Você já sentiu medo exagerado de viajar de avião? Esse é um tipo de fobia chamada aerofobia.
Apesar de ser o meio de transporte mais rápido, seguro e econômico para percorrer longas distâncias, cerca de 35% da população sofre de medo de viajar de avião.
No Programa Ligado em Saúde , eu e a jornalista Monica Bittencourt conversamos sobre o que diferencia o medo comum da fobia, como esse fenômeno acontece e o que podemos fazer para superar as fobias.
Assista o programa exibido em 23 de setembro de 2015 :
A APERJ (Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) promoveram nos dias 5 e 6/08, no Hotel Hilton, em Copacabana, a Jornada de psiquiatria ‘Estresse, Resiliência e Psicopatologia’. O encontro reuniu especialistas, que palestraram sobre temas como “O Manejo de Estresse, Resiliência e Psicopatologia. o evento reuniu médicos e profissionais da saúde, com o objetivo de disseminar conhecimento e discutir o estresse crônico, que invadiu o mundo nos últimos anos, abrindo portas para inúmeras doenças no campo mental.
“Um estudo da OMS de março desse ano mostrou que doenças e transtornos mentais aumentaram em 25% nos últimos anos e pesquisa do instituto Ipsos, encomendada pelo fórum econômico mundial e cedida pela BBC, mostra que 53%, dos brasileiros declarou que seu estado mental piorou muito no último ano, daí a importância de realizar encontros como este, para discutir o tema e compartilhar aprendizados”, comentou Dr. Marcos Gebara, psiquiatra, Presidente da APERJ.
O Congresso lançou no dia 3 de agosto a campanha “Agosto Lilás” para comemorar os 16 anos da Lei Maria da Penha e reforçar o combate à violência contra a mulher.
Nesse evento, em mensagem , Maria da Penha, ativista que dá nome à Lei, destacou a importância da educação para que ocorra uma transformação cultural capaz de incentivar o respeito às mulheres e aos seus direitos.
A cada dois minutos uma mulher é agredida no Brasil, e a cada oito horas uma é morta. Em 2006 foi sancionada a Lei nº 11.340, conhecida por todo o país como Lei Maria da Penha, que busca proteger e assegurar a vida de milhões de mulheres que são vítimas de violência física, moral, sexual, psicológica ou patrimonial.
No dia 3 de agosto , o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União a aprovação de um protocolo para a realização de diagnóstico, tratamento, controle e avaliação do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
O TDAH é um distúrbio do neurodesenvolvimento e as principais características são: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Os sintomas do transtorno iniciam na infância e podem acompanhar a pessoa durante toda a vida.
De acordo com esse documento,as dificuldades costumam surgir quando a criança entra em uma rotina escolar. “As dificuldades, muitas vezes, só se tornam evidentes a partir do momento em que as responsabilidades e a independência se tornam maiores, como quando a criança começa a ser avaliada no contexto escolar ou quando precisa se organizar para alguma atividade ou tarefa sem a supervisão dos pais”, explicou o protocolo.
O diagnóstico de TDAH é frequentemente diagnosticada na infância, mas podem ocorrer casos onde o transtorno pode apresentar sinais mais notórios durante a vida adulta. O diagnóstico do TDAH só pode ser feito por um médico psiquiatra, pediatra ou neurologista conforme o Ministério da Saúde.
Entre 1 e 7 de agosto temos a semana de valorização do aleitamento materno. A amamentação até os seis meses de vida reduz em 13% a mortalidade infantil até os cinco anos, evita diarreia e infecções respiratórias, diminui o risco de alergias, diabetes, colesterol alto e hipertensão, leva a uma melhor nutrição e reduz a chance de obesidade.
A amamentação nessa etapa da vida é de grande importância, pois é o único alimento que contém anticorpos que protegem a criança de infecções comuns enquanto ela estiver sendo amamentada, além de prevenir o surgimento de diversas patologias na vida adulta.
O tema deste ano é “ Educação e Apoio” . O objetivo é que todos sejam envolvidos em proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.
Desde 2016, a WAVA alinhou a Semana Mundial do Aleitamento Materno aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A amamentação é uma estratégia de melhorar a nutrição,ter segurança alimentar e reduzir as desigualdades entre os países.
sua duração ainda é menor do que a recomendada.
Conforme o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras mostra que apesar da amamentação ter elevado no Brasil ainda é muito abaixo do nível desejado pela OMS.
Em 2019, o Estudo Nacional de Alimentação Infantil mostrou que a prevalência da amamentação exclusiva em menores de seis meses foi de apenas 45,8% no Brasil.
O mesmo ocorre no restante do mundo em que as estatísticas estão baixas. Apenas 44% das crianças são amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses de vida, segundo dados de Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) de 2021.
Os 2 primeiros anos de vida são os mais importantes para o crescimento e desenvolvimento da criança, com repercussões ao longo de toda a vida. A recomendação é que o bebê seja amamentado na primeira hora de vida e que seja exclusivo até os 6 meses. Não é recomendado ofertar outros alimentos antes dos seis meses de idade, pois eleva o risco do bebê adoecer e prejudica a absorção de nutrientes importantes existentes no leite materno, como o ferro e o zinco.
É importante também observar e investir na saúde mental da mãe. Nesse momento, é necessário que a mãe e o bebê contem com uma rede de apoio formada por familiares, amigos e instituições, dividindo responsabilidades como tarefas domésticas e cuidados com o bebê.
O gene MTHFR está associado a metabolização da vitamina B9 – ácido fólico. Este gene codifica uma enzima de mesmo nome, a metileno tetrahidofolato que auxilia na metabolização do ácido fólico em L metilfolato.
O L metilfolato é fundamental em diversas funções do organismo.
O L metilfolato regulariza a produção de três neurotrasmissores monoaminas: serotonina,dopamina e noradrenalina. Ou seja, o L metilfolato está associado diretamente ao equilíbrio neuroquímico do cérebro. A deficiência de L metilfolato pode estar associado a diversas doenças psiquiátricas, como depressão e ansiedade.
Pacientes portadores de variantes genéticas de MTHFR vão apresentar redução da atividade da enzima MTHFR. Dependendo da mutação pode haver uma redução de 30 a 90% dessa atividade.
O teste genético investiga mutações no gene MTHFR, se existe a presença de polimorfismo C677T e A1298C. A partir disso identificamos o nível da atividade enzimática do MTHFR.
Se houver mutação haverá baixa de L metilfolato que ocasiona baixas dos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina. Isso pode contribuir para o surgimento de algumas doenças psiquiátricas ou uma resistência a antidepressivos.
O L-metilfolato é um derivado do ácido fólico. Sete vezes mais biodisponível, consegue atravessar a barreira hematoencefálica para atuação cerebral. O ácido fólico, para formar o L–metilfolato, precisa ser processado em diversas cascatas bioquímicas e a chance de problemas na reposição é enorme.
O L-metilfolato ganhou importância com a realização de alguns testes genéticos em pacientes psiquiátricos, que demonstravam gravidade, cronicidade ou resistência medicamentosa. Pode-se observar na prática que algumas mutações nos genes MTHFR C667T e MTHFR A1298C, que são relacionados à diversas doenças psiquiátricas como depressão, ansiedade, TEA, esquizofrenia e transtornos de humor. Pacientes que apresentam essa alteração podem ter, dependendo da mutação, um comprometimento até 70% menor na produção da forma ativa do folato do que outros indivíduos.
Os resultados são bastante promissores quando se utiliza o L-Metilfolato associado com certos medicamentos psiquiátricos. O CanMat (Canadin Network for Mood and Anxiety Treatments) recomenda L-Metilfolato para certos perfis de…
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) publicou um posicionamento oficial em 17 de julho de 2022 sobre o uso de produtos com substâncias extraídas da maconha (cannabis sativa) em tratamentos psiquiátricos.
A ABP recomenda cautela na utilização de derivados da planta, como o canabidiol e o tetrahidrocarbinol (THC). Isso porque até o momento não existem evidências científicas que provem a sua eficácia contra doenças mentais.
O presidente da ABP também ressalta que o uso de substâncias psicoativas da cannabis pode causar dependência química, encadear quadros psiquiátricos ou agravar sintomas de patologias já diagnosticadas.
O psiquiatra presidente da ABP critica as propagandas que “endossam estudos sobre os possíveis ‘benefícios’ da cannabis, corroborando para interpretações equivocadas e contribuindo para a impressão de que a maconha é um produto totalmente seguro e inofensivo para o consumo, sobretudo pelos mais jovens”.
Esse tipo de propaganda lembra à época em que os cigarros eram comercializados e indicados por parte dos médicos pelo marketing de aumento do bem-estar e redução do estresse.
Não há evidência científica de que o uso de canabidiol possa ter efeito terapêutico nos transtornos mentais. Não se conhece os efeitos colaterais e a probabilidade de dependência.
O médico deve prescrever apenas uma substância quando está garantido a eficácia e a segurança para o paciente e nos seus transtornos psiquiátricos.
O médico em nenhum local do mundo pode se usar medicamento off label. Temos um exemplo recente que foi o uso da cloroquina para o Covid-19 num momento de desespero da pandemia que foi um insucesso.
A Associação de Psiquiatria Brasileira alerta que faltam de estudos científicos sobre a eficácia e os riscos do uso de cannabis para doenças mentais. Têm estudos demonstrando que o uso de cannabis podem levar a dependência, causar ou agravar doenças mentais.
A ABP alerta “O uso de cannabis está associado à alteração de humor, à depressão, ao transtorno bipolar, aos transtornos de ansiedade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e à ideação suicida”.
Publicações científicas estão surgindo mostrando os efeitos negativos na saúde mental dos usuários após a sua legalização. Recentemente foi publicado na revista científica International Journal of Methods in Psychiatric Research que os surtos psicóticos ligados à cannabis cresceram 30 vezes em Portugal em atendimentos nos hospitais públicos nos últimos 15 anos.
A Anvisa em 2015 publicou uma resolução que pacientes com prescrição médica poderiam importar medicamentos à base de canabidiol. Em 2017, o órgão regulamentou a produção do 1º medicamento com derivado da Cannabis sativa.
Em 2019, a Anvisa aprovou a importação dos extratos de canabidiol e THC para a fabricação no Brasil. Na época foi definido que por causarem risco de dependência e de tolerância (necessidade de aumentar a dose para atingir o mesmo efeito) por isso se trataria de um remédio de tarja preta.
A Anvisa já liberou 18 produtos com prescrição por médicos em situações de crises convulsivas refratárias e de dores crônicas por doenças oncológicas. O Conselho Federal de Medicina autoriza o uso do CBD (canabidiol) apenas para crianças e adolescentes com epilepsia de difícil tratamento.
Não existem ensaios clínicos publicados em revistas científicas sérias, exceto nos casos de crises convulsivas.
Há um forte interesse econômico. Segundo a projeção realizada pela New Frontier Data, a estimativa do uso medicinal de canabidiol foi estimada em R$ 4,7 bilhões em 36 meses.
A Gazeta do Povo em agosto de 2021 referiu sobre o interesse do mercado financeiro global na maconha. Conforme análise da consultoria BDSA, publicada em março de 2021, as vendas mundiais cresceram 48% em 2020, em comparação com 2019, e alcançaram US$ 21,3 bilhões. A perspectiva é chegar a 2026 em US$ 55,9 bilhões, uma taxa composta de crescimento anual da ordem de 17%.
Temos que ter muita cautela porque o poder econômico aliado as propagandas nas redes sociais e nos consultórios médicos tem elevado muito o número de prescriçãos apesar da ausência de evidências científicas até o momento.
O gibi da Turma da Monica com o título “Uma história que precisa ter fim” fala de álcool, nicotina, crack e outras drogas. Serve de alerta para pais, jovens e educadores sobre as drogas.
A revista foi editada pelo Instituto Cultural Maurício de Souza e feita por solicitação da Secretaria Nacional Antidrogas. Foi publicada em 2012 na 14ª Semana Nacional Antidrogas e continua ainda super atual.
Nessa história em quadrinho um garoto chamado Zélio começa ter problemas ao se envolver com drogas.
Foi aprovado no Senado em 28 de junho de 2022 o PL 425/19 do deputado federal Fred Costa que institui a Semana Nacional de Conscientização do Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH).
A cada ano na semana que abrange a data de 1 de agosto será promovida informações sobre o diagnóstico, quadro clínico e tratamento do TDAH.
O TDAH é um distúrbio neurobiológico do desenvolvimento que abrange sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. São sintomas que podem se perdurar por toda a vida e se manifestam de formas distintas nas diferentes fases do indivíduo.
É de grande relevância a população ser conscientizada sobre o TDAH que causa prejuízo na vida por estar abaixo do seu potencial psicopedagógico. Assim como desmitificar que para se ter TDAH precisa ser uma pessoa com muitas repetências escolares e com isso, diversas crianças e adultos ficam sem tratamento. Pessoas podem levar uma vida normal, mas tem o seu potencial reduzido ou necessitam de um esforço muito maior do que é esperado para manter o seu padrão de exigência.
Por falta de conhecimento há um crescente preconceito em torno da patologia TDAH pelos profissionais de saúde, pais, professores e pela maioria da população. Eu mesma já ouvi de pais que ouviram que os seus filhos não poderiam ter TDAH porque passavam de ano ou por serem obedientes. Assim como pacientes adultos tratados por TDAH que foram questionados no diagnóstico por terem formação de nível superior. Essas pessoas desinformadas desconhecem que se esses pacientes com TDAH quando recebem o tratamento adequado alcançam qualidade de vida e atingem o seu potencial máximo.
Muitas pessoas famosas pelo mundo comentam sobre o seu TDAH, como o objetivo de conscientizar a todos sobre o tema, como o atleta Michael Phelps.
Agora a proposição aguarda a sanção presidencial para se tornar lei.
Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente
O dia 22 de julho é considerado o dia do Cérebro. Esse dia foi estabelecido em 2014 pela, pela World Federation of Neurology e International Headache Society.
O objetivo é informar a população sobre a importância do cérebro na qualidade de vida das pessoas. Informar que o cérebro é fundamental para nas funções para raciocinar, pensar, desenvolver sentimentos e controlar o funcionamento do corpo. Todas essas funções podem ser melhoradas com um cérebro sempre sendo exercitado e ativo.
O Web App Maria da Penha é todo virtual, se parece como um aplicativo que pode ser acessado por um link de qualquer dispositivo eletrônico.
Não há necessidade de ser baixado. Não ocupa espaço na memória do aparelho.
Esse recurso foi confeccionado por estudantes e pesquisadores do Centro de Estudos de Direito e Tecnologia da UFRJ (CEDITEC) engajado com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
O propósito foi de disponibilizar um meio eletrônico simples, de fácil acesso com requisitos possíveis que a mulher vítima de violência doméstica consiga realizar o pedido de medida protetiva de urgência, sem a necessidade de deslocamento.
A vítima no Maria da Penha Virtual, preenche um formulário com seus dados pessoais, dados do agressor e sobre a agressão sofrida. Pode anexar foto e áudio como meio de prova e, de acordo com o caso, escolhe a(s) medida(s) protetiva(s) nos termos da Lei Maria da Penha.
No final é concebido uma petição de medida protetiva de urgência na forma de pdf ,que é distribuída para o juizado competente. A vítima de Violência Doméstica pode consultar e acompanhar o andamento da petição.
Desde o dia 08 de março de 2022, a ferramenta se expandiu para todos os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Estado do Rio de Janeiro.
Para a segurança da vítima sempre que acessar o link https://maria-penha-virtual.tjrj.jus.br deverá ir até o histórico de seu navegador de internet do celular, do computador ou do tablet e apagar todo o histórico acessado.
Existe uma correlação significativa entre fibromialgia e os transtornos psiquiátricos. A fibromialgia é uma doença que atinge cerca de 0,2 % a 5% da população. Afeta mais mulheres, entre 35 e 44 anos de idade. Há dor generalizada nos músculos, tendões e ligamentos, sem inflamação. Existem alguns pontos com maior sensibilidade a dor. A causa da fibromialgia é multifatorial e se manifesta, principalmente por dores difusas, cansaço, sono não reparador, problemas cognitivos, sintomas ansiosos e/ou depressivos. Há um fator de herdabilidade de cerca de 50%, sendo que existe 13 vezes maior chance de desenvolver a fibromialgia em parentes de 1º grau. Vários neurotransmissores parecem estar envolvidos no processo de sensibilização a nível central, que acabam influenciando na modulação da dor, cognição e humor. O quadro clínico de fibromialgia é a presença de dor crônica por pelo menos 3 meses caracterizado por pontos dolorosos sensíveis a palpação em locais específicos a palpação pelo examinador. Há pelo menos 11 pontos de 18 pontos estabelecidos como critérios diagnósticos da fibromialgia. Sabemos que existem muitas pessoas com o diagnóstico errôneo de fibromialgia realizados por profissionais pouco familarizados com os critérios diagnósticos para a dor da fibromialgia. Também é necessário a presença de fadiga crônica associado a dor para o diagnóstico. A alteração do sono do tipo não reparador é a disfunção do sono comum e que intensifica a dor quando não corrigido. Sintomas depressivos e/ou ansiosos também estão evidentes. Esses sintomas agravam o quadro de dor, assim como a dor agrava os sintomas de humor. Também é necessário fazer a exclusão de outras patologias para se firmar o diagnóstico de fibromialgia, como, lúpus, polimialgia reumática, miopatias, espondilite anquilosante, hipotireoidismo, transtorno somatoforme, transtorno depressivo com dor, neuropatias anquilosantes, dentre outros. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e o sono reparador para a qualidade de vida do paciente. O tratamento não farmacológico consiste em psicoterapia, psicoeducação e atividade física regular. Para aliviar a dor o exercício físico aeróbico deve ser realizado por pelo menos 20 minutos por 2 a 3 vezes na semana. O tratamento medicamentoso varia conforme o sintoma alvo e o transtorno psiquiátrico presente. Dependendo do caso, pode ser indicado anticonvulsivantes, antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e indutores do sono. A psicoterapia é sempre indicada para que o paciente consiga identificar e lidar com os estressores que contribuem com o quadro álgico da fibromialgia. Existe uma correlação significativa entre fibromialgia e os transtornos psiquiátricos, sendo necessário o tratamento multidisciplinar para este paciente.
Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente
O TDAH é um distúrbio neurobiológico que acomete cerca de 5 a 7% da população mundial.
O diagnóstico do TDAH é feito pela clínica/anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais.
Não há auxílio de exames complementares como, testagem neuropsicológica, ressonância magnética, mapeamento cerebral, eletroencefalograma, Spect, entre outros.
Quando o médico psiquiatra ou neurologista solicita esses exames é para descartar outras comorbidades que podem estar associados ao quadro de TDAH. Sabemos que cerca de 70% dos pacientes desenvolvem outra comorbidade psiquiátrica e que na maioria das vezes é essa patologia que leva a busca de avaliação clínica.
O TDAH pode se manifestar de diversas formas ao longo das diferentes fases da vida. Segue em anexo apostila desenvolvida pelo laboratório Takeda para divulgação do tema.
O Covid – 19 aumenta risco de distúrbios psiquiátricos em 25%, o que não ocorre com outras infecções respiratórias é o que foi demonstrado em um estudo da Universidade de Oregon.
Esse estudo americano foi publicado na revista World Psychiatry. Os autores analisaram informações de 46.610 pessoas do National Covid Cohort Collaborative.
Desse total, um grupo foi testado positivo para COVID-19, enquanto outro grupo testaram positivo para outra infecção respiratória.
Os diagnósticos psiquiátricos ocorreram em 2 momentos: de 21 a 120 dias e de 120 a 365 dias após resultado positivo do teste. Todos os pacientes não tinham apresentado Covid antes.
Os resultados foram que 3,8% dos pacientes com COVID-19 desenvolveram algum distúrbio psiquiátrico, em comparação a 3 % dos pacientes com outras infecções. Isso equivale que há um risco relativo de aumento de 25% de ter algum transtorno psiquiátrico após Covid.
Nesse estudo temos resultado similar a diversas outras pesquisas já realizadas no mundo.
É um alerta para que pacientes e profissionais de saúde estejam atentos a avaliar o estado de saúde psíquico nos pós recuperamos de Covid.
A dependência do álcool afeta a vida do indivíduo e da família. O tratamento do paciente com dependência de álcool é preciso ser multidisciplinar e a família precisa ser envolvida.
A avaliação do paciente abrange diversos profissionais e que precisam avaliar os padrões de comportamento, cognição e social que levam ao uso do álcool. Esse tratamento ocorre por um período longo, variando conforme a gravidade da doença.
Sempre a meta é atingir a abstinência, mas pode ser que não consiga ser alcançada logo no início do tratamento. Nesse caso, busca reduzir os danos provocados pelo excesso de álcool. Observa-se que quando a família e amigos próximos estão envolvidos existe a maior chance desse paciente aderir ao tratamento e de recuperação.
A família é uma peça-chave desse tratamento. Muitas das vezes o paciente se recusa ao tratamento da dependência ao álcool por não se reconhecer doente e, o tratamento é iniciado através da família. As pessoas próximas ao paciente vão auxiliá-lo a reconhecer os efeitos negativos do álcool e motivá-lo a buscar ajuda.
Em anexo temos uma apostila promovida pelo laboratório Genom dirigido aos familiares para compreender a doença e seus desdobramentos. O objetivo é sensibilizar a família com informações que ajudem a lidar com a dependência do familiar ao álcool e como sensibilizar o paciente para o problema.
Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente
Hoje no jornal O Globo saiu uma reportagem com título “Ligados na Tomada: jovens buscam droga de TDAH para ter mais foco, uso traz riscos”. Vivemos um momento em que muitas pessoas apenas através do título já se sentem totalmente informadas pela reportagem e saem compartilhando com comentários que não condizem com a realidade e nem com o teor do artigo. Considero isso bem perigoso.
A medicação Venvanse, que também existe no Brasil com o nome comercial Juneve, se trata de uma medicação segura e aprovada inclusive para crianças com TDAH, a partir dos seis anos de idade. É uma droga estimulante do sistema nervoso central (SNC), utilizada para tratamento de TDAH principalmente onde a causa dos sintomas é uma hipoativação do lobo pré-frontal.
A ANVISA autorizou a venda do Venvanse para uso pediátrico e adulto para pacientes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade com controle médico, o que considero estar toda a chave da discussão. É um remédio “tarja preta”, que precisa de acompanhamento ambulatorial com intervalos determinados por seu psiquiatra ou neurologista. O laboratório que fabrica o Venvanse também conseguiu a aprovação para Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) em bula, para o Juneve.
O mal uso dessa substância, como o de qualquer medicamento, pode ocasionar malefícios para a saúde do indivíduo. As pessoas que usam medicamentos por conta própria ou prescritos por profissionais não familiarizados com a substância assumem um risco importante para a própria saúde física e mental. Existem estudos clínicos importantes com indicações muito bem definidas, para TDAH ou TCAP, mas não deveria ser utilizada para outros quadros sem comprovação científica clara, como por exemplo emagrecimento ou estimulante.
Atualmente há um grande interesse “concurseiros”, vestibulandos, empresários e trabalhadores da área de tecnologia e mercado financeiro, que não tem a doença neuropsiquiátrica. Como não conseguem a receita médica por não ser portador dessa patologia, eles buscam meios “alternativos”, como vendas ilegais pela internet.
Vemos muitos comentários na rede alardeando efeitos positivos de aumento de performance, energia e redução de apetite. Nenhum desses comentários citam que é necessária receita médica e acompanhamento profissional. Podemos lembrar de um tempo passado em que muitos acreditavam que a cocaína poderia ser inofensiva, por exemplo, hoje sabemos que não é bem assim.
Eu também observo um outro problema na venda desse medicamento, no próprio balcão das farmácias, aprovado pelo nosso governo atual. Com a situação da pandemia do Covid – 19 o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou mudanças nas regras de prescrição e dispensação dos medicamentos controlados. A medida foi determinada por meio da RDC 357/20, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de 24 de março de 2020 e foi renovada até maio de 2023.
Uma das alterações é o aumento da quantidade máxima de medicamentos permitidos na venda numa receita de controle especial. Inicialmente foi autorizado que, para as receitas emitidas antes da publicação dessa RDC 357/20, quando dentro do prazo de validade, teria a farmácia a autorização de vender uma quantidade superior ao que foi prescrito pelo médico, seguindo a quantidade definida descrita numa tabela. Na prática como isso ocorre?
Se o médico dá uma receita para uma caixa de Venvanse, o balconista pode vender até 3 caixas desse medicamento com essa mesma receita. Ou seja, o médico especialista estipulou uma quantidade de medicamento, determinando o tempo em que o paciente deve retornar para avaliação, e esse tempo é triplicado pela farmácia, sem pensar nas consequências desse ato. Isso um aumento de dosagem por conta própria, o não retorno ao médico que deveria acompanhar a evolução do quadro e até repassar o medicamento para outros que não tem indicação para tomá-lo. Sem falar na facilidade que comerciantes de má fé passam a ter para um “lucro extra” em suas vendas. Agora supondo que você não aceita a oferta de comprar as três caixas, compra apenas uma caixa porque você entendeu que a medicação faz parte de um tratamento médico e que rigorosamente deve ter avaliação no tempo recomendado pelo profissional. Caso você não assine no verso e declare por escrito que levou apenas uma caixa, está aberta a possibilidade de venda de duas caixas para alguém que não possui a receita médica.
Já atendi pacientes que faziam uso por conta própria de uma quantidade absurda dessa medicação, sem nunca ter sido prescrito por um médico. Eles farmácias ou determinados balconistas de referência para obterem medicamentos que precisam de receita controlada.
O Venvanse é um medicamento bastante seguro, quando bem indicado, para as patologias as quais essa medicação foi autorizada pelos estudos clínicos em todo o mundo.
Buscar fazer as coisas da melhor maneira possível é bacana. Entretanto, quando falamos de perfeccionismo é muito além disso. A pessoa perfeccionista ela não se permite errar de forma alguma e evita isso a todo custo. Ela se cobra muito porque encara como um ato terrível qualquer descuido.
Parece incoerente juntarmos Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e perfeccionismo numa só pessoa, não acha?
Para algumas pessoas essa situação faz total sentido e precisamos ficar muito atentos na avaliação dos nossos pacientes. Muitos buscam ajuda em consultórios médicos e de Psicologia para queixas secundárias a esse perfeccionismo como ansiedade, depressão e insônia.
Erros por falta de atenção está muito associado ao TDAH. Porém, o perfeccionismo é justamente o oposto e é a busca implacável por excelência.
Como ocorre essa interface perfeccionismo e TDAH?
Quando crianças, sofreram muitas críticas de terceiros por falhas ou pequenos erros por falta de desatenção. Esses julgamentos foram tão impactantes que acabam que elas introjetam um padrão de autocobrança enorme. Evitam o desconforto de receber uma crítica a qualquer custo, buscando um padrão de excelência impossível.
São pessoas que acabam se autossabotando por buscar resultados incansáveis, levando a perder muito tempo e a produzir menos do que é esperado em relação ao seu potencial e interesse. Ainda alguns desistem dos seus projetos por medo de falhar.
Abaixo segue uma foto de uma aula ministrada por mim num curso para psicólogos que tem o resumo de carcterísticas encontradas em TDAH com perfeccionismo.
Características comuns em TDAH com perfecicionismo
Sugiro a todos os profissionais de saúde também avaliarem TDAH nesses pacientes que exigem um discurso de sofrimento no trabalho por “gostar muito de ser bem-feito” ou que abandonam sonhos parecendo desinteresse. Assim como se algum leitor se identificou, teve dúvidas se tem TDAH recomendo a lerem diversos artigos do tema no site, e se dúvidas persistirem busquem uma avaliação com especialista em TDAH.