A cafeína é a droga mais consumida no mundo. Michael Pollan explica sobre as origens da cafeína e suas conexões históricas com um sistema capitalista e o aumento da produtividade. Pollan conta que antes da água potável, bebidas fervidas, como café ou chá, “eram a coisa mais segura que uma pessoa poderia beber”. Ele sugere que o consumo de cafeína pode ter ajudado as sociedades a prosperar. De acordo com Pollan, a cafeína impulsionou uma espécie de “pensamento iluminista”. A cafeína ajudou a transformar o trabalho, melhorando a capacidade de concentração que contribui para a segurança e o sucesso do emprego mecanizado que impulsionou a Revolução Industrial, bem como as gerações seguintes.
O coffee break , criada nos Estados Unidos na década de 1940 Pollan afirma que é uma forma de aumentar a produção do trabalhador, “a melhor evidência do presente da cafeína ao capitalismo”. No final das contas, Pollan nos leva a refletir o papel da cafeína na sociedade e nas nossas vidas. Assista abaixo o podcast ( legenda em português) em que comenta o assunto do primeiro capítulo de seu audiolivro “Caffeine” (ainda sem versão em português).
A Organização Pan- Americana de Saúde (OPAS) é uma organização especializada em saúde criada em 1902 e é a mais antiga agência internacional de saúde no mundo. Faz parte também dos sistemas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados americanos (OEA). Funciona como um escritório regional das Américas da organização Mundial de Saúde (OMS).
Em 30 de setembro de 2021 a OPAS publicou um alerta sobre a falsidade de muito do que é publicado na internet.
Ao curtir, comentar ou compartilhar conteúdo online sem verificar a procedência, o usuário pode estar disseminando informações falsas.
Na pandemia, as fake news têm causado um grande desserviço às campanhas de comunicação sobre a Covid-19. Nesse artigo, a OPAS sugere as seguintes ações de lista de verificação – SHARE:
Fonte (Source): Confie em fontes oficiais de informações médicas e de segurança
Título (Headline): Os títulos nem sempre contam a história completa. Sempre leia o texto até o fim antes de compartilhar.
Analise (Analyse): Analise os fatos. Se algo parece inacreditável, desconfie.
Retocado (Retouched): Cuidado com fotos e vídeos enganosos usados em histórias. Eles podem ser editados ou mostrar um lugar ou evento não relacionado com a informação. Verifique quem mais está usando a foto.
Erro (Error): Observe os erros. Erros de digitação e outros erros podem significar que as informações são falsas.
Precisamos ficar atentos aos seguintes sinais de alcoolismo:
Episódios de embriaguez
Beber sozinho
Continuar a ingesta mesmo que haja afastamento dos familiares e amigos
Irritabilidade quando confrontado
Tentar esconder as evidências do consumo de álcool
Ter dificuldade para parar de beber mesmo quando embriagados ou com prejuízo claro na saúde
Necessidade de beber a qualquer momento
Fadiga e dificuldade de raciocínio
Distúrbios alimentares
Distúrbios do sono
Alterações metabólicas
Alterações de humor
O alcoolismo é considerado uma doença psiquiátrica com componentes físicos e psíquicos. Segundo a OMS o consumo de álcool no Brasil vem aumentando mais rápido que a média mundial.
A partir do momento em que a pessoa não consegue controlar o seu desejo de beber , é hora de buscar ajuda especializada e o Alcoólicos Anônimos (AA). O AA é um grupo formado por pessoas que compartilham experiências a fim de resolver o problema em comum e a recuperação do alcoolismo. Há renuiões diárias, inclusive on line e informações adicionais no site e no “fale conosco” cto@aaonline.com.br
TDAH é uma doença cujo diagnóstico é feito pela clínica/ anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais. Não há auxílio de exames complementares como ressonância magnética, mapeamento cerebral e SPECT, entre outros.
Ele deve ser feito por um profissional que tenha conhecimento sobre a patologia. Infelizmente apesar da alta prevalência na população, o TDAH não é ensinado na faculdade de Medicina , Psicologia, Psicopedagogia e outros.
Segue abaixo o link do segundo episódio da série de TDAH que está se passando no Fantástico aos domingo. Nesse o enfoque está de como é realizado o diagnóstico de TDAH.
A asfixia perinatal é uma doença grave, que acomete entre 1 e 6 bebês a cada mil nascidos vivos em países desenvolvidos. É a terceira causa mais comum de morte neonatal no mundo, estimada em 23%.
O acometimento é multissistêmico e se destaca pelo comprometimento neurológico denominado encefalopatia hipóxico-isquêmica
Os recém-nascidos com encefalopatia grave têm alto risco de morte, paralisia cerebral e retardo mental entre os sobreviventes. O RN com encefalopatia moderada frequentemente apresenta déficits motores significativos, deficiência motora fina, comprometimento da memória, disfunção visual, aumento da hiperatividade e atraso no desempenho escolar.
No Brasil, estima-se que 15 mil a 20 mil bebês nascem, a cada ano, com encefalopatia hipóxico-isquêmica.
O dia 25 de setembro é o dia Nacional de conscientização sobre a Asfixia perinatal.
A criação da data foi uma forma de conscientizar e prevenir novos casos através da divulgação de estratégias para prevenção de sequelas neurológicas.
O acesso ao tratamento precoce evita sequelas com deficiência motora, deficiência cognitiva, cegueira ou surdez.
É um dia para discutirmos, refletirmos, construirmos alternativas para promover a saúde das crianças e apoiar as famílias para que os seus filhos tenham recursos para reduzir o impacto negativo da encefalopatia hipóxico isquêmica.
Segue o link da aula aberta em que eu e a neuropsicologa Andrea Silva conversamos sobre o suicídio e o alerta do aumento de mortes por suicídio no Brasil e no mundo
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Tem como objetivo alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, apresentando suas formas de prevenção.
Convido a todos a participarem da aula aberta ao vivo no dia 22 de setembro ás 20 h
O suicídio é atualmente um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com a OMS, a cada 45 segundos uma pessoa morre por suicídio, sendo a segunda causa de morte entre os jovens. Mais de 2 mil pessoas se matam por dia e chama a atenção o aumento do número de suicídios na população acima de 70 anos.
Houve um aumento de 50% nos registros de suicídio entre 2010 e 2019, segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Esse número é assustador, representando um aumento importante nas mortes, especialmente em 2018 e 2019. De 2014 até hoje os grupos onde houve maior incidência de suicídio foram os homens (73%), solteiros (60%) e pessoas entre 20 e 39 anos.
O Coordenador de Vigilância e Promoção de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que estressores como falta de oportunidades na vida profissional, desemprego pós formatura e grupos excluídos pelo preconceito (por exemplo LGPTQIAP+) influenciam no ato de suicídio.
Quando consultamos a última publicação realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o Brasil está na oitava colocação entre os países que mais registram morte por suicídio no mundo. Esses relatórios sobre os registros de suicídios no Brasil e no mundo chegam com um atraso grande, dificultando ao acesso às informações sobre o real impacto da pandemia nas mortes por suicídio. Sabemos que houve no último ano grande impacto na saúde mental, isso confirmado pelo aumento do número no registro de violência doméstica e relatório divulgado pelo Google que demonstra que a busca pelo tema “ansiedade” aumentou cinco vezes no Brasil.
Nunca foi tão importante pensar que “Agir salva vidas”, slogan da Campanha do Setembro Amarelo realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O objetivo da campanha é levar conhecimento de medidas que podem ser empregadas para evitar o suicídio, tais como:
– Falar sobre o tema morte por suicídio abertamente
– Sensibilizar a sociedade a acolher as pessoas
– Oferecer escuta e encaminhar ao tratamento essas pessoas
– Divulgar informações de onde buscar ajuda
– Informar que suicídio não é fazer drama ou querer chamar a atenção, mas uma doença psiquiátrica que tem tratamento; é preciso reduzir o estigma que envolve o tema.
Na maioria dos casos, as pessoas mostram mudanças de comportamento com os familiares, amigos e com profissionais de saúde. É importante ficar sempre atento a quem já tentou suicídio alguma vez ou possui história familiar de morte por suicídio.
As incertezas provocadas pela pandemia, o isolamento social, a impossibilidade de encontros com familiares e amigos, a mudança súbita de rotina, o número de mortes recentes e o impacto econômico causaram uma elevação do surgimento de doenças psiquiátricas em todas as idades. Sabemos também que cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão
relacionados a doenças psiquiátricas e se tratadas podem evitar o pior.
É importante que todos participem dessa campanha. Não podemos ignorar que até 2019 tivemos mais de doze mil suicídios no Brasil e mais de um milhão de casos no mundo. Se a ideia de se matar passa pela sua cabeça não deixe de buscar ajuda psiquiátrica ou da rede de apoio CVV, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.
Essa campanha, conhecida como “Setembro Amarelo”, foi criada no Brasil, em 2014,, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Essa é uma campanha de extrema importância, uma vez que o suicídio é um problema grave de saúde pública e que, muitas vezes, pode ser evitado.
O Setembro Amarelo já existia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2003 com o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do mustang de Mike como a cor representativa (veja história em artigo no site).
Setembro passou a ser dedicado ao tema suicídio, esclarecendo dúvidas sobre o tema e compartilhando informações importantes sobre seu combate.
São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
Sabemos que 90% dos casos de suicídio são decorrentes de doenças psiquiátricas. Entre 50% e 60% desses casos nunca buscaram tratamento psiquiátrico.
A informação é a melhor forma de prevenção. A pessoa que está sofrendo precisa ter noção de que seu sentimento é sintoma de doença e procurar ajuda. Ou o familiar ou amigo precisa identificar os sinais e sintomas e levar o paciente para um especialista.
Por isso, é imprescindível que todos apoiem essa campanha do Setembro Amarelo. Você já ajuda muito divulgando na na sua rede de amigos matéria sobre o tema.
A Anvisa publicou em 11 de agosto de 2021 que foi identificado unidades falsificadas do medicamento Venvanse 70. As unidades falsificadas, pertencentes ao lote 3190418.
A numeração do lote é verdadeira e distribuída pelo laboratório Takeda Pharma Ltda. A A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote pelo prazo de noventa dias para investigação. A interdição está determinada pela resolução RE 3.079/2021.
A Anvisa orienta aos pacientes que o medicamento original de 70 mg tem cápsulas de corpo azul e tampa laranja, com as inscrições em preto “S489” e “70 mg”. Assim, como alerta que o frasco original tem um lacre de alumínio e todas as cápsulas tem o mesmo tamanho.
Os pacientes devem suspender automaticamente o uso do produto e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Takeda (telefone 0800-7710345) ou email sac@takeda.com
TDAH é uma doença que acomete 5 % da população. Aqui no Brasil tem estudos que confirmam que menos de 1% estão em tratamento. Acredito que parte disso é pela falta de conhecimento da doença pela população e, inclusive por muitos profissionais de saúde mental.
O TDAH é um dos transtornos com maior influência genética hereditária.
Se uma criança tem TDAH pelo menos um dos pais tem.
Se não tratado adequadamente leva a diversas consequências na vida do indivíduo. Pode levar a diversos problemas nos relacionamentos emocionais, na vida social, na auto estima, na vida acadêmica e no trabalho.
O TDAH está mais propenso a desenvolver outros distúrbios psiquiátricos, acidentes de carro , doenças físicas por sobre peso, abuso de álcool e falta de auto cuidados.
Busque avaliação com o Psiquiatra com experiência em TDAH.
Essa palestra foi ministrada por mim no Simpósio de Psicopatologias da Infância e da Adolescência que ocorreu em 2020.
Os tópicos abordados também são de grande importância para os adultos, pois, a maioria tiveram o início dos seus sintomas quando mais jovens.
Diversos conteúdos foram abordados como: diferença ansiedade normal e patológica, sintomas somáticos e psíquicos, epidemiologia, tema na mídia, tipos de ansiedade e tratamento.