Privação do Sono Associado a Sensibilidade a Insulina e Ganho de Peso

Existem diversos estudos sobre o assunto, sendo já encarado como um problema mundial. Todas as pessoas vêm dormindo menos a cada ano devido aos diferentes estímulos modernos”: redes sociais (WhatsApp, Instagram, Facebook etc.)oferta de entretenimento digital variadíssimo e em grande quantidade (séries de TVfilmes, web vídeos etc.), estresse, ingesta de álcool e por distúrbios psíquicos. No Brasil, 60% dos adultos dormem entre 4 e 6 horas por dia. 
É considerável o pouco tempo de sono que as crianças têmao acompanhar os pais nesse ritmo. Esses pais acabamsem entender a importância do sono e permitindo que seus filhos durmam menos que o indicado para a idade, prejudicando seu desenvolvimento.
Nós profissionais vemos essa associação direta no dia a dia do nosso consultório, pacientes com sensibilidade a insulina e que dormem pouco, por falta de higienização do sono, ansiedade e alteração de humor.
Um estudo publicado em dezembro de 2017 na revista The Phisiological Society selecionou dez jovens saudáveis, randomicamente, para participação em duas etapas. Naprimeira etapa dormiam normalmente por duas noites. Na segunda, reduziam em 50% o número de horas de sono por duas noites seguidas. 
Os exames colhidos foram de tolerância à glicose e de tolerância à insulina (por via oral e amostras do tecido muscular esquelético para avaliação PKB). Essas amostras foram colhidas após a segunda noite e após a quarta noitedo estudo. 
Foram observados que após duas noites de privação de sono já se observava redução à sensibilidade de insulina. Esse dado já aumenta a chance de ganho de peso e de diabetes com apenas duas noites mal dormidasOs testes de enzima no músculo esquelético foram inconclusivosnesse estudo (seriam necessárias mais pesquisas com mais tempo de privação de sono).
Com apenas duas noites de privação de sono em jovens saudáveis já se comprova prejuízo na saúde. Se projetarmos isso por meses, anos ou até a vida inteira,podemos esperar consequências bem sérias.
Veja o artigo na íntegra abaixo.

Você conhece a geração " SNOWFLAKE?

Artigo publicado na Gazeta do Povo em 5 de março, 2018 no blog do Rodrigo Constantino e escrito pelo psiquiatra Gustavo Teixeira .

Pais que superprotegem e que não dão limites a seus filhos são o pano de fundo para o desenvolvimento da Geração “Snowflake”, ou floco de neve como os americanos gostam de descrever. Os filhos são descritos como seres únicos, frágeis e perfeitos, o que justificaria esse excesso de zelo por parte dos pais para que suas autoestimas não sejam machucadas.

Os filhos “flocos de neve” podem tudo, pois são especiais demais para ouvir um “não”, são sensíveis, se ofendem por qualquer coisa e logicamente há de se ter cuidado redobrado para não machucar seus sentimentos, pois não queremos que fiquem tristes e deprimidos.

Nesse alicerce assombroso, temos a versão tupiniquim dos “snowflakes”, a Geração Mimimi, que nasce com pais que acham um absurdo a escola ranquear os alunos por desempenho acadêmico ou premiar apenas os três primeiros colocados no campeonato de futsal, exigindo que o filho receba a medalha de vigésimo oitavo colocado com a mesma pompa do campeão.

A infância e adolescência é uma fase de proteção e cuidado, mas há de se diferenciar cuidado com superproteção. Enriquecer a vida e o ambiente em que nossos filhos vivem é muito importante, mesmo que tenham que se machucar, se frustrar, ficar tristes e sofrer.
Não há como manter os filhos em uma bolha irracional objetivando que sejam poupados dos perigos inerentes da vida em sociedade.

Para alguns pais, o excesso de zelo é amor, mas também há de se evitar a confusão entre amor e culpa. Excesso de trabalho e falta de tempo com os filhos têm servido de pano de fundo para uma preocupação frenética com segurança. A incapacidade de criar oportunidades de convívio e formar vínculos afetivos com a prole abre caminho para ceder a todos os desejos da criança a fim de sanar sua culpa pela incapacidade e incompetência de exercer a paternidade e maternidade.

Com o decorrer do tempo os problemas dessa superproteção se tornam mais evidentes, pois o encarceramento social e emocional imposto pelos pais acaba prejudicando muito a socialização ao impedir a exposição dos filhos aos perigos da vida.

Segundo a educadora Julie Lythcott-Haims, ex-reitora para calouros na Universidade Stanford, vivemos em um mundo onde os “pais helicóptero” temem o futuro dos filhos em um mundo perigoso, violento e com a economia ruim. Então eles se posicionam no sentido da superproteção: “sempre estaremos aqui para você, meu filho, consertando tudo e sendo sua rede de segurança emocional e financeira eterna”.

Desta forma, estamos criando uma geração de egocêntricos, que acreditam que são especiais e que podem tudo. Daí eles crescem achando que merecem ser premiados pelo simples fato de existirem, não aprendem conceitos de ética, respeito, disciplina e de que para se conquistar alguma coisa na vida é preciso lutar e trabalhar muito! Se tornam “soft”, fracos, raquíticos e vulneráveis como um floco de neve.

Quando percebem que o mundo real não é aquele ensinado pelo seus pais, já é tarde demais. Agora não basta apenas pedir para o papai ou para a mamãe para terem seus desejos atendidos e como não aprenderam a lidar com a frustração, nem aprenderam a lutar para conquistar algo na vida, resta apenas reclamar e culpabilizar a sociedade ou o universo pelo seu fracasso pessoal, profissional e emocional. Então vamos deprimir, pessoal!

Frente a esse padrão problemático de criação parental fica fácil de entender que a Geração Mimimi agrega um número imenso de jovens do grupo “nem-nem” (nem estuda e nem trabalha). Eis 2 exemplos clássicos:

Exemplo 1: Luciano, 27 anos de idade, mora com os pais, não trabalha, não estuda, fuma maconha o dia inteiro e o hobby principal é postar críticas nas redes sociais contra o governo golpista que não faz nada pela segurança pública para conter o avanço da criminalidade, a violência urbana e o tráfico na favela. Ah, e última que escutei semana passada: a culpa é dessa sociedade conservadora e retrógrada que não aceita descriminalizar a maconha, sendo esse o motivo principal da existência do tráfico de drogas.

O floco de neve não percebe que financia o crime organizado, que retroalimenta a violência urbana. Mas isso pouco importa, pois é o orgulho do papai que tem o filho “inteligente e politizado”. Ah, papai não se importa que fume maconha em casa, pois é mais seguro que o faça dentro da fortaleza doméstica, afinal, a violência lá fora é grande e a maconha é substância natural, inofensiva.

Exemplo 2: Daniela, 22 anos de idade, mora com os pais, estuda em faculdade particular e reclama que não consegue ficar em estágios por mais de 6 meses. Tem dificuldade em trabalhar em equipe, não aceita crítica, não aceita ordens, se julga competente, mas considera que é “perseguida” no estágio, pois é incompreendida por ser mais inteligente e melhor capacitada que todos os colegas na empresa.

Daniela atrasa todos os trabalhos, comete muitos erros e normalmente abandona os estágios antes de ser mandada embora: “Muita pressão, não sou respeitada e não posso me estressar, quero qualidade de vida”.

Isso mesmo!!! 22 anos de idade e quer “qualidade de vida”, trabalhar para que? Vamos para o colinho de papai e de mamãe, por favor!

Claro que a culpa disso tudo não é apenas do Luciano ou da Daniela. Está claro que esses padrões de comportamento são as únicas possibilidades esperadas e eles são reflexos de decisões e escolhas malfeitas, embasadas em um alicerce pobre e rudimentar construído por seus pais durante anos.

No caso da Daniela, ela é a soma de tudo que aprendeu na vida. Seus pais nunca deram limite, nunca cobraram nada da filha e a superprotegeram para que não sofresse nesse mundo cruel e machista!

Olha, a conta chega um dia, papai e mamãe… não se pode colocar um filho sobre um pedestal, dentro de uma redoma de vidro e achar que a filhota vai se dar bem na vida. Desta forma você não está oferecendo ferramentas e habilidades para que ela crie asas e voe. Ao invés de protegê-la, estás a condenar sua filha à infelicidade!

A vida é dura e tudo é uma questão de merecimento.  Para se conquistar algo tem que lutar, trabalhar muito. Com vinte e poucos anos de idade é preciso ter sangue nos olhos e olhos de tigre para vencer profissionalmente e emocionalmente.

Infelizmente, os jovens da Geração Mimimi são grandes vítimas da incompetência e da arrogância de pais inábeis que desde muito cedo cerceiam o direito e a possibilidade de desenvolvimento de seus filhos.
Portanto, é preciso humildade para aceitar que não é possível controlar as variáveis universais da vida. Sofrer não é um sentimento bom, mas é preciso sofrer para que exista aprendizagem e crescimento. Parcimônia e equilíbrio na hora de educar os filhos é fundamental para que eles desenvolvam asas para voar… sem mimimi!

O Grande Desafio dos Pais e de colocar limites nos filhos hoje em dia

A palestra ministrada pela pediatra Dra. Filó em fevereiro de 2018 vale a pena ser assistida. Ela ressalta, como pediatra, a importância dos pais na criação da autoestima das crianças e de como limites são importantes para evitar diversos transtornos mentais.

Ela exemplifica de forma bem clara casos em seu consultório que servem de alerta a todos os responsáveis. As observações podem ajudar a não cometer os mesmos erros.
Segue abaixo o áudio:

Comportamento dos Pais e Risco de Suicídio dos Filhos

A conferência anual da Associação Americana de Saúde Pública realizada em outubro de 2017 mostrou o resultado de um estudo sobre a importância do comportamento dos pais no risco de suicídio dos filhos.
Nos EUA há uma preocupação muito grande dos pais nesse momento sobre o suicídio. Isso vem ocorrendo devido ao grande aumento de suicídio em crianças e adolescentes nos últimos anos.
Já se sabia que a doença mental, estímulos pela internet do tema, uso de álcool e drogas e bullying aumentam o risco de suicídio. Mas agora foi encontrado por pesquisadores da Universidade de Cincinnati que o comportamento dos pais influenciam na capacidade de planejamento de suicídio dos filhos.
Nessas pesquisas pais que nunca elogiam os seus filhos ou que raramente os ajudam em tarefas mais difíceis tem maior chance de cometer suicídio diante dos estressores já previamente sabidos.
Filhos de pais que não estão presentes em suas vidas tem maior chance de consumo abusivo de álcool e drogas que funcionam como gatilhos para o ato suicida.
Veja a reportagem no link: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2017/12/05/estudo-vincula-comportamento-dos-pais-a-risco-de-suicidio-dos-filhos.htm

Associação Enxaqueca e Déficit de Atenção em Crianças

Vários estudos já mostraram a associação entre enxaqueca e déficit de atenção. Aqui no Brasil, a Unifesp publicou em 2015 uma pesquisa que comprova essa relação.
Saber disto nos alerta sobre investigar a atenção em crianças que se queixam de enxaqueca regularmente…
A enxaqueca pode aparecer por diferentes motivos. Pode ser um componente genético ou até uma dieta rica em alimentos gordurosos e laticínios (como chocolate e queijos) que representam 20% dos desencadeantes da enxaqueca. O restante é representado por desgaste em atividades físicas intensas, barulhos, cheiro forte e estresse emocional.
A enxaqueca é uma dor de cabeça intensa e que pode vir acompanhada de outros sinais físicos, como vertigens, náusea, vômitos, fotofobia e sensibilidade a barulhos.
É comum a cefaleia em crianças só aparecer no colégio, onde, geralmente, está a sua situação estressante seja ela testes, cobranças, convívio social.  A queixa de dor de cabeça pela criança é, muitas vezes, confundida como irresponsabilidade e uma tentativa de fugir da rotina escolar.
Quando se avalia melhor as crianças que chegam com queixa de enxaqueca pode-se confirmar que a dificuldade de atenção encontra-se quase sempre presente, contribuindo mais para a situação de estresse em manter a atenção na escola ou desencadeando a própria dor de cabeça.
Muitas crianças ao sair da sala de aula para ir à enfermaria ou à casa, descansam ou dormem e tem a dor cessada, fazendo com que não percebam que essa criança tem enxaqueca e não simplesmente um aspecto psicológico associado a escola.
A revista Crescer que é de circulação a pais de crianças publicou reportagem com o estudo da Unifesp. A predisposição à enxaqueca está relacionada a comportamentos como distração e desatenção, tornando-se comum em crianças.
É recomendável procurar ajuda profissional para desvendar a verdadeira causa da dor de seus filhos e realmente ajudá-los a sentirem-se melhor no ambiente escolar.
Veja no link: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2015/11/enxaqueca-em-criancas-pode-estar-relacionada-deficit-de-atencao.html

A Sensação ruim que vem com o Natal

Autora: Elizabete Possidente
Muitos pacientes e amigos comentam que não gostam do mês de dezembro, devido ao Natal. Falam sobre insegurança, tristeza e exclusão do clima natalino. A cada dezembro, preciso atender muitos telefonemas e consultas de emergência, em número claramente maior que nos outros meses do ano. E por que isso ocorre?
Existem diversos fatores que influenciam as pessoas sobre essa sensação desagradável associado ao Natal. A relação infância e família, por exemplo. Há reverberação da memória por flashbacks de muitos natais passados, quando criança. Revive-se uma inocência que não existe mais. Antes problemas familiares se amorteciam com a esperança natalina da reunião familiar, da ceia gostosa e da farra dos presentes. Agora, a situação é outro, somos adultos, responsáveis, e compreendemos mais a vida “como ela é”.
O Natal nos faz reviver várias sensações negativas que pensávamos estivessem guardadas no fundo do nosso baú de recordações. Por exemplo, quando a pessoa passa por um momento de crise dos pais, mas  lembra do tempo que todos passavam juntos e felizes. Lembra-se de discussões familiares que muitas vezes acontecem nessa data. Vão para os encontros de família carregando mágoas e sensações ruins, que explodem quando associadas a ingesta alcóolica.
O Natal também reacende vários problemas que a pessoa tenta esconder durante o ano. Muitos conflitos com pais, filhos, sogros, cunhados e outros membros familiares com quem passará o Natal. Problemas familiares que já existiam e que não foram resolvidos durante o ano ressurgem nesse momento. Surgem as desavenças e as vaidades pessoais, problemas financeiros são reforçados. No Natal normalmente lembramos de pessoas queridas já falecidas. Vivemos esse luto reforçado por saudades dos momentos felizes. Mesmo que não passassem o Natal conosco, todas as propagandas, outdoors, programas de televisão e conversas com amigos nos remetem a lembrar.
Esse sentimento ruim deve ser encarado como uma mensagem positiva. Primeiro não reforce a falta de espírito festivo no Natal, que fica deprimido por essa razão. Quando faz essa afirmativa você envia um estímulo para o cérebro de que esse é um fato e que nada pode ser feito para mudar.
Outro comportamento comum é que quando se sentem estranhas as pessoas interpretam esse sentimento como fracasso. Você pode não estar feliz pelo natal e não ser um perdedor. É como num dia de sol todos estarem curtindo uma piscina ou uma praia, mas você pode não estar nesse clima e preferir outra atividade.
Faça uma reflexão para identificar e entender seus conflitos emocionais, e tentar a resolução. Na correria do dia a dia é comum as pessoas não se permitirem parar e pensar nos seus problemas. É como se não conseguisse tempo para arrumar os armários, e fosse colocando o que não sabe a utilidade numa gaveta ou prateleira da bagunça. Com essa atitude, a casa parece estar bem arrumada, mas vai se acumulando entulhos. Os “entulhos” surgem nessa fase do ano e muitas vezes são novamente mascarados por consumo excessivo, encontros sociais diversos e aumento da ingesta alcoólica e de guloseimas. Assim a bagunça volta para aquela gaveta, e reaparece no próximo Natal.
Aproveite essa fase para “arrumar a gaveta”, colocando o passado a limpo e revendo pessoas e situações que merecem ser valorizadas ou resolvidas.

Uma leitura arquitetônica dos transtornos psiquiátricos

A postagem original foi no Designboom , onde o ilustrador italiano Federico Babina mostra no projeto “Archiatric” como os espaços onde vivemos podem influenciar nossas emoções e comportamento.

Transtorno de Humor ou Transtorno Bipolar

No link abaixo vemos uma animação sobre Transtorno de Humor ou Transtorno Bipolar:
https://youtu.be/otF4DvaXrlk

O Transtorno Bipolar é a sexta causa de incapacidade nos últimos dez anos conforme a Organização Mundial de Saúde ( OMS). 
Também tem uma alta mortalidade, por acidentes, suicídio, abuso de álcool e drogas e doenças cardiovasculares. 
As alterações de humor variam de intensidade e duração. Temos que ficar atentos que na grande maioria só procura ajuda médica ou psicológica com sintomas depressivos. Se o profissional não investigar através de uma anamnese detalhada pode fazer o diagnóstico errado de  depressão unipolar. 
É importante o diagnóstico adequado para o tratamento correto para tratar a crise ( fase aguda) e prevenir recaídas com medicamento.  O tratamento psicológico também está indicado para dar suporte emocional, ajuda- lo a compreender a doença e aderir ao tratamento. Portanto, é importante que ocorra contato entre esses profissionais para alinhar as necessidades desse paciente para a estabilidade clínica e prevenção de recaídas. 
 

TDAH – qual das duas crianças têm ?

Assista o vídeo abaixo.  Veja a diferença entre as duas crianças entrevistadas.  Uma apresenta Transtorno de Deficit de atenção (TDAH) e outra, não. Perceba a baixa auto estima e a mudança de humor da criança com TDAH.

https://youtu.be/IGixEw9C-8o

Depressão em Atletas

Conforme estudo holandês , um terço dos atletas de futebol sofrem de depressão.
Muitos atletas têm afastamento das suas atividades laborarias por esse motivo. 

Narguilé faz mal.

Cada vez mais me preocupo com os jovens que usam narguilé e que pensam ser modernos e
mais naturais. Esses jovens em grande maioria fazem uso em casa, com a aprovação dos pais,
como se fosse uma forma mais saudável de fumar e de interagir com os amigos. Eles acreditam
que o narguilé é menos nocivo e que o aproxima dos amigos. Vejo no meu consultório que
muitos pais apoiam o filho usar em casa na companhia dos amigos. Assim, acreditava estar o
protegendo por ficar mais em casa e conhecer os seus amigos. Entretanto, também vejo que
esses pais também não sabiam o mal que o narguilé faz a saúde.
O fumo do narguilé não tem nada de moderno. Ele foi produzido na Índia no século 16 e se
popularizou para o restante do oriente e ocidente na década de 1990.
O narguilé é um fumo criado com uma mistura de tabaco, frutas, aromatizantes e melaço. É
fumada através de um cachimbo que queima o fumo e o mistura a água. A fumaça é inalada
através de uma mangueira pela boca. Parece um decantador. Alguns tem várias mangueiras
para que vários possam fumar ao mesmo tempo.
Muitos supõem por haver mistura com água, limparia as impurezas e filtraria elementos
nocivos, com isso não seria prejudicial à saúde. Isso não é verdade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que o narguilé é mais tóxico que o cigarro.
Compara que em uma rodada de uma hora de narguilé equivale a 100 cigarros fumados. Além
disso, a pessoa que fuma um cigarro dura de 5 a 10 minutos fumando, a pessoa que fuma
narguilé fica de uma a duas horas seguidas.
O Instituo Nacional do Câncer (INCA) e o Departamento de Pulmão e Tórax do A. Camargo
Cancer Center relatam em diversas publicações que o tabaco quando queimado em carvão
em brasa lilbera mais toxinas. Além de que o monóxido de carbono inalado é maior que no
cigarro pela ausência de filtro.
Outra preocupação é que o uso de narguilé está associado, muitas vezes, ao
consumo de outras drogas. Já tem relatos de pessoas colocarem bebida
alcoólica, ao invés da água, e de misturarem maconha ou crack.  Nessas
situações, o narguilé se torna uma verdadeira bomba. Além do álcool, que é volátil,
a pessoa também inala as substâncias tóxicas do tabaco, das outras drogas e da
fumaça do carvão, completa Jefferson Luiz Gross, diretor do Departamento de
Pulmão e Tórax do A. Camargo Cancer Center .
O consumo de narguilé aumenta a chance de desenvolver câncer de pulmão, boca
e bexiga, doenças cardíacas e enfisemas. Além de desenvolver outras doenças
infecciosas pelo compartilhamento do narguilé, como herpes, tuberculose e
hepatite.
No Brasil há uma lei que restringe à venda e o consumo de narguilé apenas aos
maiores de 18 anos em bares e restaurantes. Mas aqui, vemos que ela está
sendo muito mais difundida em uso na casa de amigos e, com isso temos muitos
adolescentes se tornando fumantes e dependentes de narguilé.
O uso de narguilé no Brasil vem aumentando e, geralmente, as pessoas
desconhecem as consequências desse uso.

Segurança de creche coloca fogo em crianças, funcionária e em si mesmo.

É um caso trágico que representa a falência do investimento em Saúde Mental. 

A doença mental só vem aumentando e a quantidade de leitos psiquiátricos e número de consultas ambulatoriais só vem diminuindo. Não entendo isso é a única doença que aumenta e reduz a disponibilidade ao tratamento. 

Pelo relato do processo o paciente que colocou fogo em crianças de uma creche, professora e em si próprio , estava com delírio persecutório desde 2014. Ele acreditava que a sua mãe estava querendo o envenenar. Imagina o sofrimento que ele passava e a sua família, pois, por doença psiquiátrica , ele realmente acreditava nisso. 

O Ministério Público determinou que uma psicóloga fizesse um parecer sobre esse quadro em 2014. Também não entendo o motivo da avaliação psicológica, e não , de um parecer médico Psiquiátrico. Acho tão óbvio que nesse caso, a pessoa necessitava de um psiquiatra. Ele estava francamente psicótico e, necessitava de uso de medicação com urgência. 

Como qualquer doença, se não existe tratamento precoce, a doença vai se agravando. Se em 2014, ele já estava isolado e delirante, certamente, esse quadro evoluiu e se agravou.

Infelizmente, precisamos discutir esse caso diante de uma tragédia que chocou o nosso país. Um caso que poderia ter sido evitado com tratamento psiquiátrico adequado.

Quantos casos acontecem , com um sofrimento enorme de uma pessoa e seus familiares, que podem não chegar a um crime, mas que adoecem e incapacitam. Quantos outros casos, que podem levar a crimes que não atingem a mídia pública. Eu mesma, quando atendia no manicômio judiciário no Rio de Janeiro, avaliei pacientes que mataram a mãe ou jogaram água fervente num familiar , diante de um surto psicótico. Muitos casos, os familiares tentaram atendimentos psiquiátricos e não conseguiram, não tinha médico, não tinha vaga ou não tinha leito no hospital. Quantos casos, pacientes sem tratamento, angustiados e se suicidam. 

Mês passado foi da campanha Setembro amarelo em que se discutiu a importância de combater suicídio que vem aumentando no Brasil e no mundo. Nessa campanha o foco é divulgar os sintomas de doença psiquiátrica e o tratamento. Apesar de não estarmos no mês de setembro, esse crime nos remete ao mesmo foco da campanha.

Foi muito chocante esse crime em Munas Gerais, sabemos que provocou em todos um misto de emoções, raiva, tristeza, medo e perplexidade. Temos que transformar essa emoção num pragmatismo para continuarmos na discussão do diagnóstico e tratamento da doença mental.

Outro caso noticiado nos jornais foi o Massacre na Escola em Realengo, também foi comentado por mim no seguinte post 

Vício em Pornografia

Houve um aumento nos últimos vinte anos de pessoas com vício em
pornografia online.
Sempre houve interesse pelos jovens em ver fotos de nudez e de vídeos
pornôs. Antigamente, o jovem comprava revistas como “Playboy” e
atendia a sua curiosidade, vendo e revendo diversas vezes as fotos. Usava
a sua imaginação para diversos cenários fantasiosos durante a
masturbação. O mesmo ocorria com filmes “pornô” que assistia,
rebobinava a fita e fantasiava. O estímulo que o jovem tinha para obter o
orgasmo era similar.
A facilidade de acesso à internet em tablets, laptops e smartphones
aumentou o vício em pornografia por duas razões. A primeira razão seria
a facilidade de se ter privacidade, mesmo se em viagem ou ambiente de
trabalho. Antes o computador tinha um local de destaque na casa, o que
dificultava o uso para esse fim. O outro motivo é de que a pessoa pode,
a cada click, mudar a foto ou o vídeo com diferentes estímulos, o que não
o provoca desinteresse pela repetição. Em cinco minutos, ele pode ter
vivido dezenas de estímulos diferentes. Nesses cinco minutos, ele pode ter
tido mais estímulos de que já teve com qualquer outra pessoa no passado,
mesmo tendo sido sexualmente bem ativo.
O que temos vendo na prática são jovens entre 18 e 25 anos se viciando
em pornografia online. Esses jovens acabam desenvolvendo disfunções
sexuais, como redução da libido e disfunção eréctil. Buscam clínicos e
urologistas, que descartam qualquer alteração física ou hormonal que
justifique a queixa.
Nesse grupo de pacientes devemos investigar o padrão de masturbação e
quanto consome de pornografia online. Ao conversar com eles reclamam:
“Nada mais me estimula”; “Eu gosto e quero ter com a minha namorada,
mas não rola”, “Doutora, ela é linda e faz de tudo para me agradar. O
problema sou eu”.
Para entender o porquê da dependência de pornografia online,
primeiramente precisamos compreender o desejo sexual. O desejo ou
interesse sexual desperta a liberação do neurotransmissor dopamina. O
ápice da liberação da dopamina acontece durante o orgasmo. A dopamina
regulariza o ciclo de recompensa no cérebro, é responsável pelo prazer. Se
não bem regulada, facilita a compulsão (vício). A dopamina não é liberada
apenas como prazer durante uma história sexual, mas também por
diferentes estímulos prazerosos. Por exemplo, quando comemos um
chocolate, nos sentimos bem porque houve liberação de dopamina.
Quando comemos alface, por mais que gostemos de salada, há uma
liberação bem menor de dopamina. Por isso é muito mais fácil
desenvolver compulsão por chocolate do que por alface. Voltando para a
esfera sexual, quando há o estímulo sexual, vem a liberação da dopamina,
e em seu auge, ocorre com o orgasmo.
A dopamina é mais facilmente liberada com novos estímulos dentro da
sua área de interesse. Ou seja, quando se vê a mesma foto ou o mesmo
filme repetidas vezes o estímulo será menor.
O seu cérebro se acostuma rapidamente aos estímulos. Cada vez mais
pede novos. Quando mais a pessoa usa mais aparece a necessidade por
novos estímulos, em busca do prazer. Quanto mais esse circuito de
liberação de dopamina é estimulado mais o cérebro pede novos impulsos
para continuar vivenciando o prazer.
Existe outro empurrão para o vício: com esse estímulo rápido do ciclo de
recompensa, provocado pelo vídeo pornográfico ou foto, você acaba
apresentando deficiência de dopamina em outras situações de sua vida.
Situações que antes lhe davam prazer já geram desinteresse. A
desmotivação em outras áreas de sua vida faz com que cada vez mais use
a pornografia online em buscar prazer. Nessa fase, o viciado em
pornografia começa a usar alguns argumentos de defesa para não buscar
ajuda, tais como “não faço mal a ninguém”, “é melhor que usar pessoas
como muitos dos meus amigos fazem”, “tive um dia muito ruim no
trabalho”, “mereço essa recompensa” e assim vai. Quando mais estímulo
há nessa área cerebral, maior a neuroplasticidade dessa região, com
facilitação do impulso elétrico para esse circuito. Com isso o cérebro vai
reprogramando o seu funcionamento para buscar a pornografia online,
recompensando com a liberação de dopamina.
Sem tratamento, cada vez mais o seu cérebro vai buscar maiores
estímulos para se conseguir o prazer rápido. Quanto mais viciado, mais
tolerante fica ao estímulo. Funciona como um dependente químico que se
acostuma com determinada droga, desenvolve certa tolerância, e passa a
buscar drogas mais pesadas para ter o mesmo efeito de antes.
É comum iniciar o vício com fotos e vídeos com pessoas próximas da
beleza socialmente comum e com o tempo buscarem cenas de violência,
com animais e de outra orientação sexual. Apesar de relatarem que
acham muito esquisito e que não teriam coragem de praticar esse ato
sexual, só conseguem se masturbar com esse estímulo bizarro.
Esses pacientes passam a apresentar angústia, disfunção eréctil, redução
da libido diante de um estímulo considerado “normal” do parceiro sexual,
culpa por precisar assistir filmes que não refletem sua orientação ou
interesse sexual, dificuldade de concentração, falta de motivação e prazer
na vida. Normalmente associa quadro de depressão e ansiedade.
Temos que estar atentos ao vício em pornografia sempre que alguém
mostre esses sintomas. A ausência de reconhecimento do seu vício e
vergonha dificultam o relato espontâneo ao médico ou psicólogo.

Você precisa de um psiquiatra?

Ontem atendi um familiar de uma paciente que já se trata há anos. Veio ao consultório para “tomar satisfações”.
De uma forma muito deselegante, ele descobriu que a sua mãe, uma senhora de quase cinquenta anos, estava em tratamento comigo para diversas queixas de humor e sintomas físicos há três anos. Ela mora com o esposo e trabalha normalmente. Me procurou por indicação de um amigo do trabalho porque vivia se queixando de diversos sintomas físicos. Resultados de exames não justificavam essas queixas.
Iniciou tratamento medicamentoso, e aos poucos , todos os sintomas melhoraram. Depois de cerca 30 meses, foi reduzida gradativamente a medicação, com orientação qualquer dúvida fazer contato. 
Nesse período, novamente teve uma recaída de sintomas físicos, quando foi orientada a fazer contato comigo em caso de qualquer intercorrência. Qual não foi minha surpresa quando surpreendida por esse familiar, que me acusou de “charlatanismo” por querer deixar a sua mãe dependente de remédio, portando artigos não científicos, de autores que combatem a Psiquiatria e a Psicologia conhecidamente de forma oportuna e baseados em crenças pessoais. Artigos que prestam um desserviço à população que está doente e se inocentemente acredita neles. 
Estamos lidando com especialidades que foram criadas sustentadas  pela Ciência. Falamos de doenças que tem todo o substrato neuroanatomico estudado, definido pelo Código Internacional de Doença (CID) e usado Pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
O familiar não veio para conversar ou sanar dúvidas, a intenção era insultar, não especificamente minha pessoa, mas qualquer intervenção á Saúde Mental.
Essa situação me fez refletir e me lembrar um artigo que li em janeiro deste ano, que circulou na mídia, escrito pela advogada e professora universitária Ruth Manus, com o título “Jura que precisa de um psicólogo?”. 
Segue abaixo o texto e o link: 

 Jura que você precisa de um psicólogo?
Até quando vamos ter que explicar que ter um psicólogo ou ter um psiquiatra é algo absolutamente normal?
Foi numa festa. Estava conversando com alguns amigos e comentei a respeito de algo que a minha psicóloga havia me dito. Um deles arregalou os olhos e disse “você tem uma psicóloga?”. Respondi tranquilamente que sim e perguntei o porquê do espanto. Ele disse que, ao ler meus textos, eu sempre pareci uma pessoa muito bem resolvida e que nunca imaginou que eu precisasse de terapia.
Acho que todo mundo que tem um psicólogo, um psiquiatra ou qualquer tipo de terapia de apoio já se deparou com uma situação dessas. Muitos se surpreendem, muitos ainda carregam velhos estigmas, acham que é frescura, acham que é exagero. Chega a ser engraçado nos depararmos com esse tipo de pensamento em 2017.
É curioso (e satisfatório) ver como todos os cuidados com o corpo estão sendo cada vez mais valorizados: exames preventivos, alimentação saudável, exercícios físicos. As pessoas têm medo de ficarem feias, velhas e doentes. Eu também tenho. Por isso nos matriculamos na academia, compramos vegetais orgânicos, reduzimos as frituras, fazemos exame de sangue, usamos filtro solar. Mas muita gente acha que isso basta. Que corpo saudável é vida saudável.

Mas nem sempre é. A cabeça faz parte do nosso corpo, as ideias fazem parte da nossa vida, as lembranças fazem parte da nossa história e os sentimentos fazem parte da gente. Não é só o neurologista quem cuida da cabeça, nem é só o cardiologista quem cuida do coração. Psicólogos e psiquiatras não são nem um pouco menos importantes do que os demais. Sim, custa dinheiro, como tudo na vida. Mas não tenho dúvidas de que, no meu caso, é um dinheiro absolutamente bem gasto.
Ainda há quem pense que é preciso estar deprimido ou descontrolado para procurar este tipo de apoio. Mas não. Você pode estar ótimo. Mas pode ficar ainda melhor. Nós não fazemos ideia de quanta coisa a gente deixa mal resolvida no nosso caminho, nem do quanto elas influenciam as atitudes que temos hoje. Todas as vezes que dizemos “eu sou assim” para justificar nossos defeitos, é importante sabermos que poderíamos não ser assim. Poderíamos ser melhores e mais felizes. É, de fato, algo viável.
Mas é isso. Ninguém fica chocado quando alguém diz que vai gastar milhares de reais para colocar silicone. Ninguém acha absurdo que um homem faça um implante capilar ou que uma mulher faça um tratamento para celulite. De fato, eu também acho que tudo o que faz as pessoas se sentirem melhores é válido. Mas fazer terapia ainda causa espanto. Terapia ainda é vista por muitos como sinal de fraqueza, de segredos ou de desequilíbrio.
Eu digo com toda certeza: só consigo escrever- e ser julgada e tomar porrada e ser criticada e seguir em frente- toda quarta e todo domingo porque tenho apoio. Só aprendi a escrever sobre sentimentos porque me habituei a falar do meus. Só consegui lidar bem com o passado quando me ajudaram a afastar fantasmas escondidos. E eu não tenho a menor vergonha disso, assim como acho que ninguém deveria precisar ter.

Suicídio: falar é urgente para quebrar tabus

Esse é o título da reportagem no caderno Sociedade do jornal O Globo de 10 de setembro de 2017.

Para alguns o título parece pertinente, mas infelizmente muitos ainda defendem que não se deve falar de suicídio por receio de despertar a ideia.

Entretanto, esse tabu vem sendo questionado nos últimos meses no Brasil com ajuda das mídias sociais.

O google refere que nos meses de abril e maio houve um aumento considerável nas buscas com a palavra suicídio comparado aos últimos cinco anos. Acredita-se que esse aumento se deu com a divulgação do tema pela série do Netflix “13 Reasons Why” e pelo jogo da Baleia Azul.

A série e o jogo colocaram em destaque o tema suicídio, bastante antigo no Brasil e pouco falado abertamente. Com a  necessidade de explicar o tema em destaque podemos levar informações sobre a doença que leva ao suicídio.

É tão importante discutirmos sobre o suicídio que foi criado o mês de setembro como o mês de combate mundial ao suicídio. Os programas de televisão, jornais e outras mídias discutem sobre o tema, divulgam os sintomas e alertam sobre o tratamento.

A prevenção ao suicídio é o tema que mobilizou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a marcar o dia de 11 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mais uma iniciativa que faz parte do Setembro Amarelo.

Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados com o tratamento adequado.

Desde 2014, o psiquiatra Antonio Geraldo, representando a Associação Brasileira de Psiquiatria associado ao Conselho Federal de Medicina, realizam o Setembro Amarelo no Brasil.

O Suicídio é uma emergência médica e que precisa ser encarada com a importância e a seriedade que possui.

Deve-se informar a população sobre a doença e parar com as piadas e preconceitos que norteiam grupos de watsapps, facebook etc.

Segundo a OMS, uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos no Brasil. Outro dado assustador, é que desde 2002, a taxa vem subindo, principalmente, entre os jovens.

Estudos da OMS demonstram que quase 100% dos casos suicidas tem doenças psiquiátricas como base.

É urgente falarmos sobre o tema para que os que sofrem possam reconhecer que tem uma doença e busquem o tratamento adequado.



Notificação de Tentativa de Suicídio Pelo Profissional de Saúde

Se você é profissional da saúde e atende pacientes que tentaram suicídio, encaminhe e notifique a rede de atenção á saúde mental do seu município.
A portaria número 1.271/2014 do Ministério da Saúde no artigo quarto, determina que seja compulsório a notificação de tentativas de suicídio em até vinte e quatro horas de seu atendimento á Secretaria de Saúde de sua prefeitura.
A notificação  ajudará  esse paciente e familiar , assim como  estabelecer  estratégias de saúde  para vigilância de morbidade e mortalidade das doenças, bem como acompanhamento de suas causas. Com essas medidas, você ajudará a salvar vidas na sua cidade. 
Veja o link da portaria do Ministério da Saúde :




Avaliação Neuropsicológica

Este artigo foi escrito pela neuropsicologa Marcia Ferreira em que ela explica a importância da avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica é realizada por um profissional especialista em Neuropsicologia.
A Neuropsicologia é uma ciência que busca relacionar a manifestação comportamental de transtornos cognitivos, emocionais e da personalidade à problemas estruturais ou funcionais do cérebro. De forma resumida, a Neuropsicologia é o estudo das relações entre o cérebro e o comportamento.

Avaliação Neuropsicológica é um método empírico de exame que se aplica a vários contextos e que possibilita o mapeamento de funções cognitivas deficitárias e preservadas, assim como características comportamentais relacionadas ao desenvolvimento da personalidade.

Na avaliação neuropsicológica são utilizados questionários, entrevistas, escalas e testes específicos e normatizados, que permitem além da mensuração dos resultados quantitativos de cada tarefa específica, a análise qualitativa do desempenho , o que é de grande importância na compreensão geral do paciente, seja esse criança ou adulto.

Após o levantamento dos dados é possível identificar se existe ou não um déficit, suas características clínicas, cognitivas e emocionais e os impactos que causam á vida acadêmica, profissional e social do paciente. 

A avaliação neuropsicológica ajuda a família, a escola e os profissionais envolvidos na compreensão do comportamento do paciente, assim como suas capacidades e limitações. Ajudando no diagnóstico e no tratamento mais indicado.

 

Antidepressivos podem fazer mal?

Como qualquer outra classe de remédio se não forem bem indicados, podem trazer malefícios à saúde do indivíduo. Por exemplo, um anti hipertensivo se for prescrito para uma pessoa que não é hipertensa, vai levar a todos os malefícios de uma hipotensão.
Fico muito assustada com o uso indiscriminado de antidepressivos por psiquiatras e especialmente, por outros especialistas.
Todo dia recebo pacientes novos no consultório e, que na sua história já fizeram na maioria das vezes, uso de mais de um antidepressivo. Também na sua grande maioria prescrito por não psiquiatras e não neurologistas.
Ontem mesmo recebi um paciente de primeira vez que tem uma história de altos e baixos de humor acompanhado de irritabilidade que vem prejudicando o seu convívio familiar. Se trata de um adulto não sedentário e que vem também sofrendo estresse no trabalho. Apresentou um pico hipertensivo e, saiu com uma receita de anti hipertensivo e do antidepressivo fluoxetina. O mesmo paciente já tinha feito uso no passado de escitalopram prescrito por não especialista.
Vamos lá, se o psiquiatra que deve estar constantemente se atualizando com participação em congressos, cursos e artigos comete erros e tem dificuldades no diagnóstico e na prescrição do melhor fármaco, como pode ser visto na reportagem no link abaixo, imagine-se que existe um maior risco de erro por não especialistas. Assim como, a escolha do melhor anticoncepcional por um não ginecologista , por exemplo.
Nessa reportagem, psiquiatra prescreveu um antidepressivo para um jovem que talvez tenha o diagnóstico de Esquizofrenia, Esquizoafetivo, Transtorno de Personalidade ou Transtorno Bipolar, e que parece pelo julgamento do seu crime que o antidepressivo provocou um quadro de agressividade, falta de juízo crítico e, talvez, um delírio associado.
http://www.bbc.com/portuguese/geral-40751859?SThisFB
Como psiquiatra, fico cautelosa ao prescrever o antidepressivo para o paciente e  na escolha do tipo de antidepressivo que melhor responderá ao quadro, fico cada vez mais assustada com a quantidade de antidepressivos prescritos pelos meus colegas médicos não especialistas.
O meu objetivo é alertar aos colegas para serem mais cautelosos. Assim, como provocar a atenção a todos que tomam antidepressivos a buscarem informações com o médico especialista. É claro, que o caso desse paciente agressor descrito na reportagem, é um caso muito severo e menos comum. Mas muitos antidepressivos levam a muitas interações medicamentosas, alteração do sono, aumento da irritabilidade, aumento da desinibição e que causam prejuízos no seu dia a dia, sem haver a percepção da mudança de quadro associado ao mau emprego do antidepressivo.

Os Pais Precisam Preparar os Filhos para a Vida

Autora: Elizabete Possidente

No O Globo de 8 de agosto de 2017 na sessão do Ancelmo Gois a nota “Madame não educa” em que uma mãe não sabendo dizer “não” ao filho, pede à escola para não autorizar a presença do pipoqueiro na saída da escola.
O pior que não representa um caso isolado porque vemos isso no nosso dia a dia essa necessidade dos pais de agradarem os filhos o tempo todo.
Os pais precisam deixar os seus filhos se frustrarem ainda na Infância como papel educador.
Se a criança não perceber que a vida é feita de momentos bons e ruins, não vai saber que aquele momento ruim vai passar também.
Deixar o seu filho decepcionar-se com coisas normais do seu cotidiano, como, receber um “não” para comprar pipoca na saída da escola.
Deixe ele saber que a vida tem regras. Precisamos respeitá-las. Nesse exemplo, a mãe criou a regra que não tem pipoca na saída da escola. Essa é uma oportunidade de saber que precisa cumprir uma regra por mais desagradável que possa parecer.
Se isso não ocorrer, a criança cresce achando que tudo na vida tem que dar certo e que precisa ser feliz o tempo todo.
Quando crescer, ele vai receber muitos “não” na vida. Ele vai achar que o mal estar de receber a negativa será o fim mundo e que nunca irá acabar a sensação de angústia ao ser frustrado. Isto porque ele não foi educado pelos pais a ser preparado para a vida desde pequeno. Com isso, cada vez mais recebemos no dia a dia do consultório, jovens que tem crises de agressividade, ideias suicidas, se cortam ou ingerem álcool em grande quantidade ou drogas por não saber aceitar que o “não” faz parte da vida. Que esse mal estar passa e que precisa focar no plano B para essa fase passar mais rápido.
Caso queira ler mais sobre isso, recomendo as seguintes postagens sobre o tema:
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/search?q=Limites&m=1
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2013/01/a-importancia-de-deixar-os-filhos-terem.html?m=1

Fim do Preconceito à Saúde Mental

De acordo com a Healthline, cerca de 5 milhões de americanos receberam algum diagnóstico psiquiátrico.
A melhor maneira de ajudá-los é não estigmatizar.
Uma das grandes divulgadoras em quebrar esse tabu é a cantora Demi Lobato que foi ao público falar que sofre de Transtorno Bipolar. Ela falou de suas crises e da melhora com o tratamento adequado.
Porém também falou sobre não gostar de ser rotulada como “bipolar”. A bipolaridade faz parte da vida dela, mas ela não pode ser resumida a essa doença.
Veja no link abaixo a reportagem:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/demi-lovato-explica-motivo-de-nao-querer-ser-rotulada-como-bipolar.htm

Outro post que recomendo para complementar a leitura foi publicado nesse blog: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2017/07/quebrando-o-tabu-sobre-doenca-mental.html?m=1