Pânico na Ressonância Magnética
Autora: Elizabete POSSIDENTE
Efeitos Sexuais Benéficos dos Antidepressivos (ISRS)
Ansiedade Social em Pacientes com Parkinson
Remédio para TDAH vicia?
Consumo Experimental e Felicidade
Esse título não é original. Foi utilizado recentemente em diversas revistas; representa um alerta importante.
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto
Conforme a Organização Mundial de Saúde ( OMS), 5% das crianças no mundo tem TDAH. Cerca de 50% persistem na vida adulta. Muitos adultos passam a desenvolver outras doenças mentais, devido a ausência de tratamento do TDAH, tais como compulsões, ansiedade e depressão. A maioria busca tratamento especializado por essas outras queixas.
Se o profissional não for especialista, o TDAH pode passar desapercebido. Como esses sintomas de TDAH começam na Infância, muitos pensam que fazem parte da sua personalidade. São adultos que sempre estão mexendo as mãos ou pés, ficam rabiscando um papel o tempo todo, tentam ficar em movimento e não chamar atenção dos outros, numa reunião de trabalho por exemplo.
Esses adultos tem dificuldades em se focar, especialmente em trabalhos chatos ou assuntos de desinteresse. Mas conseguem ficar horas seguidas dedicadas a um trabalho que considera agradável. Amigos ou familiares reclamam que parecem desatentos, parecem não prestar atenção ao que está sendo dito. Parecem “estar no mundo da lua”.
Se estiver em ambiente com barulho, aumenta muito a dificuldade de manter a atenção. Se distraem muito, com isso comete erros com freqüência. Seguidamente preferem levar trabalho para “acabar no silêncio de casa”.
Muitos tem muita dificuldade em se organizar. Não sabem onde colocam as coisas, esquecem prazos ou o que tinha que fazer. Esquecem de pagar contas ou pagam a conta errada, por exemplo. Tem dificuldade na noção de tempo, por isso são conhecidos por se atrasar em compromissos.
Passam algumas vezes como antipáticos, não deixam as pessoas terminarem as frases. Muitas das vezes, já sabem o que vai ser dito e já respondem antes de terminarem as frases. Estão sempre precisando fazer coisas. Tem dificuldades para relaxar mesmo nos momentos vagos. Podem reclamar de cansaço, mas não param.
Existem diferentes formas de se manifestação do TDAH no adulto. Muitos adultos se esforçam para se corrigir ou disfarçar esses sintomas, para não serem criticados.
O jornal Zero Hora publicou uma reportagem sobre esse adulto no dia 15 de janeiro de 2015.
Outro leitura recomendada é o livro “No Mundo da Lua”, do professor e psiquiatra Paulo Matos.
Má Educação, celular e Ansiedade
Li na revista Veja, de 26 de janeiro, o artigo “Má educação e celular”. Walcyr Cardoso descreve as dificuldades das pessoas se afastarem do celular. Cita diversos exemplos, de pessoas durante o trabalho, namoro ou numa conversa, respondendo mensagens ou atendendo ligações. Considera isso uma falta de educação, que leva a um prejuízo na vida pessoal.
Concordo com ele, que a pessoa se desconcentra ao mudar a sua atenção para o celular. Aproveito também para acrescentar que o fator ansiedade contribui para isso.
Sou do tempo que não havia celular, os amigos e familiares aguardavam o horário que estivesse em casa para conversar ou combinar aquele churrasco no final de semana, ou a viagem das próximas férias. Só ligavam para alguém no trabalho quando havia uma emergência: quando alguém passou mal e está no hospital, por exemplo.
Devido a ansiedade, essas mesmas pessoas que antes aguardavam o momento apropriado, ligam insistentemente. Já vivi e presenciei muitos pacientes durante a consulta atenderem e falarem “estou no meio de uma consulta e não posso falar agora”. Pasmem, na maioria das vezes, a pessoa do outro lado da linha ainda faz o resumo do que quer falar. Isso em qualquer caso, emergência ou não.
Existe também os aplicativos de mensagens e chats, como o WhatsApp. Eu, em particular, adoro usar. Acho muito prático. O problema é que a maioria das pessoas usam sem moderação. Descrevem e contam tudo que fazem. Criam muitos grupos, do trabalho, da família, da academia, do futebol de sábado etc. Todos falam o tempo todo, assuntos que na maioria das vezes podem aguardar ou não importam. Fica difícil um jovem se concentrar nos estudos ou o adulto no trabalho.
De novo vamos falar de ansiedade. O cidadão quer fazer o trabalho bem feito mas também quer acompanhar o grupo social e não ser o antipático. Fica nessa dicotomia o tempo todo. As pessoas não sabem aguardar pela resposta, na maioria das vezes não cogitam a possibilidade que o amigo não respondeu porque ele pode estar ocupado.
Como já disse sou de um tempo sem celular, meus pacientes antes da era celular ligavam apenas em emergências. Hoje ligam até para pedir telefone de uma farmácia. Recebo por dia só no celular profissional cerca de centenas de mensagens, 99% sem importância. Se fosse ler todos no ato de chegada, precisaria desmarcar meus pacientes para poder responder às mensagens.
Existem casos de mensagens enviadas que são importantes, mas são assuntos para se trabalhar em consulta. Todos acham que “não custa nada” responder questões desse tipo, mas na verdade esquecem que certos assuntos e diagnósticos devem ser trabalhados e seria leviano resumir em poucas linhas de um chat.
Como o jornalista e escritor Walcyr Carrasco descreve muito bem, existe uma associação entre má educação e celular. As pessoas devem lembrar que amanhã eles podem ser vítimas desse comportamento.
A necessidade de não premiar comportamento ruim de seu filho
Autora: Elizabete Possidente
A todo momento no meu consultório pais me procuram buscando ajuda para os seus filhos, especialmente adolescentes e adultos jovens. As queixas variam de notas baixas, falta de respeito aos pais ou autoridades, mentiras, manipulações, uso de maconha ou outras drogas, uso abusivo de álcool e “más companhias”.
Observe que o único ítem que coloquei entre aspas foram as tais “más companhias”. Isso porque não existe a garantia de quem realmente funciona como companhia de comportamento negativo, pode ser justamente o seu filho a má companhia.
Hoje resolvi escrever após ler a reportagem da revista Veja, “O outro brasileiro na fila da morte”, publicada na edição de 26/01 deste ano..
Na página 48, no meio dessa reportagem, selecionei algumas frases que poderiam ser ditas por qualquer um dos pais que buscam ajuda.
A primeira dita pela mãe do jovem traficante condenado a morte na Indonésia: ” O que ele queria, ele tinha, era só pedir”. Ouço sempre coisas do tipo, explícito ou um pouco mais disfarçada. Digo disfarçada como um castigo ou uma bronca.
Vou exemplificar com algumas situações do cotidiano da minha clínica e, que aconteceram nessas últimas semanas.
– Jovem que se alcooliza tanto que é atendida em coma alcoólico. A mãe é chamada, fica preocupada, briga mas compactua com o jovem e não conta ao pai.
– Adolescente que repete o ano letivo mas deseja muito ir com os amigos para a viagem/colônia de férias. Os pais dizem ele já sofreu tanto… já vai ser um castigo ele ver que os amigos não serão mais da sua sala, daí, permitem a viagem.
– Os pais que recebem uma advertência da escola numa sexta-feira. Acontece a bronca e ela perde o direito de sair, ir ao cinema na sexta. O jovem chora, ajuda em casa, estuda e consegue no sábado ir em uma festa junto com os amigos.
– Adolescente com um ano letivo com notas baixas, provas finais, respostas atravessadas o ano todo. Passa de ano, quase por um milagre. Parece que tudo é esquecido com o boletim “Aprovado”. Recebe parabéns de toda a família e todos os presentes que pediu de Natal.
Em todos essas situações fica o seguinte aprendizado para o jovem que o seu comportamento não foi tão ruim: pode avançar na sua carreira de só seguir as regras que quer. Muitos continuam querendo infringir mais regras. Não basta a dada pelos pais, pois, esses não dão os limites necessários, não ensinam o Basta. Esses continuam a buscar esse grande limite fora de casa. Começam a infringir regras da sociedade e da lei.
Voltando para a reportagem da Veja, a mãe do brasileiro traficante conta que aos 18 anos, mesmo depois de ser preso por porte de maconha, ele ganhou um carro. Usou o presente para viajar pela América Latina, para beber e se drogar. Conta ainda: “Achei que essa viagen faria bem, que ele ia espairecer, se livrar das más influências”. Novamente é premiado: fez algo errado, ganha carro e viagens.
Atenção pais para não cometerem esses erros. Podemos não chegar a um caso extremo como esse da revista, mas é certo: mal comportamento premiado resulta em problemas para a educação e caráter de seu filho.
Vídeo com Depoimentos de Pessoas com TDAH
Uma Única dose de Antidepressivo muda o Cérebro de Pacientes com Depressão
Manifestações Psíquicas na Menopausa
A menopausa é uma fase da vida da mulher em que acontece um declínio nos níveis hormonais, acompanhado de alterações físicas e psíquicas.
Participação no Fantástico – Entrevista sobre Transtorno Dissociativo

O Limite da Timidez
Autora: Elizabete Possidente
Este artigo é resultado de uma entrevista minha para a Associação Paulista de Cirurgiões Dentista (apcd). Foi publicado no Jornal na seção comportamento de maio de 2014 – edição 686. Vale a pena ler. Explico quando a timidez é patológica, podendo interferir na carreira profissional e formas de reverter essa situação.

Como criar as crianças sem deixá-las mimadas
Nesse artigo vejam dicas de como criar os filhos sem deixá-los mimados.
É bastante interessante por descrever as medidas que devem ser tomadas por faixa etária.
Link abaixo:
https://www.facebook.com/revistacrescer/posts/839818142700757
Outro artigo que recomendo foi publicado nesse blog em 20 de janeiro de 2013 – A Importância de Deixar os Filhos Terem Frustrações.
Relato de um paciente com TDAH e que toma Ritalina
Vale a pena ler. Temos conhecimento de muitos artigos que falam do beneficio da medicação, outros que criticam o seu uso (sem nenhum embasamento cientifico). Nesse artigo temos relato de um paciente com TDAH com o uso da Ritalina e sem esse uso.
Publicado no blog : “TDAH – reconstruindo a vida.com.br“ . Leia o artigo na íntegra no link abaixo:
https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/749286538422563
Consumo de cocaína mais que dobra no Brasil
Também o abuso de maconha aumentou muito nos últimos 10 anos.
O Conselho Internacional de Controle de Narcóticos ligados à Organização Das Nações Unidas (ONU) publicou nessa semana que o consumo de cocaína no Brasil dobrou em menos de 10 anos. Essa prevalência é maior 4 vezes á média mundial.
Nesse artigo há referência ao aumento abusivo de uso da maconha na America do Sul, especialmente no Brasil.
A ONU deixou claro a sua preocupação com a regularização do uso da maconha e, a baixa preocupação dos efeitos maléficos de seu uso pelos consumidores de maconha.
Esse artigo foi publicado na Folha de São Paulo em 4 de março de 2014 no link abaixo:
https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/754831221201428
Como os psiquiatras fazem o seu diagnóstico?
Veja o artigo publicado no site da ABRATA que explica como os psiquiatras fazem o seu diagnóstico.
Muitas pessoas têm insegurança ao receber o diagnóstico feito por um psiquiatra porque na maioria dos casos não existe necessidade de fazer nenhum exame, apenas colher dados sobre a história desse paciente.
https://www.facebook.com/elizabete.possidente/posts/747177521966798
Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?
Esse artigo foi escrito pela jornalista Cris Leão e é recomendado para todos os pais.
É um exercício de reflexão para sobre o alicerce de sustentação para uma criança ser feliz no mundo real e não num mundo mágico e protegido que queremos fingir que existe para nossos filhos.
http://antesqueelescrescam.com/2013/11/21/seu-filho-precisa-mesmo-ser-tao-feliz/







