Vitiligo e Doença Psiquiátrica

Autora: Elizabete Possidente

O vitiligo e as doenças psiquiátricas são duas condições médicas distintas, mas podem afetar uma pessoa simultaneamente. Vou explicar brevemente cada uma delas:

O vitiligo é uma doença de pele ocasionada pela perda de pigmentação em determinadas áreas, levando ao aparecimento de manchas brancas na pele. A causa exata do vitiligo ainda não é totalmente conhecida, mas acredita-se que seja multifatorial, uma combinação de fatores genéticos, autoimunidade e outros gatilhos ambientais. O vitiligo não é uma doença psiquiátrica, mas pode causar um grande impacto na saúde mental e na qualidade de vida, devido às mudanças estéticas que pode causar e ao preconceito da sociedade.

As doenças psiquiátricas referem-se a um conjunto de condições que afetam a saúde mental e o funcionamento emocional de uma pessoa. Exemplos comuns incluem transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de impulsos, fobia social e muitos outros. Também têm causas multifatoriais, como predisposição genética, disfunções neuroquímicas e eventos estressantes ao longo da vida. É importante ressaltar que as doenças psiquiátricas não têm relação direta com o vitiligo, mas as pessoas com vitiligo podem enfrentar desafios emocionais e psicológicos semelhantes aos de qualquer outra pessoa que lida com doenças de pele ou mudanças corporais visíveis.

É fundamental buscar suporte médico. Para o vitiligo, um dermatologista pode oferecer opções de tratamento para controlar os sintomas e melhorar a aparência da pele. Para as doenças psiquiátricas, é recomendado procurar um psiquiatra ou outro profissional de saúde mental para avaliação e indicação de tratamentos apropriados, como psicoterapia e, se necessário, medicamentos.

Lembre-se de que cada paciente tem necessidades diferentes, mas todos necessitam que não haja preconceito nem julgamento.

Nota: A data 25 de Junho é o Dia Mundial de Combate ao Vitiligo e foi escolhido pela sociedade médica para alertar e conscientizar a população a respeito da doença, especialmente para acabar com as manifestações de preconceito.

Riscos da Dispensação Ampliada de Medicamentos Controlados: Um Alerta para a Saúde Pública

Autora: Elizabete Possidente

Motivado pela situação da pandemia de Covid-19, o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou mudanças nas regras de prescrição e dispensação de medicamentos controlados. A medida foi determinada por meio da RDC 357/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) em 24 de março de 2020.

Uma das alterações foi o aumento da quantidade máxima de medicamentos permitidos na venda com uma receita de controle especial. Inicialmente, foi autorizado que, para as receitas emitidas antes da publicação da RDC 357/20, desde que dentro do prazo de validade, as farmácias estariam autorizadas a vender uma quantidade maior do que a prescrita pelo médico, seguindo a quantidade definida em uma tabela.

Essas normas inicialmente foram válidas por seis meses e vêm sendo renovadas pelo Ministério da Saúde/ANVISA por reconhecer ainda a necessidade emergencial causada pela pandemia. Surpreendentemente, a OMS já declarou o fim da Emergência de Saúde Pública Internacional relacionada à COVID-19, mas mesmo assim o Brasil manteve a venda de medicamentos controlados em maior quantidade do que a prescrita pelo médico até o final de setembro de 2023. Quem se beneficia com isso?

A ANVISA não levou em consideração o risco inerente ao consumo de medicamentos controlados sem a supervisão de um profissional por muitos anos. Há uma razão pela qual certos medicamentos exigem receita especial: esses remédios devem ser supervisionados e controlados por um médico, pois há risco de dependência, tolerância (aumento da dose para obter o mesmo efeito) ou intoxicação, além da necessidade de avaliação clínica da evolução da doença. De repente, essas preocupações se tornaram irrelevantes em nosso país.

Sabemos que, culturalmente, no Brasil é comum o hábito da automedicação. Não é à toa que a proporção de farmácias por habitante no país é de 3000 para cada estabelecimento, enquanto a OMS considera ideal a proporção de 8000 habitantes por farmácia. Sempre tivemos problemas no Brasil relacionados ao uso de medicamentos controlados e agora, com a possibilidade de comprar pelo menos três vezes a quantidade de medicamento prescrita, a situação pode se agravar.

O uso por conta própria traz prejuízos para a saúde do indivíduo. A medicação sem controle pode mascarar sintomas mais graves, que levariam a buscar ajuda médica. O uso concomitante com outros medicamentos regulares pode causar interações medicamentosas que, sem supervisão médica, podem resultar em problemas sérios para o organismo. O uso por conta própria pode levar a overdose ou uso da substância por um tempo maior do que o indicado, trazendo sérios danos. Além disso, ter uma quantidade grande de medicamentos em posse facilita o compartilhamento com terceiros, como vizinhos, amigos ou familiares.

Essas medidas também provocam outro grande problema, que é a venda ilegal de medicamentos. Isso pode ocorrer, por exemplo, da seguinte situação:

Um indivíduo vai até uma farmácia para comprar uma caixa de Rivotril e é informado de que pode comprar mais duas caixas. Mesmo que ele decida não comprá-las, existe a possibilidade de que essas caixas extras sejam vendidas para outro indivíduo que deseje adquiri-las sem a devida receita. Ou ainda, esse mesmo indivíduo pode optar por comprar o maior número de caixas possível e utilizá-las para medicar familiares ou vender ilegalmente.

Vamos agora às consequências: um estudo realizado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) nos 1ºs 3 meses da pandemia em 2020 confirmou um aumento de 90% nos casos de depressão, 71% nos casos de ansiedade e 40% nos casos de estresse agudo, ao avaliar uma amostra de indivíduos em 23 estados brasileiros. Quantos desses casos podem estar relacionados ao uso de medicamentos controlados sem supervisão médica?

Ao realizar um levantamento em meu consultório, percebi que muitos pacientes que estavam estáveis tiveram uma piora. Uma parcela desses pacientes piorou devido ao momento de incertezas provocados pelo estresse da pandemia, mas com a continuidade do tratamento, eles conseguiram se estabilizar dentro das limitações impostas pelo momento. No entanto, uma parcela afasta o intervalo recomendado pelo médico para a realização das consultas, alegando estabilidade e o fato de terem medicamentos para um período prolongado. Muitos estão retornando ao atendimento em caráter de urgência devido a uma piora acentuada Esses casos me motivaram a compartilhar minha preocupação como um alerta. Os casos clínicos a seguir podem ilustrar bem o problema.

Caso 1: M.P., 27 anos. Estável do quadro de ansiedade e depressão com o uso regular do antidepressivo. Resolveu encarar o desafio de fazer um curso de pós graduação no exterior. Tinha uma preocupação de encarar a viagem de avião com diversas escalas sozinha. Prescrevi um S.O..S para a véspera da viagem e para o voo, caso necessário. O balconista da farmácia ofereceu um maior número de caixas do que o prescrito. Levando em conta que o antidepressivo custaria cerca de R$ 150 e o medicamento de socorro por volta de R$ 10, M.P. resolveu comprar mais caixas do medicamento socorro. Dias depois seu pai sofreu uma perda significativa nas finanças e precisou adiar a sua viagem. Resolveu cancelar a consulta, alegando “estar bem e ter remédio”. Resolveu por conta própria reduzir à metade o medicamento de maior valor e associar o medicamento socorro. Isso resultou em atendimento de urgência por ataques de pânico, crises de choro, insônia e vontade de morrer. Ainda contou que dividiu o medicamento SOS com o seu pai que estava “nervoso”.

Caso 2 – E. G., 15 anos. Adolescente e que mantinha estabilidade do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A mãe, por “ter conseguido remédio”, adiou a consulta. Não percebeu que E.G. tinha sintomas de depressão . Quando seus pais perceberam tinha tomado uma caixa do remédio do pai para dormir, na tentativa de não acordar mais. Por sorte houve tempo para lavagem estomacal e foi iniciado o tratamento adequado para depressão.

Caso 3 – M. B., 57 anos. Transtorno bipolar estável há anos devido ao controle rigoroso da medicação e consultas mensais, responsáveis pelo ajuste posológico diante de pequenas mudanças clínicas ou preventivas de estressores. O balconista da farmácia ofereceu a venda de medicamentos por um período de seis meses. Segundo ele e a família estava tão bem que não teria risco de desestabilizar. Porém, o seu quadro de humor piorou, e foi mascarando com a ingesta abusiva de álcool. Só dormia ou encarava o cotidiano com uma “bebidinha”. Foi preciso fazer uma intervenção medicamentosa em internação domiciliar para melhora clínica do Transtorno Bipolar e do recém-potencializado Transtorno com álcool.

Caso 4 – C.C., 39 anos. Encontrava-se em uso de antidepressivo prescrito pela endocrinologista para “auxiliar na ansiedade e na dieta”. Deveria ter retornado após um mês de uso. Não retornou por sentir-se “tão bem como nunca esteve”. Resolveu dobrar a dose do antidepressivo já que tinha uma quantidade grande com ela. Pouco depois, a família agenda consulta de emergência porque C.C. encontrava-se eufórica, insone, falante, desinibida e no meio dessa crise econômica tinha se endividado em compras pela internet.

A distribuição de talonários de receita do Tipo A pelos médicos pela Vigilância Sanitária Estadual é rigorosa para evitar o uso indiscriminado dessa classe de medicamentos. No entanto, na farmácia, o paciente pode comprar três caixas apenas com uma receita de uma caixa, sem a recomendação médica. Não entendo o motivo desse rigor na distribuição se isso acontece.

Além disso, não entendo por que a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) está sendo renovada até setembro, considerando que a pandemia foi oficialmente encerrada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em maio deste ano.

Os medicamentos controlados não devem ser administrados sem supervisão médica, pois isso pode levar a problemas como os mencionados anteriormente. É um problema sério de saúde pública que pode custar milhões ao Sistema de Saúde. Acredito que a Anvisa esteja ciente desse fato e deveria tomar medidas para evitar esses problemas.

Quando os psiquiatras recomendam um intervalo entre consultas, levam em consideração diversos fatores, como o quadro clínico, o controle dos medicamentos e os estressores da vida diária. Neste momento de pandemia, com todas as incertezas que enfrentamos, não é apropriado incentivar a automedicação ou a falta de frequência às consultas recomendadas.

Estudo mostra associação entre trauma na infância e transtornos psiquiátricos na meia-infância

Autor: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Pesquisadores da cidade de Pelotas avaliaram 4.229 crianças nascidas no ano de 2004 aos 6 e 11 anos para avaliar transtornos psiquiátricos e exposição a traumas ao longo da vida.

Foram analisados 2.195 meninos (51,9%) e 2.034 meninas (48,1%). Destes, 61,7% eram filhos de mães de etnia branca e 38,3% de etnia negra ou mista.

A análise revelou que 34,3% das crianças que completaram as avaliações aos 11 anos de idade tinham sido expostas a traumas até aquela idade. Após ajustes, aos 6 anos de idade, os traumas associaram-se com aumento na probabilidade de transtornos de ansiedade e de qualquer transtorno psiquiátrico. Aos 11 anos de idade, os traumas associaram-se com qualquer transtorno psiquiátrico de ansiedade, do humor e de hiperatividade.

Trauma interpessoal e trauma não interpessoal associaram-se a múltiplos transtornos psiquiátricos, mesmo quando ajustados para sua concomitância.

Os autores concluíram que, nesta amostra brasileira, uma considerável carga de problemas de saúde mental associados ao trauma na infância já é evidente na meia-infância. Esforços baseados em evidências para reduzir a incidência de trauma infantil no Brasil e abordar suas consequências são urgentemente necessários.

TDAH e Gravidez

Autora: Elizabete Possidente

O diagnóstico de TDAH em mulheres, independentemente do momento do tratamento, está associado a um aumento do risco gestacional. Vários estudos retrospectivos mostram um maior aumento na indicação de cesáreas, aumento de parto induzido, aumento de reanimação neonatal, aumento de admissão neonatal em UTI, aumento de pré-eclâmpsia, aumento do risco de parto prematuro e menores índices de Apgar em mulheres com TDAH sem tratamento adequado.

O aumento dos cuidados com a maternidade muitas vezes leva a paciente a procurar um psiquiatra e receber o diagnóstico de TDAH pela primeira vez. A mãe sente a necessidade de dar conta de tudo o que já existia em sua rotina e lida com a sobrecarga de muitas coisas novas.

Muitos estudos têm surgido mostrando um aumento no número de pacientes que continuam usando psicofármacos durante a gravidez. Dois estudos em particular chamaram minha atenção sobre o assunto. Um estudo canadense demonstrou um aumento de 1,8 vezes na prescrição de psicofármacos durante a gravidez no período entre 2001 e 2013 (Psychotropic Drug Use Before, during, and after Pregnancy: A population-based study in a Canadian Cohort (2001-2013)). Outro estudo realizado na Dinamarca mostrou que o uso de psicoestimulantes por grávidas aumentou de 5 para 533 casos por 100 mil habitantes entre 2003 e 2010, representando um aumento de 100 vezes (Use of ADHD medication during pregnancy from 1999 to 2010: a Danish register-based study).

O diagnóstico de TDAH em uma mulher por si só já é um fator de risco gestacional, independentemente de tratar ou não com medicamentos. Isso ocorre porque as mulheres com TDAH tendem a ter um estilo de vida menos saudável, negligenciando a dieta, não realizando atividade física regular, fazendo uso excessivo de álcool e drogas, e fumando mais, o que aumenta as chances de complicações clínicas devido à obesidade e outros fatores de risco relacionados ao estilo de vida inadequado.

Além disso, sabemos que 70% dos adultos com TDAH têm comorbidades psiquiátricas, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. Apenas essas doenças psiquiátricas já complicam a gravidez, imagine quando associadas ao TDAH.

Os psicofármacos mais utilizados desde a infância até a vida adulta são o metilfenidato e os derivados anfetamínicos. Esses medicamentos são considerados seguros e não apresentam risco de teratogenicidade.

É fundamental que o trabalho seja multiprofissional, envolvendo psicólogos, obstetras e psiquiatras, a fim de garantir o melhor para a saúde física e mental da gestante e do bebê.

John Mulaney: A Jornada Cômica e a Luta Contra o Vício

Autora: Elizabete Possidente

John Mulaney é um renomado comediante, escritor e ator conhecido por seu talento no mundo da comédia. No entanto, por trás de seu humor, Mulaney enfrentou sua própria batalha contra o vício em drogas e álcool. Sua jornada em direção à recuperação tem sido marcada por uma abordagem aberta e sincera, utilizando o poder da comédia como uma forma de lidar com seus desafios pessoais.

A honestidade e vulnerabilidade de Mulaney em relação a essa luta serve como fonte de inspiração para muitos. Ele compartilha suas experiências de internação e reabilitação com coragem, demonstrando que até mesmo aqueles que nos fazem rir podem enfrentar seus próprios demônios. Essa perspectiva à sua comédia, permitr que o público se identifique e encontre conforto em sua jornada de superação.

Apesar dos obstáculos enfrentados, John Mulaney continua a se destacar no mundo da comédia,seu mais recente stand-up, disponível na Netflix, é um exemplo desse compromisso contínuo. Neste especial, ele compartilha sua luta pessoal e narra sua experiência em sua última internação em uma clínica de tratamento para dependência química.

A trajetória de John Mulaney é uma mistura inspiradora de risos, superação e coragem. Sua autenticidade e abordagem franca nos lembram da importância de encontrar alegria, mesmo nos momentos mais desafiadores, e de nunca perder a esperança. Seu novo especial na Netflix pode ser uma fonte valiosa de apoio e entendimento para aqueles que estão lidando com a dependência química, assim como para seus familiares e entes queridos.

Com sua história e seu talento, John Mulaney oferece uma perspectiva única sobre a jornada da recuperação e nos lembra da resiliência do espírito humano. Ele prova que é possível encontrar um caminho para a cura, transformando suas lutas pessoais em uma fonte de inspiração para os outros.

Apatia no Parkinson: Uma Confusão com a Depressão e o Diagnóstico Adequado

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa crônica que afeta milhões de pessoas. Além dos sintomas motores bem conhecidos, como tremores, rigidez muscular e dificuldades de movimento, os pacientes com Parkinson também podem experimentar uma série de sintomas não motores. Entre eles, a apatia é um dos mais prevalentes e debilitantes, muitas vezes confundida com depressão devido a sobreposição de sintomas.

Apatia no Parkinson:
A apatia é caracterizada por uma falta de motivação, interesse e envolvimento emocional. Nos pacientes com Parkinson, a apatia pode se manifestar como uma perda de interesse pelas atividades cotidianas, hobbies e relacionamentos. É importante distinguir a apatia da depressão, pois embora os dois compartilhem alguns sintomas semelhantes, eles têm causas e tratamentos diferentes.

Diferenciação entre Apatia e Depressão:
Embora a apatia seja frequentemente confundida com a depressão, especialmente em pacientes com Parkinson, existem algumas diferenças importantes entre essas duas condições. A apatia é caracterizada principalmente por uma falta de motivação, enquanto a depressão envolve sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e baixa autoestima. Além disso, a apatia no Parkinson é mais comumente associada a problemas relacionados à execução de tarefas e à falta de iniciativa, enquanto a depressão pode envolver uma ampla gama de sintomas emocionais, cognitivos e físicos.

Diagnóstico do Parkinson:
O diagnóstico adequado do Parkinson e seus sintomas não motores, como a apatia, é essencial para garantir um tratamento adequado. Os médicos utilizam uma combinação de histórico médico detalhado, exame clínico e observação dos sintomas para chegar a um diagnóstico preciso. No caso da apatia, os profissionais de saúde podem fazer perguntas específicas para avaliar a perda de motivação e a diminuição do interesse em atividades anteriormente prazerosas.

Importância do Diagnóstico Adequado:
A identificação e diferenciação correta entre apatia e depressão no contexto do Parkinson são fundamentais para o tratamento eficaz e o manejo adequado dos sintomas. Embora a apatia possa ser um sintoma intrínseco da doença, a depressão pode ser uma comorbidade independente. O tratamento da apatia no Parkinson pode envolver a otimização da terapia dopaminérgica, o ajuste da medicação ou a incorporação de intervenções não farmacológicas.

É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.
É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.

É importante ressaltar que a confusão entre apatia e depressão pode ser ainda mais prevalente quando um paciente com histórico de depressão desenvolve a doença de Parkinson. Tanto os familiares quanto os médicos podem interpretar erroneamente a apatia como uma recaída da depressão anterior, negligenciando a possibilidade de ser um sintoma não motor relacionado ao Parkinson. Essa confusão pode levar a atrasos no diagnóstico e no tratamento adequado da apatia, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é essencial educar e conscientizar os profissionais de saúde e os familiares sobre as diferenças entre apatia e depressão, a fim de evitar equívocos na abordagem terapêutica. Uma avaliação minuciosa da história do paciente, juntamente com uma análise cuidadosa dos sintomas presentes, é fundamental para um diagnóstico preciso e para proporcionar o suporte necessário ao paciente com Parkinson.

Aumento da Violência Psicológica Contra a Mulher: Um Alerta da OMS

Autora: Elizabete Possidente, Patricia L’lma e Giuliana Possidente

A violência doméstica contra a mulher é uma realidade triste e preocupante que tem chamado a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar dos avanços na luta pelos direitos das mulheres, ainda enfrentamos um cenário alarmante em relação à violência de gênero. Muitas mulheres desconhecem que estão sofrendo diferentes formas de violência, além da física, o que torna necessário abordar o tema de maneira abrangente. Neste artigo, vamos discutir o aumento da violência doméstica e a importância de conscientizar as mulheres sobre os diversos tipos de violência que podem sofrer.

Nos últimos anos, temos observado um preocupante aumento nos casos de violência doméstica contra a mulher. A pandemia da COVID-19 agravou essa situação, com o isolamento social e as restrições de movimento, deixando muitas mulheres em situações de maior vulnerabilidade e dificultando o acesso a redes de apoio. A violência doméstica não se limita apenas à agressão física, mas também inclui formas de violência psicológica, sexual, econômica e emocional.

Tipos de violência não física:
É fundamental que as mulheres compreendam que a violência doméstica abrange diferentes formas de agressão. Além das agressões físicas, as mulheres também podem sofrer violência psicológica, que inclui insultos, humilhações, ameaças e controle excessivo. A violência sexual compreende qualquer forma de coerção ou abuso sexual, mesmo dentro do relacionamento. A violência econômica ocorre quando a mulher é privada do acesso aos recursos financeiros ou quando o parceiro controla e limita suas opções econômicas. A violência emocional envolve manipulação, chantagem emocional e isolamento social.

Conscientização e combate à violência doméstica:
É crucial que as mulheres tenham conhecimento sobre os diferentes tipos de violência que podem enfrentar. A informação e a conscientização são armas poderosas na luta contra a violência doméstica. É preciso divulgar amplamente os recursos disponíveis, como linhas telefônicas de apoio, abrigos e serviços de aconselhamento. Além disso, é necessário fortalecer as políticas públicas que visam combater a violência de gênero e garantir a proteção e a segurança das mulheres.

Segue em anexo a apostila chamada ” O Que Os Olhos Não Veem” sobre violência psicológica. Esse material foi traduzido e adaptado do espanhol para o português, oriundo do Programa Institucional de
Gestión con Perspectiva de Género del IPN/México.

Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com

Vitamina D: diferenças entre a forma injetável e oral e suas indicações

Autor: Elizabete Possidente

Muitos pacientes me questionam sobre minha opinião em relação à escolha entre vitamina D injetável e oral. Isso ocorre porque eles receberam indicação de uma outra unidade de saúde. Sempre respondo que a escolha depende do motivo pelo qual a vitamina D está sendo prescrita, da gravidade da deficiência e do estado de saúde do paciente.

A forma oral é a mais comum de suplementação de vitamina D. É geralmente recomendada para pessoas com deficiência leve a moderada de vitamina D, e é o que tenho encontrado em meu consultório médico até hoje. A forma oral é facilmente absorvida. As opções de vitamina D oral incluem cápsulas, comprimidos, líquidos e gomas de mascar.

A vitamina D injetável é indicada para pessoas com deficiência grave de vitamina D, quando a absorção oral de vitamina D é inadequada ou quando há uma condição subjacente que afeta a absorção de nutrientes. A vitamina D injetável é administrada por um profissional de saúde e é geralmente usada por um curto período de tempo até que os níveis de vitamina D sejam normalizados.

Em geral, a suplementação de vitamina D deve ser prescrita por um médico, que pode determinar a dose com base na condição do paciente e nos níveis de vitamina D no sangue. É importante lembrar que o excesso de vitamina D pode ser prejudicial, portanto, seguir as orientações de saúde é fundamental para a segurança e eficácia do tratamento.

Os perigos do chip da beleza: por que é preciso dizer não a essa nova tendência estética

Autora: Elizabete Possidente

No entanto, um novo tipo de “solução” estética tem chamado a atenção de muitas mulheres: o chip da beleza. Trata-se de um pequeno dispositivo implantado sob a pele que libera hormônios femininos para supostamente melhorar a aparência e o bem-estar. No entanto, essa prática tem gerado polêmica e preocupação entre especialistas em saúde.

Neste artigo publicado no O Globo em 5 de maio de 2023 aborda os riscos e potenciais danos à saúde associados ao uso do chip da beleza e destaca a importância de cuidar da saúde feminina de maneira responsável e baseada em evidências científicas.

https://oglobo.globo.com/blogs/receita-de-medico/post/2023/05/diga-nao-ao-chip-da-beleza.ghtml

Manual de Sobrevivência para Vítimas de Narcisitas Malignos: Um Guia Prático para Lidar com Relacionamentos Abusivos

Autora: Elizabete Possidente

O livro “Manual de sobrevivência de Vítimas de Narcisistas Malignos” de Kurt Mendonça é um guia prático para ajudar as pessoas que sofrem com relacionamentos abusivos com narcisistas.

O autor descreve o narcisismo  como um distúrbio de personalidade que se caracteriza por um senso exagerado de auto importância, falta de empatia pelos outros e uma tendência a explorar e manipular aqueles ao seu redor para obter seus próprios objetivos.

No livro, contém informações sobre os principais traços do narcisismo maligno e como identificá-los. O autor também descreve os diferentes tipos de narcisistas , tais como o “narcisista perfeccionista” e o “narcisista controlador”, e como eles operam em um relacionamento.

Além disso o livro oferece dicas e estratégias para ajudar as vítimas a se protegerem de abusos emocionais, físicos e financeiros, bem como a lidar com a manipulação e as táticas de controle usadas pelos narcisistas. O autor também aborda a questão da autoestima e autoconfiança das vítimas, fornecendo ferramentas práticas para ajudá-las a se recuperar após o relacionamento abusivo.

No geral, “Manual de sobrevivência de Vítimas de Narcisistas Malignos” é um livro útil e informativo para qualquer pessoa que esteja lidando com um narcisista maligno em seu relacionamento ou trabalho. Ele fornece informações valiosas para ajudar as vítimas a se protegerem e se recuperarem desse tipo de abuso emocional.

Os Benefícios das Viagens Para a Saúde Mental

Autora: Elizabete Possidente

Viajar pode ser muito benéfico para a saúde mental de uma pessoa. Aqui estão algumas das maneiras pelas quais viajar pode ser útil:

1. Redução do estresse: Viajar pode ajudar a reduzir o estresse. Uma mudança de ambiente e rotina pode ajudar a aliviar a pressão e a tensão da vida cotidiana.

2. Aumento da felicidade: A simples expectativa de uma viagem pode aumentar os níveis de felicidade de uma pessoa. E, quando a viagem finalmente acontece, a experiência de novos lugares, culturas e atividades pode trazer grande alegria e satisfação.

3. Estimulação mental: Viajar também pode estimular a mente, permitindo que uma pessoa experimente novas coisas e aprenda sobre novas culturas. A exposição a novas ideias e perspectivas pode ajudar a expandir a mente e a criatividade.

4. Aumento da confiança: Viajar pode ajudar a aumentar a confiança e a autoestima de uma pessoa. A capacidade de navegar em novos ambientes e se comunicar em diferentes idiomas pode ajudar a construir habilidades interpessoais e de comunicação.

5. Descanso e relaxamento: Uma viagem pode oferecer a oportunidade de relaxar e recarregar as baterias, permitindo que uma pessoa volte para casa renovada e energizada.

Em resumo, viajar pode ter muitos benefícios para a saúde mental, incluindo a redução do estresse, aumento da felicidade, estimulação mental, aumento da confiança e relaxamento. Por esses motivos, é uma excelente ideia incluir viagens em sua rotina de cuidados pessoais.

Importância do cumprimento de horários em consultas médicas

Autor: Elizabete Possidente

Se um paciente frequentemente se atrasa ou falta às consultas, isso geralmente significa que ele não consegue valorizar a importância do tratamento em seus cuidados com a saúde. Ele pode não se priorizar ou se esconder em algum sintoma (queixa) que reduz a sua culpa por não alcançar seus objetivos ou usar desculpas para não correr atrás dos seus objetivos por medo de falhar ou não comparecer à consulta no horário agendado por algum motivo.

Se um paciente se atrasa para uma consulta, o profissional de saúde pode tentar acomodar o paciente, se possível, sem causar prejuízo ou atraso nas consultas posteriores ou outros compromissos agendados. No entanto, se um paciente falta à consulta sem aviso prévio, isso pode causar problemas para o médico, pois o tempo reservado para o paciente poderia ter sido alocado para outro paciente.

É importante lembrar que a falta ou o atraso em uma consulta médica pode afetar o tratamento e o cuidado do paciente, pois o médico pode não ter todas as informações necessárias para tomar decisões importantes sobre o cuidado da saúde do paciente. Muitos profissionais cobram o valor da consulta por duas razões: uma porque agendaram o horário e sabiam o valor, mas o paciente não usufruiu, e outra porque é uma forma de ensinar ao paciente a valorizar o planejamento e a organização com seus compromissos.

Portanto, é sempre recomendável que os pacientes informem com antecedência e se programem para chegar com antecedência ou desmarcar a consulta previamente agendada.

CFM Proíbe Prescrição de Anabolizantes Com Finalidade Estética e Esportiva

Autora: Elizabete Possidente

Segue o vídeo explicativo

Uso excessivo de smartphones e redes sociais está associado à distorção da imagem corporal e comportamento inadequado de controle de peso em adolescentes, aponta estudo

Autores: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

No estudo transversal “A associação entre o uso de smartphones e a distorção da imagem corporal entre adolescentes e o efeito das redes sociais”, publicado no Congresso Europeu de Psiquiatria de 25 a 28 de março de 2023 em Paris, foi demonstrado que há uma relação entre o tempo e o propósito do uso de smartphones e a distorção da imagem corporal, conforme indicado pelo comportamento de controle do peso, mesmo em indivíduos que não são obesos.

Participaram do estudo 62.276 estudantes, divididos em quatro grupos de acordo com o tempo diário de uso de smartphones: menos de uma hora, entre uma e duas horas, entre três e quatro horas e mais de cinco horas. Os estudantes também foram subdivididos em dois grupos: o grupo que utilizava principalmente as redes sociais e o grupo que utilizava o smartphone principalmente para outras finalidades que não as redes sociais.

A distorção da imagem corporal foi medida pela intenção de perder peso nos últimos 30 dias, mesmo não sendo obeso (IMC < percentil 95). O comportamento inadequado de controle de peso foi classificado pela ocorrência de jejum por pelo menos 24 horas, uso de pílulas dietéticas de venda livre, uso de laxantes ou diuréticos, vômitos e consumo de apenas um tipo de alimento.

A pesquisa revelou que o tempo de uso de smartphone está fortemente associado à distorção da imagem corporal e ao comportamento inadequado de controle do peso em ambos os sexos e especialmente nas adolescentes do sexo feminino. A associação entre comportamento inadequado de controle do peso e o tempo de uso de smartphone foi significativa apenas entre os adolescentes do sexo masculino que usavam o smartphone por mais de cinco horas por dia.

A relação entre comportamento inadequado de controle de peso e tempo de uso de smartphone também foi relevante entre adolescentes que não eram obesos, sendo mais comum naqueles que utilizavam o smartphone principalmente para as redes sociais.

O estudo concluiu que o uso excessivo de smartphones e redes sociais está associado à distorção da imagem corporal e ao comportamento inadequado de controle de peso em adolescentes. É fundamental reduzir o uso excessivo de smartphones e conscientizar pais e adolescentes sobre os riscos associados a esse comportamento.

Dirty John: uma análise das temporadas 1 e 2 e a personalidade narcisista.

Autora: Elizabete Possidente

A série Dirty John é baseada em histórias reais de relacionamentos tóxicos e abusivos, que envolvem indivíduos com personalidades narcisistas. A primeira temporada da série conta a história de Debra Newell, uma mulher de negócios bem-sucedida, que se envolve com John Meehan, um homem charmoso que esconde sua verdadeira personalidade narcisista.

Ao longo da primeira temporada, vemos como John manipula e controla Debra, levando-a a se casar com ele e acreditando em suas mentiras sobre ser um médico de sucesso e um ex-militar corajoso. No entanto, a verdadeira natureza de John é revelada, quando Debra descobre suas mentiras e trama um plano para se livrar dele.

Na segunda temporada da série, intitulada “Dirty John: The Betty Broderick Story”, a história é sobre a relação entre Betty Broderick e seu marido, Dan Broderick, um advogado bem-sucedido. Betty é retratada como uma esposa dedicada e mãe de quatro filhos, que se esforça para apoiar o sucesso de seu marido, enquanto ele a despreza e a trai com uma mulher mais jovem. O comportamento narcisista de Dan leva a um divórcio conturbado e um final trágico.

A personalidade narcisista é um traço de personalidade caracterizado por um senso de grandiosidade, falta de empatia e necessidade constante de admiração e atenção. As duas temporadas da série exploram como essa personalidade pode ser usada para manipular e controlar outras pessoas em relacionamentos íntimos. A série também destaca a importância de reconhecer os sinais de alerta em um parceiro narcisista e se proteger de ser vítima de abuso psicológico.

Dica de série: In Treatment – uma série que ajuda a entender mais sobre terapia.

Autora: Elizabete Possidente

Uma série que pode ser útil para entender mais sobre terapia é “In Treatment”. A série é um drama americano que estreou em 2008 e é baseada em uma série de televisão israelense com o mesmo nome. A série segue um terapeuta, Paul Weston, que trabalha com seus pacientes em uma clínica em Nova York.

A série apresenta sessões de terapia intensas e emotivas, mostrando como a terapia pode ajudar as pessoas a lidar com seus problemas e a entender melhor a si mesmas e aos outros. A série também destaca a importância do trabalho em equipe entre terapeutas, médicos e outros profissionais de saúde mental para ajudar os pacientes a obter o melhor tratamento possível.

A série é conhecida por seu diálogo realista, e os personagens são bem desenvolvidos e complexos. Cada episódio se concentra em uma sessão de terapia com um paciente diferente, abordando diferentes questões emocionais e psicológicas. A série também mostra a vida pessoal do terapeuta e como seu trabalho pode afetar sua vida pessoal.

Em resumo, “In Treatment” é uma série que pode ser útil para entender mais sobre terapia, destacando a importância do trabalho em equipe entre profissionais de saúde mental, mostrando como a terapia pode ajudar as pessoas a lidar com seus problemas e destacando a importância do autoconhecimento para a saúde menta

Série Homeland:uma ajuda para entender a bipolaridade

Autora: Elizabete Possodente

Uma série que pode ajudar a entender mais sobre bipolaridade é “Homeland”. A série é um drama de suspense americano lançado em 2011 e é centrada em torno de uma agente da CIA bipolar, Carrie Mathison.

A personagem de Carrie é retratada de forma realista e autêntica, mostrando os altos e baixos de sua condição bipolar. A série mostra como sua bipolaridade afeta sua vida pessoal e profissional quando não está no tratamento psiquiátrico regular e como ela lida com os desafios que sua condição apresenta.

A série também destaca a importância do tratamento adequado da bipolaridade, mostrando como a medicação e a terapia podem ajudar a controlar os sintomas da doença e permitir que as pessoas levem uma vida normal e produtiva.

Como Convencer Um Amigo ou Familiar a Agendar Uma Consulta Com O Médico Psiquiatra?

Autora: Elizabete Possidente

Resolvi escrever esse texto porque muita gente me pergunta sobre como deve proceder para convencer um amigo ou familiar que agende uma consulta com o médico psiquiatra.  Convencer alguém a ir ao psiquiatra pode ser um desafio, especialmente quando a pessoa em questão está resistente ou tem preconceito ou medo do tratamento psiquiátrico. No entanto, existem algumas sugestões que você pode usar para ajudar a pessoa a compreender a importância de buscar ajuda profissional:

1. Seja compreensivo: Tente entender a perspectiva da pessoa e demonstre empatia pelo que ela está passando. Mostre que você se importa e está disposto a ajudar.

2. Fale com calma: Aborde o assunto com tranquilidade e de forma respeitosa. Evite fazer julgamentos ou críticas, pois isso pode fazer com que a pessoa se sinta atacada ou culpada.

3. Explique os benefícios: Fale sobre os benefícios de buscar ajuda psiquiátrica, como aliviar o sofrimento, melhorar a qualidade de vida e prevenir problemas mais graves no futuro.

4. Mostre exemplos de pessoas que foram ajudadas: Fale sobre casos de pessoas conhecidas ou públicas que buscaram ajuda psiquiátrica e tiveram sucesso no tratamento. Ou se você mesmo faz tratamento ou já realizou em algum momento da vida compartilhe a sua experiência. Isso pode ajudar a pessoa a entender que o tratamento com o especialista pode fazer a diferença.

5. Ofereça ajuda: Ofereça-se para acompanhar a pessoa até o psiquiatra ou a marcar uma consulta. Isso pode fazer com que a pessoa se sinta mais segura e motivada a aceitar a  ajuda.

6. Insista na importância do tratamento: Se a pessoa ainda estiver resistente, não desista. Insista na importância de buscar ajuda profissional e ofereça suporte e encorajamento.

Lembre-se que convencer alguém a buscar ajuda psiquiátrica pode levar tempo e paciência. No entanto, o importante é não desistir de ajudar a pessoa a encontrar o tratamento

Dia da Conscientização da Síndrome de Down

Autora: Elizabete Possidente

O Dia da Conscientização sobre a Síndrome de Down é comemorado em 21 de março. Essa data foi escolhida pela Down Syndrome International para conscientizar as pessoas sobre a importância da inclusão das pessoas com síndrome de Down na sociedade e para promover a conscientização sobre essa patologia.

A síndrome de Down é uma condição genética que ocorre quando uma pessoa tem uma cópia extra do cromossomo 21. Isso afeta o desenvolvimento físico e mental da pessoa e pode causar algumas características físicas distintas, como olhos amendoados e uma boca pequena.

As pessoas com síndrome de Down muitas vezes enfrentam estereótipos e discriminação na sociedade. Por isso, o Dia da Conscientização sobre a Síndrome de Down é uma oportunidade para celebrar as realizações das pessoas com síndrome de Down e para promover a inclusão e a aceitação em todo o mundo.

Desmistificando o Movimento Antivacinação: História, Desinformação e Importância da Imunização em Massa

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

O movimento antivacinação tem raízes históricas que remontam ao final do século XVIII, quando a primeira vacina, contra a varíola, foi introduzida. No entanto, o movimento moderno antivacinação é um movimento que ganhou força com o ex-médico britânico Andrew Wakefield. Em 1998, Wakefield publicou um estudo na revista científica The Lancet, no qual ele afirmava ter encontrado uma ligação entre a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo.
No entanto, o estudo de Wakefield foi rapidamente desacreditado, e a revista The Lancet retratou-se publicamente em 2010, retirando o artigo da publicação. Foi descoberto que o estudo de Wakefield tinha sido financiado por advogados que buscavam processar empresas farmacêuticas fabricantes de vacinas e que Wakefield havia falsificado dados e utilizado métodos antiéticos em suas pesquisas.
Apesar disso, o mito persistiu e se espalhou através das redes sociais e da mídia, alimentado por teorias da conspiração, desinformação e desconfiança na ciência e na medicina convencional. O movimento antivacinação tem levado a um aumento nos casos de doenças evitáveis por vacinação, como o sarampo e a poliomielite, em várias partes do mundo. Além disso, a baixa cobertura vacinal pode colocar em risco a eficácia da imunização em massa, que é fundamental para erradicar doenças em nível global.
A desconfiança da população em relação à indústria farmacêutica é frequentemente apontada pelos movimentos antivacinação como uma das principais causadoras dos supostos malefícios das vacinas. Isso se deve em grande parte ao fato de que as empresas farmacêuticas fabricam e comercializam as vacinas.
No entanto, é importante destacar que as vacinas passam por um rigoroso processo de testes e aprovação antes de serem disponibilizadas para a população. Além disso, as empresas farmacêuticas estão sujeitas a regulamentações e fiscalizações governamentais para garantir a segurança e a eficácia das vacinas.
É verdade que as empresas farmacêuticas têm interesse financeiro na produção e venda de vacinas, mas isso não significa que elas estejam dispostas a colocar em risco a saúde da população. Além disso, o lucro obtido com as vacinas é relativamente baixo em comparação com outros medicamentos, o que reduz a motivação para produzir vacinas.
As empresas farmacêuticas têm um papel importante na produção e comercialização de vacinas, e não há evidências de que elas estejam envolvidas em uma conspiração para prejudicar a população através das vacinas. Pelo contrário, as vacinas são uma das principais conquistas da medicina moderna, responsáveis por salvar milhões de vidas em todo o mundo.
A vacinação continua sendo considerada uma medida segura e eficaz para prevenir doenças graves e proteger a saúde pública.
É importante que as pessoas tenham acesso a informações precisas e confiáveis sobre as vacinas e seus benefícios, a fim de tomar decisões informadas sobre sua própria saúde e a saúde coletiva.