Lei Municipal beneficia portadores de TDAH

O prefeito do município do Rio de Janeiro sancionou em 29/05/2012 a lei número 710/2010.

Essa lei coloca orientações para adequar as características dos alunos com Transtorno de Déficit Atenção (TDAH) às necessidades individuais de cada um diante do grupo de alunos sem o trasntorno.

A principal conquista dessa lei, que todos nós lutávamos, foi no tempo de realização das provas. Com isso, podemos junto com as escolas planejar para  que nosso paciente realize a prova no tempo necessário e ajustado para o seu quadro clínico, colocando-o em igualdade de condiçoes com outros alunos sem essa patologia..

Caso queira ler mais a respeito acesse http://www.abda.net.br/br/noticias/reportagens/item/333-prefeito-do-rio-sanciona-lei-que-d%C3%A1-direito-aos-alunos-com-tdah-29/05/2012.html

Eunethidis – Second Internacional ADHD Conference
Barcelona 23 – 25 May 2012


O Transtorno de déficit atenção com hiperatividade (TDAH) está sendo encontrado em cerca de 5% da população infantil no mundo. Devido a essa alta prevalência, cada vez mais tem se estudado sobre essa doença. Consequência disso é que se passou a ter congressos mundiais sobre essa patologia,  não mais aparecendo apenas como parte de uma palestra ou curso em congresso de Psiquiatria ou Neurologia.
Sabemos que é uma das doenças neuropsiquiátricas mais estudadas. Existem publicações em revistas especializadas de Medicina desde 1902.
Está sendo cada vez mais indicado o tratamento  dos pacientes com TDAH. O ideal é iniciar o tratamento o mais precocemente possível. Às vezes o diagnóstico somente é feito na vida adulta, mas ainda assim o tratamento é indicado.
A preocupação não tem sido apenas com o baixo rendimento escolar da criança, também temos maior risco de problemas de conduta, impulsividade, uso de drogas, sexo precoce, direção abusiva, envolvimentos com brigas constantes,  tudo isso pode ser consequencia de um TDAH não tratado.
Tem se investigado melhor doenças mentais que podem estar associadas ao TDAH, como Transtorno de Humor, Transtorno de personalidade, Autismo, Transtornos de Sono, Ansiedade, Transtorno desafiador e outros.
Tem se falado também de comorbidade não psiquiátrica, como a obesidade. Temos que investigar nos nossos pacientes obesos se não sofrem de TDAH. Muitas das vezes focamos em tratar a ansiedade e a baixa autoestima dos obesos, e acabamos não tratando a doença de base, o TDAH.
Também é muito citada a importância do tratamento baseado em medicamentos,  intervenções cognitivo-comportamentais e a compreensão da doença pelo paciente e pela família.
Assim, conseguimos o sucesso no tratamento e consequentemente dar qualidade de vida ao paciente.

Ponha fim à Procrastinação – Agora!

Você é aquela pessoa que sempre adia as coisas. Sempre deixa para última hora aquele trabalho que sabe que tem que fazer. Diz que está entediado mas não consegue tomar atitudes para mudar a sua vida. Se sim, você faz parte do grupo dos procrastinadores.
Se esse adiamento lhe causa ansiedade, medo e culpa, então precisa deixar de protelar as coisas para ter qualidade de vida. Caso você adie e isso não causa nenhum desconforto está OK, pode continuar vivendo dessa forma.
Eu vejo essa história se repetir a todo instante no meu consultório e no meu circulo de amizades. Vou dar alguns exemplos, de pessoas vivendo constantemente com esse drama, que você provavelmente vai identificar ou lembrar de alguém próximo.
·         Pessoas que reclamam constantemente que o casamento ou o trabalho lhe causam muita angústia. Anos se passam, a queixa persiste, mas nada é feito. Não consegue conversar com o conjugue ou mudar atitudes nesse relacionamento para tentar interromper esse ciclo entristecedor de sua vida. Deixa o tempo passar sempre com a desculpa que as coisas vão melhorar. É o trabalho que é ruim, mas não consegue enfrentar os seus medos e se arriscar no mercado de trabalho ou mudar de ramo.
·         É aquele relatório ou a pesquisa que precisa entregar no trabalho ou faculdade, que deixa para fazer no último minuto. Você sabia a semanas que precisava fazer, e sempre pensava nisso, mas adiava porque achava outras coisas menos desconfortantes para fazer. Você sofre na tentativa de se proteger. Tem a desculpa para si mesmo e para outros que caso não tenha ficado tão bom no seu conceito de supercrítico, é porque não teve tempo suficiente.
·         Deixa de fazer projetos de vida que sempre desejou fazer, mesmo sabendo que seria para o seu prazer ou para melhorar seu estilo de vida. Sempre teve vontade de fazer um Mestrado ou aquela aula de guitarra, por exemplo. Adia porque tem medo de não ser bom o suficiente. Não se arrisca. Evitando se arriscar, você evita erros , mas também perde a chance de acertar.
·         Muitas das vezes você adia um trabalho por ser chato. Você sabe que precisa lavar o carro, ou que precisa resolver os problemas com o condomínio de onde mora ou fazer a faxina. Você vai adiando na tentativa de que alguém faça esse trabalho por você. Com isso, vai manipulando as pessoas próximas .
·         Evita o confronto com outras pessoas, como um amigo, um vendedor, um vizinho, chefe ou subordinado. Adia, e espera que as coisas melhorem por si só.
·         Protelar passar um dia legal com a família ou amigos, por medo de ficar feliz. Assim, perderia a desculpa de que não é feliz porque a vida não permite. Muitos se colocam nessa posição de “como a vida é difícil”, como não tenho tempo para mim. Assim, deixa de ter responsabilidades sobre as suas atitudes. Você se coloca na posição de mero expectador. E para tudo que acontece a responsabilidade é apenas da vida corrida que leva. Se não for amigo dos filhos, por exemplo, tem a desculpa de como a vida foi dura. E não se culpa de naquelas poucas horas de folga não ter conquistado ou perpetuado o afeto dos amigos, filhos ou netos.
·         Recusa-se a trabalhar algumas dificuldades que tem, como temperamento difícil, ser crítico demais, tímido. Espera simplesmente que o tempo melhore ou se justifica, é o meu jeito ou é fruto da vida que levo.
·         Reclama de onde mora, ou pela localização ou pelas condições de moradia. Mas não consegue enfrentar as dificuldades para melhorar. Não consegue, muitas das vezes, por medo de fazer escolhas ou pela dificuldade de enfrentar os probleminhas com mudança, obra ou documentação. Deixa o tempo passar para ver vem a coragem, ou se simplesmente o tempo melhora essas condições.
·         Não enfrenta problemas de compulsão por álcool, comida, sexo, Internet, jogo ou drogas. Sempre com a desculpa de que vai conseguir sozinho. Evita fazer algo realmente construtivo em relação a isso, por medo do fracasso.
·         Evita atitudes que tragam momentos felizes. Pelo cansaço ou porque acha que o outro deveria fazê-lo. Ouço muito reclamações do tipo “meu parente não me telefona”, “o meu amigo não me chama mais para sair”. Mas não ouço “sinto falta de Fulano e vou me aproximar dele. É importante mudar isso e vou tentar”.
·         Ser muito crítico com os outros para disfarçar as seus adiamentos e recusas nas atitudes.
·         Vejo muito pessoas que se recusam a fazer exames para adiar um possível diagnóstico. Com isso, podem não ter nada e viver com um fantasma de ter uma doença, ou perdem a chance de diagnosticar uma doença precocemente. Como se o fato de não fazer o exame evitaria a doença.
É claro que o procatinador tem as suas desculpas que funcionam como alicerce de sustentação de sua forma de viver. Todos reclamam da falta de tempo, das dificuldades que enfrenta na vida (sempre maior que da maioria das pessoas), são muito críticos e tem intenso medo de se arriscar.
Para deixar de procrastinar é preciso seguir alguns passos.
·         Pense numa tarefa de cada vez.
·         Coloque prazos para a realização de suas tarefas.
·         Pense um dia de cada vez. Se mesmo assim isso gerar ansiedade, pense a cada cinco minutos no que precisa fazer.
·         Divida a “tarefa chata” em partes. Sinta-se aliviado a cada final de etapa e comemore muito na conclusão.
·         Caso a tarefa seja muito difícil ou muito desconfortável, faça intervalos com atividades prazerosas.
·         Se for muito, muito difícil começar, se comprometa a fazer pelo menos alguns minutos da atividade para início. Pode ser que perceba que não é tão difícil como imaginava.
·         Simplesmente comece a fazer o que está adiando. Pare de pensar e faça. Escreva a monografia, faça o curso, programe as suas férias ou ligue para o amigo. Você verá que o desconforto de não faze–lo será substituído pelo alívio e o prazer de conseguir realizar o seu projeto.
·         Construa metas a curto, médio e longo prazo para ter e manter a sua qualidade de vida.
·         Seja menos crítico.
·         Cuide bem de você. Muitas das suas aflições você mesmo cria. Lembre-se que você não deseja isso para você.
Comece já. Caso não consiga sozinho, busque ajuda.

Dicas para melhorar a responsabilidade com os deveres de casa de seu filho

Autora: Elizabete Possidente

Essa ações são mais eficientes se iniciadas com a criança na idade pré-escolar.

– Estimule a criança através de seu interesse nas novidades que vem aprendendo na escola desde pequeno, logo ao entrar na escola.

– Estimule a criança a ter a responsabilidade de saber se há ou não dever de casa desde cedo. Pergunte sempre; se a resposta for que não sabe faça ela pensar sobre a aula e concluir se existe ou não algum dever.  A responsabilidade tem que ser da criança. Não faça por ela, já abrindo mochila e anotação na agenda.

– Mostre ao seu filho seu interesse no que ele tem aprendido na escola e no seu rendimento. Comece desde pequeno. Veja com atenção os desenhos e peça para ele explicar como fez ou teve a ideia. Sempre valorize o empenho e a evolução.

– Apoie as orientações da escola. Não critique a professora ou escola na frente da criança. Não fale que ache uma bobagem tal dever ou a atividade. Tire as suas dúvidas junto a escola e não com a criança. Ao questionar a escola você está desestimulando seu filho a levar com seriedade a escola e os estudos.

– Deixe claro que o dever de casa é responsabilidade dele. Não é obrigação dos pais. O responsável pode tirar dúvidas o fazendo pensar e não dar respostas. Se ele diz não saber nada peça para deixar em branco e procurar auxílio com a professora na aula. Se ele for muito tímido, escreva na agenda ou oriente o próprio a escrever na agenda (quando criança já alfabetizada), indique para a professora que seu filho está com dificuldades.

– Organizar o espaço para o estudo. A criança tem que ter um local próprio para o estudo com todos os objetos que precisa organizados. Isso evita dispersão e distrações.

– Estipular o horário para os deveres de casa e manter como rotina.

– Estimular o hábito de leitura. Para isso, os pais tem que dar exemplo lendo livros, artigos e revistas na presença das crianças.

– Elogiar os filhos no seu empenho e capricho nos deveres de casa.

– Observar qual matéria o seu filho está tendo maior dificuldade e estimular a estudar mais essa matéria. É recomendado que a criança tenha um caderno para estudo. Esse caderno não deve ser usado na escola.
Leve seu filho para escolher o caderno do personagem que mais o agrada. Nesse caderno o responsável pode deixar exercícios da matéria com mais dificuldades ou deixe instruções, como “leia o capítulo 1 do livro” ou “faça resumo das páginas seguintes”.

Com essas medidas a criança criará uma rotina e o hábito de aprender e estudar sozinha. Pais tem uma tendência a sempre fazer junto os deveres da escola quando os filhos são pequenos. Isso dificulta que a criança consiga se desenvolver sozinha.

Como ajudar seu filho na Adaptação da Escola

Autora: Elizabete Possidente

Primeiramente é necessário (diria até essencial) autorizar o seu filho a ir para escola. Quando digo autorizar, não é no sentido simples de matricular, comprar uniforme e material. É no sentido pleno da ação, transmitir o conhecimento de que é o melhor para o seu filho e que ele precisa passar por essa fase da vida, que significa um grande crescimento para ele. Mostre que você está feliz com essa conquista dele.

Os pais precisam ter consciência de que seu filho deixará de ser o bebê ou a criança pequena do mundinho protegido de casa, para se tornar a criança que está recebendo o “passaporte” para a vida adulta. Fale com tranquilidade e confiança que você escolheu a melhor escola para o seu filho. Diga que ele estará num ambiente protegido onde aprenderá muitas coisas novas e fará novos amigos. Diga que isto é uma conquista que ele atingiu por estar crescendo. Quanto mais entusiasmo melhor! Conte como será legal, que ele deverá  contar todas as novidades com os pais ao retornar para casa.

Não passe a ideia de que esse novo ambiente pode ser assustador. É frequente pais e avós passarem essa mensagem subliminar. Isso, às vezes, é feito sem o responsável notar. Como por exemplo, quando diz ao filho “qualquer coisa telefone imediatamente”  ou “ficarei de prontidão na escola para socorre-lo caso precise”. Essa criança interpretará  como “minha mãe está preocupada comigo”, ou seja, a associação será como passar por uma situação de perigo. Claro que isso vai dificultar a adaptação nessa nova escola, mesmo que a escola cumpra o seu papel adequadamente.

Não fique perguntando se ela está com medo. Nesse caso, ela esteja vai imaginar que deveria estar.
Autorize, na sua ausência, a criança a se sentir confiante na escola. Mostre que você confia nela e na escola. É interessante conhecer e saber o nome da professora, quando a criança estiver na sua primeira escolinha. Diga que conhece a Tia Fulana, que gostou muito dela e tem certeza de que ela também vai gostar.

Se a criança referir estar com medo diga que não há razão para isso, mas que é natural se sentir assim. Conte que muitos adultos também sentem medo quando começam um processo novo na vida, mas que ela é capaz de vencer esse medo.

Se essas medidas forem tomadas o processo de adaptação na escola será bem tranquilo.

Como fazer meu filho curtir a vinda do irmãozinho?

Autora: Elizabete Possidente
É sempre uma preocupação quando se quer engravidar e já tem um filho. Será que ele terá ciúme? Algumas medidas podem ser tomadas para amenizar chegada do bebê para o seu filho.
Primeiro, tratar-lo como um rapazinho, ou sendo menina como uma mocinha. Pare de chamar de meu bebê, meu neném etc. Quando chega o irmãozinho, que será o bebê , ele terá a sensação de que o irmão veio para pegar o seu posto. Se os pais o tratarem como uma criança mais crescidinha, esse posto já não era ocupado na família. Ele poderá então ajudar a cuidar e ensinar as coisas para o bebê.

Deixe ele participar do evento, escolhendo a roupa do enxoval, o nome do bebê, a arrumação do quarto. Claro, dentro de algumas limitações ou induções dos pais para o que é certo.
É importante mostrar alguns bebês na rua. Com Isso, ele verá como é um  bebê quando muito pequeno, que  não vai saber brincar e interagir com ele. Isso é importante para evitar uma frustração quando o irmãozinho chegar da maternidade.

Deve-se sempre falar da importância dele na chegada do irmãozinho ou irmãzinha. Que ele, por exemplo, ficará responsável em escolher a roupa no dia da visita, apresentar a visita ao neném, faça com que ele se sinta importante no processo. Deixar ele ajudar no que for possível, lavar o pezinho do bebê durante o banho, distraí-lo para não chorar no horário da troca de fralda etc. Pode-se também pedir para a criança ser responsável em abrir e  arrumar os presentes   do irmãozinho, ser responsável em tirar fotos da visita com o bebê. E é importante sempre valorizando a atividade. Por exemplo, ainda bem que ele tá tirando esas fotos para o álbum porque se não  seriam tão boas, como ele faz bem as escolhas etc. É fundamental valorizar o seu papel nessa família com a chegada de mais um membro.

Evitar ciúme dos amigos e familiares que vão visitar o bebê. Às vezes, a ansiedade é tão grande que a visita quer  logo conhecer o bebê e ignora a criança. É legal os pais estarem atentos e pedir para que a criança conduza a visita para conhecer o irmão. Assim, mostramos que ele é muito importante nesse momento.
Sabemos que muitos levam presentes para o bebê. Se seu filho for pequeno, não entenderá porque só o irmão ganha presente. Quando isso acontecer, da visita não lembrar da outra criança, tenha presentinhos em casa (mimos simples,  nada caro) e peça para a visita dar de presente para a criança.

Se a criança for maior e parecer entender a chegada do bebê, também considere que ele deve estar inseguro no seu papel nessa nova dinâmica familiar. Também é preciso dar funções e manter a atenção voltada para todos os filhos nesse momento.

Essas dicas são importantes para evitar o ciúme entre irmãos tão comuns no momento da chegada do bebê.  Sei que é um momento que os pais estão cansados por não durmir todas as noites com a chegada do bebê, mas dispense um tempinho para seu outro filho. Essas dicas  evitarão outros problemas na vida futura entre os irmãos.

Vigorexia

Vigorexia é caracterizada quando o indivíduo pratica exageradamente exercícios para aumentar a massa muscular e nunca fica satisfeito com o resultado. A pessoa fica obsessiva por aumento da massa muscular. Muitas das vezes, por nunca estar satisfeito, ele passa a fazer uso de suplementos alimentares, uso de fast burners (“queimadores” de gordura, como cafeína , anabolizantes e efedrina) e anabolizantes.
A maioria dos vigoréticos não busca nenhum auxílio médico. Elas pesquisam em sites e blogs não médicos e se acham especialistas no assunto. Essas pessoas gostam de entrar em listas de discussões para ter trocas de experiências, mas sem nenhum embasamento científico.
É mais comum em homens. Exercitam a musculação e evitam exercício aeróbico. Gostam de fisiculturismo, o que não quer dizer que todo fisiculturista sofre de vigorexia.
Muitos chegam a procurar ajuda médica psiquiátrica por quadro de depressão. Essa depressão surge quando é preciso parar ou reduzir a atividade física por problemas clínicos, como infecção. Um pouco de perda muscular faz com que ele fique tão angustiado e deprimido que é necessária intervenção farmacológica imediata.
É fundamental levar a pessoa que sofre de vigorexia ao tratamento psiquiátrico e psicoterápico. Esse paciente tem um prejuízo social, profissional e pessoal importante, porque precisa manter um horário muito extenso e intenso de musculação. Fica muito preocupado com o volume muscular, a aparência muscular e a relação da relação gordura subcutânea e músculo. Além de colocar em risco sua saúde física, já que costuma fazer uso de anabolizantes e suplementos alimentares sem recomendação médica, o que leva a sobrecarga da sua função hepática.

Urticária Colinérgica

Se você se coça ou fica cheio de brotoeja quando sente calor ou é exposto a luz solar você pode sofrer de urticária colinérgica. É uma subcategoria da urticária, cujo fator precipitante é o aumento da temperatura corporal.
É mais comum em jovens e representa 5% a 7%  do total das urticárias. Às vezes, não diagnosticamos porque os pacientes evitam frequentar praia pelo intenso desconforto. Esse comportamento evasivo os protege do fenômeno.
Geralmente surge de dois a trinta minutos após o aumento de temperatura, e dura entre 20 e 90 minutos. Pode aparecer sempre ou variar em intensidade e frequencia. Acredita-se que há piora quando o paciente é ansioso, por contribuir ainda mais para a descarga adrenérgica. Nesses casos é necessário o acompanhamento psiquiátrico com antidepressivos, que reduzem a ansiedade, associado as orientações do dermatologista.

Dismorfobia ou Transtorno Dismórfico Corporal

É normal em algum momento do dia a pessoa achar que a sua imagem não está tão legal como o restante do período. Essa observação não chega a incomodar, a ponto de levar a se desconcentrar no que está fazendo, para tentar disfarçar o que está incomodando.
Quando a pessoa demora horas do dia na frente do espelho por se achar feio ou com um grave defeito, e fica tentando disfarçar essa “falha” frequentemente, deve-se procurar um médico psiquiatra para avaliação e tratamento adequado, porque podemos estar diante de um caso  de dismorfobia ou Transtorno dismórfico corporal.
Essa pessoa, apesar de todas as evidências mostrarem o contrário, tem a certeza de ser feia ou ter uma parte do corpo que é muito destoante do restante. Na maioria das vezes é uma coisa mínima supervalorizada. Por exemplo, uma pequena cicatriz, encontrar rugas onde ainda não tem, poros do nariz “muito abertos”, a bochecha é flácida, as orelhas assimétricas etc. Ou seja, a pessoa acredita  numa imagem irreal sobre o seu próprio corpo, mesmo quando as pessoas dizem que ela não tem nenhum problema nesse sentido.
A maioria dessas pessoas buscam tratamentos estéticos e cirurgias plásticas constantes, por acreditar que o seu problema é tão grave e que não tem como disfarçar. Mesmo assim continuam insatisfeitas com a sua imagem.
Parece ser uma doença nova, mas não é. Existem descrições médicas datada de 1886 e publicadas em revistas especializadas. Tem se aumentado bastante a prevalência, de forma que 2% da população dos EUA sofrem desse mal. Poucos buscam tratamento, porque não acreditam sofrer de uma doença, apenas estão buscando o corpo perfeito, tão estimulados na cultura atual.
Muitos casos podem evoluir para comportamentos como não sair de casa, depressão e suicídio. Podem fazer tantas cirurgias plásticas que passam a ser irreconhecíveis, graças a tanta mudança estética.
O paciente deve ser encaminhado para uma avaliação psiquiátrica. O tratamento consiste em medicamentos e psicoterapia.
Agindo assim, evitamos o desperdício e perda de qualidade de vida. A pessoa que sofre desse transtorno sofre e não consegue evoluir bem na sua vida pessoal e profissional, por desperdiçar toda a energia focando na busca da perfeição do corpo, na evolução para outras doenças mentais e na tentativa de reduzir os riscos contra a saúde, por intervenções desnecessárias ao corpo.

Dicas para Pais de Crianças Ansiosas

Autora: Elizabete Possidente

Uma a cada oito crianças sofrem de ansiedade. Como são os pais que orientam  o dia a dia da criança, é fundamental algumas medidas sejam tomadas . Podemos citar as seguintes.

– Ensinar a criança a dividir uma grande tarefa em etapas menores. Se já estiver alfabetizada, estimular essa divisão colocada numa listinha, e ao término de cada uma marcar um OK. Esse ato de registrar “o feito” aumenta a autoestima e reduz a ansiedade.

– Ouvir com atenção sempre que a criança relatar estar com medo ou muito preocupada com algo. Não considere como bobagem  ou coisa de criança. O fato de prestar atenção, de dizer que tudo dará certo ou demonstrar entender o que ela está passando é importante. Sei que é difícil, mas também sei que dará conta, essa é a mensagem a ser passada.

– Ensinar a criança a dizer não. Muitas das vezes, ela se sente sobrecarregada porque não consegue dizer não aos pedidos de amigos.

– Ajudá-la a criar a sua rotina com os horários. Por exemplo, ao chegar da escola, determine o horário para fazer os deveres, arrumar a mochila, brincar, tomar banho etc.

– Os pais devem seguir uma rotina e ter essas regras claras para o filho. Por exemplo, é importante saber se ficará na casa dos pais ou dos avós, por exemplo. Se toda a sexta vai para casa dos avós, por ser folga da empregada, a criança tem que saber previamente que passará as sextas na avó. Outra situação bastante comum no consultório são filhos separados. Os pais trocam os dias entre si e não avisam a criança. E às vezes as trocas são tão freqüentes que deixam de ser uma rotina, mesmo que seja dito aos filhos.

– Não exija demais das crianças. Atendo crianças que fazem diversas atividades extraclasse. É muito cansativo ter colégio, inglês, judô, vôlei etc. É necessário que ela tenha um tempo para brincar e se organizar, planejar o seu estudo a cada dia. Quando se faz muitas atividades, além de ser muito exaustivo, não sobra tempo para organizar e aprender a melhor forma de estudar. Quando se tem muitas atividades, a rotina está pronta e não é possível descobrir a melhor forma de se organizar.

– É preciso ter tempo livre.

– Evitar que crianças pequenas assistam jornais com notícias desagradáveis, fatalidades ou ouvir conversas de adultos com comentários isso. Por exemplo, uma criança de três anos não pode ficar acompanhando o noticiário de um avião que caiu. Ela não sabe discernir que isso é uma tragédia e que não acontece toda hora. Caso o pai viaje ou houver um plano de férias, esse medo virá à tona e ela pode expressar claramente o medo que o avião caia, ou uma angústia, que ela não sabe bem o porquê.

– Quando encontrar o seu filho muito cabisbaixo ou irritado, se ofereça a ouvir o que está acontecendo. Caso não queira conversar naquele momento, deixe claro que está a disposição para conversar sobre o que está acontecendo. Diga que você já se sentiu assim, e quando conversou a respeito se sentiu melhor.

– Reconheça os pontos fortes e fracos de seu filho. Saiba valorizar os fortes, incentivando e elogiando. E ajude a superar os pontos fracos.

– Não o compare com outras crianças ou irmãos.

– Separe a autoestima da mãe ou pai da do filho. Muitas das vezes os filhos tem que ser perfeitos para que os genitores se sintam bons pais. Quando eles fracassam parece que o fracasso é dos pais. Isso aumenta muito a ansiedade dos filhos, pois, precisam sempre estar prontos para superar as expectativas dos pais e não apenas a deles mesmos.

– Quando o filho sente que ele está sempre como o único ponto importante na vida dos pais, isso gera muita responsabilidade para criança. Ela encara sempre ser preciso dar conta da vida para que a vida dos  pais funcionem. Caso falhe, eles vão fracassar.

– Ensine o filho a inspirar e expirar lentamente quando estiver ansioso.

É claro, sendo pais menos ansiosos, são criadas crianças menos ansiosas, apesar da pressão do dia a dia.

Dicas Para Reduzir a Ansiedade

Após análise de um profissional médico neuropsiquiatra ou psicólogo, que avalie a indicação de terapia e uso de medicamentos para ansiedade conforme o prejuízo profissional, pessoal ou social, deve-se sempre tomar as seguintes medidas terapêuticas:
– Tente não se preocupar com previsões do futuro que não se tem certeza de que irá ocorrer.
– Controle os pensamentos. Ansiosos costumam pensar que tudo dará errado ou será mais difícil. Tente combater esses pensamentos com outro oposto ou esvazie a mente.  Por exemplo, está sofrendo porque pode ser que não encontre vaga no estacionamento. Não adianta ficar pensando nisso se você não tem a opção de ir a pé. Pense que encontrará a vaga ou se não conseguir, deixe para pensar nisso no local (caso, realmente não exista a vaga). Não sofra por antecipação.
– Pare de se autocriticar ou cobrar demais das pessoas que o cercam. Pessoas podem falhar.
– Crie uma rotina no dia a dia, para ter um bom funcionamento. Mas, de vez em quando, quebrar a rotina também se faz necessário.
– Ter uma “válvula de escape”: aquilo que quando você faz se sente recarregando sua bateria. Isso é muito pessoal e pode variar em diferentes fases da vida, para o mesmo indivíduo. Por exemplo, tocar um instrumento, pedalar, ler  etc.
– Limitar ou adiar pensamentos preocupantes. Não adianta estar no trabalho e ficar pensando num problema doméstico que apenas conseguirá resolver em casa. Foque no horário de trabalho e pense nisso depois.
– Seja mais flexível.
– Aprenda a dizer não.
– Tenha uma boa noite de sono.
– Tenha uma atividade física regular.
– Evite cafeína, cigarro, estilumlantes e energéticos.
– Faça exercícios de meditação
– Pratique técnicas de relaxamento : feche os olhos e percorra todo o corpo, contraindo e relaxando em seguida cada grupo muscular.
– Exercite técnicas de respiração: procure fazer uma respiração profunda. Faça a inspiração, enchendo até a barriga ficar cheia de ar. E depois, expire lentamente. 

Essas atitudes, sendo tomadas no dia a dia, ajudam a reduzir a ansiedade.

Aprenda a Fazer o Seu Tempo Render

Cada vez mais sentimos que o tempo passa mais rápido e temos mais tarefas para fazer. Essa relação tempo e número de atividades parece estar desproporcional e ser uma das causas de estresse atualmente.
Como na prática não podemos tornar o tempo mais lento ou reduzir o número de tarefas, temos que aprender a gerir o nosso tempo para que possamos viver com qualidade. Precisamos ter objetivos no nosso dia. É importante fazer a “listinha de tarefas” ordenando por prioridade na véspera de cada dia. Assim, conseguimos nos perder menos nas nossas propostas.
Devemos evitar interrupções desnecessárias. Por exemplo, devemos colocar horários no dia para ver emails, e evitar ser interrompido a cada momento com alertas de recebimento. Isso leva a desconcentração, perda de foco na tarefa atual.
Devemos conhecer nossas próprias limitações. Não devemos ficar horas na mesma tarefa sem evoluir na execução. Descubra os intervalos produtivos para cada tarefa, daí passe para outra tarefa mais fácil ou mais prazerosa, e depois, no final desta, retorne para a primeira.
Aprenda no final do dia checar a lista e tentar identificar o porquê de não ter completado as ações propostas. É importante identificar onde houve desperdício de tempo ou se surgiu uma tarefe de urgência que merecia prioridade. Faça o planejamento do dia seguinte. Para facilitar divida o dia em três turnos e com as tarefas de cada um deles. Organize a sua mesa de trabalho antes de sair para facilitar o início de seu dia.
Essas são dicas preciosas para se viver melhor nos tempos corridos de hoje.

Como melhorar a memória

Chamamos de Memória o processo de armazenamento de informações de nossas  vivências e aprendizados, e que recuperamos quando necessário.
Quando há queixas de falhas da memória, deve-se procurar um médico para averiguar patologias que a afetam, tais como depressão, ansiedade e demência. Após tratamento dessas patologias ou quando ocorre falha de memória apenas pelo estresse cotidiano recomendam-se intervenções que estimulem essa memória. Veja abaixo algumas dessas medidas:
– Estimular circuitos novos da memória através do aprendizado. Não se podem evitar novos desafios. Sempre esteja disposto a aprender novos idiomas, ferramentas da Internet, jogos  etc.
– Prestar atenção. Muitas vezes paciente refere queixa de memória, mas está relacionado à falta de atenção. Por exemplo, não aprende o caminho para a residência nova do amigo, mas quando avaliamos ele está sempre de carona e não observa os pontos de referência.
– Relaxar. Ansiedade acomete a memória. Seria o tal “branco” na hora da prova, apesar de ter estudado tudo que estava na avaliação, por exemplo.
– Associar fatos a imagens.
– Alimentação adequada, rica em vitamina B12, tiamina e ácido fólico.
– Hidratação adequada, especialmente em idosos. 
– Boa noite de sono.
– Tomar notas, listar pendências.
– Fazer palavras cruzadas, jogar xadrez, exercer atividades que funcionem como exercício para o cérebro.
– Ler. Tentar lembrar em que ponto do livro ou história ou reportagem parou antes de retomar a leitura no dia seguinte.
– Mudar alguns hábitos que costumamos fazer sem pensar, como por exemplo mudar o caminho de volta para casa, mudar a forma em que faz as compras no supermercado , mudar o local em que sempre costumamos estacionar o carro no shopping etc.
– Cultivar a atenção. Sempre que guardamos um objeto importante se concentrar ou até falar em voz alta. Quando guardar o exame que vou precisar levar no médico, por exemplo, foque que está guardando na primeira prateleira.
– Exercícios mnêmicos que são orientados por profissional.
– Atividade física regular.
Todos esses procedimentos devem ser seguidos para se ter uma melhor memorização em qualquer faixa etária.  

Tratamento não medicamentoso da Insônia

Sempre diante de um paciente com insônia são indicadas instruções para melhorar a disfunção do sono. Muitas das vezes surge a necessidade de indicação também de medicamentos. Esses medicamentos podem ser indutores do sono, antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos, antipsicóticos e anti histamínicos. Depende se a insônia é a única alteração clínica ou se é um dos sintomas de uma patologia.
Vamos nos deter nas orientações (não medicamentosas), que devem ser aplicado em 100% dos casos.
– Manter uma rotina de sono, ou seja, manter um horário fixo para dormir e acordar.
– Não cochilar durante o dia.
– Manter no quarto um ambiente agradável.
-Evitar TV, relógio, som e computador do quarto.
– Procurar jantar pelo menos duas horas antes de deitar, preferir pratos leves.
– Evitar ingesta de estimulantes (café, cigarro, drogas, chá, coca cola, chocolate).
– Deve-se pensar nos problemas e na agenda do dia seguinte antes de ir para o quarto.
– Deve-se evitar pensamentos durante o dia do tipo “será que vou conseguir dormir” pensando “Vou dormir o necessário para me manter bem”.
-Adotar técnicas de relaxamento. A mais usada é de tensionar e relaxar os grandes grupos musculares de modo seqüencial, atento às sensações de tensão e relaxamento.
– Não culpe todas as dificuldades durante o dia da noite mal dormida, assim você valoriza e reforça a insônia em sua vida.
– Não coloque o sono como o tema central de sua vida.
– Vá para a cama apenas quando estiver com sono. Não leia, não assista TV, música ou computador. Esvazie o pensamento e boa noite de sono.

Enxaqueca (ou Cefaléia Migrânea)

A migrânea, mais conhecida como enxaqueca, é um tipo de dor de cabeça idiopática, recorrente e que pode durar de 4 horas a três dias.
Manifesta-se unilateralmente e 20% dos casos costumam evoluir para outra metade da cabeça. É pulsátil e geralmente acompanhada de náusea, fonofobia e fotofobia. Não é uma doença dos tempos modernos, como alguns artigos comentam. Existem descrições de enxaqueca com áurea desde o século XVII. Os estresses e correria dos tempos atuais contribuem para o surgimento ou agravamento de diversas patologias, inclusive a cefaléia.
Não há alterações estruturais. Os exames complementares são solicitados apenas para descartar outras causas

que podem estar agravando a enxaqueca. O diagnóstico de enxaqueca é clínico; sabemos que existe uma seqüência numa crise completa, composta de quatro fases.

– sintomas prodrômicos: sintomas que podem preceder em até 24 horas a crise. Geralmente, os pacientes queixam-se de depressão, irritabilidade, alteração de paladar ou desejo intenso por doce e sono intenso.
– Aurea: é uma manifestação que precede o início da enxaqueca. Os sintomas mais comuns são distúrbios visuais (10% relatam escotoma cintilante e 25% flashes de luz), parestesias, paresias ou afasia, sensação de déja vu , zumbido. O paciente já sabe que a enxaqueca vai vir em seguida, como contam nos consultórios.
– Cefaléia: geralmente unilateral. Pulsátil. Ocorre mais na região fronto parietal, mas pode se manifestar também como uma intensa dor atrás dos olhos.
– Resolução: exaustão, sono intenso.
A incidência da enxaqueca nos homens varia de 5 a 10% da população, e nas mulheres fica em torno de 15 a 20%. Para ambos os sexos, a prevalência aumenta na vida adulta. Existe uma contribuição genética: cerca de 55% dos pacientes tem um dos pais com história de enxaqueca.
Existem alguns fatores desencadeantes. Os mais comuns são estresse, sono prolongado, traumatismo craniano (especialmente em crianças), aumentar muito o intervalo entre as refeições, ingesta de alguns alimentos (chocolates, laranjas, comidas gordurosas e lácteas), privação de cafeína, odores fortes, mudança de pressão atmosférica, alterações climáticas abruptas e hormonais. Esses fatores não aparecem tão claramente na entrevista com o paciente: às vezes é necessário ser meio detetive. Por exemplo, pacientes chegam com queixa de que a cefaléia surge apenas nos finas de semana. Quando esmiuçamos o que ocorre de diferente nesses dias, é comum verificar que não tomam o cafezinho com a freqüência que toma durante o trabalho.
O tratamento da enxaqueca é  dividido em retirar o paciente da crise (fase aguda) e prevenir que aconteça uma recidiva. Existe uma série de medidas que devem ser tomadas, não medicamentosas e associadas a medicamentos. Deve se procurar um médico para obter orientações sobre o melhor medicamento, e para ensinamentos de como atenuar na vida desses pacientes os fatores desencadeantes.
È necessário levar a sério a avaliação e tratamento da enxaqueca, porque ela é uma das causas de prejuízo escolar e de absenteísmo no trabalho com maior impacto na vida do indivíduo.

Aspectos Neuropsiquiátricos da Dermatite Artefata

A Dermatite Artefata provém de lesões provocadas pelo paciente, em sua pele, com objetos pontiagudos ou cortantes, ou mesmo produtos químicos abrasivos. Essas lesões surgem abruptamente, em qualquer área do corpo. Geralment, o paciente conta uma história irreal e tenta disfarçar a verdadeira causa. O paciente sente um alívio muito grande da angústia no momento que provoca a lesão.
Quando procura ou é levado ao dermatologista, o paciente se apresenta calmo, apesar da família estar muito preocupada com as lesões que vem surgindo. Não há a queixa esperada de dor, que é compatível com a lesão, parece que não dói.
Pode ocorrer em qualquer idade, mas parece ser mais comum na adolescência e início da vida adulta, sendo mais freqüente no sexo feminino. A maioria das pacientes tem alteração no exame psíquico, como comportamento de personalidade borderline, transtornos dissociativos e transtornos de humor. Outros fazem apenas para chamar a atenção dos pais, para se ter benefícios psicológicos. Em algumas meninas, esse quadro precede um início de quadro de anorexia e bulimia.
De qualquer forma é imperativo que esse paciente tenha acompanhamento psiquiátrico e psicológico, tanto para tratamento do paciente como para orientar a família.

Aspectos Neuropsiquiátricos das Dermato Compulsões

As dermato compulsões são lesões de pele decorrentes de atos compulsivos. O paciente não consegue resistir o impulso de se cutucar e se sente bastante aliviado quando o faz.
O paciente geralmente admite ser responsável pelos ferimentos, após uma forte sensação de  alívio, seguida de um bem estar momentâneo.Os ferimentos geralmente ocorrem através das próprias unhas em face, ombro, pescoço ou antebraços. São localizações de fácil acesso e os ferimentos facilmente percebidos. O paciente pode provocar a lesão ou não deixar cicatrizar um ferimento anteior.
É mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos, e responsável por 1 a 2% dos atendimentos nos ambulatórios de Dermatologia. Possui muita comorbidade com depressão, ansiedade e Transtorno afetivo bipolar.
Estudos demonstram que a associação de medicamentos antidepressivos ou estabilizadores de humor com psicoterapia melhora e evita a cronicidade do quadro.

Aspectos Neuropsiquiátricos da Rosácea

Rosácea é uma doença inflamatória crônica com agudizações com uma ruborização em face. Há uma influência de alimentos, clima, efeitos gastrointestinais e psicológicos.Ocorre freqüentemente em mulheres, porém nos homens há manifestação da forma mais grave.

A idade varia de 30 a 60 anos, sendo mais comum entre a quarta e a quinta décadas. Geralmente ocorre em pessoas com pele mais clara. Parece que há uma predisposição genética.

Os aspectos emocionais que contribuem para a agudização da doença são a ansiedade, o abuso de álcool e a depressão. Cerca de 75% dos pacientes, após diagnóstico, sofrem de depressão, caracterizada por baixo auto estima, isolamento social e tristeza. Muitos desses sintomas passam despercebidos pelo especialista por parecerem secundários à rosácea, mas estes não desaparecem com a melhora clínica dermatológica.

Deve haver uma avaliação neuropsiquiátrica para melhorar o prognóstico, porque se sabe que a piora do aspecto emocional exacerba a rosácea.

Aspectos Neuropsiquiátricos da Alopecia Areata

Alopecia areata é um tipo de calvície que consiste na perda repentina de cabelos ou pelos numa região específica. Geralmente surge no couro cabeludo. Mas pode ocorrer na barba, supercílio e púbis.
A incidência é igual em homens e mulheres. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, porem é mais prevalente entre a terceira e quinta década de vida.
Existem alguns estudos que demonstram que cerca de 90% dos pacientes tem causas emocionais envolvidas, como ansiedade, dificuldade de ajustamento e depressão.  Isso sugere que pacientes com distúrbios neuropsiquiátricos têm maior chance de desenvolver alopecia areata.
A avaliação neuropsiquiátrica ou psicológica se faz necessário nesses pacientes para melhorar o prognóstico e evitar recidiva clínica, que pode afetar a qualidade de vida desses pacientes.

Aspectos Neuropsiquiátricos Comuns da Acne

A acne é uma doença auto limitada com causa genética e hormonal caracterizada por comedões  e pústulas. Dependendo da intensidade pode evoluir para abscessos e cicatrizes. É típico em adolescentes pela alteração hormonal. Cerca de 60% das meninas e 70% dos meninos sofrem de acne na puberdade.
Por surgir numa época em que eles estão muito vulneráveis a crítica dos seus pares e inseguros. As situações de exposição ao sexo oposto, por exemplo, contribuem para um maior quadro de ansiedade, fobia social e depressão, favorecendo o surgimento da acne.
Estudos sugerem que o estresse também contribui para agravamento da acne nos adolescentes, por aumentar os níveis de glicocorticóides e androgênios através da via do eixo hipotálamo pituitário adrenal.
Portanto, o tratamento associado com psicoterapia, e o uso de medicamentos que reduzem a ansiedade e a depressão, melhoram a qualidade de vida desses jovens.