Diminua o seu preconceito com Tarja Preta

Vale a pena ler esse artigo publicado na Bula Revista .

Segue o link:

https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/729171343767416

Um cachorro preto chamado Depressão

Vale a  pena assistir o vídeo que está circulando na Internet sobre depressão.

Segue o link

https://www.youtube.com/watch?v=mO-zdIvZUpE

Quais são as Restrições na Epilepsia?

Com o tratamento adequado com neurologista e com o suporte psicológico e psiquiátrico a grande maioria dos pacientes tem uma vida sem restrições.
O suporte psicológico é dado para poder fazer algumas mudanças de hábito de vida, e de melhor aceitação e adesão ao tratamento. O tratamento psiquiátrico em muitos casos deve ser feito porque muitos pacientes tem comorbidade psiquiátrica ao longo da vida. É conhecido que cerca de 30% dos epiléticos sofrem de depressão, 25% de ansiedade, 7% de psicoses e 2% de outras situações psiquiátricas. Com a associação dos psicofarmacos adequados ao tratamento neurológico com anticonvulsivantes conseguimos uma melhor qualidade de vida desses pacientes.
Muitos perguntam se podem dirigir, pois é sabido que existem 50% de chance de se ter um acidente, se ocorrer uma crise no volante. É recomendado ter pelo menos um ano sem crise para se conseguir a carteira de reabilitação. Se retornar a ter uma crise apenas deve-se suspender por seis meses (pelo menos) o ato de dirigir.
Quanto a esportes sabe-se que deve m ser desencorajados equitação,  esportes de altura e motorizados. Práticas de mergulho só podem ser liberadas depois de pelo menos quatro anos sem apresentar crises.
È importante saber que é proibido segregar portadores de epilepsia no ambiente de trabalho. Deve-se sempre orientar os pacientes a buscarem profissões que não represente  risco de vida para ele ou terceiros. Por exemplo, não se deve trabalhar pendurado em andaimes.
Gravidez deve ter planejamento adequado. É recomendado suplementos com ácido fólico e vitamina B12 cerca de três meses antes da gestação. Deve -se escolher anticonvulsivantes que passam menos para o bebê durante a gestação ou amamentação. O obstetra deve trabalhar em uma parceria com a equipe que já a assiste essa paciente no tratamento da epilepsia para se ter um melhor controle das crises durante a gestação, no momento do parto e no pós parto, para se manter em segurança a mãe e o bebê.
Antes de se pensar na gravidez a equipe deve estar atento ao método anticoncepcional. Muitos anticoncepcionais orais tem a sua menor eficácia provocada por interação medicamentosa com os anticonvulsivantes. Deve ser discutida qual é o melhor anticoncepcional para a mulher que sofre de epilepsia. Muitos especialistas optam pelo DIU.
Muitas mulheres podem apresentar irregularidades no ciclo menstrual  que devem também ser acompanhados para a escolha da melhor estratégia medicamentosa.

O paciente com epilepsia deve ter total liberdade para tirar todas as suas dúvidas sobre a sua patologia, e todos os médicos que o acompanham devem saber do seu tratamento e ter total conhecimento das interações psicofarmacológicas dos medicamentos anticonvulsivantes, antes de iniciar qualquer orientação ao paciente.

Compreendendo a Epilepsia

A epilepsia é um distúrbio  em que a pessoa torna-se vulnerável, graças a uma instabilidade dos impulsos elétricos numa certa região do cérebro. 
A crise representa um episódio dessa alteração. É sempre temporária e reversível. Quando atinge apenas uma área do cérebro é chamada de crise parcial. Quando se estende  por outras áreas, é a crise generalizada.
Na maioria dos casos a causa é desconhecida, mas alguns podem ter origem de situações neurológicas, como traumatismo craniano, tumores cerebrais,  abuso de álcool e drogas etc.
Na maioria dos casos pode-se ter controle efetivo das crises convulsivas com o tratamento adequado. O tratamento consiste no uso regular de anticonvulsivantes e algumas mudanças de estilo de vida, que devem ser sempre orientadas por um médico.

Uso de Tablets e Smartphones podem ser prejudiciais às Crianças

Os  tablets e smartphones fazem parte do dia a dia das famílias, e é preciso ter cautela com as crianças.
No final de 2011 a agencia Marketing Kids Industries divulgou uma pesquisa com 2200 pais americanos e ingleses que deixam as crianças usarem tablets. Cerca de 15% dos filhos entre 3 e 8 anos usam os tablets dos pais, outros 29% já possuem o seu próprio. Cerca de 10% das crianças menores de 2 anos tinham acesso a esse recurso. Essa mesma pesquisa demonstrou que 77% dos pais acreditam que estão fazendo bem ,  estimulando a inteligência e atenção dos filhos. Esse estudo mesmo estudo, atualizado,  já resulta que 38% dos menores de dois anos usam esse recurso na sua vida diária.
Muitas propagandas estimulam esse uso como um bom estímulo para as crianças pequenas. Mas sabemos que os tablets tem pouco tempo de mercado e estudos para sabermos o real impacto disso no cérebro  das crianças. Na prática já se observa no cotidiano de profissionais que atendem crianças algumas consequências negativas. Já notamos  crianças com dificuldade na escrita  cursiva.  Muitas crianças estão com a letra “de garrancho”, o que antigamente se acreditava ocorrer apenas na classe médica.
Existe uma contribuição para obesidade, um problema da vida moderna. Criança parada no sofá sem atividade física facilita a vida dos pais, a falta de tempo e de segurança em locais públicos, mas contribui para o sedentarismo.
A exposição a telas não desenvolve adequadamente a inteligência do bebê.  Diversas informações já vem prontas. As crianças usam menos sua capacidade de pesquisa, não desenvolvem curiosidade e imaginação.
Outro problema desse recurso  é o conteúdo inadequado. Eles vão navegando, descobrindo sites e jogos que não são compatíveis com a idade. Muitas das vezes porque observam irmãos ou primos mais velhos.
O tablet estimula o consumismo. Vemos crianças que não sabem ler ainda, mas reconhecem diferentes marcas. Existem até jogos que fazem usam dessas marcas em jogos, e não apenas nas propagandas.
É importante que os pais não usem os tablets apenas como “babá virtual”, ou seja, para aproveitar melhor o tempo, para possam fazer as suas coisas com mais tranquilidade.
Antigamente os pais estavam no carro e conversavam com a criança. Hoje dão um tablet para que possam se distrair e não “dar trabalho”. Sentam num restaurante e já puxam o tablet. Esse tempo antes era usado em conversas com a criança.

Um período importante em que a criança iria gastar energia, descobrir novas brincadeiras, e especialmente aprender a lidar com a vida social e amigos está sendo usado exclusivamente em atividades isoladas. O tablet deve ser usado sim, mas deve ser usado com moderação e com a interação do adulto que esteja cuidando dessa criança. Alguns especialistas sugerem que no máximo duas horas por dia , não corridas. Muitos já dizem de 30 minutos diários são ideais para crianças de até dois anos. Mas sempre com o adulto fazendo parte dessa brincadeira.

Brincar com os filhos em Idade pré escolar reduz alterações de comportamento

Autora; Elizabete Possidente

A Universidade de Coimbra  estudou sobre a importância das brincadeiras entre pais e crianças na idade pré escolar.

Pediatras, psicólogos e educadores encaminharam para participar desse estudo 125 pais ou cuidadores. As crianças foram acompanhadas dos 3 aos 6 anos de idade. Os pais ou cuidadores deveriam brincar 10 minutos diariamente com as crianças.

O estudo concluiu que crianças que brincam com os seus responsáveis por pelo menos 10 minutos por dia apresentaram bem menos distúrbios de comportamento.

O que fazer com o meu filho que tem medo de escuro?

Autora: Elizabete Possidente
É muito comum a criança ter medo de escuro na faixa dos 3 aos 7 anos de idade.
Nessa fase as crianças estão com a imaginação bem aguçada. É a idade em que a criança se interessa muito por contos, desenhos e filmes com personagens como bruxas, duendes, monstros, super heróis etc.
Também já começam a prestar atenção no noticiário e novelas que os pais assistem e na própria conversa dos adultos que as cercam, que narram alguns crimes assustadores. Pode parecer que a criança está distraída nas suas brincadeiras mas ela fica antenada em tudo que acontece ao seu redor.
Esse medo aparece na hora de dormir porque é a hora em que a criança está sozinha, longe dos seus pais.  O escuro ajuda na montagem do cenário.
É comum as crianças pedirem para dormir na cama dos pais. Os pais devem negar, apesar de ser muito gostoso e cômodo. A criança dormir com os pais só contribui em reforçar o medo da criança (recomendo a leitura nesse blog do artigo “Meu filho não quer dormir na sua cama” publicado em 04/10/11).
Os pais devem passar segurança para o seu filho. Conversar bastante sobre o que tem medo. Explicar que monstros e bruxas só existem no mundo da imaginação. Relatar que o escuro é igualzinho ao dia com  a luz apagada, que não existem diferenças entre o dia e a noite. Parece óbvio, mas muitas das vezes não é para o seu filho.
Na hora da criança se deitar pode um dos pais ficar ao seu lado até adormecer. É importante não mentir, afirmando que ficará a noite toda de seu lado. Explique que não há necessidade porque a casa é bastante segura, mas que entende o medo e vai ajuda-lo até pegar no sono.
Pode-se também deixar acesa uma luz discreta (como uma pequena luz de canto). Se a luz incomodar muito, e a criança tem um espírito aventureiro, presentear com uma lanterna “bem maneira” pode ser uma boa ideia, para deixar embaixo do travesseiro e ser usada em caso de necessidade.
Também deve ser estimulada a autonomia da criança. A criança pode ficar responsável por algumas tarefas. Por exemplo, ela deve trocar a água do seu bicho de estimação, arrumar uma determinada gaveta ou prateleira, separar o que precisa levar para o banho, lembrar de acender ou apagar a luz da varanda, arrumar a sua mochila etc. Essas atividades vão sendo dadas de acordo com a idade e aumentando com o tempo. Sempre procure elogiar cada tarefa que a criança der conta.
Essas estratégias ajudam na segurança e auto estima da criança. A criança se sentindo mais auto confiante se sente apta a enfrentar os seus medos. Se esse conjunto de estratégias não melhorarem o medo de escuro do seu filho, procure ajuda de um especialista.   

 

Cientistas parecem estar perto da detecção de Alzheimer pelo exame de sangue



Atualmente apenas se conta com exames de imagem, testes neuropsicológicos e entrevista médica para detectar Alzheimer. 

Houve uma publicação recente na revista Genome Biology, que fala sobre a existência de fragmentos minúsculos de material genético no sangue, que podem ser detectados em pacientes com Alzheimer.
Houve 93% de acertos num grupo de 202 pessoas que participaram da pesquisa alemã. Houve diferenciação clara das pessoas saudáveis das acometidas com Alzheimer.

Por enquanto, está em estudo por cientistas alemães, que acreditam que em alguns anos será possível detectar a doença pelo exame de sangue.

TDAH e o uso de drogas psicoativas (Ilícitas, Álcool e Drogas)

Diversos estudos que acompanham crianças com TDAH durante anos, no Brasil e no mundo, observam maior risco de uso de drogas, álcool e nicotina. Existem várias hipóteses para essa associação:

– Podem ter uma genética em comum, especialmente o gene DAT1.
– Pessoas acometidas de TDAH tendem a buscar mais gratificações imediatas.
– TDAH propõe menor capacidade de planejamento, ou seja, menor capacidade de antecipar as consequências de seus atos imediatos.
– TDAH e o uso de drogas têm disfunção dopaminérgica.
– Crianças e adolescentes com TDAH têm geralmente baixa autoestima, devido aos prejuízos de função executiva ou acadêmica que acumulam ao longo dos anos.
Foi observado também que quando se avalia grupos de pessoas com abuso de drogas e álcool cerca de 35% tem diagnóstico de TDAH, tratado ou não. O mesmo ocorre quando estudamos grupos de pessoas acometidas por dependência de nicotina. Nesses casos, também acrescenta a hipótese da nicotina melhorar a atenção, reforçando a continuidade do tabagismo.
Conclui-se que, para melhor adesão e resposta ao tratamento das pessoas acometidas por dependência de drogas, álcool ou nicotina, deve-se avaliar a presença de TDAH, para associação ao tratamento.

Sugestões de leitura complementares nesse blog: artigos publicados nas datas de 05 abr 2011; 28 mai 2012; 03, 05 e  06 jun 2012; 17 jul 2012;   11 e 13 dez 2012; 10 e 13 jun 2013.

Neurodesenvolvimento de crianças expostas a antidepressivos ou à Depressão Materna Não Tratada

A farmacoterapia da depressão em grávidas sempre teve muita polêmica, pois sabemos que algumas drogas podem ser teratogênicas (provocam mal formação do bebê) e que muitos antidepressivos já são prescritos para as gestantes em depressão.
Isto porque já se comprova estatisticamente que gestantes deprimidas tem maior chance de complicações obstétricas, tais como ganho de peso, risco de diabetes gestacional, eclampsia, natimortos, prematuridade, crescimento prejudicado do bebê, malformações, deficit cognitivo e psicopatologias mentais nas crianças.

Foi publicado um estudo onde foi avaliado o neurodesenvolvimento de crianças expostas aos antidepressivos e de crianças expostas à depressão materna durante a gravidez. Esse estudo foi publicado na revista médica Am J Psychiatry em 2012 (169:1165 a 1174) e apresentado na 23ª Conferencia Anual da Organização de Especialistas em Informação de Teratologia e 34º Encontro Anual da Sociedade de Teratologia Neurocomportamental. 

Os participantes do estudo foram selecionadas no programa de monitoramento de risco materno do Hospital for Sick Children de Toronto. Lá existe um banco de dados que registra todo aconselhamento de medicamentos usados durante a gestação, e todos os riscos de teratogenicidade de diversos medicamentos, inclusive de antidepressivos. Foram incluídas mulheres deprimidas diagnosticadas pelo psiquiatra, com uso de certos antidepressivos padronizados, e sem uso de antidepressivos.

Um psicometrista, sem conhecimento se a mãe usou ou não antidepressivo, acompanhou o desenvolvimento neuropsíquico dessas crianças, através de testes neuropsicológicos. Foram observadas as seguintes características:
  • Não houve diferença no peso ao nascimento das crianças que  foram expostas ao antidepressivo do grupo das crianças expostas á depressão. 
  • Não houve diferenças significativas  nos testes de inteligência dessas crianças, sendo levado em consideração a inteligência da mãe.

  • Não houve diferença significativa em alterações comportamentais nessas crianças. 

De modo geral, não foi encontrado nenhum efeito do antidepressivo sobre o desfecho intelectual e comportamental das crianças.


Sabe-se que a depressão materna não tratada leva a um risco aumentado de depressão pós-parto e que a exposição fetal e na infância à depressão materna são preditores significativos de problemas do comportamento. Pode também aumentar o risco de desenvolver algum problema de saúde mental.

Recomendo a leitura no blog do artigo “Gravidez e Medicamentos Controlados” publicado em 8 de setembro de 2012. 


TDAH na infância aumenta o risco de obesidade na vida adulta

Vários artigos referem que a criança com TDAH tem maior risco de obesidade na vida adulta. Acredita-se que o ganho de peso é consequência da dificuldade de controlar os impulsos e a falta de planejamento para se criar um bom hábito alimentar.

Foi recentemente publicado um artigo pela revista Pediatrics (maio de 2013) em que a Universidade de Nova York acompanhou 222 indivíduos do sexo masculino. Esses meninos foram acompanhados a partir dos oito anos, até completarem 41 anos.

Metade desses homens foram diagnosticados com TDAH na infância e a outra metade sem nenhum distúrbio. Dos participantes com TDAH, 41% foram considerados obesos na vida adulta.


Ter conhecimento disso é muito importante para o médico e o familiar das crianças com TDAH estarem atentos para melhor orientação.  

A prevalência de pacientes com Alzheimer terá aumento considerável

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o número de pacientes com demência vai dobrar até o ano de 2050. De todos os tipos de demência a mais comum continuará sendo a demência de Alzheimer.

No Brasil, a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) alerta que esse número dobrará até o ano de 2030. Essas informações foram publicadas numa campanha lançada esse mês, com material informativo para alertar a população sobre os sintomas de demência.

Nesse momento estudos de prevalência demonstram que metade dos pacientes com Alzheimer no Brasil não sabem ainda que tem a doença. Sabemos também que a demência é uma doença degenerativa que não tem cura, mas quanto mais cedo iniciarmos o tratamento mais podemos retardar a evolução da doença.

Na fase inicial as queixas mais comuns são mudanças de humor e alguns esquecimentos. Isso não pode passar despercebido pelos familiares. Nesses casos, procure um especialista, que saberá fazer a entrevista e diagnóstico diferencial de demência e outras patologias.

Como treinar seus pensamentos para reduzir sintomas de Depressão ou Ansiedade

Todos que tendem a ter  queixas de depressão e ansiedade apresentam uma fixação nos pontos negativos da vida.

Muitos desses pacientes não lembram vários eventos ou fases da vida mas detém informações detalhadas de situações estressantes ou negativas que vivenciaram.
É necessario fazer um treinamento para tirar as informações positivas das situações do cotidiano.Ter consciência de que a sensação de ” se tal coisa acontecer…” é apenas uma imaginação que pode nunca se tornar real. Ter certeza de que se problemas surgirem, você será capaz de resolvê los, como muitos outros que já tenha passado na vida.

Procure entender que situações o deixam ansioso ou triste, e tente evitá-las. Você só poderá melhorar identificando o que o estressa para tentar atenuar esse evento em sua vida.

Seja realista, usando os fatos para fazer previsões e se preparar para o futuro.

Síndrome da Alienação Parental

Autora: Elizabete Possidente

Desde 26 de agosto de 2010 a alienação parental virou crime, sob o número 12318.

A Síndrome de Alienação Parental ocorre quando um dos pais tenta negligenciar e cortar os vínculos afetivo com o genitor alienado. Na maioria dos casos, por ser a mãe a ter a guarda das crianças, é ela que faz com que a criança não respeite o pai. A criança é ensinada a cortar qualquer laço afetivo com o pai, passando a ter sentimentos de esquiva, ansiedade ou medo desse pai.

Isso traz muitas consequências emocionais, distúrbios de conduta ou de sexualidade na criança.

É necessário o acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico da criança, associado a um acompanhamento psoeducacional dos pais. As vezes, se faz necessário também intervenção jurídica.

Estudo Britânico Demonstra que Fumo Degenera Cérebro

Pesquisadores do King’s College de Londres avaliaram 8,8 mil pessoas com mais de 50 anos, quanto ao raciocínio, aprendizado e memória, demonstrando que o fumo prejudica o cérebro através de testes de desempenho cognitivo.

Foram observados que a hipertensão arterial e o sobrepeso são grandes vilões para o cérebro, mas numa proporção menor que o tabagismo. Esse estudo foi publicado no periódico Age and Angeing. Esse artigo também foi comentado no jornal O Globo de 27 de Nov de 2012.

Diagnóstico Errado e Subestimado de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) no Brasil

O título desse post também foi o título da matéria publicado no Caderno de Ciências do jornal O Globo em dois de abril de 2013.

Apesar de inúmeros comentários em reportagens na TV, rádios, jornais e artigos na Internet, em que se afirma que no Brasil o número de crianças e adultos medicados com TDAH vem aumentando nos últimos anos, esse número ainda é muito abaixo do esperado. Ou seja, a venda de remédios no Brasil para esse transtorno está muito abaixo da prevalência das pessoas acometidas por esse diagnóstico na população brasileira.

Existe um estudo da USP que cita que 5,4% da população de indivíduos de 6 a 16 anos tem TDAH, mas apenas 2,5% dessas pessoas se tratam, incluindo o uso de remédios. Isso serve de alerta para que os profissionais de saúde, professores e pais fiquem atentos aos sintomas nesses jovens.

Vale a pena ler mais sobre TDAH nos nove artigos já publicados nesse blog nas seguintes datas:

05 de abril de 2011,
28 de maio de 2012,
03 de junho de 2012,
05 de junho de 2012,
06 de junho de 2012,
06 de julho de 2012,
17 de julho de 2012,
11 de dezembeo de 2012 e
13 de dezembro de 2012.

Comportamento e Risco Suicida

Há cerca de 1,5 milhão de suicídios no mundo, e cerca de vinte vezes mais tentativas de suicídio.

O comportamento suicida é uma preocupação de Saúde Pública mundial. Parece ocorrer mais em pessoas que tem a tríade fator estressor, doença psiquiátrica e vulnerabilidade específica ao suicídio.
História pessoal e familiar de tentativa de suicídio ou comportamento suicida também contribui para essa maior probabilidade. Outro fator contribuinte que o profissional de saúde deve estar atento é alguma história de abuso sexual na Infância.

A doença psiquiátrica que tem maior probabilidade de presença é o Transtorno de Humor. Uma pessoa que sofre de Transtorno de Humor tem de 13 a 26 vezes mais chance de cometer suicídio que a população em geral, assim como pacientes esquizofrênicos tem uma chance aumentada em 8 a 10 vezes para o suicídio.

É importante estar atento a esses fatores que contribuem para um risco maior de suicídio, para que se tenha uma avaliação e um apoio (psicoterápico e medicamentoso) mais adequado a situação clínica.

Terapia Cognitiva Comportamental em crianças e adolescentes com ansiedade

A Terapia Cognitiva comportamental em crianças e Adolescentes com ansiedade foi tema de discussão no Congresso Europeu de Psiquiatria (EPA) realizado em Nice em abril de 2013.

O Dr. Krister Fjermestad demonstrou que adolescentes e crianças atendidas no Haukeland University Hospital, com quadro de ansiedade, respondiam satisfatoriamente a terapia cognitivo comportamental (TCC). O grupo de crianças ansiosas que não respondiam a TCC apresentavam outras comorbidades.

Ele mostrou um follow-up de 182 pacientes atendidos com diferentes tipos de transtornos de ansiedade. A TCC teve um maior efeito no grupo de crianças que sofriam de transtorno de ansiedade generalizada, quando comparados ao grupo de fobia social, por exemplo.

A Farmacoterapia não representa nem o Início nem o final do Tratamento do TDAH

Conforme apresentação no Congresso Europeu de Psiquiatria, realizado em Nice no período de 6 a 9 de novembro de 2013, a Dra Sandra Kooij afirmou que a Farmacoterapia nunca é o início e nem o final do tratamento do TDAH.
Ela afirmou que sua pesquisa em pacientes adultos com TDAH demonstrou que todos tiveram o seu início clínico na Infância, mesmo os que não buscaram tratamento. Referiu também a importante expressão genética encontrada nesses pacientes. Todos afirmaram que tinham pelo menos um dos pais com curso de vida bem semelhante.
Demostrou que os adultos costumam se apresentar com mudanças de humor, prejuízo nos seus relacionamentos e dificuldade em lidar com dinheiro. Podem também apresentar abuso de álcool e outras drogas, que inicialmente podem reduzir os sintomas do TDAH e cruzar com o problema com o álcool. Isso pode causar confusão no momento do diagnóstico, e portanto influenciar no tratamento adequado.
Pode- se observar nesse modelo de entrevistas as outras patologias encontradas nesses indivíduos com TDAH. Isso é muito importante na pratica clinica, pois o paciente pode procurar ajuda,  de queixas de TDAH, e passar desapercebido queixas de outras comodidades. Ou também o inverso, pode nos procurar com queixas de algum diagnostico (como disfunção do sono, por exemplo) e nos não investigarmos a presença do TDAH, especialmente nos adultos, porque costumam confundir sintomas de TDAH com traços de sua personalidade. 
A maioria dos pacientes da pesquisa buscaram ajuda profissional em torno de 35 anos de convívio com a doença. Nunca souberam que o que consideravam características de sua pessoa fossem sintomas que causavam grave prejuízo profissional, pessoal e social, como parte de uma doença que tem tratamento.
Em sua pesquisa os pacientes eram diagnosticados por uma entrevista semiestruturada. Podem-se observar também as suas comorbidades.
Problemas de sono ocorreram em 80% dos pacientes, e se iniciaram na Infância. Todos se consideravam como pessoas típicas da noite, com muita dificuldade para iniciar o sono. Algumas pessoas citaram episódios extremos ainda crianças. Foi ressaltado que essa dificuldade para dormir também leva a outras comorbidades, como obesidade, diabetes, câncer e hipertensão arterial.
Nesse estudo observou-se também que os pacientes tem em média um atraso de uma hora e trinta minutos do sono por dia, ao longo da vida.
Os pacientes foram orientados a mudar hábitos antes de iniciar o tratamento do TDAH propriamente dito. Ela propôs uma higienização do sono, psicoeducação da doença e técnicas comportamentais, que melhorem a ansiedade e a depressão, associados na maioria dos pacientes com TDAH adultos. Foram também atendidos para orientação, como deveriam se organizar nas tarefas com a noção de tempo.
Depois desse primeiro passo, os pacientes eram encaminhados para o uso de drogas específicas para o TDAH. Ela acredita que se não passarem pelo primeiro passo de educação e orientação, dificilmente os pacientes irão se organizar de forma a aderir ao tratamento medicamentoso. Assim, responderiam a uma menor dose. 


Como cultivar um bom relacionamento entre irmãos

Autora: Elizabete Possidente

É claro que o bom relacionamento entre irmãos não se dá de um dia para o outro, e depende do comportamento dos pais diante da relação dos filhos. Incentivar a compreensão e a tolerância entre os irmãos é fundamental para cultivar um bom relacionamento entre eles. Não apenas do mais velho ao caçula, ou de um irmão protegendo a irmã menina por considerar a mais frágil.

Sempre incentivar a boa relação é importante. Ficar de mal ou chateado com o irmão não deve ser normal, não devemos achar graça quando eles estão zangados um com o outro. Leve a sério,  porque é assim que eles sentem a situação.
Estabeleça regras que incentivem a interação entre eles, combinados que evitem conflitos. Por exemplo, se todos querem usar o mesmo computador, TV ou vídeo-game, programe um rodízio que eles tenham que seguir. Compre jogos onde eles precisem jogar juntos e com os pais também. Envolva-os em tarefas conjuntas, seja dentro de casa ou fora. Por exemplo, arrumar a mesa do café da manhã aos domingos, ser responsável em verificar as luzes acesas da varanda de casa etc.
Crie tradições da família. Por exemplo, o hábito de arrumar a árvore de Natal e os enfeites todos juntos, em clima de festa. Sempre que for aniversário de um ou de outro irmão, deve se incentivar o presente entre eles, uma lembrancinha com o dinheiro da mesada, isso leva a pensar e conhecer o que outro gosta. 
Fale positivamente de um filho para outro e vice-versa, mostrando que os irmãos são pessoas diferentes e que cada um tem seus pontos fortes.
É importante respeitar a indivualidade de cada um. É muito comum os pais tratarem os dois irmãos da mesma forma, especialmente irmãos do mesmo sexo ou gêmeos. Isso pode ser injusto com um dos irmãos, e estimular a rivalidade. Por exemplo, um que não arruma bem o quarto, não pode ficar ouvindo sermão sobre como o outro é melhor na arrumação. Se um é super cuidadoso com os deveres de casa, não pode ficar de castigo porque o outro que não é está, por exemplo, deixando de viajar por que o irmão não pode.
A rivalidade é normal entre irmãos e fortalece o vínculo e respeito pelas diferenças que eles descobrem entre si. Mas quando isso é constante se torna um erro, os pais não podem achar normal. Nesse caso os pais devem intervir, não sendo omissos nessa desarmonia. Sempre defender o lado que considera o mais fraco (o mais novo, o que nasceu pré maturo, o que ficou muito doente quando pequeno,  a menina) não contribui em nada para melhorar essa rivalidade.
A interação entre irmãos deve ser estimulada no primogênito a partir do momento em que a mãe descobrir que está grávida – veja o artigo nesse blog “Como Fazer Meu Filho Curtir a Vinda do Irmãozinho?” (publicado em 19 de março de 2012).