Redação do Enem 2020: O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira.

O tema da redação desse ano no ENEM “ O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira” é um tema bastante atual de elevada relevância.

A nossa sociedade brasileira trata com muito preconceito e discriminação os deficientes e portadores de doenças mentais.

Esse estigma as doenças mentais é tão comum que houve necessidade de criar um o termo para combater isso: Psicofobia.

Psicofobia é um crime previsto em lei e está tramitando no Senado Federal no projeto de lei 74/2014 de autoria do senador Paulo Davim que torna a Psicofobia um crime, assim como a Homofobia e o Racismo.

Infelizmente, em pleno 2021, ainda me deparo com pacientes que tiveram recorrência clínica diante da humilhação de seu transtorno ou discriminação por seu tratamento psiquiátrico. Fico mais entristecida quando o preconceito é proveniente de profissionais da área dasaúde que tem obrigação de conhecer a doença e ser defensor da psicofobia se tornar lei. Todos deveríamos saber que saúde não engloba somente a doença física e sim diversas nuances do psicológico e emocional que por si só já são aspectos da saúde global, mas também são capazes de agravar ou até mesmo desencadear alterações físicas.

A seguir, destacarei alguns exemplos que ocorreram recentemente no meu consultório.

Uma paciente em tratamento de ansiedade generalizada com ataques de pânico e episódios de falta de ar recorrentes. Solicitava auxílio de seu médico clínico que respondia ser tudo fantasia de sua cabeça e ignorava suas queixas. Os dias foram piorando e quando resolveu entrar em contato comigo, percebi que mal conseguia falar ao telefone devido a tamanho desconforto respiratório. Encaminhei-a prontamente para a emergência onde fora diagnosticada franca crise de asma. Seu sofrimento poderia ter sido poupado com um olhar mais atento de seu clínico.

Outra de minhas pacientes vinha sofrendo de depressão pós parto por tempo prolongado, mas seu psicólogo e homeopata afirmavam ser um momento comum e indicaram evitar a procura por um psiquiatra, pois apenas a entupiria de calmantes e prejudicaria o cuidado de seubebê. Não consideraram a severidade de sua situação. 

Um paciente teria recebido indicação para um procedimento cirúrgico inesperado. Além de ter sido pego de surpresa com a notícia, foram utilizados termos e expressões médicas que não compreendia, deixando-o ainda mais atordoado. O profissional que estava acompanhando relacionou a dificuldade de entendimento do paciente a sua doença psiquiátrica, não levando em consideração impacto de uma notícia ruim e a forma como foi contada a ele. 

Outro paciente que se encontra estável há anos com a medicação e que com a pandemia ficou mais sedentária e passou a comer mais bobagens apresentou aumento de insulina em seus exames de rotina. Foi ao clínico que sem conhecer sua prescrição e história clínica associou imediatamente o desequilíbrio ao remédio psiquiátrico.

Também quase diariamente escuto de pacientes que outros especialistas questionam o uso da medicação prescrita pelo psiquiatra. Esses profissionais dizem que o paciente “está bem” e que não há necessidade de uma medicação contínua, ignorando a possibilidade de sua estabilidade clínica ser graças ao uso do fármaco correto na forma correta. 

A falta de conhecimento sobre doenças psiquiátricas e seus tratamentos junto ao desinteresse em contatar o psiquiatra e a procurar entender a saúde integral de seus pacientes,dificultam muito a nossa prática clínica. Aliado a isso, existe um estigma e preconceito enraizado à visão que muitos têm da Psiquiatria, que deve ser fortemente combatido.

Da mesma forma que não podemos subestimar o sofrimento do paciente com câncer ou da estabilidade de um paciente em uso contínuo de medicamentos, como anti-hipertensivos ou hipoglicemiantes orais, também não podemos descriminar os pacientes que sofrem de alguma doença mental ou que fazem uso regular de anticonvulsivantes, estabilizadores de humor, antidepressivos, entre outros.

Importante nos informar e divulgar a campanha Psicofobia é crime.

Por essas razões gostei muito do tema da redação que serve de reflexão sobre o tema.

Janeiro Branco:quem cuida da mente,cuida da vida

Janeiro é o mês da Saúde mental. Essa campanha Janeiro Branco com o slogan “ Quem cuida da mente, cuida da vida” serve para alertar sobre os sintomas das doenças psiquiátricas, especialmente depressão, ansiedade e transtorno do Pânico.

Assista o vídeo para entender melhor como surgiu essa campanha no Brasil e o motivo do mês de janeiro ser eleito o mês da Saúde mental.

Soul : tema difícil (contém spoiler) – dica de filme

Autora: Elizabete Possidente
Soul é um longa que estreou em 25 de dezembro de 2020 e veio para emocionar adultos e crianças.
O tema morte é um assunto muito difícil de se abordar tanto com adultos como crianças. É abordado de uma forma muito sútil no decorrer do filme.
O filme refere que a nossa passagem pela Terra é provisória. Todos temos uma alma que é preparada no Universo antes de nascer e conduzida ao céu após a morte.
O personagem principal que se sente frustrado por não ter realizado seu sonho de ser um famoso e reconhecido pianista de jazz, tem uma morte acidental no dia em que estava prestes a realizar o seu desejo. Distraído não viu um buraco, mesmo depois do Universo protegê-lo em vários situações que poderiam ter virado um acidente grave.
Continuou vagando pela vida da mesma forma, sem e mudar a maneira de encará-la.
Ao morrer fica muito chateado. Faz de tudo para voltar à Terra. Foi difícil se rever a sua vida e perceber que teve muitos e muitos momentos felizes sem valorizá-los.
O filme a todo momento reforça que a vida deve ser valorizada e curtida em todos os momentos como se fossem os últimos.
A mensagem do filme é útil para adultos e crianças, que devem valorizar todos os momentos do seu dia a dia. Esse é o sinônimo de vida feliz.

A sensação ruim que vem com o Natal

www.instagram.com/tv/CI_TsGggi7b/

Assista o vídeo e entenda os motivos que podem levar a sensação desagradável com o Natal.

Qual é a idade ideal para dar o celular aos nossos filhos?

www.instagram.com/tv/CIfr-d1gbYT/

Essa é uma questão que assombra muito os pais.

Eu acredito que a idade determinante varia com a particularidade de cada criança e adolescente.

No vídeo explico melhor essas variáveis que os pais devem analisar para ter a resposta adequada, não causando prejuízo a saúde mental de seus pequenos.

A importância do sono na adolescência

www.instagram.com/tv/CIF_ZIEgjRB/

Acima tem o link de vídeo em que explico a importância do sono do adolescente. recomendo a todos pais, educadores e adolescentes assistirem para compreender as mudanças e a importância do sono nessa fase da vida.

Atenção: indicadores para Obesidade – parte 2

Descrevemos os sinais periféricos indicadores de obesidade na parte 1 desse artigo, vamos agora aos sinais centrais.

Diversos hormônios periféricos estão associados à ação central.  Acredita-se que pacientes obesos têm aumento circulante de alguns hormônios, como leptina e insulina. Também teriam menor sensibilidade no hipocampo pelo processo inflamatório, provocando compulsão alimentar.

A vontade de comer e a saciedade são ocasionadas por áreas distintas do hipotálamo. O centro da fome está localizado na área lateral do hipotálamo e o da saciedade no núcleo ventromedial. O centro da fome está sempre ativado e pode ser inibido pelo centro da saciedade. O centro da saciedade é ativado quando o nível de glicose nas suas células for elevado. Quando o nível de glicose for baixo, as células são inibidas e o centro da fome passa a exercer a sua função. Abaixo alguns mecanismos conhecidos e importantes no tratamento da obesidade.

  • O cérebro reconhece o nível de reserva de energia do organismo pela leptina. A baixa dos níveis de leptina leva o cérebro a reconhecer que há redução de gordura. Com medo de não haver reserva de energia suficiente, aumenta o apetite para armazenar mais gordura.
  • A colescitoquinina (CKK) atua na sensação de plenitude. Uma alteração nesse hormônio contribui para manutenção da obesidade.
  • A serotoninadesempenha diversas funções no sistema nervoso, como liberação de hormônios, regulação do sono, temperatura corporal, apetite, humor, atividade motora e funções cognitivas. Alterações nos níveis de serotonina aumenta a vontade de comer doces e carboidratos.
  • A noradrenalina parece ter uma ação paradoxal na ingesta alimentar. Dependendo do tipo de receptor que é estimulado, pode reduzir ou aumentar a vontade de comer.
  • A dopaminaativada no núcleo accumbens está associada a aumento da vontade de comer.
  • O glutamatotem diversos receptores, nem todos ainda têm a ação conhecida, mas se sabe que no receptor NMDA atua na vontade de comer.

Diversos mecanismos estão envolvidos na obesidade, portanto manter o peso não é tão simples como se pensava antigamente, reforçando ainda mais que o tratamento da obesidade deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. 

Efeitos da depressão em você

A fisiopatologia da depressão demonstra que a depressão não é uma doença limitada ao cérebro. É uma doença inflamatória multisistêmica.

Veja o vídeo para entender um pouco mais de como a depressão pode afetar o seu organismo.

Atenção: indicadores para Obesidade – Parte 1

Obesidade é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal. Está altamente associada a diversos distúrbios psiquiátricos, metabólicos, cardíacos, osteoarticulares e até a algumas doenças oncológicas. Isso já nos dá uma noção da complexidade na avaliação e na escolha do tratamento para o paciente com obesidade.

Alguns sinais são indicadores à obesidade, periféricos e centrais. Os sinais periféricos são relacionados ao sistema de adipócitos e endócrinos. Os principais são Leptina, Grelina, CPK, Insulina, Adeponectina, NPY e AGRP.

A principal função da Leptina é informar ao hipotálamo a quantidade de gordura presente nas células adiposas. Funciona como um sensor que envia informações ao cérebro, uma vez que está ligada ao controle do peso corporal e à saciedade. A deficiência desse hormônio pode ser um fator causador da obesidade. Quanto maior a quantidade de tecido adiposo maior será os níveis circulantes de Leptina.

Outro hormônio que tem associação à obesidade é a Grelina, que é secretada no estômago. A Grelina é o único hormônio no trato gastrointestinal com ações orexígenas. Ela provoca secreção do ácido gástrico e aumenta a motilidade intestinal. Tem sua produção aumentada em períodos prolongados de jejum, estimulando a liberação pelo hipotálamo de proteínas indutoras de fome. Em situações de períodos de jejum prolongado há maior liberação de Grelina para abrir o apetite. Outra função da Grelina é aumentar a proliferação e diferenciação de pré–adipócitos em adipócitos (células de gordura). A recomendação de se alimentar a cada 3 ou 4 horas em pacientes que desejam emagrecer é para evitar o aumento de secreção de Grelina, que leva a compulsão alimentar. Toda cirurgia bariátrica que retira o fundo do estômago reduz a produção de Grelina, contribuindo para a perda de peso. A Grelina também estimula o acúmulo lipídico e diminui a secreção de Insulina e a sensibilidade à Insulina, provocando elevação nos níveis de glicose.

A Colescitoquinina (CCK) é produzida pelas células duodenais após cerca de 20 minutos da ingesta de alimentos com gordura ou proteína. A CCK estimula a motilidade intestinal, a contração da vesícula biliar, secreção de enzimas pancreáticas e estimula os nervos vagais, que informam ao hipotálamo que a gordura e a proteína estão sendo processadas para reduzir a fome.

Existem outros hormônios que atuam na regulação de curta duração que aumenta a secreção de Insulina e da Grelina, ou seja, estimulam o apetite. Esses neurônios são inibidos pela Leptina e sua atividade também é modulada por hormônios gastrointestinais.

A Insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pelo controle da glicemia e metabolismo das gorduras. Para atuar no controle da glicose, a Insulina capta a glicose plasmática em excesso e reabastece o glicogênio muscular. Após o transbordamento do glicogênio no músculo, a glicose em excesso é enviada ao tecido adiposo. A Insulina aumenta a captação de glicose e a queda da glicemia, que estimula o aumento do apetite. Por isso pacientes com aumento de Insulina tendem à compulsão alimentar.

Os sinais centrais estão associados a neurotransmissores, especialmente Serotonina, Noradrenalina, Dopamina e Glutamato. Esses sinais serão abordados no próximo artigo.

Transtorno de escoriação ou skinpicking

Automutilação está cada vez mais comum entre os jovens. Devemos estar atento a esse comportamento que pode ser sinal de alerta para diversos transtornos psíquicos.

Associação Obesidade e Psiquiatria

Existem diversas definições para obesidade. Um dos conceitos conhecidos fala em obesidade como acúmulo excessivo de tecido adiposo, outro é baseado no índice de Massa Corporal (IMC): um IMC superior a 30 kg/m² já seria considerado obesidade. Também são considerados obesos indivíduos com mais de 20% acima do peso padrão especificado (levando em consideração altura, estrutura corporal e sexo) e que sentem incômodo relacionado ao excesso de peso (desde que não tenha outro distúrbio alimentar, como anorexia).

Essas diferentes formas de definir a obesidade são influenciadas por diversos fatores psicológicos, biológicos e sócio culturais. A nossa cultura ocidental atual incentiva o indivíduo a buscar a perda de peso, até mesmo por pessoas não seriam consideradas acima do peso.

Diversos fatores genéticos e físicos influenciam na obesidade, tais como pouca atividade física, padrão alimentar e preocupação estética excessiva. Problemas psicológicos e psíquicos também contribuem no surgimento da obesidade, assim como a obesidade também contribui para o desenvolvimento de diversos problemas emocionais e de doenças psiquiátricas.

Quando a pessoa acredita que a felicidade, a aceitação e o sucesso social são dependentes principalmente da aparência elas tendem a ter mais distúrbios psicológicos e psíquicos, que acabam contribuindo para o surgimento e manutenção de distúrbios alimentares. Aceitar o seu corpo, aceitar restrições, mudar hábitos contribuem para o tratamento desse quadro.

A obesidade pode ocasionar constrangimento social, não aceitação pelos pares, dificuldades físicas, entre outros problemas. Estudos confirmam que cerca de 50% dos obesos apresentam alguma morbidade psiquiátrica e cerca de 80% sofrem de depressão e ansiedade. Quando se estuda pacientes deprimidos observa-se que 53% são obesos. Também sabemos que a taxa de obesidade e de síndromes metabólicas são de duas a três vezes maior em pacientes que sofrem de algum distúrbio psíquico.

Outros fatores que contribuem para essa ligação obesidade e psiquiatria/psicologia:

– Mudança do padrão alimentar, por exemplo, ansiedade e depressão disfórica com aumento de apetite.

– Disfunção do sono (como insônia ou sono não reparador) que interfere na secreção de diversos hormônios.

– Mudança funcional cerebral por hiperatividade de regiões subcorticais e hipoatividade das corticais (essa alteração está presente na obesidade e nas doenças psiquiátricas).

– Hiperativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal provocado pelo sistema inflamatório presentes tanto nas doenças psiquiátricas como na obesidade.

Os problemas na esfera psíquica são geralmente percebidos como consequências da obesidade, mas na maioria dos casos, ao serem criteriosamente avaliados por um profissional de saúde mental, nota-se que já estavam presentes antes da obesidade e que possivelmente contribuíram para o surgimento do problema. É importante ressaltar que a obesidade está associada a alterações psíquicas identificadas como consequências da condição de ganho de peso. Com isso em mente, mais os exames clínicos, é definido um tratamento multidisciplinar para esse paciente, levando em consideração medicamento, psicoterapia e dietoterapia.

Transtorno Bipolar

Obesidade é uma doença?

Obesidade é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal. Está altamente associada a distúrbios psiquiátricos, distúrbios metabólicos, distúrbios cardíacos, diversos tipos de cânceres e osteoartrites.

No Brasil, o número de pessoas com obesidade vem crescendo muito, sendo considerado um problema de saúde pública. Já contabilizam 12,5% dos homens adultos e 16,9% das mulheres adultas com obesidade. Fora que 50% dos adultos tem sobrepeso.

O Ministério da Saúde já refere que a cada 5 pessoas, uma é considerada obesa. Mais da metade das pessoas que vivem nas grandes capitais brasileiras já são obesas.  

Vejo que um dos grandes problemas é a conscientização sobre a obesidade. A população deve ser informada que a obesidade é uma condição crônica. Uma vez obeso sempre terá que ter a atenção a esta situação, assim como ocorre em outras patologias crônicas, como hipertensão arterial e diabetes. Alertar sobre isso é oferecer a chance do indivíduo se tratar e reduzir a chance de desenvolver diversas outras doenças. Alertar que a obesidade é uma doença não é estigmatizar a obesidade como alguns grupos defendem.

Teve uma pesquisa recente nos Estados Unidos que tem mais da metade dos adultos obeso em que só 64% reconheciam a obesidade como doença mas que apenas 54% acreditavam que realmente a obesidade poderia interferir na saúde.  

Portanto, todos os profissionais de saúde independente do que levou o paciente a buscar a ajuda deve avaliar se tem a obesidade e incentivar o paciente a se tratar de forma adequada.  

É fundamental o tratamento da obesidade por ocasionar outras doenças por diversos mecanismos:

  •  fatores mecânicos
  •  compressão de vias aéreas
  •  compressão de órgãos
  •  produção de interleucinas inflamatórias
  •  marcadores que podem levar a câncer
  •  doenças psiquiátricas
  •  redução da qualidade de vida
  •  redução da expectativa de vida

A obesidade está associada com múltiplas patologias. As mais comuns são:

  •  AVC
  • Infarto agudo do miocárdio
  • Apneia obstrutiva do sono
  • Síndrome de hipoventilação
  • Pancreatite
  • Doença do fígado gorduroso não alcoólico
  • Esteatose hepática/Esteatohepatite
  • Cirrose hepática
  • Doença da vesícula biliar
  • Hipertensão intracraniana idiopática
  • Catarata
  • Doença Cardíaca coronária
  • Diabetes mellitus
  • Dislipidemia
  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Menstruação anormal
  • Infertilidade
  • Síndrome do ovário policístico
  • Câncer de mama
  • Câncer de útero
  • Câncer de cérvix
  • Câncer de próstata
  • Câncer renal
  • Câncer de cólon
  • Câncer de esôfago
  • Câncer de pâncreas
  • Câncer hepático
  • Alterações de pele
  • Gota
  • Osteoartrite
  • Osteoporose
  • Flebite
  • Estase venosa
  • Insônia
  • Depressão
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de personalidade borderline
  • Transtorno de ansiedade generalizada

O tratamento da obesidade deve ser realizado por uma equipe muitidisciplinar e a interação apropriada entre esses membros da equipe aumentam as chances de um resultado ao longo prazo.

Os membros dessa equipe incluem:

  • Psiquiatra
  • Psicólogo
  • Fisiologista do exercício
  • Educador físico
  • Nutricionista e nutrólogo
  • Endocrinologista
  • Alguns casos, cirurgião bariátrico

É fundamental que descubra o que está gerando o comportamento alimentar disfuncional, e a partir daí criar diversas estratégias para combater o alvo.

Lembrando que o objetivo é perder peso e manter a perda do peso para se tornar um indivíduo mais saudável, melhorando a qualidade de vida e prolongando sua expectativa de vida.

Foto por Gratisography em Pexels.com

Meu estresse é inofensivo?

É muito comum as pessoas comentarem que se percebem em momentos de
estresse intenso, em que se sentem muito agitadas, irritadiças, ansiosas ou
desnorteadas. A grande maioria acha que faz parte da vida e tenta lidar com
essa situação. Só não sabem que diante desse estresse intenso estão
liberando o hormônio cortisol no seu organismo, provocando a morte de
neurônios e prejudicando a neurogênese (formação de novos neurônios). 
Há prejuízo para a saúde mental e danos à saúde física, sendo o coração
muito afetado.
A associação americana de cardiologia coloca estresse, ansiedade e
depressão, assim como o sedentarismo, desencadeantes para doenças
cardíacas.
Para exemplificar temos uma pesquisa publicada no Journal of Clinical
Endocrinology & Metabolism, onde houve aferição dos níveis de cortisol (o
chamado “hormônio do estresse”) durante um período de 24 horas, em 861
pessoas acima de 65 anos de idade. A avaliação foi feita durante seis anos.
Houve 183 participantes do estudo que morreram, por ataque cardíaco e
acidente vascular cerebral (AVC), onde foram observados altos níveis de
cortisol. Os participantes foram divididos em três grupos com base nos níveis
do cortisol, o grupo com maiores níveis de cortisol apresentou risco cinco vezes
maior de morte por doenças cardiovasculares. 
A alta liberação de hormônios em situações estressantes afeta o organismo,
provocando reações que vão desde o aumento da pressão arterial até ataque
cardíaco fulminante. 
Procure ajuda médica para lidar melhor com esses picos de estresse, eles não
são inofensivos e trazem danos importantes para saúde física e mental.

Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com

AVC: O que é? Como prevenir?

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais incapacita no mundo. A cada seis segundos uma pessoa morre de AVC. Cerca de 70% dos pacientes com AVC não conseguem retornar às suas atividades trabalhistas e 50% se tornam dependentes de um cuidador. Apesar desses números a maioria das pessoas não tomam medidas necessárias para prevenir o AVC por falta de informação. Cerca de 90% dos casos poderiam ter sido evitados se adotadas medidas de prevenção.

O AVC acontece quando subitamente há uma redução acentuada ou privação de sangue para uma área do cérebro, fazendo com que as células não recebam nutrientes e oxigênio. Também pode ocorrer quando um vaso se rompe, ocasionando uma hemorragia cerebral. Existem dois tipos de AVC:  o acidente vascular isquêmico e o acidente vascular cerebral hemorrágico.

Os sintomas mais comuns são:

  • Fala: dificuldade em falar, fala arrastada
  • Visão:  perda súbita de visão em um olho, visão dupla ou embaçada, movimento rápido involuntário dos olhos
  • Motora: incapacidade de coordenar movimentos, instabilidade, paralisia de um lado do corpo, fraqueza muscular
  • Sensorial:   formigamento, redução da sensibilidade de um lado
  • Cognição: confusão mental, incapacidade de entender ou de falar
  • Geral: tonteira, vertigem, dificuldade em engolir

Quanto mais cedo for tratado o paciente com AVC melhor será o seu prognóstico.

Na maioria dos doentes o AVC poderia ter sido prevenido. Para isso é importante conhecer os fatores de risco para o surgimento do AVC para que todos possam eliminar ou atenuar essas situações em sua vida.

  • Sedentarismo
  • Sobrepeso, obesidade
  • Má alimentação
  • Uso de drogas
  • Ingesta abusiva de álcool
  • Diabetes mellitus
  • Hiperlipidemia
  • Hipertensão arterial
  • Tabagismo
  • Alguns tratamentos com anticoncepcionais em mulheres com outras vulnerabilidades
  • Arritmias cardíacas

Nesta semana está viralizando uma campanha na internet sobre a prevenção do AVC, onde um vídeo mostra caso real de um professor de yoga, em uma aula ao vivo pela internet com uma aluna, quando sofre um AVC. 

Automutilação quer dizer comportamento suicida?

Autora: Elizabete Possidente


Os adolescentes sempre tiveram uma sensibilidade emocional exacerbada e um cérebro ainda em desenvolvimento que é mais sensível a flutuações hormonais.

No contexto atual, vemos isso de forma muita mais evidente. Temos, hoje, adolescentes que nasceram com o desenvolvimento digital, os chamados geração Z. Estes estão manifestando maior consumo de álcool e drogas em idade cada vez mais precoce, comportamentos mais arriscados em relações sexuais desprotegidas, em esportes radicais, maior dificuldade a mudanças, baixa tolerância a frustrações, idéias suicidas e comportamentos de automutilação.

Comportamentos suicidas e automutilação nos jovens são motivos de encaminhamentos para avaliação médica de urgência por pediatras, pais e colégios no cotidiano do consultório de todos os psiquiatras no mundo.

A taxa de suicídio nos jovens vem aumentando a cada ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere ser a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

O jovem com comportamento suicida apresenta a intenção e o planejamento, além de apresentar alguns dos fatores de risco a seguir:

  • presença de distúrbios psiquiátricos, tais como, Transtorno depressivo, Transtorno de ansiedade, Transtorno bipolar, alguns Transtorno de personalidade, Transtorno de uso de substâncias psicoativas /ou álcool e Transtornos alimentares.
  • história de estresses na Infância, tais como, abuso, maus tratos físicos ou psicológicos, negligências, dificuldade em se apegar, doenças graves, cirurgias na Infância, vítima de acidente grave, família disfuncional, pais deprimidos, sensação de abandono afetivo por um dos pais, abuso de álcool ou drogas de um dos pais.
  • história social com estressores, tais como, bullyng, cyberbullying, isolamento social, amigos com autoagressão, dificuldade de relacionamentos e acompanhar vídeos/relatos de ideação suicida ou automutilação nas redes sociais.
  • História na família de tentativas ou de morte por suicídio.
  • Características individuais, tais como, insegurança, baixa autoestima, instabilidade emocional, imaturidade, impulsividade, sentimentos de culpa, distorção de imagem corporal, baixa tolerância á frustração e pouca resiliência.
  • História de tentativa de suicídio anterior.

Os jovens com comportamento de automutilação podem se manifestar de algumas formas diferentes. Podem cutucar a pele para provocar uma ferida, ou cutucar uma acne, uma ferida já existente, puxar cutícula, sempre com a intenção de ferir e se sentem aliviadas com o ato. É também denominado Transtorno de escoriação, skinpicking ou dermatotilexomania. Alguns pacientes tem diversas cicatrizes com hiperpigmentação no rosto ou no corpo, infecções de repetição sendo muitas vezes encaminhados pelo dermatologista.
Podem provocar danos a superfície da pele por cortes, na maioria das vezes nos pulsos e braços. O dano é superficial e não tem a intenção de morrer. Também são denominados self-cutting ou self-injury. Alguns gostam de deixar aparente e outros tendem a esconder com pulseiras ou uso de casacos ou fazem em áreas não expostas como virilha.

A automutilação se não avaliada e tratada adequadamente também pode evoluir para um comportamento suicida. Em todos os casos é fundamental não criticar, mostrar empatia, evitar frases de ajuda evasivas como “tudo vai ficar bem”, “anime-se”, “saia com amigos e tudo vai passar”, tenha escuta e encaminhe para avaliação profissional o quanto antes.
Não deixe de consultar um psiquiatra e psicólogo.

Para reflexão: Quarenta anos

Esse texto de Alexandre Garcia foi publicado no dia 15 de outubro de 2013 no Diário da Amazônia com o título “Quarenta anos”. Desde então vem sendo compartilhado.

Na verdade, já li muitas vezes esse texto desde de quando foi postado pela primeira vez. Hoje, um amigo publicou na rede social e novamente me chamou atenção. Apesar de antigo, continua sendo bem atual. Vale refletir …

Meu amigo Sérgio lembra que em 1971, de traquinagem, quebrou o farol de um carro estacionado perto da casa dele. O pai soube, deu-lhe uma surra de cinta e o traquina nunca mais fez aquilo. Entrou para a faculdade e hoje é um profissional de sucesso. Em 2011 seu filho fez o mesmo, Sérgio reprisou a surra que levara, mas seu filho o denunciou e ele foi condenado à prestação de serviços comunitários. O filho caiu na droga e hoje está num abrigo para menores. Em 1971, o coleguinha mais moço de Sérgio sofreu uma queda no recreio, a professora deu-lhe um abraço e o menino voltou a brincar. Em 2011, outro menino esfolou-se no pátio da mesma escola, a diretora foi acusada de não cuidar das crianças, saiu na TV e ela renunciou ao magistério e hoje está internada, em depressão.

Em 1971, quando os coleguinhas de Sérgio faziam bagunça na aula, levavam um pito do professor, eram levados à direção e ainda sofriam castigo em casa. E todos se formavam prontos para a vida. Em 2011, a bagunça em sala de aula faz o professor repreendê-los, mas depois pede desculpas, porque os pais foram se queixar de maus-tratos à direção. Hoje fazem bagunça no trânsito e no cinema, incomodando os outros. Em 1971, nas férias, todos saíam felizes, enfiados num Fusca. Depois das férias, todos voltam a estudar e a trabalhar mais. Em 2011, a família vai a Miami, volta deprimida e precisa de 15 dias para voltar à normalidade na escola e no trabalho.

Em 1971, quando alguém da família de Sérgio adoecia, ía ao INPS, esperava duas horas, era atendido, tomava o remédio e ficava bom. Saía a correr, pedalar, subir em árvores de novo. Em 2011, os parentes de Sérgio pagam uma fortuna em planos de saúde, fazem exames de toda sorte, à procura de câncer da pele, pressão nos olhos, placas nas artérias, glicose, colesterol, mas o que têm é distensão muscular por causa de exageros na academia. Em 1971, o tio preguiçoso de Sérgio foi flagrado fazendo cera no trabalho. Levou uma reprimenda do chefe na frente de todos e nunca mais relaxou. Em 2011, o cunhado de Sérgio foi flagrado jogando xadrez no computador da empresa, o chefe não gostou e o puniu. O chefe foi acusado de assédio moral, rocessado, a empresa multada, o cunhado relapso foi indenizado e o chefe demitido.

Em 1971, o irmão mais velho de Sérgio deu uma cantada na colega loira de trabalho. Ela reclamou, fez charminho e aceitou um jantar. Hoje estão casados. Em 2011, um primo de Sergio elogiou as pernas da colega de escritório, foi acusado de assédio sexual, demitido e teve que pagar indenização à mulher das belas pernas, que acabou no psiquiatra.

Meu amigo Sérgio me pergunta o que deu em nós, nesses 40 anos, para nos tornarmos tão idiotas, jogando fora a vida como ela é. Dei a resposta: é a ditadura da hipocrisia imbecil do politicamente correto.

Dia mundial da saúde mental 2020 – ação pela saúde mental: vamos investir

Todo dia 10 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. É o dia que há divulgação e conscientização da importância da saúde mental em todo o mundo. A cada ano um tema é escolhido para que se tenha debates e estratégias voltadas a valorização e redução do preconceito.

O tema desse ano é: “ação pela saúde mental: vamos investir”.

Tema de muita relevância para todos nós que vivemos as consequências da pandemia pelo SARS Covid -2.

Além de diversos estressores que todos já enfrentamos no nosso cotidiano, cresceram dificuldades causadas pela pandemia.

Cada indivíduo desse planeta está enfrentando as consequências dessa pandemia, como: a sobrecarga de trabalho e a sensação de impotência dos profissionais de saúde diante de muitos doentes, desemprego, falência de empresas, isolamento social, afastamento das pessoas queridas, não acompanhar familiar em internação e até no velório, mortes de amigos, medo de adoecer, medo de morrer quando contaminado, obrigatoriedade na aquisição de novos hábitos ( uso de máscaras, home office, aulas online, limpar compras com álcool gel, etc.), aumento da ingestão de álcool e outras substâncias , a incerteza da vacina e do futuro.

A campanha tem como objetivo aumentar significativamente o apoio às necessidades de saúde mental nos próximos meses, é mais importante que nunca.

Por isso, a campanha do Dia Mundial da Saúde Mental de 2020 tem como objetivo aumentar os investimentos em favor de saúde mental pelos nossos governantes e por cada um de nós.

Você está investindo na sua saúde mental? Lembre-se: não há saúde física sem saúde mental.

Precisamos conhecer o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, os sinais ou sintomas começam a se manifestar nos primeiros anos de vida da criança. Os déficits são persistentes e significativos na comunicação e interação social, bem como comportamentos repetitivos e interesses restritos são os critérios para o TEA de acordo com o DSM V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders). Contudo, muitos só recebem o diagnóstico quando ocorre um grave prejuízo nas demandas sociais. O nível de gravidade do TEA é baseado nos prejuízos da comunicação social e pelos padrões repetitivos. Existem quadros leve, moderados ou graves.

Muitos podem ter o diagnóstico e não sabem. Alguns adultos buscam tratamento psiquiátrico ou psicológico para ansiedade ou depressão pela dificuldade de compreender ou interagir com o mundo. Se tivessem sido diagnosticados precocemente teriam sido estimulados no desenvolvimento de certas habilidades.

Vejo no meu consultório pais comentam ter percebido algo diferente no comportamento dos filhos e que já conversaram com o pediatra ou outros profissionais sobre o percebido. Vários afirmam que receberam a seguinte resposta: “cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento”. É verdade que o desenvolvimento das crianças não é igual para todos, mas existe uma variedade dentro de um limite que é considerado um desenvolvimento normal. Fora dessa margem é necessária avaliação de um profissional.

Existem alguns sinais de risco:

– Comportamento repetitivo e restritivo

– Déficit de comunicação social

– Déficit na interação social

O pediatra deve estar habilitado a reconhecer sinais e sintomas que podem surgir desde muito jovem. A avaliação é realizada pelo psiquiatra ou neuropediatra com auxílio de equipe multiprofissional. Todos precisam ter experiência nos critérios de desenvolvimento global, cognição, motricidade, comportamento e sensorialidade. A equipe, após a avaliação da criança, cria um projeto terapêutico único para ela. O tratamento multiprofissional é baseado nas necessidades daquele momento de vida da criança e da família.

A intervenção precoce está diretamente relacionada ao melhor prognóstico, podendo atenuar sintomas e aumentar a possibilidade de atingir melhores resultados.

A visão de mundo das pessoas com TEA é um pouco diferente da nossa.  Conheça a história de William Chimura, que descreve bem o quadro de TEA e relata muitos dos seus desafios.

Depressão e ansiedade: doença inflamatória multisistêmica

Depressão, bipolaridade e ansiedade estão entre as doenças psiquiátricas mais comuns no momento.

Atualmente já se sabe que a fisiopatológico da depressão não restringe a uma doença do cérebro e sim uma doença inflamatória multisistêmica. O estresse numa pessoa com propensão genética serve de gatilho para diversas alterações morfológicas, neuroquímicas, inflamatórias e hormonais no quadro depressivo e/ou ansioso.

Sempre é muito gratificante poder divulgar a importância do tratamento adequado de depressão e ansiedade para os meus pacientes e pessoas em geral, ainda mais após o convite para ministrar uma aula para diversos colegas médicos, nesse último mês.

Quando estamos de um paciente depressivo ou ansioso, estamos diante de uma pessoa que tem uma vulnerabilidade genética e que diante dos estressores da vida desenvolvem a patologia. Esses pacientes irão apresentar uma hiperativação da região cerebral chamada amigdala, além de uma hipoativação do hipocampo. Há redução de diversos neurotransmissores, como, serotonina, dopamina, noradrenalina e GABA.

Diversas alterações de neurocircuitos ocorrem e provocam a redução da produção de BDNF (fator neurotrófico do cérebro) nos neurônios. Com menor BDNF teremos um neurônio mais doente por não ser capaz de se adaptar a novas situações de estresse. Tem dificuldade em formar maior números de conexões para dar conta do novo evento. Além também de menor capacidade antioxidante ocorre nos neurônios. A menor presença de BDNF no sistema nervoso central faz com que tenhamos menor neurogênese, ou seja, menor produção de  novos neurônios.

Também existe uma disfunção do eixo hipotálamo- hipófise- adrenal, que fez com que a Associação Americana de Cardiologista considerasse a depressão como fator de risco para desenvolver doenças cardiovasculares. Há liberação maior de CRF pela hipófise que ocasiona a maior produção de ACTH.

O ACTH na glândula supra renal estimula a liberação de cortisol. A elevação de cortisol provoca aumento das catecolaminas, aumento de insulina, aumento de glicose, aumento de colesterol, aumento de pressão arterial, aumento de agregação plaquetária, alteração de endotélio e liberação de proteínas inflamatórias, além de provocar uma ação cerebral que leva a atrofia e morte de neurônios. Por isso, a depressão é considerada uma doença inflamatória multisistêmica, não somente restrita ao cérebro.

É de extrema importância todos terem esse conhecimento e procurarem o tratamento adequado para evitar todas essas consequências no organismo. No meu cotidiano vejo a falta de conhecimento dos médicos que tendem a relacionar o aumento de pressão arterial ou a hiperinsulinemia, por exemplo, como causados pelo medicamento empregado na Psiquiatria, de uma forma generalizada e simplista. Isso leva muitas das vezes ao abandono da medicação e ao agravamento da doença.

O psiquiatra precisa deixar claro para o paciente a importância dessas informações e sempre que necessário solicitar que qualquer dúvida de algum outro médico que atenda o paciente deve ser trabalhada com o psiquiatra, deve haver um contato entre os profissionais. Só assim haverá um maior entendimento do quadro do paciente e uma melhor proposta terapêutica. Só o paciente sai ganhando com essa troca.