio alimentar (20 milhões de mulheres e 10 milhões de homens).
É comum que pessoas com transtorno alimentar tenham uma ou mais comorbidades. Cerca de 71% das pessoas com transtorno alimentar também são diagnosticadas com pelo menos uma doença psiquiátrica e cerca de 50 % com cerca de 3 doenças psiquiátricas ( por exemplo, transtorno de ansiedade, transtorno de humor, TDAH e abuso de substâncias)
Os transtornos alimentares são frequentemente relacionados a muitas complicações que podem até levar à morte.
Muitas pesquisas americanas resultam que a cada hora pelo menos uma pessoa morre nos EUA como resultado direto de um distúrbio alimentar.
Quase 3% dos adolescentes (de 13 a 18 anos) são diagnosticados com um distúrbio alimentar. As meninas apresentem maior risco para um transtorno alimentar do que os meninos, 1 em cada 5 adolescentes com bulimia nervosa e 1 em cada 4 adolescentes com anorexia nervosa são do sexo masculino.
As taxas globais de transtornos alimentares aumentaram de 2000 a 2018. Vem aumentando mais rapidamente nas populações masculinas.
A dieta foi o preditor mais importante do desenvolvimento de um distúrbio alimentar em crianças. Aqueles que fizeram dieta moderada tiveram 5 vezes mais chances de desenvolver um distúrbio alimentar, e aqueles que praticaram restrições extremas tiveram 18 vezes mais chances de desenvolver um distúrbio alimentar do que aqueles que não fizeram dieta.
Embora os transtornos alimentares possam ser tratados com sucesso, apenas 1 em cada 10 pessoas com distúrbio alimentar recebe tratamento adequado.
Quanto mais cedo a intervenção maior chance de sucesso. O tratamento é sempre realizado por uma equipe multidisciplinar formado pelo menos por psiquiatra, psicólogo, endocrinologista e nutricionista.
Veja no vídeo que os primeiros relatos médicos desta patologia são do século 18. Entenda o motivo porque muitos erradamente acham que é uma doença nova.
A história em quadrinho francesa A Diferença Invisível foi criada em 2016 e logo foi publicada em muitas partes do mundo.
A HQ explica a vida de uma jovem adulta chamada Marguerite. Apesar de independente, bem empregada e namorado, ela mostra uma certa melancolia por ter que camuflar diariamente diversas dificuldades.
Sempre se sentiu diferente, ao apresentar dificuldades de sair da rotina, de lidar com barulhos, cheiros, toques e texturas de tecidos e alimentos, além de muitas dificuldades sociais.
Ao pesquisar na internet ela se enquadra no diagnóstico de Síndrome de Asperger. Conhecer seu quadro representou um grande alívio, mostrou que existiam outras pessoas como ela.
Ao longo do tempo buscou ajuda de profissionais de saúde mental, que nunca a diagnosticaram e ainda a deixaram mais confusa. Diziam que ela não tinha nada, mas intuitivamente ela sabia das suas diferenças.
É uma leitura que recomendo muito no meu consultório para os pacientes e familiares de Síndrome de Asperger. Ajuda a entender os temores e os desconfortos dessa condição.