Terapia Cognitiva Comportamental em crianças e adolescentes com ansiedade

A Terapia Cognitiva comportamental em crianças e Adolescentes com ansiedade foi tema de discussão no Congresso Europeu de Psiquiatria (EPA) realizado em Nice em abril de 2013.

O Dr. Krister Fjermestad demonstrou que adolescentes e crianças atendidas no Haukeland University Hospital, com quadro de ansiedade, respondiam satisfatoriamente a terapia cognitivo comportamental (TCC). O grupo de crianças ansiosas que não respondiam a TCC apresentavam outras comorbidades.

Ele mostrou um follow-up de 182 pacientes atendidos com diferentes tipos de transtornos de ansiedade. A TCC teve um maior efeito no grupo de crianças que sofriam de transtorno de ansiedade generalizada, quando comparados ao grupo de fobia social, por exemplo.

A Farmacoterapia não representa nem o Início nem o final do Tratamento do TDAH

Conforme apresentação no Congresso Europeu de Psiquiatria, realizado em Nice no período de 6 a 9 de novembro de 2013, a Dra Sandra Kooij afirmou que a Farmacoterapia nunca é o início e nem o final do tratamento do TDAH.
Ela afirmou que sua pesquisa em pacientes adultos com TDAH demonstrou que todos tiveram o seu início clínico na Infância, mesmo os que não buscaram tratamento. Referiu também a importante expressão genética encontrada nesses pacientes. Todos afirmaram que tinham pelo menos um dos pais com curso de vida bem semelhante.
Demostrou que os adultos costumam se apresentar com mudanças de humor, prejuízo nos seus relacionamentos e dificuldade em lidar com dinheiro. Podem também apresentar abuso de álcool e outras drogas, que inicialmente podem reduzir os sintomas do TDAH e cruzar com o problema com o álcool. Isso pode causar confusão no momento do diagnóstico, e portanto influenciar no tratamento adequado.
Pode- se observar nesse modelo de entrevistas as outras patologias encontradas nesses indivíduos com TDAH. Isso é muito importante na pratica clinica, pois o paciente pode procurar ajuda,  de queixas de TDAH, e passar desapercebido queixas de outras comodidades. Ou também o inverso, pode nos procurar com queixas de algum diagnostico (como disfunção do sono, por exemplo) e nos não investigarmos a presença do TDAH, especialmente nos adultos, porque costumam confundir sintomas de TDAH com traços de sua personalidade. 
A maioria dos pacientes da pesquisa buscaram ajuda profissional em torno de 35 anos de convívio com a doença. Nunca souberam que o que consideravam características de sua pessoa fossem sintomas que causavam grave prejuízo profissional, pessoal e social, como parte de uma doença que tem tratamento.
Em sua pesquisa os pacientes eram diagnosticados por uma entrevista semiestruturada. Podem-se observar também as suas comorbidades.
Problemas de sono ocorreram em 80% dos pacientes, e se iniciaram na Infância. Todos se consideravam como pessoas típicas da noite, com muita dificuldade para iniciar o sono. Algumas pessoas citaram episódios extremos ainda crianças. Foi ressaltado que essa dificuldade para dormir também leva a outras comorbidades, como obesidade, diabetes, câncer e hipertensão arterial.
Nesse estudo observou-se também que os pacientes tem em média um atraso de uma hora e trinta minutos do sono por dia, ao longo da vida.
Os pacientes foram orientados a mudar hábitos antes de iniciar o tratamento do TDAH propriamente dito. Ela propôs uma higienização do sono, psicoeducação da doença e técnicas comportamentais, que melhorem a ansiedade e a depressão, associados na maioria dos pacientes com TDAH adultos. Foram também atendidos para orientação, como deveriam se organizar nas tarefas com a noção de tempo.
Depois desse primeiro passo, os pacientes eram encaminhados para o uso de drogas específicas para o TDAH. Ela acredita que se não passarem pelo primeiro passo de educação e orientação, dificilmente os pacientes irão se organizar de forma a aderir ao tratamento medicamentoso. Assim, responderiam a uma menor dose. 


Como cultivar um bom relacionamento entre irmãos

Autora: Elizabete Possidente

É claro que o bom relacionamento entre irmãos não se dá de um dia para o outro, e depende do comportamento dos pais diante da relação dos filhos. Incentivar a compreensão e a tolerância entre os irmãos é fundamental para cultivar um bom relacionamento entre eles. Não apenas do mais velho ao caçula, ou de um irmão protegendo a irmã menina por considerar a mais frágil.

Sempre incentivar a boa relação é importante. Ficar de mal ou chateado com o irmão não deve ser normal, não devemos achar graça quando eles estão zangados um com o outro. Leve a sério,  porque é assim que eles sentem a situação.
Estabeleça regras que incentivem a interação entre eles, combinados que evitem conflitos. Por exemplo, se todos querem usar o mesmo computador, TV ou vídeo-game, programe um rodízio que eles tenham que seguir. Compre jogos onde eles precisem jogar juntos e com os pais também. Envolva-os em tarefas conjuntas, seja dentro de casa ou fora. Por exemplo, arrumar a mesa do café da manhã aos domingos, ser responsável em verificar as luzes acesas da varanda de casa etc.
Crie tradições da família. Por exemplo, o hábito de arrumar a árvore de Natal e os enfeites todos juntos, em clima de festa. Sempre que for aniversário de um ou de outro irmão, deve se incentivar o presente entre eles, uma lembrancinha com o dinheiro da mesada, isso leva a pensar e conhecer o que outro gosta. 
Fale positivamente de um filho para outro e vice-versa, mostrando que os irmãos são pessoas diferentes e que cada um tem seus pontos fortes.
É importante respeitar a indivualidade de cada um. É muito comum os pais tratarem os dois irmãos da mesma forma, especialmente irmãos do mesmo sexo ou gêmeos. Isso pode ser injusto com um dos irmãos, e estimular a rivalidade. Por exemplo, um que não arruma bem o quarto, não pode ficar ouvindo sermão sobre como o outro é melhor na arrumação. Se um é super cuidadoso com os deveres de casa, não pode ficar de castigo porque o outro que não é está, por exemplo, deixando de viajar por que o irmão não pode.
A rivalidade é normal entre irmãos e fortalece o vínculo e respeito pelas diferenças que eles descobrem entre si. Mas quando isso é constante se torna um erro, os pais não podem achar normal. Nesse caso os pais devem intervir, não sendo omissos nessa desarmonia. Sempre defender o lado que considera o mais fraco (o mais novo, o que nasceu pré maturo, o que ficou muito doente quando pequeno,  a menina) não contribui em nada para melhorar essa rivalidade.
A interação entre irmãos deve ser estimulada no primogênito a partir do momento em que a mãe descobrir que está grávida – veja o artigo nesse blog “Como Fazer Meu Filho Curtir a Vinda do Irmãozinho?” (publicado em 19 de março de 2012).

A Importância de Deixar os Filhos Terem Frustrações

Autora: Elizabete Possidente
Atendo muitos pais no consultório sofrendo porque não querem que os seus filhos tenham nenhum tipo de decepção. Na tentativa de serem super-pais se desdobram para que os seus filhotes não sofram. Pena que eles não sabem que é fundamental existirem frustrações, para que eles saibam que a vida é feita de momentos bons e ruins. Aprenderem que os momentos ruins passam também. Os pais devem perceber que também atendo muitas crianças e jovens encaminhados por escolas, pais e médicos em emergências (por se cortarem, se baterem, tentativas de suicídio, abuso de álcool, drogas etc.) porque não sabem lidar com a frustração.
Por exemplo, seu filho, ainda bebê, chora porque não pode brincar com o controle remoto da TV. Sempre que o responsável diz não numa situação com essa, o bebê aprende que deve respeitar seus pais e, que aquela tristeza diante da frustração passa. Quando um pouquinho maior, o responsável diz não e ele chora de soluçar, faz birra, muitas das vezes desaba de cansaço de tanto chorar. Ele acorda novinho em folha, ele aprende que aquele momento ruim passa.
Agora, se os pais não permitirem que seus filhos aprendam essa lição da vida, de que existem momentos ruins e que essa dor é passageira, quando maiores, e problemas como esse ocorrerem, vão achar que a vida acabou e a dor será muito maior, pensarão que não terá fim. Por mais que os pais digam que enquanto forem vivos protegerão sua prole, isso não será verdade, quando eles forem adultos existirão muitos momentos que os pais não poderão interferir.
Certos comportamentos são decorrentes dessa baixa tolerância à frustração. Atendo crianças e jovens que estão descontentes com a sua aparência, e esse problema passa a tomar a vida dela. Ou ainda, querem ser aceitos por um grupo ou namorar uma determinada pessoa, e ao receberem a negativa sofrem. Todos nós passamos por isso, mas a diferença que quando já tivemos frustrações na Infância, sabemos que o tempo é um bom remédio para aliviar esse sofrimento. Quando o indivíduo nunca sentiu dor ou angústia, diante de uma decepção, acredita-se que aquele sofrimento é muito assustador e é eterno. Essa sensação de dor e a crença de que nunca irá acabar leva a comportamentos depressivos, impulsivos ou até ao uso de álcool ou drogas na tentativa de aliviar a sensação ruim.
Deixe o seu filho se decepcionar ainda na Infância com coisas normais da vida. Não ter o presente que queria em um passeio no shopping, não comprar tudo que deseja durante uma viagem, não dormir na casa de um amigo ou não trazer um amigo, em dia inconveniente para a família, não ir à festa que todos vão, devem ser experiências de vida, são situações de negativa normais na vida de todos. Ele, com o tempo, vai aprender a conviver com esse “não”, e até entender que aquela negativa teve motivos para acontecer.
Faça bem ao seu filho, deixe se decepcionar com as coisas comuns na idade, enquanto pode aprender no seu colo.   

Mamada de Gêmeos – Ansiedade da Mãe

Talvez pelo aumento da população de gêmeos (de 1% para 3% no Brasil), passei a receber no consultório muitas grávidas e mães de gêmeos com queixas de ansiedade e preocupação sobre como lidar com esse desafio.

É claro que ser pai de gêmeos é muito cansativo. Associado a isso existe uma adaptação do casal aos bebês, ao aumento dos gastos e a falta de tempo. Para atenuar essa fase de adaptação é importante tentar simplificar a rotina com os gêmeos (ou trigêmeos, quadrigêmeos etc.) para ter menos impacto na vida conjugal e reduzir a ansiedade dessa nova fase.
Muitas pacientes se queixam de que se perdem em quem tomou banho, arrotou ou trocou fralda, e isso gera insegurança e medo de fracassar como mãe. Sugiro criar tabelas, para saber quem mamou, tomou banho, trocou fralda etc. Para quem nunca teve filhos ou teve, mas não gêmeos, pode parecer bobagem essa ideia da tabela, mas para quem está cansada, muitas noites sem dormir e com vários bebês em casa, isso ajuda bastante.
Outra dica é tentar uma posição confortável para tentar amamentar os gêmeos ao mesmo tempo. Com isso, há reforço na produção de leite, e se cria uma rotina mais semelhante de dormida para os bebês. Deve-se tentar que os dois (ou três, ou quatro) durmam no mesmo horário, para que a mãe possa descansar junto. Se cada um mamar num horário, a mãe não fará outra coisa e não descansará.
É necessário também criar momento de interação dos pais com cada gêmeo separado e juntos, para aprofundar a ligação, à medida que forem crescendo. Isso ajuda na identificação de cada bebê como indivíduo, já que eles não se reconhecem como único, pois ficaram muito tempo juntos no útero.

Essas medidas são importantes para atenuar o estresse dos pais de gêmeos. Se começarem a vida como pais com ansiedade e sensação de fôlego curto, essa empreitada trará consequências na vida familiar a médio a longo prazo. 

Entenda o TDAH

Veja o excelente vídeo sobre TDAH apresentado em outubro de 2012 em http://www.tdah.org.br/br/noticias/videos.html

Para complementar recomendo a leitura nesse blog dos comentários publicados em 05/04/2011, em que há definição do que é a patologia e dos tipos e tratamento. Em 03/06/2012 há um artigo que comenta a lei Municipal que beneficia os portadores de TDAH.

Há medidas terapêuticas praticadas pelos pais de crianças com TDAH publicadas em junho de 2012 também nesse blog.

É importante se compreender a doença e as consequências da ausência de tratamento, reduzindo assim o preconceito por falta de informação.   

Depressão

Um vídeo publicado pela Organização Mundial de Saúde tenta mostrar como uma pessoa com depressão se sente, como vê a vida nesse prisma da depressão e como são as mudanças com o tratamento medicamentoso e psicoterápico.

Veja no link:  http://vimeo.com/27358492

Vale a pena assistir e devido à clareza na apresentação. Ele serve para ilustrar a depressão para adultos, adolescentes e crianças.

Recomendo também a leitura dos artigos comentados nesse Blog nos dias 13 e 24 /04/2011 e 10/07/2012, para complementar a compreensão.  

Pesquisadores afirmam que 625 mil crianças com TDAH não são diagnosticadas no Brasil

Pesquisadores avaliaram 6,3 mil crianças de 5 a 12 anos, em 18 estados brasileiros. Essa avaliação foi realizada através de questionários, aplicados aos pais e professores.

Os resultados foram analisados por médicos da USP, UNICAMP, do Albert Einstein College of Medicine (EUA) e pelo Instituto de Neurociência de Ribeirão Preto. O resultado foi que 3,3% da população infantil nunca trataram o TDAH e outros 2,3% nem sabiam que tinham a doença. Ou seja, 625 mil crianças não são diagnosticadas no Brasil.

Esses índices são preocupantes. Diversas crianças podem ter as suas relações sociais e de estudo prejudicadas pela ausência de tratamento. É sabido que uma criança com TDAH tem sete vezes mais chances de sofrer um acidente doméstico, e nove vezes mais chances de ser hospitalizada por contusões e fraturas, do que crianças sem o distúrbio.

É também conhecido que esses pacientes tem maior chance de abandono escolar, de sexo precoce, gravidez indesejada, de uso de drogas e álcool.

Viver com ansiedade ou depressão reduz expectativa de vida

Pesquisa publicada no hyperscience.com mostra que viver com ansiedade ou depressão reduz expectativa de vida. Esse estudo ocorreu entre 1994 e 2004 através de informações colhidas com mais de 68 mil adultos.
Foi concluído que quem sofre de ansiedade ou depressão, mesmo que leve, é 29% mais propenso a morrer por doenças cardiovasculares ou acidentes vasculares cerebrais (AVC). Quando se estende para outros transtornos psiquiátricos englobados, a incidência de morte sobe para 43%. Quando em graus elevados de ansiedade e depressão 94% das pessoas morrem por doenças cardíacas ou AVC.
Se você sofre ou conhece alguém que sofra de ansiedade ou depressão é fundamental conhecer as consequências da ausência de tratamento, para destacar a importância de buscar ajuda médica.

Álcool com energético causa problemas cardíacos

Um estudo feito pela Universidade de Tasmânia, na Austrália, demonstrou que a associação de energético com bebida alcoólica aumenta alteração do sono e palpitações cardíacas.
Foram avaliados 400 homens e mulheres entre 18 e 35 anos. Concluiu-se que os que faziam essa mistura tinham seis vezes mais chances de ter taquicardia, hipertensão arterial e disfunção do sono. Acredite-se que esse fenômeno ocorra pela alta concentração de cafeína nesses energéticos.

Portanto não devemos aceitar livremente o depoimento das pessoas que afirmam ser benéfico associar energético com álcool, já que assim seria reduzida a quantidade de ingesta alcoólica. Na verdade existe um problema, graças ao aumento significativo das chances de complicações, também associado a essa “mistura”.
Veja o estudo na íntegra.

Transtorno Bipolar

A bipolaridade é uma doença bastante comum na população e causa grande prejuízo na qualidade de vida. 
São necessários entre 8 e 12 anos para o paciente buscar o tratamento adequado. Muitas vezes ele é definido como uma pessoa de temperamento forte, e isso faz com que adie ainda mais o tratamento. Veja neste blog a publicação de junho de 2011 sobre o assunto.
O Transtorno Bipolar é considerado uma doença como outra qualquer, sendo preciso manter a medicação para conseguir a estabilidade.
Abaixo alguns vídeos apresentados em setembro de 2012 no programa Fala Brasil com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) para divulgação e conhecimento do Transtorno Bipolar.



Dicas Para Melhorar a Concentração nos Estudos

Veja no link abaixo dicas publicadas recentemente no guia do estudante para melhorar a concentração na hora dos estudos:
Vamos destacar algumas dessas dicas:
– Não apenas leia a matéria, escreva também.
– Prefira escrever a mão e não digitar.
– Faça resumos ou coloque em tópicos os dados importantes da matéria estudada.
-Revise a matéria que aprendeu no mesmo dia dado em aula para facilitar a memorização.
– Estude sozinho.
– Desligue aparelhos eletrônicos. Não fique dando uma espiadinha para verificar as novidades no Facebook, por exemplo.
– Estude em local organizado e tranquilo.
– Use marca texto ou canetas coloridas para facilitar manter o foco nos dados mais importantes da matéria.
– Respeite o seu tempo. Por exemplo, se é mais produtivo pela manhã, deixe para estudar o que é mais difícil nesse horário.

Caso, mesmo assim esteja com muita dificuldade, procure um especialista para uma avaliação. Você pode estar apresentando doenças físicas (por exemplo, anemia e hipotireoidismo), de aprendizado (dislexia, discalculia etc) e neuropsiquiátricas ( TDAH, ansiedade, depressão, bipoloaridade etc)   

Amamentação e Uso de Medicamentos Controlados pela Mãe

Muitos psicofarmacos são compatíveis com a amamentação. Alguns são contra indicados devido à sonolência excessiva ou por risco de dependência. Outros devem ser utilizados com  cautela por causa de efeitos adversos nos lactentes ou por reduzir o volume de leite.

Deve ser feito uma análise conjunta do psiquiatra e do pediatra para avaliar os riscos e benefícios do uso da medicação para a mãe e o seu bebê, assim como os riscos de se suspender a medicação durante a amamentação para a mãe, o que pode prejudicar o desempenho emocional dessa parceria mãe e bebê .

Gravidez e Medicamentos Controlados

É comum chegar ao meu consultório gestantes sofrendo de depressão ou ansiedade. Essas pacientes ou nunca fizeram tratamento e tiveram o início (ou agravamento) de seu quadro com o estressor emocional da gestação, ou tiveram o seu tratamento prévio interrompido por orientação do obstetra ou conselho da família.
Esse conselho de que não se deve usar medicamento controlado na gravidez porque pode fazer mal ao bebê, na maioria das vezes, é acompanhado de outra recomendação, a de tentar calmantes naturais para controlar a ansiedade. Esses calmantes naturais (a maioria deles) não se baseiam em nenhum estudo científico, e ainda tem procedência duvidosa. Ou seja, desses não se conhece os seus efeitos colaterais na gestação e no feto. Não é porque é natural que não faz mal, temos como exemplo o chá de cogumelos, que é altamente alucinógeno e é natural, ou ainda a maconha, uma folha, que prejudica a memória, entre outros.
Na maioria das vezes, conviver com a depressão ou ansiedade é muito mais prejudicial à mãe e ao bebê do que fazer o tratamento medicamentoso. Isto porque a gestante, nessa situação, libera cortisol, hormônio do estresse, que fica circulante na mãe e no feto. O cérebro em formação do feto, ao ser acostumado com altas doses de cortisol, passa a ter menos receptores para esse hormônio, dificultando para toda a sua vida o enfrentamento nas situações de estresse.
Por isso, é muito importante procurar ajuda de um profissional Psiquiatra, com experiência e conhecimento das medicações não contraindicadas pelo FDA, e que junto com o obstetra possa  avaliar o risco / benefício para a grávida e seu bebê.

Ler no Computador no Escuro à Noite Aumenta a Chance de Depressão


Pesquisadores da Universidade de Ohio nos Estados Unidos observaram que pessoas que leem no computador ou assistem televisão á noite, num cômodo escuro, tem maior chance de terem depressão.


Esses pesquisadores realizaram experiencias com hamsters em laboratório, obtendo resultados semelhantes.


Segundo esse estudo devemos evitar ler ou ficar com a atenção voltada para um foco de luz em ambientes escuros.

Estudo demonstra que 62% dos usuários de maconha são jovens com menos de 18 anos

A Folha de São Paulo publicou em 2/08/2012 o segundo levantamento Nacional de Álcool e Drogas. Esse estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e do Inpad (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para políticas Públicas de Àlcool e Drogas), durante o período compreendido entre janeiro e março. Foram feitas entrevistas domiciliares em 149 cidades brasileiras.
O Resultado foi que aproximadamente 1,5 milhão de jovens usam maconha diariamente, e que 62% deles são jovens menores de 18 anos.

Isso é alarmante, pois tem nos mostrado o aumento grande no consumo de drogas por adolescentes.

Apoio : Psicofobia como crime previsto no Código Penal Brasileiro

Psicofobia é uma expressão que está sendo usada por todos os profissionais de Saúde Mental, como forma de combater o preconceito à existência de doença mental. Pode se manifestar de diferentes formas: negar a própria existência de doença mental, tratar a doença  como menos importante que outras ou apenas por repulsa de quem sofre desse mal.

Assim como o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antonio Geraldo da Silva, devemos todos manifestar esse apoio através da divulgação da psicofobia e das doenças mentais.
No momento a psicofobia está incluída no anteprojeto de revisão do novo Código Penal Brasileiro, que já está em mãos do presidente do Senado Federal, José Sarney.

Todos nós devemos acompanhar e apoiar essa inclusão

Manifesto de Esclarecimento à Sociedade sobre o TDAH – Diagnóstico e Tratamento

Devido a diversas reportagens em revistas, jornais e televisão, em que diferentes profissionais de saúde e leigos dão suas opiniões pessoais, a maioria sem embasamento científico, a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Associação Brasileira de Psiquiatria, Associação Brasileira de Neurologia e outras entidades,  fizeram um manifesto para esclarecer a sociedade sobre o assunto.

O objetivo é que os pacientes com Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade possam receber o diagnóstico e tratamento corretos para sua qualidade de vida.

Veja no link do manifesto, de 13 de julho de 2012:

Alerta : Suicídio é a Terceira Causa de Morte mais Frequente nos Jovens

No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens. Perde apenas para morte por acidentes ou homicídios. E essa taxa vem subindo absurdamente. Estudos mostram que no Brasil 24 pessoas morrem por suicídio a cada dia, sem contar os muitos que tentam e não o conseguem.

Na maioria das vezes, os jovens não buscam ajuda por medo de serem ridicularizados, ou de que todos saberão de seu problema. Deve-se estar atento a mudanças de comportamento nos adolescentes, como se automutilarem, se desfazer de pertences queridos doando aos amigos, mudança de humor, isolamento. São sinais que os pais, amigos, professores e profissionais de saúde devem ficar atentos.

Veja também a matéria que foi veiculada no dia 22/06/12 na Folha de São Paulo sobre esse tema.

Neurolink em SP – Conversa com Jeffrey Halperin

Foi discutido no evento Neurolink realizado nos dias 23 e 24 de junho em São Paulo a importância da abordagem multidisciplinar no tratamento do Transtorno de déficit atenção (TDAH).

Dentro dos profissionais palestrantes tivemos a oportunidade de ouvir o psicólogo norte americano Jeffrey Halperin.  Ele nos ensinou jogos que trabalham a atenção, a memória, habilidades motoras e de planejamento, para se fazer junto a criança. A intenção é ajudar os pais, através de brincadeiras, a melhorar a atenção dos filhos.

A revista Crescer, sabendo a importância de se tratar as crianças com TDAH, aproveitou a oportunidade de entrevistar o neuropsicologo.

Veja no site:

 http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Frevistacrescer.globo.com%2FRevista%2FCrescer%2F0%2C%2CEMI310838-15327%2C00-MAIS%2BCAMINHOS%2BPARA%2BO%2BTDAH.html&h=SAQGvM0Ce