Como Desfraldar Criança do Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Autora: Elizabete Possidente

Muitas crianças autistas têm dificuldade em falar ou pedir para ir ao banheiro. Recomendo que o desfralde comece pela fralda do dia e por último a noturna.

Quando as crianças demonstram que estão evacuando, como por exemplo, ficam quietas ou se agacham para fazer o coco é o momento ideal para o início do desfralde. Nesse momento sabemos que a criança atingiu maturidade do sistema nervoso central (SNC) para controlar os esfíncteres envolvidos na micção e evacuação.

Se estão espaçando o intervalo entre os pipis é outro fator que contribui para o acerto no momento do desfralde da criança. Crianças que conseguem permanecer cerca de 3 horas com a fralda seca geralmente são aquelas que estão prontas para serem desfraldadas.

Deve-se também verificar se a criança não apresenta medo ou resistência de   se sentar no vaso sanitário. Se tiver medo deve primeiro levá-la a sentar no vaso brincando, contando história ou utilizando os eletrônicos que ela gosta. Assim relaxará no vaso e perderá o medo. Como as crianças com TEA são muito visuais sugiro ter um cartão com uma figura de uma criança no banheiro. Combina com ele que sempre que tiver vontade de ir ao banheiro mostre o cartão ao responsável para ajudá-lo. Explique para a criança que é necessário tirar a roupa e se sentar no vaso.

Quando fizer xixi ou coco no vaso sanitário, os responsáveis devem sempre comemorar. Assim a criança entenderá que esse é o comportamento esperado.

Nesse processo de desfralde, os pais devem a cada 20 a 30 minutos levá-la a se sentar no vaso sanitário. O cartão com a figura de uma criança no banheiro deve estar fácil de encontrá-lo lo na casa. Inicialmente os pais ao conduzir o filho ao banheiro, peça para que pegue esse cartão. Diga que estão indo ao banheiro igual a criança do desenho.  O responsável segura  a criança pela mão para passar segurança  e no banheiro peça para que o entregue o cartão.

Depois de várias vezes, comece a pedir a ela para que ela mesmo pegue a figura porque vocês estão indo ao banheiro.

Com o tempo, ela mesmo terá a iniciativa de pegar a figura e entregar aos pais quando sentir vontade de ir ao banheiro.

Crie um quadro de rotina – nesse quadro de rotina inclua as atividades e as pausas de banheiro.

Crianças com TEA adoram rotina por se sentir mais segura ao ter domínio do que a espera.

Quando for trocar a fralda, peça para sentar no vaso e depois coloque a fralda.

Escapes sempre  ocorrem com qualquer criança. Por mais que  incomode aos responsáveis não demonstre irritabilidade ou brigue com a criança. A criança pode encarar esse chamado dos pais como uma forma de ter maior atenção e repetir esse comportamento.

Sempre que ocorrer escape de pipi ou coco dar a menor atenção possível.

O ideal da fralda para dormir é colocar depois que ela adormeceu. Seguem  recomendações para esse processo de desfralde:

• Não inicie desfralde se a criança ainda não atingiu maturidade.

• Analisar com o pediatra se alguma condição física pode estar presente que dificulte esse processo, como, infecção urinária ou mal formação do aparelho urinário. Se presente, tratar ou atenuar essa condição clínica primeiro.

• Permita que veja os irmãos ou pais indo ao banheiro, sentado no vaso. Criança aprende muito por imitação.

• Dê preferência ao vaso sanitário, em vez de penico. Não esquecer do redutor de assento e, se for preciso de um banquinho para funcionar como degrau. A criança precisa se sentir segura e confortável.

• A criança com TEA tem dificuldade de mudanças de hábitos. Se o costume for no penico poderá haver problemas para passar para o vaso sanitário. Lembre-se que fora de casa não haverá penico.

• Tente o desfralde no verão porque no inverno tendem a urinar mais.

• Retire primeiro a fralda do dia. Quando estiver mantendo sem fralda de dia, retire da noite.

• Os responsáveis não podem demonstrar medo de iniciar o processo porque se eles percebem insegurança ou tensão, eles internalizarão como algo negativo  e irão se esquivar desse momento.

• Sempre o processo de desfralde é sentado, mesmo para os meninos. Depois que esteja dominando esse controle, permita ele observar como o pai ou o irmão faz o pipi de pé. Depois ele mesmo por imitação passará a querer fazer de pé.

• Festeje imediatamente ao conseguir usar o vaso sanitário. Reforce positivamente esse comportamento.

• A cada hora leve-o ao banheiro e o se senta por 3 a 5 minutos no vaso. Muitas vezes ao sair do vaso consegue fazer quase que imediatamente, não o recrimine.

• Compre cuecas ou calcinha divertidas, do personagem que aprecia. Isso é um estimulante para retirar a fralda.

• Crianças com TEA tem grande capacidade de aprendizagem com pistas visuais. Coloque placas ilustrativas de como fazer xixi e coco no banheiro.

Não adianta em nada essas recomendações se não forem cumpridas quando os pais estejam preparados, seguros, tranquilos e com tempo para dispensar nessa atividade.   Dá trabalho, mas é muito gratificante aos responsáveis e a criança ao conquistar o desfralde. Não desista.

Posso Beber Com Esse Remédio?

Autora: Elizabete Possidente

Hoje é sexta. Recebo diversas mensagens com a seguinte pergunta : Dra . posso beber com esse remédio?

Cada caso é um caso. Porém, todos os pacientes devem saber que:

◦ O álcool é uma droga que deprime SNC (sistema nervoso central).

◦ Pacientes que fazem tratamento estão com quadro emocional que já os deixam fragilizados e portanto, mais fragilizados ao efeito de substâncias.

◦ O álcool e a maioria dos remédios são metabolizados no fígado. Pode haver um efeito bastante negativo ao fígado.

Muitas substâncias para serem metabolizadas ao mesmo tempo pelas enzimas do fígado podem fazer com que o álcool fique mais tempo circulante no organismo e sendo mais nocivo ao corpo.

Por que não pede um drink sem álcool ? Ou uma água com gás e limão? Você estará com o copo na mão e não chamará a atenção dos amigos que você não está bebendo.

Pode ser que não esteja tão bem emocionalmente com o tratamento psiquiátrico por causa do efeito do álcool. Já pensou nisso?

Próxima consulta converse com o seu médico.

Vídeo Mostra de Forma Didática Como Um Relacionamento Abusivo Ocorre

Um relacionamento abusivo não é uma realidade distante de nós, ele ocorre sem que possamos perceber.
No vídeo aprece um abuso sutil que acontece num namoro entre dois jovens. Nesse relacionamento a vida da adolescente protagonista começa como um sonho e que se transforma em pesadelo.
No final do video são apresentados que 1 em cada 3 jovens diz ter sofrido algum tipo de abuso em seus namoros num estudo americano. Segundo a ONU no Brasil de 3 de cada 5 mulheres já sofreram abuso no relacionamento.
A produção foi feita para a “Day One” uma organização sem fins lucrativos dedicada ao combate ao abuso sexual e ao apoio às vítimas. Assista:

O Peso do Copo de Água

Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d’água. Todos pensaram que ela perguntaria “Meio cheio ou meio vazio?”. Mas com um sorriso no rosto ela perguntou “Quanto pesa este copo de água?”

As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela respondeu: “O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado.

Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava”. Ela continuou: “O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d’água.

Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa”.

Então lembre-se de “largar o copo”..

Os Transtornos Mentais Podem Ocorrer em Diferentes Graus

O psiquiatra Luiz Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, afirma em entrevista ao jornal O Globo que o diagnóstico psiquiátrico será cada vez mais dimensional do que categórico.

Ele foi o único médico cientista brasileiro que participou na força-tarefa do Quinto Manual de Estatísticas e Diagnóstico – DSMV.

Na entrevista ele faz críticas ao DSM – V e ao CID-11.

Não poderia de deixar de falar também sobre o TDAH, distúrbio neurobiologico em que é referência mundial.

Respondeu a diversas dúvidas que giram em torno do Transtorno de Déficit de atenção e hiperatividade.

Veja a reportagem no link : https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/06/os-transtornos-mentais-ocorrem-em-diferentes-graus-diz-psiquiatra.ghtml

Gêmeos Deveriam Estudar na Mesma Turma?

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

No Brasil não existe uma regra definindo o certo ou errado. Depende por exemplo da idade ou da forma de criação dos envolvidos pela família.

 Quando entram na fase pré-escolar / maternal, existe uma tendência a pedido dos pais a se manter na turma para melhor adaptação, já que geralmente é o primeiro momento de separação dos pais. Algumas escolinhas também estimulam por ter apenas uma turma nessa fase. Isso não quer dizer que sempre é essa a melhor opção. Por exemplo, se é o caso de uma das crianças ser portadora de uma personalidade mais dominante ou é muito mais extrovertida pode desfavorecer o outro a realizar novas amizades e enfrentar novas experiências. Um dos gêmeos pode crer que só tem capacidade na presença do irmão o que pode ocasionar muitos problemas emocionais, tais como, autoestima baixa, insegurança, ansiedade e medos.

Quando os gêmeos já em idade mais avançada, dos 6 a 9 anos, na maioria das vezes a família passa a querer investir na individualidade, percebendo características pessoais e de independência, e buscam que os seus filhos estudem em turmas diferentes. Nessa faixa etária existe um consenso de é a forma mais indicada.

No exterior a tendência é separação desde pequenos. Culturalmente as crianças são condicionadas para a individualidade e responsabilidades. Sabem desde pequenos que independente do que escolherem mais velhos, o normal é cada um partir para uma faculdade distante de casa.

No Brasil existem poucos estudos sobre o comportamento das famílias com gêmeos e quase nenhum que acompanhe a evolução desses irmãos. Um estudo mais amplo realizado na USP demonstrou que famílias com maior recurso financeiro tendem a valorizar a independência dos gêmeos. Famílias com menos recurso normalmente prefere reforçar o vínculo familiar, valorizando a cumplicidade e amizade entre os irmãos. Devemos levar em conta nesse caso que pela menor disponibilidade de renda influencia em manter os irmãos juntos, pois sabemos que é mais prático e barato irem para a mesma escola e realizarem juntos atividades extraclasse.

Gêmeos que estudam separados apresentam maior segurança, pela valorização de seus gostos e interesses, desvinculando a ideia de que tudo deve combinar com o irmão. Devido ao aumento de autoestima e da independência tendem a ter menor nível de competitividade entre eles, facilitando a relação familiar.  Não são conhecidos como os “gêmeos” pelos professores e amigos e sim pelo próprio nome. Apesar de no início sentirem a separação, existem muitos pontos positivos.

Dia Mundial Sem Tabaco – dia 31 de maio

Autora: Elizabete Possidente

A Organização Mundial de Saúde (OMS) associa que cerca de  200 mil mortes por ano no Brasil ao tabagismo. Estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, são fumantes.

As consequências mais comuns  do tabagismo  são: infarto, derrame, câncer, bronquite, enfisema, aneurismas arteriais, úlcera, trombose vascular, disfunção sexual, osteoporose, infecções respiratórias, hipertensão arterial, redução de número de espermatozoides e óvulos (dificuldade em engravidar) e diversas patologias de vias respiratórias.

Quando as mulheres não conseguem parar de fumar durante a gravidez aumentam os riscos de problemas para a mãe e para o bebê. Nascimento prematuro, aborto, problemas na placenta, nascimento de bebês com baixo peso, danos nos vasos sanguíneos do feto, aumento de hipoglicemia e dislipidemia estão entre os principais. Ainda existe o risco do bebê nascer dependente da nicotina.   

A nicotina atua no sistema nervoso central muito rápido, entre 7 e 19 segundos, imitando a ação do neurotransmissor acetilcolina. A acetilcolina e seus receptores estão envolvidos em diversas funções, como movimento muscular de membros e face, na respiração, na frequência cardíaca, no aprendizado e na memória. Também influencia na liberação de diversos hormônios que atuam no humor e no apetite.

A nicotina também ativa áreas envolvidas na produção de dopamina, resultando na sensação de prazer e causando a dependência. Quando se fuma repetidamente, também há o desenvolvimento de tolerância pelo organismo, ou seja, se acostuma aquela quantidade de nicotina e, para ter a mesma sensação, é necessário aumentar a  quantidade da substância.

Quando o vício está formado é muito difícil abandonar o hábito. Uma em cada dez pessoas que decide parar de fumar consegue sucesso sem tratamento médico. Tabagistas podem apresentar diversas queixas ao suspender o uso da nicotina. As mais comuns são : ansiedade, depressão, irritabilidade, cefaleia, insônia, aumento do apetite e mal estar.

Os sintomas da síndrome de abstinência são ruins. Existe tratamento medicamentoso e terapia cognitivo comportamental, que podem atenuar as queixas dessa fase. Adotar  hábitos saudáveis também ajuda muito no tratamento, como uma boa higienização do sono e atividade física regular.

O INCA listou os 8 principais benefícios em parar de fumar e que precisam ser focado pelo tabagista para ajudar a superar a fase de abstinência:

• Após 20 minutos, a pressão arterial e a pulsação normalizam.

• Após 2 horas, não há nicotina no sangue.

• Após 8 horas, o nível de oxigênio normaliza.

• Após 12 a 24 horas, os pulmões melhoram.

• Após 48 horas, o olfato e o paladar melhoram.

• Após 21 dias, a respiração e a circulação melhoram.

• Após um ano, o risco de morte por infarto agudo do miocárdio reduz a 50 %.

• Após 10 anos, o risco de infarto é semelhante a um indivíduo que nunca fumou.

Para ter sucesso em parar de fumar, o dependente de nicotina tem que estar em estado de alerta para identificar e se proteger dos gatilhos que o levam a fumar no dia a dia. Por exemplo, estresse, café, álcool, uma reunião , sentar para escrever o relatório do trabalho etc. É preciso saber que a vontade de fumar dura apenas alguns minutos. Se distraia dessa vontade, por exemplo saindo para caminhar, escove os dentes, chupe gelo e sempre ocupe as mãos (tenha um elástico, papel e caneta , por exemplo), procure um amigo ou se distraia com a rede social para que esses minutos da vontade de fumar passem, e a vontade desapareça.

Não Quanto mais cedo você parar de fumar, menor o risco de doenças. A qualidade de vida melhora muito só em parar de fumar. Como é difícil parar de fumar sozinho, busque ajuda médica e psicológica.

Suicídio entre médicos aumenta: o que está acontecendo com médicos e estudantes de Medicina? – HOSPITAIS BRASIL

A pandemia de Covid, serviu apenas para fazer reacender essa discussão, pois nunca a profissão medica foi tão exigida quanto agora nos últimos 2 anos.
— Ler em portalhospitaisbrasil.com.br/suicidio-entre-medicos-aumenta-o-que-esta-acontecendo-com-medicos-e-estudantes-de-medicina/

Por que os jovens bebem tanto? Qual é a responsabilidade dos pais nesse cenário?

Autora: Elizabete Possidente

Artigo de minha autoria e recém publicado na Academia médica . Veja no link abaixo:

https://academiamedica.com.br/blog/por-que-o-jovem-bebe-tanto-qual-e-a-responsabilidade-dos-pais-nesse-cenario?utm_campaign=6276e01cc10f3b5036a38657

Animação Sobre Efeitos do Vício no Comportamento Humano

Autora: Elizabete Possidente

Andreas Hykade é um criador de várias animações sobre o comportamento humano e é professor da Universidade de Harvard..

Nessa animação ele mostra o comportamento humano e os efeitos da dependência na trajetória do vício.

Conselho Federal de Medicina Regulamenta a Telemedicina

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

No dia 4 de maio foi publicado Diário Oficial da União (DOU) a
Resolução nº 2.314/2022.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) através dessa resolução define e regulamenta a telemedicina como forma de serviços médicos por tecnologia de comunicação.
Os médicos poderão ofertar
atendimento por teleconsulta ou presencial.
Desde 2018, entidades médicas já estudavam sobre o tema e, com a pandemia de COVID-19, a prática de telemedicina teve um aumento significativo.
Médicos analisam a popularização da telemedicina como algo facilitador ao acesso à saúde, independentemente do lugar em que o paciente se encontra. Por outro, tem profissionais que temem a banalização das consultas.
O ponto de partida para regulamentar esta modalidade de atendimento foi a necessidade de sintonizar a assistência médica com a inovação e os avanços da tecnologia.
O CFM convidou diversas entidades médicas, como a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a Federação Médica Brasileira (FMB), Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), sociedades de especialidades, associações médicas e sindicatos médicos que contribuíram na discussão do tema e da elaboração das regras.

https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852

Foto por Edward Jenner em Pexels.com

Por que é tão importante realizar o diagnóstico psiquiátrico na Infância? Como é feito esse diagnóstico?

Essas e outras respostas vocês terão ao reverem a live realizada em junho de 2021 Desafios no Diagnóstico Psiquiátrico na Infância.

CFM Posiciona Contra Liberação do Cigarro Eletrônico

Autora: Elizabete Possidente

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou em 2 de maio de 2022 uma nota reiterando a sua posição de manter a proibição de comercialização e propaganda de cigarros eletrônicos no país.

Destaca que os médicos são recomendamos a orientar aos pacientes sobre os malefícios do cigarro eletrônico.

O documento saiu como alerta a “mobilização por parte de alguns segmentos para liberação do cigarro eletrônico no país, tentando mudar a legislação em vigor”.

Para o CFM, o tema é urgente: “Cigarro eletrônico é porta de entrada para o tabagismo”. O dispositivo “possui altos índices de nicotina e de outras substâncias nocivas em sua composição, causa dependência química e pode levar a milhões de pessoas ao adoecimento e a morte”.

Foto por Lemkhanzar em Pexels.com

Uma Questão de Vida e Morte (Dica de Livro)

Autora: Elizabete Possidente

O psiquiatra Irvin Yalom dedicou a sua carreira a atender pacientes e a escrever livros sobre terapia, ansiedade e luto. Marilyn Yalom é escritora, pesquisadora e historiadora norte – americana.

Eles compartilham uma vida juntos de 65 anos de casamento e a pedido dela escrevem o livro Uma Questão de Vida e morte: Amor, Perda e o que Realmente Importa.

Nesta obra redigem a realidade do diagnóstico de uma doença terminal de Marilyn. Eles alternam a autoria dos capítulos.

 Ela tem consciência que morrerá em breve. Ela descreve como foi se preparando para a morte. A sua despedida gradativamente de livros, amigos, livros, amigos, dos filhos, dos netos e de seu marido. 

Ele apesar de sua vasta experiência mostra como é difícil esse momento. Ele em diversos momentos sofre tanto que acaba negando ou se esquecendo de muitos momentos que são lembrados pelos filhos. Com a ajuda da própria esposa ele tenta se preparar para a morte dela, a perda de seu grande amor.  Ele, muito emocionado, narra situações do cotidiano do casal com a doença e a sua vontade de querer continuar viver ao seu lado.

Ambos abordam intimidade, amor, medos e o luto. Este é um livro que retrata a importância de valorizar o tempo juntos, o significado de viver e morrer bem.  

Diferença dos Tipos de Medicamentos

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Os medicamentos de referência são aqueles de “marca”. Esses medicamentos possuem eficácia e segurança cientificamente comprovadas. Só existe um medicamento de referência para cada princípio ativo.

Os medicamentos genéricos podem substituir de referência prescritos pelo médico conforme a Anvisa. Eu, como médica, recomendo consultar o seu médico antes de aceitar qualquer troca no balcão da farmácia. Esses na embalagem têm uma tarja amarela com a letra G.

Os medicamentos similares são aqueles que também tem uma “marca”. Podem ter algumas características diferentes. Esses não passam por testes que permite a troca com os de referência ou genéricos.

De acordo com a Lei federal nº 9787 apenas o farmacêutico tem permissão para a troca de um medicamento de referência por um genérico ou vice-versa. O medicamento similar só pode ser vendido com a indicação do médico na receita.

A substituição ilegal de medicamentos similares deve ser denunciada à Vigilância Sanitária Municipal. A má conduta do farmacêutico pode ser notificada ao Conselho Regional de Farmácia. A comprovação da troca de medicamento é feita pela comparação entre a receita entregue pelo médico e a nota fiscal da compra na farmácia.

Não aceite “empurroterapia”. Denuncie.       

 Quando há Permissão a Trocar a Receita

Autora: Elizabete Possidente

O balconista da farmácia não pode fazer a indicação de nenhum medicamento. Ele só deve entregar ao cliente.

As orientações quanto ao uso, doses e possíveis efeitos colaterais são realizados pelo farmacêutico, não pelo atendente.

De acordo com a Lei federal nº 9787 apenas o farmacêutico tem permissão para a troca de um medicamento de referência por um genérico ou vice-versa. O medicamento similar só pode ser vendido com a indicação do médico na receita.

A substituição ilegal de medicamentos similares deve ser denunciada à Vigilância Sanitária Municipal. A má conduta do farmacêutico pode ser notificada ao Conselho Regional de Farmácia. A comprovação da troca de medicamento é feita pela comparação entre a receita entregue pelo médico e a nota fiscal da compra na farmácia.

Não aceite “empurroterapia”. Denuncie.

Balconistas de Farmácias Recebem Comissão para Indicar Medicamentos.

Autora: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente

Você iria a um médico sabendo que ele recebe comissão do que prescreve? Por que aceita a recomendação do balconista?

Reportagem no g1 do Rio Grande do Sul e outros jornais comentam e mostram uma notícia exibida no Fantástico de 2021, despontando que alguns laboratórios farmacêuticos pagam comissões de até 30% e até premiam com viagens internacionais aos balconistas de farmácias que indicam certos medicamentos e vitaminas aos clientes.

O ponto de partida da reportagem investigativa foi uma pesquisa em 48 ações trabalhistas de 8 tribunais de trabalho em Porto Alegre, nos quais os vendedores descreviam os esquemas. Ao deixarem o emprego, eles ingressaram com ações para ajuntar as comissões, pagas por fora do contracheque.

Eu mesma já escrevi a minha indignação quando pacientes pioram de seu quadro clínico após troca de medicamento de receita controlada por indicação de balconistas. Eu não autorizei e nem recomendei a troca, mas as farmácias o fazem mesmo assim. O pior se o paciente não melhora é sempre a culpa do médico e, nunca da qualidade do remédio.

Veja algumas dessas reportagens abaixo:

https://globoplay.globo.com/v/9520730/

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/05/16/balconistas-de-farmacias-recebem-comissao-de-laboratorios-para-indicar-medicamentos-e-vitaminas-a-clientes-revela-reportagem.ghtml

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/05/17/tem-que-tentar-empurrar-entenda-esquema-para-beneficiar-funcionarios-de-farmacias.ghtml

https://gauchazh.clicrbs.com.br/grupo-de-investigacao/noticia/2021/05/fabricantes-de-remedios-pagam-comissoes-e-ate-viagens-a-atendentes-de-farmacia-para-estimular-venda-de-produtos-ckorkwdb100210180wa478dmr.html

https://ictq.com.br/varejo-farmaceutico/2895-empurroterapia-materia-do-fantastico-confunde-sobre-genericos-e-papel-do-farmaceutico

Medicamento de TDAH causa dependência?

Autora: Elizabete Possidente

Entender isso é uma forma de reduzir o preconceito.

Medicamento não é vício, mas sim tratamento de doença crônica.

Assista o primeiro vídeo do canal do Youtube. Convido a curtir, se inscrever e compartilhar com amigos.

Campanha da Fiocruz Promove Abaixo- Assinado Contra a Autorização de Cigarros Eletrônicos

Autora: Elizabete Possidente

Fiocruz lançou no dia 11 de abril de 2022, uma campanha para alertar sobre os riscos do uso e da possível liberação dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) no Brasil.

Na campanha tem diversos materiais informativos com foco nas redes sociais, ainda contém um abaixo assinado para que as pessoas se manifestem contra a autorização dos cigarros eletrônicos pela ANVISA.

Os cigarros eletrônicos, vaper, pod, e-cigarette, entre outras nomenclaturas, têm a venda,a importação e a propaganda proibidas  por resolução da Anvisa. Apesar disso, a BAT Brasil (antiga Souza Cruz), a maior empresa de tabaco do país estima que 2 milhões de brasileiros fazem uso dos cigarros eletrônicos.

Segundo o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da ENSP/Fiocruz, nos últimos anos, a indústria do tabaco tem pressionado a Anvisa para a liberação dos cigarros eletrônicos. A ANVISA iniciou, em 2019, um processo regulatório para informações técnicas sobre o tema. No início deste mês iniciou a etapa que há recebimento da participação social de evidências técnicas e científicas relacionadas ao uso desses dispositivos. A decisão final cabe à Diretoria Colegiada.

Estudo publicado pelo INCA em maio de 2021demonstrou que o uso de cigarro eletrônico aumenta em mais de 3 vezes o risco de experimentação de cigarro convencional entre não fumantes, e mais de 4 vezes o risco de uso regular do cigarro.

Se hoje com o produto proibido os jovens já estão apresentando um aumento considerável do uso de cigarros eletrônicos. Se for aprovado venderá em todos os locais e com apelos das propagandas haverá um aumento exponencial do uso e a elevação de muitas doenças.

Acesse o abaixo-assinado contra a liberação dos dispositivos no link https://www.change.org/diga-não-aos-cigarros-eletrônicos.

Vamos participar e divulgar essa campanha de alerta para a saúde da população.

Por que a Anvisa Proibiu os Cigarros Eletrônicos?

Autora: Elizabete Possidente

Apesar de ser modinha entre os jovens e também muitos médicos ainda desconhecerem o seu potencial danoso, a ANVISA proibiu a comercialização dos cigarros eletrônicos ou vapes desde agosto de 2009.

 Está proibida a venda, importação e propaganda de todos os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) no Brasil.

A proibição leva em conta   à ausência de dados científicos que comprovem que os equipamentos têm controle de segurança, risco de desenvolver diversas doenças e o combate ao tabagismo as gerações mais jovens.

Existem outros 30 países que também apresentam o mesmo tipo de proibição. Enquanto mais de 100 países já apresentam regras bem definidas de regulamentação do uso, como até imposição de limites de idade.

Restringir o acesso aos equipamentos pelos pais, responsáveis e pelos profissionais de saúde é fundamental para investirmos na saúde da população como um todo.